Game of Thrones | Quem é o Príncipe Prometido? - Multiversos
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Grandes obras como ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’, popularmente conhecida como ‘Game of Thrones’ (‘A Guerra dos Tronos’), deixam pequenas pistas no seu decorrer de forma a fazer com que seus leitores possam rastrear informações sem que tudo precise ser jogado na sua cara claramente exposto ou dito de forma mastigada por apenas um personagem. “O diabo mora nos detalhes”, diz o provérbio alemão.

Seguindo estas pistas, vários leitores ao longo dos anos vão tecendo tramas intrincadas sobre vários pontos da obra de George R. R. Martin: “Quem é a mãe de Jon Snow?”, “Por que Tyrion possui um olho púrpura?”, “Syrio Forel e Jaqen H’Ghar são a mesma pessoa?”, “Por que não chamam a família Frey apenas de ‘Os Fêi’?”.

No entanto, nenhuma especulação é tão levantada entre os fãs de ‘Game of Thrones’ quanto: “Quem é o Príncipe Que Foi Prometido?”

Uma postagem da página do facebook Serpentes da Areia, traz o texto do administrador e fã da obra de Martin, Matheus Marques, com uma teoria extremamente bem embasada sobre a real identidade do Príncipe Prometido. Com a permissão dos administradores da página nós trazemos a teoria, na íntegra, abaixo:


Porque Daenerys é, (quase) com certeza, o Azor Ahai

(Esse texto usará como base todos os livros escritos por George R. R. Martin sobre o seu universo e informações/argumentos que li em outros lugares e achei coerentes. Embora Daenerys seja uma das minhas personagens preferidas de ASOIF [‘A Song of Ice and Fire’ ou ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’, e português], esclareço que a minha crença nela como Azor Ahai renascido não é fruto de um favoritismo pela personagem e, sim, a conclusão que eu cheguei através da análise das informações fornecidas pelo autor até o momento.)

Para falarmos sobre o Azor Ahai, é necessário primeiramente saber quem é ele. Azor Ahai, de acordo com as lendas, foi um herói que viveu durante a Longa Noite e lutou contra a escuridão, vencendo-a por fim. Nos livros de ASOIF ele é primeiramente mencionado em ‘A Fúria dos Reis’, no pov de Davos, por Melisandre.

“– Nos livros antigos de Asshai está escrito que chegará um dia, após um longo Verão, em que as estrelas sangrarão e o bafo frio da escuridão cairá, pesado, sobre o mundo. Nessa hora de terror um guerreiro retirará do fogo uma espada em chamas. E essa espada será a Luminífera, a Espada Vermelha dos Heróis, e aquele que a pegar será Azor Ahai renascido, e a escuridão fugirá perante ele – e levantou a voz, para que fosse ouvida pela tropa ali reunida. – Azor Ahai, o amado de R’hllor! O Guerreiro da Luz, o Filho do Fogo! Avance, a sua espada o espera! Avance, e tome-a em sua mão!” (‘A Dança dos Dragões’, cap 10)

Melisandre, por contra própria e independente dos demais sacerdotes vermelhos, decidiu procurar Stannis Baratheon após vê-lo em suas visões. Ela interpretou Pedra do Dragão como o local de fumaça e sal de que a profecia (que será em breve citada) falava e foi procurá-lo.

Mais informações sobre Azor Ahai são dadas a seguir no mesmo capítulo por Salladhor Saan, que conta para Davos a lenda envolvendo a forja da espada do AA [Azor Ahai], que a profecia previa que iria ser novamente retirada das chamas por esse herói renascido.

“Conhece a lenda sobre a forja de Luminífera? Vou contá-la. Era num tempo em que a escuridão caíra, pesada, sobre o mundo. Para enfrentá-la, o herói tinha de ter uma lâmina de herói, ah, como nenhuma que já tivesse existido. E assim, durante trinta dias e trinta noites, Azor Ahai trabalhou sem dormir no templo, forjando uma lâmina nas fogueiras sagradas. Aquecer, martelar e dobrar, aquecer, martelar e dobrar, ah, sim, até a espada ficar pronta. Mas, quando a mergulhou na água para temperar o aço, ela se partiu em pedaços. Como era um herói, não era do seu feitio desistir e ir atrás de excelentes uvas como estas, e, portanto, recomeçou. Da segunda vez levou cinqüenta dias e cinquenta noites, e essa espada parecia ainda melhor do que a primeira. Azor Ahai capturou um leão, para temperar a lâmina mergulhando-a no coração vermelho da fera. Mas mais uma vez o aço se estilhaçou e se dividiu. Grande foi sua aflição e grande foi seu desgosto, pois sabia o que tinha de fazer. Trabalhou na terceira lâmina durante cem dias e cem noites e, enquanto ela brilhava, incandescente, nas fogueiras sagradas, chamou a mulher. “Nissa Nissa” disse-lhe, pois era esse o seu nome, “Desnude o peito, e fique sabendo que a amo mais do que a qualquer outra coisa no mundo”. Ela obedeceu, não faço idéia do porquê, e Azor Ahai enfiou a espada fumegante no seu coração vivo. Diz-se que o grito de angústia e êxtase que ela soltou abriu uma fenda no rosto da lua, mas seu sangue, sua alma, sua força e sua coragem penetraram no aço. Esta é a lenda sobre a forja da Luminífera, a Espada Vermelha dos Heróis.”

Esse herói, então, lutou contra a escuridão e venceu, salvando a humanidade. A Longa Noite é mencionada em lendas de diversos lugares de Essos, embora o modo como essa escuridão chegou ao fim não seja um consenso, e em muitos deles é falado de um herói que lutou contra essa escuridão – heróis com nomes diferentes mas que podem muito bem ser a mesma figura. Essa escuridão também é mencionada em Westeros e as lendas ali também concordam que foi um herói que venceu tal escuridão, embora não se possa dizer se ele se trata de Azor Ahai.

“Também está escrito que há anais em Asshai sobre tal escuridão, e sobre um herói que lutou contra ela com uma espada vermelha. Dizem que seus feitos se deram antes da ascensão de Valíria, nos tempos primordiais quando a Velha Ghis começava a formar seu império. Essa lenda se espalhou a oeste de Asshai, e os seguidores de R‘hllor afirmam que esse herói se chamava Azor Ahai, e profetizaram seu retorno. No Compêndio de Jade, Colloquo Votar relata uma lenda curiosa de Yi Ti, que afirma que o sol escondeu seu rosto da terra por toda a vida, envergonhado de algo que ninguém jamais descobriu, e que este desastre foi revertido graças aos feitos de uma mulher com uma cauda de macaco.” (‘O Mundo de Gelo e Fogo’, A Longa Noite)

“Quanto tempo a escuridão durou nenhum homem pode dizer, mas todos concordam que foi só quando um grande guerreiro ? conhecido como Hyrkoon, o Herói, Azor Ahai, Yin Tar, Neferion e Eldric Caçador de Sombras ? surgiu para dar coragem à raça dos homens e liderar os virtuosos em batalha com sua espada brilhante Luminífera que a escuridão foi condenada à derrota, e a luz e o amor retornaram mais uma vez ao mundo.” (‘O Mundo de Gelo e Fogo’, Os Ossos e Além: Yi Ti)

“No Norte, falam sobre o último herói que buscou ajuda dos filhos da floresta, com seus companheiros o abandonando ou morrendo um a um enquanto enfrentavam gigantes vorazes, servos gelados e os próprios Outros. Sozinho, ele finalmente encontrou os filhos, apesar dos esforços dos caminhantes brancos, e todas as histórias comprovam que este foi um momento de virada. Graças aos filhos da floresta, os primeiros homens da Patrulha da Noite se uniram e foram capazes de lutar – e vencer – a Batalha da Aurora: a batalha final que acabou com o inverno sem fim e mandou os Outros de volta ao norte congelado.” (‘O Mundo de Gelo e Fogo’, A Longa Noite)

É profetizado o retorno de Azor Ahai pelos sacerdotes de R’hllor que o tem como uma figura messiânica. Eles creem que uma nova escuridão cairá sobre a terra em certo momento e que esse herói ressurgirá para novamente lutar contra ela e salvar a humanidade. Segue a profecia que prevê o renascimento de Azor Ahai:

“Quando a estrela vermelha sangrar e as trevas aumentarem, Azor Ahai renascerá entre fumaça e sal para despertar os dragões da pedra.” (‘A Dança dos Dragões’, cap 49)

Vemos, portanto, que Azor Ahai foi um herói lendário que venceu a escuridão e que teve a volta profetizada para vencê-la novamente, quando ela retornasse. Ele viria ao mundo renascido entre fumaça e sal quando a estrela vermelha sangrasse para acordar os dragões de pedra.

Outro fato interessante a se mencionar é que nos livros nos é dada uma informação de que foi profetizada por uma bruxa dos bosques que o Príncipe Prometido viria da descendência de Aerys II e Rhaella Targaryen, e que, por esse motivo, seus pais os obrigaram a se casar. A bruxa dos bosques é revelada posteriormente como sendo, ninguém menos, que a Fantasma de Coração Alto, com quem Arya Stark se encontra no terceiro livro. Ela é, provavelmente, associada a magia dos Filhos da Floresta e, até o momento, suas previsões foram infalíveis.

“– Vi o casamento de seu pai e sua mãe também. Me perdoe, mas não havia carinho ali, e o reino pagou caro por isso, minha rainha.
– Por que se casaram se não amavam um ao outro?
– Seu avô ordenou. Uma bruxa do bosque dissera para ele que o príncipe prometido nasceria da linhagem deles.”
(‘A Dança dos Dragões’, cap 30)

Portanto, esses são os requisitos relacionados ao Azor Ahai e seu renascimento:

  1. O término de um longo verão (o último verão durou dez anos e foi o mais longo já registrado na história de Westeros);
  2. O aumento da força das trevas/o bafo frio da escuridão/a Longa Noite;
  3. Uma estrela sangrando;
  4. Renascimento entre fumaça e sal;
  5. Despertar os dragões de pedra;
  6. Vir da descendência de Aerys e Rhaella Targaryen;
  7. Retirar do fogo uma espada em chamas, chamada Luminífera.

Alguns outros apontamentos são feitos sobre esse herói ao longo dos livros:

1- Benerro nos diz que ele fará um mundo novo

“– Benerro enviou a palavra de Volantis. A vinda dela é o cumprimento de uma antiga profecia. Da fumaça e do sal ela nascerá, para fazer um mundo novo. Ela é Azor Ahai retornado… e o triunfo dela sobre a escuridão trará um verão sem fim… a morte dobrará os joelhos, e aqueles que morrerem lutando pela causa dela renascerão.” – ‘A Dança dos Dragões’

2- Aemon nos diz que pode ser um príncipe ou uma princesa devido a fluidez da língua

“— Ninguém nunca pensou em uma garota, — disse ele. — Foi um príncipe que nos prometeram, não uma princesa… Quão estúpidos fomos! Nos achávamos tão sábios. O erro veio da tradução. Os dragões não são machos nem fêmeas. Eles são agora um e agora o outro, tão mutáveis como as chamas. A linguagem nos enganou por mil anos.”

Agora, que temos as informações sobre esse herói, quem foi e quais as condições de seu renascimento no mundo de acordo com as profecias, vamos analisar os possíveis candidatos a ele:

Stannis Baratheon

Melisandre acredita inicialmente que Stannis Baratheon era o Azor Ahai, porém, vemos ao longo dos livros que sua crença foi baseada em premissas totalmente falsas e que não há nada que aponte para Stannis Baratheon como Azor Ahai.

Melisandre acredita que Stannis é o Azor Ahai devido ao fato de estar em Pedra do Dragão, que ela considera ser o local de fumaça e sal em que o Azor Ahai nasceria. Entretanto, tem um problema com essa teoria: Stannis é um Baratheon e não nasceu em Pedra do Dragão mas, sim, em Ponta Tempestade. Ele era apenas lorde do castelo naquela época, cumprindo as ordens de seu irmão, Robert. Portanto, ele não renasceu entre fumaça e sal.

“– Ele não está morto. Stannis é o escolhido do Senhor, destinado a liderar a luta contra a escuridão. Vi isso em minhas chamas, li nas antigas profecias. Quando a estrela vermelha sangrar e as trevas aumentarem, Azor Ahai renascerá entre fumaça e sal para despertar os dragões de pedra. Pedra do Dragão é o lugar de fumaça e sal.
Jon já ouvira tudo isso antes.
– Stannis Baratheon era o Senhor de Pedra do Dragão, mas não nasceu ali. Nasceu em Ponta Tempestade, como seus irmãos.”
(‘A Dança dos Dragões’, cap 49)

Além do fato de que Melisandre acredita que poderia matar Edric Storm e usar seu sangue para ressuscitar os dragões de pedra, porém ela ignora o fato de que os dragões já retornaram ao mundo.

Por fim, Meistre Aemon percebe no ‘Festim dos Corvos’ que a espada de Stannis não emanava calor e, ao saber que os dragões tinham voltado ao mundo, conclui que Stannis não é Azor Ahai.

“Diga a eles. A profecia… O sonho do meu irmão… Melisandre interpretou mal os sinais. Stannis… Stannis tem um pouco do sangue de dragão. Seus irmãos fizeram o mesmo. Rhaelle, a filha de Egg… mãe de seu pai… ela costumava me chamar de tio meistre quando era apenas uma garotinha. Lembrei-me que, assim que me permiti ter esperança… talvez eu quisesse… todos nós nos enganamos, quando queríamos acreditar em algo. Melisandre foi a que mais se enganou, esta é a espada errada, ela tem que saber… luz sem calor… um glamour vazio, esta é a espada errada, a luz falsa só pode nos aprofundar ainda mais na escuridão.” (‘O Festim dos Corvos’, cap 35)

Fica, portanto, claro que Stannis não se encaixa em nenhum requisito da profecia. E, embora tenha, sim, sangue Targaryen, nenhuma profecia nos diz nada sobre sangue Targaryen, ela faz referência a uma linhagem Targaryen específica que é a vinda de Aerys II e Rhaella. Stannis não descende deles.

Jon Snow

Outro possível candidato a Azor Ahai seria Jon Snow. Eu vejo o Jon como o arquétipo perfeito para ser Azor Ahai, e o mais clichê de todos: ele é o personagem honrado, altruísta, que está diretamente ligado a luta contra os Outros, é um líder nato e um bom espadachim, e tem desde o começo dos livros o bem da humanidade como objetivo. Para muitos isso torna provável que ele seja então o Príncipe Prometido mas, para mim, isso só o torna o mais improvável. Martin já deixou claro o quanto odeia clichês, o quanto abomina a dictomia óbvia “bem vs mal”, e tenta ao longo das ‘Crônicas’ desconstruir, ou pelo menos minimizar, os clichês e esteriótipos clássicos das obras de fantasia. Colocar o Jon como Azor Ahai apenas iria fazer com que ele fosse o clássico arquétipo messiânico, contradizendo tudo que o Martin vem fazendo e falando até o momento.

No entanto, apenas isso não é suficiente para descartar a hipótese de Jon Snow como Azor Ahai, portanto, vamos analisar a teoria que tenta colocar ele nesse papel.

Normalmente se diz que a profecia se cumpriu em Jon Snow quando ele morreu pelas mãos da Patrulha da Noite. De acordo com a teoria, a estrela que sangraria seria o manto de Sor Patrek da Montanha do Rei que foi morto por Wun Wun, a fumaça seria o vapor que saía de suas feridas e o sal seriam as lágrimas de Bowen Marsh ao esfaqueá-lo.

Essa teoria, entretanto, tem alguns problemas:

1- Jon Snow não estava aí renascendo, ele estava morrendo. Caso sua ressurreição ocorra nos livros (o que acho, sim, provável), não sabemos em quais circunstâncias ela se dará para sabermos se ele vai cumprir a profecia. Pode acontecer de a ressurreição ocorrer entre fumaça e sal enquanto uma estrela vermelha sangra? Pode. Mas não aconteceu e, até o momento, nada nos indica que vá. Lembrando que o cometa vermelho já não está mais visível em Westeros, conforme nos é mostrado em ‘A Dança dos Dragões’.

“Quando Davos tentara assegurar-lhe que obteria o seu pagamento, Salla explodira. 
— Quando, quando? Amanhã, na lua nova, quando o cometa vermelho voltar a aparecer?”
(‘A Dança dos Dragões’, cap 9)

2- Outra coisa que não faz sentido é a suposta teoria da estrela que sangra fazer referência ao manto de Sor Patrek. Pra começar que Martin sequer se dá ao trabalho de especificar que as estrelas do manto dele ficaram vermelhas, isso é concluído. Ela faz menos sentido ainda quando se leva em conta que o personagem e o símbolo são inseridos na história apenas por uma aposta entre George R.R Martin e seu amigo Patrick St. Denis. As estrelas azuis de seu brasão faziam parte da aposta e têm como inspiração o time de futebol americano Dallas Cowboys, time que Patrick torce. É insensato pensar que o cumprimento de uma profecia iria se dar pelo manto de um personagem que, tanto ele, como seu símbolo, aparecem nos livros de forma não-planejada. Principalmente levando em conta que o Martin colocou a porra de um cometa vermelho no céu que é mencionado por todos os personagens durante todo o segundo livro.

3- Jon Snow não acordou os dragões de pedra. A profecia nos diz claramente que os dragões de pedra seriam acordados pelo Azor Ahai no momento de seu renascimento. Entretanto, não temos indício de que Jon Snow fez ou irá fazer isso. E os dragões já haviam retornado ao mundo. Pode-se argumentar que a profecia, nesse ponto, não seja literal e, de fato, pode não ser, mas de que maneira figurativa vocês sugerem que o Jon cumpriu ou cumprirá a profecia? Porque eu, sinceramente, não vejo nenhum.

Apesar de tudo isso, existem algumas coisas que eu acredito que pareçam menos forçadas e mais coerentes, e que, realmente, podem apontar para Jon Snow como Azor Ahai, embora esteja longe de ser forte o suficiente para concluir que ele realmente o seja:

a) Quando Melisandre pede para que o Senhor da Luz lhe mostre Azor Ahai, tudo que ela vê é Snow. A palavra está em letra maiúscula nos livros e, portanto, disso tira-se a conclusão de que não se refere a neve mas, sim, a Jon Snow. Bom, isso sempre me deixou um pouco confuso porque, mais a frente, Melissandre conta a Jon Snow que pedia para ver Stannis e só via “snow”, no entanto dessa vez a palavra aparecia em letra minúscula. Talvez pelo fato de que seja um pov dele, enquanto o primeiro era um pov dela, e por ele não saber que a referência era a ele próprio, acabou entendendo que era neve, e por isso ficou em letra minúscula. No entanto, ela podia simplesmente dizer “eu vejo você”. Bem, poderia, mas ela também poderia claramente estar confusa e decidir não revelar isso. É uma possibilidade que deve ser admitida, e eu particularmente acredito que, de fato, ela viu Jon Snow nas chamas. Mas isso significa necessariamente que ele é Azor Ahai? Longe disso. No mesmo pov Melisandre pede para ver diversas coisas, entre elas o Azor Ahai. Nós temos exemplos durante os livros de que Melisandre não vê o que ela quer e sim o que ela precisa. Em certos momentos ela nem sequer pede para ver Azor Ahai, e sim especificamente para ver Stannis. No entanto, a visão que aparece para ela é a de caras sem olhos fitando-a e torres junto ao mar, entre outras visões aleatórias. Vejam:

“Mostre-me Stannis, Senhor, rezou. Mostre-me o seu rei, o seu instrumento. Visões dançaram na frente dela, douradas e escarlates, tremeluzentes, formando-se, derretendo e dissolvendo-se umas nas outras, formas estranhas, aterrorizadoras e sedutoras. Viu de novo as caras sem olhos, fitando-a com órbitas chorando sangue. Depois as torres junto ao mar, ruindo quando a maré negra se ergueu para varrê-las, subindo das profundezas. Sombras com a forma de crânios, crânios que se transformavam em névoa, corpos unidos em luxúria, contorcendo-se, rolando, esgatanhando-se. Através de cortinas de fogo, grandes sombras aladas rodopiavam num duro céu azul.” (‘A Dança dos Dragões’, pov Melisandre)

Logo depois, ela também pede para ver a menina a cavalo que vinha para Winterfell, que ela julgava inicialmente tratar-se de Arya Stark mas depois é mostrado que se enganou. Ela, no entanto, novamente não tem a visão que pede e, aparentemente, vê Bran nas chamas. Vejam:

“A menina. Tenho de voltar a encontrar a menina, a menina cinzenta no cavalo moribundo. Jon Snow esperaria isso dela, e em breve. Não seria suficiente dizer que a menina estava em fuga. Ele iria quer mais, iria querer o quando e o onde, e ela não tinha isso para lhe dar. Só vira a menina uma vez. Uma menina cinzenta como cinza, e ainda eu observava já ela se desfazia e era soprada para longe. Um rosto tomou forma dentro da lareira. Stannis?, pensou, só por um momento… mas não, aquelas não eram as suas feições. Um rosto de madeira, de um branco de cadáver. Seria aquele o inimigo? Um milhar de olhos vermelhos flutuaram nas chamas que se erguiam. Ele está a ver-me. A seu lado, um rapaz com uma cara de lobo atirou a cabeça para trás e uivou.” (‘A Dança dos Dragões’, pov Melisandre)

Fica claro, portanto, que Melisandre não vê o que pede mas, sim, o que precisa ver. Ela viu Jon Snow simplesmente porque ele estava correndo o perigo iminente de ser morto pelos seus irmãos juramentados, e ela é alertada desse perigo nas suas visões. Portanto, embora possa, sim, ser que R’hllor tenha mostrado Jon Snow porque queria que ela soubesse que ele era o Azor Ahai, isso ainda não é algo certo e, portanto, um argumento ainda fraco para provar isso.

b) Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen

Esse é o motivo que mais me faz admitir que talvez haja a possibilidade, mesmo que remota, de Jon Snow ser o Azor Ahai. E por que isso? Bem, vocês engoliram aquela fanfic de que o Rhaegar largou sua esposa e seus filhos, incluindo o Aegon que ele considerava ser o Príncipe Prometido, causou uma guerra e sua própria morte simplesmente porque ele e Lyanna se apaixonaram? Bom, eu não.
Rhaegar Targaryen por muito tempo acreditou ser ele o Príncipe Prometido, ele levava essa profecia demasiadamente a sério. Nos é revelado que ele preferia os livros às espadas, mas por conta dessa profecia aprendeu a lutar.

“– Quando criança, o Príncipe de Pedra do Dragão era extraordinariamente dado à leitura. Começou a ler tão cedo que os homens diziam que a Rainha Rhaella devia ter engolido alguns livros e uma vela enquanto ele estava em seu ventre. Rhaegar não tinha nenhum interesse pelas brincadeiras das outras crianças. Os meistres ficavam assombrados com sua inteligência, mas os cavaleiros do pai trocavam gracejos amargos sobre Baelor, o Abençoado, ter renascido. Até que um dia o Príncipe Rhaegar encontrou algo em seus pergaminhos que o mudou. Ninguém sabe o que pode ter sido, só se sabe que o garoto apareceu no pátio uma manhã, no momento em que os cavaleiros vestiam as armaduras. Foi direito a Sor Willem Darry, o mestre de armas, e disse: “Vou precisar de espada e armadura. Parece que tenho de ser um guerreiro.” (‘A Tormenta de Espadas’, pov Daenerys)

Depois de crescido, Rhaegar deixa de acreditar que é o Azor Ahai mas então passa a acreditar que esse seria seu filho, Aegon Targaryen.

“Rhaegar, pensava eu… a fumaça era do incêndio que devorou Solarestival no dia de seu nascimento, o sal vinha das lágrimas derramadas por aqueles que morreram. Ele partilhou minha crença quando era novo, mas mais tarde persuadiu-se de que seria o filho a cumprir a profecia, pois um cometa foi visto no céu de Porto Real na noite em que Aegon foi concebido, e Rhaegar tinha certeza de que a estrela sangrando era um cometa.” (‘O Festim dos Corvos’, pov Samwell Tarly)

Na Casa dos Imortais, Daenerys tem uma visão em que Rhaegar Targaryen se mostra convencido de que seu filho Aegon é o Príncipe Prometido, entretando, ele não está satisfeito. Rhaegar quer mais um filho porque “o dragão tem três cabeças”.

“— Fará uma canção para ele? — a mulher perguntou.
— Ele já tem uma canção. E o príncipe que foi prometido, e é sua a canção de gelo e fogo — ergueu o olhar quando disse aquilo, e seus olhos encontraram os de Dany, e pareceu que a via ali em pé através da porta. — Terá de haver mais um — ele disse, embora Dany não soubesse dizer se estava falando para ela ou para a mulher na cama. — O dragão tem três cabeças — dirigiu-se ao banco da janela, pegou uma harpa e seus dedos correram com leveza sobre as cordas prateadas”.
(‘A Fúria dos Reis’, pov Daenerys)

Acho importante fazer uma rápida menção ao fato de que na visão, quando Rhaegar fala do Príncipe Prometido, seus olhos encontram os de Daenerys e ela tem a impressão de que ele podia vê-la. Seria isso uma referência a ela como Azor Ahai? Bem, acredito que sim. Mas vamos voltar para Jon, Rhaegar e Lyanna que é o que interessa nesse momento. Além da menção a gelo e fogo, Rhaegar fica convencido de que precisa ter um novo filho. O problema é que Elia não pode lhe dar um. Os meistres haviam alertado que ela podia morrer se tivesse um novo filho. Rhaegar então encontra Lyanna no Torneio de Harrenhal pela primeira vez e, ao vencer o Torneio, coroa a Rainha do Amor e da Beleza. Por que ela e não sua esposa? Estaria, assim, já tão apaixonado por alguém que mal conhecia? Logo depois do Torneio, Lyanna foi aparentemente raptada por Rhaegar e aí tudo começou.

Queria Rhaegar mais um filho apenas? Acreditou ele que o terceiro filho seria uma das três cabeças de dragão do seu irmão? Ou ia além disso? Será que ele acreditava que Lyanna representava o gelo e ele o fogo, e que deles viriam o Príncipe Prometido? Bem, apenas podemos especular sobre isso. No entanto, obcecado como era com a profecia, eu particularmente acredito, sim, que o relacionamento dele com Lyanna estava baseado nas crenças dele sobre isso.

A questão porém é que Rhaegar acreditar que Jon fosse o Azor Ahai, não torna isso verdadeiro. Ainda que seja provado que Rhaegar, de fato, compartilhava essa crença, isso ainda não a torna verdadeira. Afinal, o próprio Rhaegar já tinha se enganado antes em relação a ele mesmo e a seu outro filho. Seria apenas mais um erro. Além de que, apesar de toda essa coisa de “gelo e fogo”, Martin já deixou bem claro que esse título faz mais referência a luta contra os Outros, que são os que realmente representam o gelo, do que a um personagem. Gelo e Fogo podem ser interpretados de várias formas que fazem mais sentido: Humanos vs Outros, Dragões vs Outros, e por aí vai. Martin mesmo já mencionou esses exemplos como significados do nome da saga. E Jon parece estar muito mais relacionado ao elemento gelo do que ao fogo. Ele passa toda a saga no Norte e Além da Muralha, seus povs estão mais relacionados a essas áreas. Acredito que Daenerys estaria muito mais relacionada ao fogo do que ele.

c) Por último, um argumento a favor de Jon Snow que eu gostaria de mencionar, é o capítulo em que ele sonha que luta com os Outros. Sabemos que alguns sonhos são mais que sonhos em ASOIF, e portanto parece algo que devemos mencionar aqui. Vejamos o trecho:

“Naquela noite, sonhou com selvagens berrando da floresta, avançando com o choro dos berrantes de guerra e o rufar de tambores. Bum BUM bum BUM bum BUM, veio o som, como mil corações em uma única batida. Alguns tinham lanças, alguns tinham arcos e alguns carregavam machados. Outros andavam em carruagens feitas de ossos, puxadas por grupos de cães tão grandes quanto pôneis. Gigantes arrastavam-se pesadamente entre eles, doze metros de altura, com marretas do tamanho de carvalhos. – Permaneçam firmes – Jon Snow exortou. – Vamos mandá-los embora. – Estava no topo da Muralha, sozinho. – Fogo – gritou –, joguem fogo neles –, mas não havia ninguém para prestar atenção.
Todos se foram. Eles me abandonaram.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
– Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.”
(‘A Dança dos Dragões’, pov Jon)

Bem, isso pode, de fato, ser um sonho profético, mas também pode não ser. Todas essas coisas citadas já estavam gravadas no subconsciente de Jon, o conflito com os selvagens, com os Outros, as menções de Melisandre à Luminífera e etc. Jon Snow começa matando os selvagens, o que pode representar a traição dele aos selvagens quando escolheu a Patrulha. Mais tarde, porém, ele percebe que os selvagens não são o verdadeiro inimigo e começa a lutar contra os Outros. Ele agora está sozinho porque foi assim que ele ficou ao decidir deixar os selvagens entrar no reino e quando toma a decisão de salvar os que estão em Durolar contra a vontade de seus Irmãos Juramentados. Ele é assombrado pela morte de Ygritte, pois se considera responsável por ela. E quanto ao resto do sonho, uma vez li uma teoria bem coerente de que ele representava como ele iria voltar dos mortos. Bem, Jon está lutando contra os Outros quando, de repente, o mundo se dissolve numa névoa vermelha e então ele está lutando contra seus Irmãos da Patrulha. Seria isso uma representação dos que ele irá matar quando voltar a vida pela sua traição? E quanto a Robb, quando diz que era Senhor de Winterfell e então tem sua cabeça cortada? Bem, Jon sempre desejou Winterfell, mas recusou quando Stannis a ofereceu para ele. Seria um indício de que agora ele a aceitará? Talvez um indício também da suposta carta em que Robb legitima ele e o nomeia seu herdeiro? Bom, não sabemos. Resta esperar. A questão é que, se fosse apenas um sonho profético sobre ele como Azor Ahai, o que ser Azor Ahai tem a ver com matar selvagens, Ygritte e Robb?

Portanto, fica a conclusão de que Jon é, sim, um candidato a Azor Ahai, mas um candidato fraco. Principalmente se comparado a que vem a seguir:

Daenerys Targaryen

Daenerys, entre todos os personagens citados, é a única que cumpre todos os requisitos da profecia para ser o Azor Ahai. Vamos citá-los e analisá-los:

1- Renascer entre fumaça e sal quando a estrela vermelha sangra

Bem, foi mencionado anteriormente que, tanto Aemon, quanto Rhaegar Targaryen, acreditavam que a estrela vermelha fosse um cometa. Esse cometa que foi mencionado primeiramente no livro 1 e depois em praticamente todo o livro 2. Apareceu pouco antes de Daenerys entrar na pira funerária na qual ela queimou Drogo, seu cavalo, a maegi e seus ovos de dragão.

“Jhogo a viu primeiro.
– Ali – disse ele numa voz abafada. Dany olhou e a viu, baixa, no leste. A primeira estrela era um cometa que ardia, vermelho. Vermelho de sangue; vermelho de fogo; a cauda do dragão. Não poderia ter pedido um sinal mais forte.”
(‘A Guerra dos Tronos’, pov Daenerys)

Ela então entra na pira funerária em chamas, acredito que eu não precise explicar a parte da fumaça. As lágrimas de Daenerys, de Mirri Mazz Durr sendo queimada e dos dothraki e Jorah vendo ela entrar nas chamas podem representar o sal, mas o sal poderia também simbolicamente representar o mar. Melisandre havia afirmado que o Azor Ahai nasceria no mar:

“– Quantos garotos vivem em Westeros? Quantas garotas? Quantos homens, quantas mulheres? A escuridão vai devorá-los todos, diz ela. A noite que não tem fim. Fala de profecias… um herói renascido no mar, dragões vivos chocados a partir de pedra morta… ” (‘A Tormenta de Espadas’, pov Davos)

Bem, a pira funerária foi feita no mar dothraki, portanto, Daenerys pode ter cumprido de forma simbólica essa profecia. Ela, portanto, renasceu entre fumaça e sal quando o cometa vermelho estava no céu. Querem uma forma mais clara de cumprir a profecia do que essa?

Vale lembrar que Daenerys nos é apresentada cumprindo a profecia desde antes de nós sabermos da existência de tal. Ela cumpre de forma orgânica e sem parecer forçada. Exatamente como um bom escritor, como o Martin, iria querer que ela fosse cumprida.

Lembrando que quando tudo isso ocorreu o verão mais longo já registrado tinha acabado de chegar ao fim e os Outros tinham voltado a atividade depois de anos desde o primeiro livro. Portanto, Daenerys também se encaixa nessa característica.

2- Acordar os dragões de pedra

Bem, acho que essa dispensa explicações. Daenerys LITERALMENTE acordou dragões de pedra. Ela literalmente colocou ovos que haviam sido transformados em pedras pelos anos, para serem chocados na pira, e disso os dragões nasceram.

“– Ovos de dragão, vindos das Terras das Sombras para lá de Asshai – disse Magíster Illyrio. – As eras os transformaram em pedra, mas ainda possuem uma beleza ardente e brilhante.” (‘A Guerra dos Tronos’, pov Daenerys)

3- Vir da descendência de Aerys II e Rhaella Targaryen

Dispensa explicações. Daenerys é filha deles.

4- Empunhar uma espada chamada Luminífera

Existem teorias que apontam que a Luminífera poderia ser um símbolo para os dragões – afinal de conta eles foram tirados do fogo da pira funerária e tem um grande potencial de combater a escuridão. Não sei se gosto muito dessa teoria, no entanto. Apesar de haver uma base para ela nos livros quando os dragões são referidos como uma espada flamejante.

“Quando seus dragões eram pequenos, eram uma maravilha. Crescidos, são morte e devastação, uma espada flamejante sobre o mundo.” (‘A Dança dos Dragões’, pov Daenerys)

Também existe a teoria de que a Luminífera seria a espada Alvorada, da casa Dayne. Porém isso é assunto para outro momento. De qualquer forma, nenhum personagem que se encaixa nas características de Azor Ahai empunha a Luminífera até o momento caso ela seja uma espada literal, portanto isso não pode ser um fator contra Daenerys. Veremos nos próximos livros o que será feito desse assunto.

5- Fazer um novo mundo

Benerro nos diz que Azor Ahai faria um novo mundo. Daenerys já fez mudanças drásticas na configuração política e social de Essos que afetam não apenas as cidades que conquistou mas também o restante do continente: o Templo Vermelho de R’hllor por exemplo reconhece Daenerys como Azor Ahai e passa a convocar as massas para se juntarem a ela, perturbando os governantes da cidade. A chegada de Daenerys a Westeros provavelmente levará grandes mudanças ao continente também.

“Mas se a Daenerys cumpre tudo assim, ela não seria muito óbvia? Martin não seria tão óbvio!”

Para começar, não há necessidade nenhuma de que o Azor Ahai seja um mistério guardado a sete chaves até o final. Nós estamos falando de uma saga de 7 livros, que já tem 5 publicados. É esperado que essa informação seja revelada e desenvolvida ao longo dos livros de forma coerente, e não que seja uma total bagunça forçada e incoerente no final. Aliás, embora Daenerys seja óbvia, ela o seria por coerência com a obra e por ter cumprido as profecias. Diferente do Jon que o seria de forma forçada e pouco desenvolvida, e seria apenas por ser exatamente o arquétipo messiânico que o Martin não quer na sua obra. Daenerys quebra esse arquétipo completamente: quebra por ser mulher, quebra por não saber segurar um espada (esse argumento inclusive é muito usado para tentar contrariar a ideia dela como Azor Ahai, mas eu vejo de forma contrária. Esse é um fator a favor dela por quebrar o arquétipo de que todo herói tem que necessariamente ser habilidoso com alguma arma ou ter grandes habilidades de luta), quebra por não ter conhecido da ameaça dos Outros até o momento e nem da luta que precisará enfrentar, quebra por, apesar de ser até o momento uma pessoa evidentemente boa e justa, ter traços da personalidade que as vezes a colocam com maus olhos diante dos outros (como a crucificação dos Mestres de Meereen, que fizeram inúmeros leitores a considerarem cruel e acreditarem que ela herdou a loucura Targaryen) e quebra por não ter, desde o início, o altruísmo e o bem da humanidade como grandes objetivos da sua jornada. Seu objetivo bem claro é tomar de volta o que é seu (e não tá errada). Aliás, apesar da profecia obviamente apontar para ela, não está assim tão óbvio porque Martin já implantou o Jon como pista falsa de um modo muito bem sucedido: embora nenhuma parte da profecia (além de vir da descendência de Aerys II e Rhaella) seja cumprida por ele, muitos acham que ele é o Azor Ahai simplesmente pelo arquétipo messiânico que ele apresenta. Portanto, ele pode perfeitamente ser a pista falsa descartada no final sem fazer com que a obra fique incoerente. Diferente da Daenerys.

Por esses motivos, eu acho mais provável que o Jon seja a pista falsa do que a Daenerys. Por motivos de coerência. Acredito que o Martin já levou essa história longe demais ao longo dos 5 livros para, no final, Daenerys simplesmente ser a pista falsa e Jon o Azor Ahai verdadeiro. Seria incoerente pelo simples fato de Daenerys cumprir toda a profecia de forma orgânica e coerente desde o início enquanto o Jon Snow não cumpre nada e seus fãs acreditam que ele é o Azor Ahai simplesmente por um arquétipo que é justamente algo que Martin não gosta e sempre quis quebrar na sua obra.

Um exemplo de como o Martin foi longe com essa história da Daenerys ser o Azor Ahai e que é justamente o que me faz pensar que isso não é uma pista falsa, é que ele faz com que Samwell Tarly e Meistre Aemon parassem em Braavos, e dedica capítulos inteiros a expedição deles, com um único objetivo: fazer Aemon saber que os dragões tinham voltado ao mundo por Daenerys e, com isso, fazer ele concluir que ela era a Princesa Prometida, revelar que a fluidez da língua permitia que a profecia se referisse também a uma mulher e concluir a teoria já anteriormente apresentada de que a volta dos dragões estaria relacionada com o Azor Ahai. Seria coerente que ele fizesse tudo isso para no final ser completamente inútil e se tratar apenas de uma falsa pista? Confio o suficiente na capacidade do Martin como escritor para não acreditar nisso.

“— Ninguém nunca pensou em uma garota, — disse ele. — Foi um príncipe que nos prometeram, não uma princesa. Rhaegar, eu pensei… a fumaça era do fogo que devorou Solarestival no dia de seu nascimento, o sal das lágrima derramadas por aqueles que morreram. Ele compartilhou minha crença quando era jovem, porém depois ele se convenceu de que a profecia se cumpriria em seu filho, pois um cometa foi visto sobre Porto Real no dia do nascimento de Aegon, e Raeghar estava seguro de que a estrela sangrenta havia de ser um cometa. Quão estúpidos fomos! Nos achávamos tão sábios. O erro veio da tradução. Os dragões não são machos nem fêmeas. Eles são agora um e agora o outro, tão mutáveis como as chamas. A linguagem nos enganou por mil anos. Daenerys é a enviada, nascida entre sal e fumaça. Os dragões provaram isto. — Falar de sua família parecia torná-lo mais forte. — Tenho que ir vê-la. Eu devo. Gostaria de ser dez anos mais jovem.” (‘O Festim dos Corvos’, pov Samwell Tarly)

“— Você tem que convencê-los Sam, — disse-lhe. — Aos arquimeistres. Tem que fazer com que entendam. Os homens que viveram na Cidadela enquanto eu estava lá já estão mortos há 50 anos. Estes de agora não me conhecem. Minhas cartas… Em Vilavelha, devem ter lido como delírios de um homem velho, cuja inteligência fugiu. Você tem que convencê-los, Sam, porque eu não posso. Diga-lhes, como é depois da muralha, como são as criaturas, os caminhantes brancos, o frio querasteja.
— Eu vou, — Sam prometeu. — Vou juntar a minha voz à sua, meistre. Nós dois vamos dizer a eles, nós dois juntos.
— Não! Respondeu o velho. Tem que ser você. Diga a eles. A profecia… O sonho do meu irmão… Melisandre interpretou mal os sinais. Stannis… Stannis tem um pouco do sangue de dragão. Seus irmãos fizeram o mesmo. Rhaelle, a filha de Egg… mãe de seu pai… ela costumava me chamar de tio meistre quando era apenas uma garotinha. Lembrei-me que, assimque me permiti ter esperança… talvez eu quisesse… todos nós nos enganamos, quando queríamos acreditar em algo. Melisandre foi a que mais se enganou, esta é a espada errada, ela tem que saber… luz sem calor… um glamour vazio, esta é a espada errada, a luz falsa só pode nos aprofundar ainda mais na escuridão. Sam, Daenerys é a nossa esperança. Diga a todos na Cidadela. Faça-os ouvir. Eles devem a enviar um meistre. Daenerys deve ser aconselhada, ensinada, protegida. Por todos esses anos que se passaram eu fiquei esperando, assistindo, e agora que o tempo chegou, eu estou velho demais. Eu estou morrendo, Sam. — Lágrimas escorreram de seus olhos cegos e brancos. — A morte não deveria assustar a um homem de minha idade, mas tenho medo. Que estupidez, não? Se é sempre tão escuro onde eu estou, por que tenho medo da escuridão? No entanto, eu não posso ajudar, mas me pergunto o que vai acontercer quando o último calor deixar o meu corpo. Será sempre festa no salão dourado do Pai, como diz o septão? Vou falar com Egg novamente, encontrar Dareon inteiro e feliz, ouvir minhas irmãs cantando para seus filhos? E se for verdade o que diz os senhores dos cavalos? Será que passearei pelo céu noturno, eternamente, montado em um garanhão feito de chamas? Ou terei que voltar a este vale de lágrimas? Quem pode dizer, realmente? Quem já atravessou de volta a parede da morte? Apenas as criaturas, e nós sabemos como elas são! Nós sabemos.”
(‘O Festim dos Corvos’, pov Samwell Tarly)


Agradecemos ao pessoal da página do facebook Serpentes da Areia e, claro, ao Matheus Marques, pela teoria e por permitir sua republicação aqui.

Séries | TV

WandaVision | Os principais easter eggs do MCU presentes nos episódios 1 e 2

Os primeiros episódios lançados de ‘WandaVision’ trazem vários easter eggs do MCU, bem como referências a momentos importantes das HQs.

Rafa-el Lima

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Os dois primeiros episódios de WandaVision finalmente foram lançados e, para facilitar a vida dos fãs, trazemos aqui uma lista com seus principais easter eggs.

Há muito tempo os espectadores esperaram por novos conteúdos MCU, mesmo com o Marvel Studios sendo forçado a reagendar seus lançamentos por conta da pandemia de coronavírus. Agora, finalmente, a Fase 4 começou oficialmente – embora não da maneira que todos esperavam. WandaVision é a primeira série produzida pela Marvel Studios, e tem transmissão exclusiva no Disney+.

Estrelado por Elizabeth Olsen e Paul Bettany como Wanda e Visão, a série é diferente de tudo visto no MCU até agora. WandaVision é uma homenagem às comédias clássicas como The Dick Van Dyke Show, A Feiticeira (Bewitched) e I Love Lucy, ambientados em um mundo estranho onde nada é o que parece.

Os dois primeiros episódios regozijam-se com essa estranheza, fazendo um grande esforço para evitar deixar pistas importantes. Ainda assim, apesar de tudo, os espectadores mais atentos notarão uma série de easter eggs importantes – e alguns deles apontam para um enredo no qual a mente de Wanda Maximoff se fragmentou, enquanto seus poderes se expandiram.

O site americano ScreenRant fez um apanhado com os maiores easter eggs de WandaVision e nós trazemos aqui para vocês, na íntegra e com adições, o material.

++Leia Mais:
– WandaVision | Confira nossa crítica dos primeiros episódios da nova série do Disney+
– Principais notícias do Marvel Studios no Dia do Investidor da Disney

Uma abertura “enfeitiçada”

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A abertura do episódio 1 de WandaVision é uma homenagem a série A Feiticeira (Bewitched), assim como a forma como a Wanda usa seus poderes na série do MCU – com telecinésia sendo usada para cuidar da casa. É um desenvolvimento divertido, mas é estranho ver Wanda operando com esse grau de precisão. Ainda assim, com a continuação do episódio, fica claro que ela não tem controle total sobre seus poderes ainda, com o jantar com os Harts quase dando catastroficamente errado.

Visão e sua “cabeça indestrutível”

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Ainda no episódio 1, Wanda alega que seu marido Visão aparentemente tem uma “cabeça indestrutível”, uma revelação no mínimo estranha, dado que não é essa a verdade no MCU.

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Como todos sabemos Thanos esmagou a cabeça de Visão para arrancar a Joia da Mente dela. A realidade em que Wanda está vivendo é uma em que todos vivem felizes para sempre e onde, aparentemente, Visão renasceu com essa vulnerabilidade em particular removida. Os outros poderes de Visão correspondem amplamente ao MCU, embora aparentemente ele tenha “visão noturna”, que é uma adição estranha.

Uma dica sutil sobre Vingadores # 238

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O calendário mostrado no episódio 1 de WandaVision mostra que a história está ocorrendo em 23 de agosto. Ou seja, 23/8. A edição americana Avengers # 238 é um quadrinho importante, pois nele Visão foi reativado após uma aventura anterior na qual ele havia sido desativado após passar por um campo de energia mágico. Isso pode, muito bem, ser um aviso sutil de que tudo o que acontece na WandaVision existe dentro de uma bolha de realidade semelhante, e que a Visão não deveria tentar sair dessa bolha de forma alguma.

A gravata do Visão tem um padrão reconhecível

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A gravata de Visão tem um padrão interessante e parece ser uma referência sutil a uma que ele usou na famosa run de Tom King com o personagem, onde Visão tenta formar uma família e se encaixar na sociedade humana. Embora o padrão seja semelhante ao que ele usava na história, a gravura foi sutilmente alterada – e muito provavelmente de forma deliberada. É possível presumir que esse padrão terá algum significado maior no futuro.

A torradeira Stark é uma referência cruel

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WandaVision é como uma velha sitcom, repleta de propagandas. A primeira é bastante óbvia, pois é um anúncio de uma nova torradeira revolucionária feita pelas Indústrias Stark.

A propaganda pode parecer um ester egg divertido e inofensivo, mas é importante lembrar que as Indústrias Stark estão associadas a um importante trauma da vida de Wanda. Sokovia passou por uma guerra civil durante toda a vida de Wanda e, quando Wanda tinha apenas 10 anos de idade, seu prédio foi atingido por morteiros. Ela e seu irmão Pietro ficaram presos nos escombros por dois dias, olhando o tempo todo para uma bomba não explodida que estava a apenas um metro deles, com medo de que qualquer movimento pudesse detoná-la. O projétil de morteiro tinha estampado o logotipo das Indústrias Stark, o que levou Wanda e Pietro a verem os Vingadores, inicialmente, com desdém, devido à sua associação com Tony Stark.

A “tradicional saudação Sokoviana”

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A “tradicional saudação Sokoviana” parece ser uma piada divertida para distrair as inesperadas visitas mas, na realidade, é um pouco mais perturbadora que isso.

A “saudação” é uma referência a Vingadores: Era de Ultron, onde Wanda atacou os Vingadores colocando as mãos em torno de suas cabeças e manipulando suas mentes. Observe que, no episódio 1 de WandaVision, Wanda coloca as mãos sobre os olhos do Sr. Hart – talvez significando que desta vez ela está cegando as pessoas para a verdadeira natureza da própria realidade.

Garrafa de vinho “Dinastia M”

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O episódio 1 da WandaVision mostra Wanda servindo taças de vinho, e este é na verdade um easter egg muito inteligente.

A garrafa tem a marca “Maison du Mépris” e tem um logotipo com um “M” bem distinto. Leitores dos quadrinhos reconhecerão isso como uma alusão à Dinastia M (House of M no original), um grande evento da Marvel Comics no qual a mente de Feiticeira Escarlate se fragmentou e ela reescreveu a própria realidade. “Maison du Mépris” significa literalmente “Casa do Desprezo”, em francês, talvez sugerindo no MCU que Wanda chegou ao seu limite por ter suportado muito sofrimento.

Nos quadrinhos o Doutor Estranho sugeriu que a habilidade da Feiticeira Escarlate de manipular a realidade significaria que ela seria incapaz de lidar com o mundo real. “Você pode entender a mentalidade delicada de uma mulher, uma pessoa?” ele perguntou aos Vingadores em Avengers # 503. “Isso significa que a realidade a controla. A imaginação se torna o inimigo. A estrutura desaparece.” Isso pode muito bem ser o que está acontecendo em Westview em WandaVision.

Wanda e Visão sendo monitorados pela E.S.P.A.D.A.

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No final do episódio 1 de WandaVision temos uma cena confirmando que Westview está sendo monitorado cuidadosamente – e dá um vislumbre do logotipo da E.S.P.A.D.A..

Na Marvel Comics, a E.S.P.A.D.A. é uma organização que monitora a Terra para proteger o planeta de ameaças extraterrestres. Um pôster recente da WandaVision confirmou que eles foram meio que “reprojetados” para o MCU. Em outras palavras, eles são responsáveis pelo monitoramento e policiamento dos super-humanos. A E.S.P.A.D.A. do MCU é, aparentemente, a próxima evolução dos Acordos de Sokovia, vendo os sobre-humanos como “Armas Sencientes”, não como pessoas, e sem dúvida eles estariam particularmente preocupados com Wanda, dado seu papel em Capitão América: Guerra Civil.

É possível que os nomes na tela sejam de membros da E.S.P.A.D.A., porque Abe Brown se formou no ensino médio na Midtown High em Homem-Aranha: De Volta ao Lar. Ele sobreviveu ao estalo e se formou na mesma época de Vingadores: Ultimado, depois do salto temporal de cinco anos. Dada sua conexão com Peter Parker, faria sentido para a E.S.P.A.D.A. recrutá-lo.

O efeito de pixels nos créditos é importante

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Os créditos apresentam um efeito de pixel bacana, e os leitores de quadrinhos o reconhecerão; ele é associado com a reestruturação da realidade da Feiticeira Escarlate em Dinastia M.

Observe que os pixels giram em uma série de formas diferentes, reunindo-se para construir a casa em que Wanda e Visão estão morando – e, por fim, seus anéis de casamento. Isso aponta para a ideia de que tudo o que Wanda está experimentando em Westview foi criado por sua própria magia.

Camas separadas evocam a censura de ‘I Love Lucy’

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Os telespectadores mais jovens podem ficar um tanto quanto confusos com o fato de Visão e Wanda terem camas separadas no início do episódio 2 de WandaVision. Esta é, na verdade, uma referência inteligente à censura nos primeiros dias da televisão, quando o British Board of Film Classification insistia que não deveria haver imagens de “homens e mulheres na cama juntos”.

As regras do BBFC pegaram nos Estados Unidos, com o Código de Produção afirmando que “o tratamento dos quartos deve ser regido pelo bom gosto e delicadeza”. A cena de sexo implícita resultante do fato de Wanda mover as duas camas para ficarem juntas nunca teriam sido aprovadas pelos censores, por mais domesticado que seja para os padrões modernos.

A animação de abertura do episódio 2 está cheia de easter eggs

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A abertura animada do episódio 2 de WandaVision é essencialmente um grande easter egg. As referências incluem:

  • Uma sequência de introdução que evoca imagens do Galactus;
  • Um coração de amor se formando no céu, da mesma forma que a Tocha Humana tradicionalmente cria um logotipo “4” para o Quarteto Fantástico;
  • Alguns easter eggs, do tipo “se piscar, perde”, do Visão de Tom King surgem em torno dos 03:27, notáveis apenas se você parar no momento certo enquanto a visão passa pelo chão. Nos quadrinhos de Tom King, Visão tentou viver uma vida humana normal. Ele construiu um cão sintezóide (daí os ossos), usava chinelos (também vistos por uma fração de segundo) e foi desafiado por um vilão chamado Ceifador (Grim Reaper) – cujo capacete também é visto na abertura animada.

Referências a Bova e Agatha Harkness

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Dois easter eggs particularmente interessantes são visíveis em uma cena animada em que Wanda faz compras em uma loja local. Há uma referência ao Leite Bova – nos quadrinhos, Bova era a babá de Wanda – ela é, na verdade, uma vaca mutante, transformada por um cientista louco chamado Alto Evolucionário.

O easter egg mais importante aqui, entretanto, é uma referência à “ração de gatinho da tia A”. Tem havido intensa especulação de que Agnes é na verdade Agatha Harkness, uma feiticeira poderosa que desempenhou um papel importante na vida da Feiticeira Escarlate dos quadrinhos. Na verdade, ela é muitas vezes referida como “Tia Agatha” – principalmente por Franklin Richards, filho do Sr. Fantástico e da Mulher Invisível, que ela ajudou a criar. Além do mais, Agatha é bem conhecida por seu gato preto, Ebony.

O helicóptero de brinquedo vinculado à E.S.P.A.D.A.

WandaVision-Episode-2-Wanda-Holding-Helicopter

O episódio 2 de WandaVision sugere fortemente que o mundo real está tentando entrar na bolha de realidade de Westview. Uma cena principal mostra Wanda descobrindo o que parece ser um helicóptero de brinquedo futurístico na cerca viva. As cores lembram o Homem de Ferro de Tony Stark, mas o helicóptero tem o logotipo da E.S.P.A.D.A..

É interessante especular que este era um helicóptero real que tentou entrar em Westview – e que a magia de Wanda o transformou em uma forma que ela poderia controlar nesta realidade. Visão parece sentir essas intrusões também, falando sobre “patrulhas de segurança” pela cidade pouco depois.

Jimmy Woo chamando Wanda

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Outra intrusão ocorre via rádio, com uma transmissão misteriosa penetrando na bolha de realidade de Westview. “Wanda?” uma voz pergunta, “Quem está fazendo isso com você, Wanda?” Esta é na verdade a voz de Jimmy Woo, chamando do mundo exterior.

Interpretado por Randall Park em Homem-Formiga e a Vespa, Jimmy Woo era um agente do FBI que agora parece estar trabalhando para a E.S.P.A.D.A.. A transmissão de rádio é repetida pouco antes dos créditos, em outro vislumbre da instalação de monitoramento da E.S.P.A.D.A..

Emma Caulfield e os coelhos

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Ainda no episódio 2 de WandaVision apresenta Emma Caulfield como Dottie, que é essencialmente a tirana local. O episódio celebra o elenco apresentando coelhinhos em um papel de destaque, um easter egg para qualquer fã de Buffy, the Vampire Slayer. Na série, Caulfield interpretou Anya, uma ex-Demônio da Vingança que – entre outras coisas – odiava coelhos. No famoso episódio musical “Once More With Feeling”, Anya sugeriu que os coelhos poderiam ser os responsáveis por mergulhar Sunnydale no caos. “Coelhos não são apenas fofos como todo mundo supõe”, ela diz. “Eles têm aquelas pernas saltitantes e narizes pequenos contorcidos…”

“O diabo está nos detalhes” – Uma referência a Mephisto?

 

WandaVision-Mephisto

O episódio 2 pode muito bem oferecer aos telespectadores uma pista que a E.S.P.A.D.A. pode desconhecer.

Uma linha de diálogo lança a frase, “O diabo está nos detalhes”. Nos quadrinhos, a loucura da Feiticeira Escarlate foi revelada como tendo sido amplificada por um poderoso demônio que buscava causar o caos na Terra. Com isso, a frase evoca a Mephisto, a versão da Marvel do Diabo e Senhor do Inferno.

Perturbadoramente, a Feiticeira Escarlate acidentalmente reaproveitou pedaços da alma quebrada de Mephisto quando ela reescreveu a realidade para ter filhos nos quadrinhos – o que torna este easter egg bem mais sombrio, visto que o episódio 2 termina com Wanda grávida. Mephisto nas HQs foi, por sua vez, influenciado por Loki, então a frase pode acabar dando uma dica disso também. Vale ressaltar que Mephisto foi mostrado em imagens da série Loki, também do Disney+.

O relógio de Strucker

WandaVision-Episode-2-Strucker-Watch-Commercial-easter-egg

No episódio 2 de WandaVision temos a apresentação de outro anúncio, desta vez de um relógio da marca Strucker.

O Barão Wolfgang Von Strucker era o líder Hydra que fez experiências com Wanda e seu irmão, Pietro, com a Joia da Mente, dando-lhes seus poderes. O relógio tem ainda o logotipo da Hydra estampado nele.

Este processo, provavelmente, foi doloroso, uma vez que, aparentemente, Wanda e Pietro foram os únicos a sobreviverem a ele. Assim, novamente, este trailer aponta para um dos maiores momentos de sofrimento na vida de Wanda. É possível que o anúncio veiculado no 3º episódio de WandaVision esteja ligado a próxima grande tragédia da vida de Wanda – a morte de seu irmão em Vingadores: Era de Ultron.

O relógio Strucker está travado no horário 2:42, o que pode ser significativo. Em Avengers # 242, o corpo de Visão foi reparado após ter sido desativado – parte do mesmo arco aludido no episódio anterior da série, com sua referência a Avengers # 238. A edição também é importante porque apresenta Monica Rambeau e a Feiticeira Escarlate, com esta última voltando aos Vingadores.

A roupa de apicultor

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Uma cena surreal no final do episódio 2 de WandaVision mostra um apicultor emergir dos esgotos.

É mais uma incursão na realidade de Wanda e, novamente, é provável que ele esteja sendo percebido por um filtro para se encaixar o máximo possível. O homem provavelmente está vestindo um traje Hazmat em vez de uma roupa de apicultor. Curiosamente, nos quadrinhos esse tipo de visual é tradicionalmente associado a uma organização chamada I.M.A., um grupo de supercientistas ávidos por dominar o mundo e estabelecer uma tecnocracia.

O I.M.A. apareceu em Homem de Ferro 3, mas há indícios de que eles ainda estão ativos; eles foram referenciados em trailers de Viúva Negra, com cientistas do I.M.A. aparentemente fazendo experiências com a Viúva Negra Yelena Belova.

A distorção da realidade

WandaVision-Episode-2-Color-Transition-easter-egg

O episódio 2 de WandaVision termina com a realidade mudando, e com Wanda e Visão transformando-se em uma versão colorida de si mesmos. Observe que a deformação da realidade é precedida pela cor vermelha, que é a cor geralmente associada à própria magia de Wanda nos quadrinhos. Essa é outra dica que Wanda seria a responsável pelo caos que está ocorrendo em Westview.

Para ler as HQs de Tom King à frente do Visão, que foram tão referenciadas nos episódios da série, adquira as suas duas edições AQUI e AQUI.


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Séries | TV

WandaVision | Confira nossa crítica dos primeiros episódios da nova série do Disney+

A Fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel chegou com WandaVision. E trouxe uma nova fase para o Marvel Studios, agora dentro do Disney+!

Jean Sinclair

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WandaVision
Divulgação: Marvel Studios

WandaVision chegou ao Disney+. A obra escolhida para iniciar a Fase 4 do Marvel Studios teve dois episódios lançados na plataforma de streaming da Disney.

Na vizinhança de Westview, os jovens e recém-casados Wanda (Elisabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) começam sua vida juntos. Tendo que lidar com a vizinha sempre presente, Agnes (Kathryn Hahn), e também muitas perguntas, para as quais eles nem sempre têm respostas, Wanda e Visão vão vivendo a sua vida comum de casal, mas sempre com a estranha sensação de que algo não está certo.

A série foi desenvolvida por Jac Schaffer (do vindouro Viúva Negra), com direção geral Matt Shakman (Gole Mad Men) e o roteiro da própria Schaeffer (Ep01) e Gretchen Enders (Ep02) que, nesse primeiro momento, mostra que Wanda e Visão estão vivendo dentro de uma realidade semelhante à de um seriado de TV dos anos 1950.

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O belo e jovem casal, Wanda e Visão. Apenas um casal normal… ou não?!

Com esse ponto inicial, o roteiro do primeiro episódio vai brincando com os personagens vivendo esse momento, se adaptando à esse cenário e, na medida que o episódio avança, perguntas surgem e lacunas são abertas. A sensação de que algo está errado nasce e vai crescendo.

O segundo episódio mostra o casal se enturmando com os vizinhos. E, aqui, acerta ao apresentar nas outras pessoas do bairro um certo estranhamento em relação aos novos vizinhos. Mas, como boa vizinhança que são, na medida do possível, os ajudam e aceitam.

Como esperado, o roteiro de WandaVision não tem a menor pressa. Mesmo assim, o ritmo da série é excelente, graças ao uso bem dosado de comédia, diálogos ágeis e ácidos, e o clima de seriados clássicos, no estilo sitcom. Bem como também há um certo clima de estranhamento presente o tempo todo, com alguns usos de quebra da quarta parede e clima de paranoia.

++Leia Mais:
– Relembre a nossa crítica de Pantera Negra
– Leia também a nossa análise de Thor Ragnarok

Dentro dessa proposta, Elisabeth Olsen e Paul Bettany são a alma do show. Ambos entendem bem o clima bobo e exagerado desses sitcoms e sabem carregar bem nas interpretações mas, quando a série pede, ambos mudam o tom para algo mais assustador e real, como se fossem peixes fora d’água. Kathryn Hahn interpreta Agnes como aquela vizinha que se move como uma sombra, sempre perto e por trás da Wanda, e dona dos diálogos mais ácidos e de humor pesado na série. Teyonah Parris surge como uma boa colega de bairro e também funciona como um retrato de como os sitcoms foram acrescentando pessoas de cor nas suas séries com o passar dos anos, mas apenas como ajudantes ou alvos cômicos e de forma equivocada.

Outro grande acerto de WandaVision foi de utilizar toda a estética nesses episódios para emular esses sitcoms. Referências claras à l Love Lucy, A Feiticeira (Be Witched) e Jeannie é um gênio (I Dream of Jeannie), no excelente trabalho de recriação de época, figurino, a fotografia que emula os takes de TV e consegue mesclar isso muito bem com os efeitos especiais, que respeitam essas estéticas. A trilha sonora está toda ambientada no clima dessas séries. Algo importante aqui é o trabalho de edição de som, que é muito bem utilizado como ferramenta de narrativa e, é claro, há as já famosas risadas da plateia (RISOS RISOS).

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WandaVision irá passear por diferentes décadas dos sitcoms americanos.

WandaVision vem com um bom começo para essa nova fase do MCU. Esperta e reverente, a série homenageia tanto os clássicos da TV, criando assim uma excelente metalinguagem, como também às fases anteriores do Marvel Studios. Os mistérios e clima de tensão presentes fazem a trama tornar-se mais densa gradativamente e de forma positiva. E os bons conhecedores serão recompensados com as pistas que a série já trouxe no seu início.

WandaVision já lançou dois episódios no Disney+ e terá mais episódios lançados semanalmente, às sextas-feiras. Confira AQUI.


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Séries | TV

The Lord of the Rings | Sinopse da série da Amazon é revelada

O site ‘TheOneRing’, o primeiro a divulgar a segunda onda de nomes do elenco, divulgou a sinopse oficial da série da Amazon.

Rafa-el Lima

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Após 3 anos de especulações, sinopse oficial de The Lord of the Rings chega às mãos do mais famoso site sobre O Senhor dos Anéis do mundo.

O site TheOneRing, um dos maiores e mais influentes sites sobre a obra de J.R.R. Tolkien, trouxe mais uma informação em primeira mão: a sinopse oficial da série The Lord of the Rings, da Amazon Prime Video. Confira abaixo:

“A vindoura série da Amazon Studios traz às telas, pela primeiríssima vez, as lendas heroicas da fabulosa Segunda Era da história da Terra-média. Esse drama épico se passa milhares de anos antes dos eventos de ‘O Hobbit’ e ‘O Senhor dos Anéis‘, de J.R.R. Tolkien, e irá levar os espectadores de volta a uma era em que grandes poderes foram forjados, reinos ascenderam à glória e caíram em ruína, heróis improváveis foram testados, a esperança esteve pendurada pelo mais fino dos fios e o maior vilão que já fluiu da pena de Tolkien ameaçou cobrir todo o mundo com escuridão. Começando em uma época de relativa paz, a série segue um elenco de personagens, tanto familiares quanto novos, conforme confrontam o ressurgimento do mal, há muito temido, na Terra-média. Das profundezas mais escuras das Montanhas Nevoentas, até as majestosas florestas da capital élfica de Lindon, ao reino de tirar o fôlego da ilha de Númenor, aos mais distantes alcances do mapa, esses reinos e personagens irão esculpir legados que viverão muito tempo depois de eles terem partido.”

De acordo com o site, a sinopse foi conseguida “graças a um incrível relatório de espionagem”, e teria sido verificada a veracidade e precisão da informação.

A sinopse foi confirmada quando, mais uma vez, as redes sociais oficiais da série replicaram a notícia do site. Confira abaixo:

“Estamos tão entusiasmados! Aqui iremos visitar lugares nunca antes vistos e reinos antigos no auge de sua glória.”, diz o texto do Twitter oficial The Lord of the Rings on Prime.

Mesmo antes da confirmação a notícia já estava sendo tratada como oficial por todo o mundo pois, aparentemente, o site TheOneRing tem uma certa relação de proximidade com a produção da série. Vale lembrar que o anúncio da segunda parte do elenco do show foi divulgado no site do TheOneRing e, só então, as redes sociais oficiais da série passaram a divulgar, usando a notícia vinculada pelo site como fonte. Exatamente a mesma coisa que aconteceu agora.

++Leia Mais:
– Amazon Prime | One Night in Miami – Crítica Sem Spoilers
– Seth Grahame-Smith será o showrunner da série dos Lanternas Verdes na HBO Max

Sobre ‘The Lord of the Rings’ da Amazon

Rumores sobre a série The Lord of the Rings circulam na internet desde que a Amazon e o Tolkien Estate anunciaram o trabalho em conjunto. Os primeiros relatos eram de que a história do jovem Aragorn seria explorada – uma estratégia que mudou depois que os produtores e a equipe de roteiristas foram montados. Em uma virada surpreendente, a Amazon lançou um mapa teaser e um vídeo da equipe anunciando a Segunda Era da Terra-média, 1000 anos antes dos eventos de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. A ilha de Númenor, não mencionada nas adaptações para o cinema, seria claramente um local central para a série.

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A série The Lord of the Rings da Amazon está atualmente planejada como uma série de, no mínimo, 5 temporadas, com 8 a 10 episódios por temporada. As filmagens começaram este mês com as temporadas 1 e 2 sendo gravadas de forma consecutiva na Nova Zelândia. Os showrunners da série são novos em Hollywood, sem nada em seus currículos de produção, mas JA Bayona foi contratado para dirigir o piloto de duas partes e definir o tom para toda a série. O piloto teve suas filmagens concluídas e está, atualmente, em pós-produção.

Para ficar por dentro de tudo sobre a série de O Senhor dos Anéis, acompanhe o site The Lord of the Rings Brasil em todas as suas redes sociais:
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Fonte: The Lord of the Rings Brasil


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Séries | TV

Kamen Rider Black | Sato Co. e dubladores entram em acordo

A maior batalha de ‘Kamen Rider Black’ é vencida: Sato Co. e dubladores brasileiros entram em acordo quanto aos Direitos Conexos.

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A ferrenha e polêmica batalha entre a Sato Co. e o dublador Elcio Sodré teve o seu final divulgado hoje, e os vencedores são os fãs de Kamen Rider Black!

Tudo começo no momento em que a Sato Company decidiu dublar os dois últimos capítulos da série Kamen Rider Black, série japonesa de 1987 que passou no início da década de 90 na extinta TV Manchete. Seguindo o embalo do sucesso advindo do retorno de Jaspion, Changeman e Jiraya à TV aberta (na BAND), o senhor Nelson Sato, dono da distribuidora, conseguiu a concessão de um novo Kamen Rider e de um clássico muito querido pelos saudosos da franquia, Kamen Rider Black.

Kamen Rider Black

Entretanto, havia uma questão: os episódios finais nunca haviam sido dublados. Então, foram chamados os mesmos dubladores que gravaram os episódios anteriores, anos antes, e que até hoje estão na ativa.

Ok! Tudo gravado. A distribuidora decide mandar o material para o ar, para não perder o timing. Então, é marcada a estreia para 30 de agosto, para aproveitar o final de Jaspion. Seria uma volta triunfante para o herói.

Então, a estreia programada de Kamen Rider Black chega ao ar na BAND, com a exibição dos dois primeiros episódios, e com boa pontuação de audiência!

Beleza! Mais um clássico volta a TV brasileira! Só que não…

A treta

Juntamente com a estreia do seriado vieram a tona problemas de cunho jurídico entre a Sato Co. e Elcio Sodré, que alegava não ter fechado nenhum contrato ou acordo jurídico sobre a exibição do seriado com sua voz, o tal dos direitos conexos. Requerendo até direitos pela dublagem feita há quase 30 anos!

O negócio vazou e tomou proporções!

Resultado: a série foi cancelada da TV aberta e, na segunda semana, repetiu-se os dois primeiros episódios de Jaspion, mas que também acabou por ser cancelado na semana seguinte, juntamente com os outros Tokusatsus que estavam indo ao ar na emissora.

Houve muito “disse e me disse” e fãs revoltados com o ocorrido (e que apimentaram mais a polêmica), o que acabou abrindo precedentes com outros dubladores.

Então, a série acabou por ser lançada na Amazon Prime Video, mas apenas com o audio japonês.

++Leia Mais:
– Canal Loading anuncia que terá 20 séries Tokusatsu em sua grade e confirma 10 da franquia Ultra
– Loading anuncia chegada de My Hero Academia à sua programação

Mas o que são os Direitos Conexos?

Os Direitos Conexos, também chamados de direitos vizinhos ou análogos, têm por escopo a proteção do profissional que, através de sua mão de obra – seja ela criativa ou técnica -, agrega valor à obra criada pelo autor. Eles são incidentes sobre todas as interpretações ou execuções artísticas e suas respectivas transmissões e retransmissões.

Tais direitos surgem com a Convenção de Roma, ocorrida na capital italiana em 1961. No Brasil, o texto da Convenção de Roma foi promulgado pelo Decreto nº 57.125, de 19 de outubro de 1965 e estão previstos no artigo 89 e seguintes da Lei de Direitos Autorais (LDA).

Tal direito se embasa sobre a teoria de que, ao interpretar/trabalhar com ou na obra criada pelo autor, o intérprete “cria” sua própria obra, agregando elementos de sua própria personalidade e colaborando com o autor ao agregar valores à obra criada. Por essa razão, pode ser invocado até mesmo contra o autor da obra.

O termo direitos conexos é proveniente da cultura hispano-americana, enquanto a expressão direitos vizinhos (neighbouring rights, em inglês) tem origem na terminologia anglo-saxônica.

Aos intérpretes e executantes a lei brasileira assegura o direito de autorizar ou proibir a execução de suas interpretações. Quando uma gravação detém muitos intérpretes e executantes, os direitos serão exercidos pelo diretor do conjunto.

Empresas de radiofusão também são assistidas pelos direitos conexos ao produzir e transmitir seus programas. A elas cabe o direito de autorizar ou proibir a retransmissão de seus programas, seja qual for a origem.

Fonte: Wikipedia

A resolução

Em 12 de dezembro foram espalhados em sites brasileiros de conteúdos Nipônicos que Sodré e Sato entraram num acordo, mas apenas hoje, 12/01, a Sato Co. lançou um comunicado.

Então, temos o acordo firmado, oficializado e estando bom para ambas as partes, inclusive para outros dubladores. Com isso abre-se a condição de que Kamen Rider Black possa voltar a TV aberta, e ao streaming, agora dublado e completo!

Agora é esperar e torcer para que isso aconteça em breve!


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Séries | TV

Cobra Kai: 3ª Temporada | Crítica sem spoilers

A 3ª temporada de Cobra Kai está chegando à Netflix. Nós já conferimos a temporada completa e trazemos aqui pra vocês a nossa crítica.

Rafa-el Lima

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Daniel LaRusso e Johnny Lawrence estão de volta com a sua eterna rivalidade para a 3ª temporada de Cobra Kai.

Se você, assim como eu, é uma pessoa que cresceu nas décadas de 80 e 90, com seus dias regados a desenhos pela manhã e Sessão da Tarde após o famoso “Vale a Pena Ver de Novo” da TV Globo, com certeza se lembra de uma das franquias mais reprisadas nas tardes da emissora: Karatê Kid.

A série de filmes nos apresentava o jovem Daniel LaRusso (Ralph Macchio), tutorado pelo sábio Sr. Miyagi (Pat Morita), geralmente em contraste contra algum bad boy, como Johnny Lawrence (William Zabka), por exemplo, pela honra e o amor de alguma bela jovem.

Além do coração da jovem, a disputa, estava atrelada a algo de valor quase inestimável para ambos os duelistas: como o título de Campeão de Karatê do Torneio Regional de All Valley!

A franquia Karatê Kid conta, oficialmente, com 5 filmes. Sendo os 3 filmes clássicos:

  • Karatê Kid – A Hora da Verdade (1984)
  • Karatê Kid 2 – A Hora da Verdade Continua (1986)
  • Karatê Kid 3 – O Desafio Final (1989)

Depois disso, a franquia sofre uma mudança de protagonismo: sai Ralph Macchio e seu Daniel-san, e entra em cena Hilary Swank e sua Julie Pierce, e temos, então, o 4º filme:

  • Karatê Kid 4 – A Nova Aventura (1994)

Além destes, tivemos uma tentativa de retorno da franquia, em 2010, com o novo Karatê Kid sendo estrelado por Jaden Smith e Jackie Chan, onde nossos protagonistas treinam… Kung Fu!

Mas, voltemos ao que interessa.

Sem querer menosprezar o 4º filme da franquia – e procurando esquecer COMPLETAMENTE o fiasco do filme de 2010 – mas, apenas em 2018, Karatê Kid ganhou uma continuação à sua altura!

Cobra Kai é a resposta para a pergunta: “O que aconteceu com Daniel-san e Johnny Lawrence após o bicampeonato de Karatê de Daniel LaRusso?”

Se você também gostaria de saber as respostas para essa pergunta, e ainda não assistiu às duas primeiras temporadas do show, corre lá! Por mais que tentemos falar da 3ª temporada sem spoilers, o que aconteceu anteriormente será citado aqui e pode acabar tirando um pouco da sua diversão. 😉

Esteja avisado.

Leia Mais:
– Filmes 2021 | Principais estreias dos cinemas e streamings
– Assassin’s Creed ganhará série na Netflix

A série Cobra Kai se inicia da inversão de status quo social dos nossos protagonista:

Se o Daniel LaRusso de Karatê Kid era antes um jovem pobre que sofria nas mãos do grupo de bullies, em Cobra Kai ele é um rico dono de concessionária que se utiliza do título de Campeão de Karatê de All Valley para ser o número 1 em vendas de carros e passar isso na cara dos seus concorrentes; enquanto Johnny Lawrence, o anteriormente riquinho e bad-boy, é agora um pobre que vive de “bicos” para pagar o aluguel e sua cerveja (que é, aparentemente, sua única “refeição” diária), para não ter que passar pela humilhação imposta pelo seu rico padastro, que faz questão de deixar claro que ele “nunca quis nada com a vida” desde antes da morte da mãe.

Enquanto vemos o bem-sucedido e feliz Daniel-san com sua bela esposa e filhos, vemos a desestrutura familiar de Johnny, um homem separado e que nunca se fez presente na vida do filho, Robby Keene (um jovem problemático e rebelde que vive com uma mãe, aparentemente alcoólatra, que só pensa em festas, viagens e namorados).

Diante das dificuldades financeiras do dia-a-dia, e se vendo em uma situação onde acaba por defender um garoto de um grupo que praticava bully com este, Johnny Lawrence tem a ideia de voltar aos caminhos do caratê, desta vez como sensei. Ele então reabre o Cobra Kai Dojo sob o mesmo lema original:

Strike First, Strike Hard, No Mercy!

(“Bata primeiro, bata com força, sem misericórdia!”)

Daí pra frente vocês já conseguem imaginar o que rolou, né?

A série se desenvolve sobre o eterno embate de egos e estilos de luta de Daniel e Johnny.

Entretanto, ao final da 2ª temporada tivemos o trágico embate entre Robby Keene (Tanner Buchana), filho de Johnny Lawrence e aluno do Miyagi Dô de Daniel LaRusso, contra Miguel Diaz (Xolo Maridueña), aluno do Cobra Kai Dojo de Johnny Lawrance.

Influenciado por uma recente mudança de paradigmas de Johnny, Miguel passa a agir de forma diferente ao que era anteriormente pregado no Cobra Kai Dojo e exerce misericórdia contra o seu adversário, o que não acontece em retorno.

Após um desfecho no mínimo covarde, Robby acaba por causar em Miguel o maior dano que se pode causar a um desportista: Miguel é hospitalizado e, ao que tudo indica, ficará paralisado da cintura para baixo pelo resto da vida. Conforme você pode ver no trailer abaixo:

A terceira temporada se inicia algumas semanas depois dos eventos finais da 2ª temporada.

As consequências da luta ocorrida na escola entre os dois dojos – Cobra Kai e Miyagi-Dô -, e todos os problemas causados pelo embate, ainda assombram a todos. Traumas e medos ainda estão à flor da pele de alguns dos alunos e senseis e, para a comunidade do entorno, o caratê parece ser algo a ser combatido, não incentivado.

O ambiente se torna nocivo não apenas entre os dojos, mas entre a comunidade de All Valley e os praticantes de caratê.

É importante frisar que esta temporada tem um foco ainda maior nas causas e consequências das escolhas dos protagonistas, e em como isso os afetará no futuro. O caratê está, sim, presente e permeia toda a atmosfera da série, mas de forma um pouco menor nesta temporada. Aqui os protagonistas são colocados diante de seus próprios medos: o medo da dor, o medo da perda, o medo de não voltar a andar, o medo de, mais uma vez, voltar a ser simplesmente um alvo de bully entre tantos outros.

E é em cima dos medos e superações que podemos ver, e entender melhor, alguns personagens da série. Por exemplo:

– Temos aqui Johnny Lawrence se culpando pelo ocorrido com Miguel e, mais uma vez, perdendo a perspectiva de vida. William Zabka segue, na minha opinião, como o motor central da série. O ator sabe como cativar com seu personagem antiquado e cheio de preconceitos característicos de alguém ultrapassado, mas que, com o tempo, vai crescendo e aprendendo. Além disso, dentre os personagens mais velhos, Zabka é o único que nos entrega cenas de luta decentes;

– Vemos aqui também o próprio Miguel, sem qualquer sensibilidade nas pernas, se submetendo a uma cirurgia sem ter grandes expectativas de sucesso e tendo que lidar com as dificuldades de um tratamento sem ter resultados visíveis. Pode parecer birra, mas o núcleo “bad boy” da série, centrado em Johnny, tem um casting e atuações muito melhores que o núcleo “good vibes”. Miguel segue sendo, entre os atores juvenis, aquele que proporciona as melhores cenas, seja entre ele e seus pares românticos, ou nas cenas de suas lembranças em lutas;

– Robby, o filho de Johnny e aluno de LaRusso, agora está em uma prisão para jovens infratores, para pagar pelos crimes de agressão e roubo. Além disso, agora além de não querer seu pai por perto, ele também rejeita a ajuda de seu ex-sensei, Daniel LaRusso. O que acaba sendo um prato cheio para “certos urubus”, se é que vocês me entendem…

– Também temos um retorno do próprio Daniel à Okinawa, cidade natal do seu sensei, Sr. Miyagi, onde Daniel teve um “duelo até a morte” com seu mais mortal oponente, Chozen. E, como mostrado nos trailers, Chozen está presente na nova temporada da série. O aprofundamento da história de LaRusso no show passa, necessariamente, por redescobrir a vida de seu antigo sensei. O Karatê Miyagi é redescoberto em caminhos nunca antes percebidos por Daniel e isso abre a mente do jovem sensei para o futuro do seu próprio Dojo. Além disso, ver o “ponto de vista” do Sr. Miyagi em relação à sua dinâmica com Daniel-san é extremamente saudoso;

– Ainda nesta temporada temos um aprofundamento gigante na história e trajetória de vida do ex-combatente, e novamente sensei do Cobra Kai Dojo, John Kreese (Martin Kove). Podemos ver aqui que ninguém é mal por, simplesmente, ser mal. Ou, pelo menos, não é o caso de todo mundo. A história de Kreese nos abre uma nova perspectiva sobre o principal vilão da série, dando uma tridimensionalidade não vista antes no personagem;

– Além destes, temos o desenvolvimento de personagens como Samantha LaRusso (Mary Mouser) e sua antagonista, Tory Nichols (Peyton List), que começa a ganhar mais profundidade. Tory, assim como Kreese, tem seus próprios demônios começando a ser expostos nessa temporada, e isso promete ser mais aprofundado no futuro;

– Para finalizar o núcleo principal, temos ainda o crescimento da disputa de Demetri (Gianni Decenzo) e seu ex-melhor amigo, Eli Moskowitz, o Falcão (Jacob Bertrand);

– Todos os problemas e situações citadas acontecem nos núcleos individuais de cada personagem e, em paralelo a isso, temos um temor de todos os personagens vindo à tona: o Torneio Regional de Caratê de All Valley será cancelado!

Tudo isso é feito de forma gradual e com um desenvolvimento proposto a honrar as temporadas anteriores. Nada é apressado, tudo é feito no tempo certo para que você consiga se agradar e entender todos os pontos.

Se tem algo a ser criticado na série é a sua edição. Não como um todo, mas em certos momentos de alguns episódios. Durante um período especial e delicado para um dos protagonistas, as coisas simplesmente acontecem de forma “quase mágica”. Uma edição melhor desenvolvida daria o tempo necessário para as coisas acontecerem de forma mais natural durante a temporada. Isso é tudo o que podemos dizer sem dar spoilers do que acontecerá.

Entretanto, por mais que a série dê uma certa “maneirada” na presença do caratê em seu desenvolvimento, não seria uma boa sequência de Karatê Kid se ele não estivesse ali, não é mesmo? Com relação a isso, é sensível a melhora nas cenas de luta da série.

A evolução nas cenas de luta nessa temporada não acontece, necessariamente, por uma melhor coreografia ou um maior empenho dos atores, mas por haver um melhor trabalho de câmera e corte na edição. Esse “jogo de câmeras” dá mais fluidez e proporciona cenas onde o combate parece mais rápido e mais real. Infelizmente, nas cenas onde não se trabalham com esses cortes, o combate segue soando muito falso, ao ponto de você notar os atores se socando e, em seguida, se movendo para baixo do outro para ser “submetido” a um golpe. Muito, muito feio.

Mas, apesar disso, as lutas presentes no final da temporada, são muito, muito empolgantes! Talvez não pela qualidade da luta em si, mas por todo o contexto envolvido no embate. São cenas que, com certeza, todos gostaríamos de ver já há algum tempo.

O desenvolvimento do roteiro proporciona aos combates finais uma bagagem muito maior do que apenas uma “luta de gangues” como acontecia anteriormente. Honra, amizade, amor e responsabilidades estão presentes na construção dos duelos propostos para o final da 3ª temporada de Cobra Kai.

Nota: Vale ressaltar o embate presente no episódio de Natal da série, onde temos uma versão rock de “Canção dos Sinos” tocando ao fundo, enquanto o combate rola solto e, como de costume na série, temos ali vários takes gravados em plano sequência, assim como na luta da escolha, no final da 2ª temporada.

Para você, meu amigo ou minha amiga, o que eu posso dizer é: se você, assim como eu, gostou das duas primeiras temporadas de Cobra Kai, mesmo vendo alguns probleminhas, a terceira temporada vai te empolgar muito, e te deixar com uma vontade de que a Netflix solte a 4ª temporada logo amanhã!

Cobra Kai tem roteiro e produção executiva de Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg através de sua produtora Counterbalance Entertainment. Will Smith, James Lassiter e Caleeb Pinkett são os produtores executivos pela Overbrook Entertainment, juntamente com Susan Ekins, em associação com a Sony Pictures Television. Ralph Macchio e William Zabka são coprodutores executivos.

A 3ª temporada de Cobra Kai foi adiantada e chega à Netflix dia 1º de janeiro. Um ótimo início de ano, não é?!

Confira aqui: http://netflix.com/cobrakai


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Séries | TV

Canal Loading anuncia que terá 20 séries Tokusatsu e confirma 10 da franquia Ultra

E o Loading, mais novo canal de TV aberta do Brasil, pretende se estabelecer como a nova casa dos fãs de Tokusatsu!

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Que o Loading é o mais novo canal direcionado a Cultura Pop muita gente já sabe.

Que a programação é feita por uma galera que leva a sério a bandeira geek e que tem muita coisa boa para mostrar, a programação do canal está mostrando a cada dia e a quê veio.

A grade está recheada de notícias, além de filmes, games, e-sports e animes consagrados e cultuados no mundo.

Mas, o que uma galera estava esperando que viesse junto da programação, e que estava sendo espalhado há algum tempo pelas redes sociais — e inclusive teve até uma “FAKENEWS” espalhada em uma operadora de TV a cabo, que colocou como programada a estreia num domingo, e nada — eram os Tokusatsus. Mas, infelizmente, nada deles…

Anderson Abraços, também conhecido como Haterman, chefe de experiência da Loading

Entretanto, nas últimas semanas algumas confirmações tem sido feitas pelo Anderson Abraços (Haterman), chefe de experiência da Loading e responsável pela programação e também conhecido Youtuber.

Em alguns canais Haterman tem garantido que estão programados para chegar ao canal 20 séries originais de Tokusatsu, algumas vindas direto do Japão e que entrariam em processo de dublagem pela UniDub, mas que ele só divulgaria quando estivesse tudo legalizado.

E, nesta noite de terça-feira (22/12), foi feito um suspense no programa Mais Geek e foi anunciado que, a partir de março de 2021, estariam chegando 10 séries da franquia Ultra. O anuncio foi feito pelo próprio Haterman que foi convocado pelos apresentadores para dar a notícia e que a primeira seria Ultraman Orb (2016).

Ao mesmo tempo que anunciou as séries, Haterman pediu a paciência dos fãs, pois levará tempo para receberem os arquivos e, após isso, ainda haveria o processo de dublagem. O contrato foi assinado hoje (22) e, portanto, só hoje foi liberado o anúncio.

A expectativa é que as estreias das séries da família Ultra iniciem no mês de março, mas Haterman garantiu que antes disso a Loading irá estrear outras séries de Tokusatsu, ainda no começo de 2021.

As séries citadas são:

  • Ultraman (1966)
  • UltraSeven (1967)
  • Regresso de Ultraman (1971)
  • Ultramen Leo (1974)
  • Ultraman Orb (2016)
  • Ultraman Orb Origin (2016)
  • Ultraman Mebius (2006)
  • Ultraman R/B (2018)
  • Ultraman Taiga (2019)
  • Ultraman Geed (2017)

2020 a volta dos que não foram

Este 2020 realmente tem sido um ano muito bom para o fãs brasileiros de Jaspion e CIA.

A volta dos Tokusatsus às nossas TVs brasucas concretizou-se este ano pela TV Bandeirantes, para cobrir sua programação de esportes que teve seus jogos cancelados devido a pandemia, e o resultado foi muito bom, trazendo boas pontuações no Ibope e nos Trending Topics. Changeman, Jiraya e Jaspion chegaram arrebentado e cativando os mais saudosos, além de despertar a curiosidade da nova geração.

Mas, como tudo que é bom, durou pouco. Com a contribuição de alguns problemas jurídicos as séries foram tiradas as séries do ar, com a condição de um possível retorno caso o problema seja resolvido.

Além das séries clássicas esse ano trouxe o tão aguardado mangá, O Regresso de Jaspion, com desenhos de Michel Borges e roteiro de Fábio Yabu, que foi o recordista de pré-venda da Amazon e que, devido ao bem sucedido lançamento, parece que terá uma continuação.

Agora é ficar ligado na Loading e em todo o seu conteúdo Tokusatsu que chegará em 2021.


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Filmes

Principais notícias do Marvel Studios no Dia do Investidor da Disney

Confira as novidades do Marvel Studios em filmes e séries apresentadas no ‘Disney Investor Day’ por Kevin Feige!

Rafa-el Lima

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A Marvel Studios trouxe um painel cheio de novidades para o Dia do Investidor 2020 da Disney.

A apresentação da Marvel Studios no Dia do Investidor de 2020 da Walt Disney Company foi feita por Kevin Feige, presidente da Marvel Studios e diretor de criação da Marvel. Nela, Feige apresentou várias novas séries que chegam à Disney +, bem como novos filmes do estúdio que chegam em um futuro próximo.

“O Universo Cinematográfico tece histórias, heróis e vilões em 23 filmes até hoje”, disse Fiege. “E com Disney+, podemos estender essa forma de contar histórias para um novo formato – criando séries que estão conectadas aos nossos lançamentos nos cinemas, tornando o MCU mais imersivo do que nunca.”

A fase 4 do MCU começa com o WandaVision, estreando na Disney+ em 15 de janeiro, e continua ao longo de 2021 com novos filmes – como Viúva Negra, Os Eternos e muito mais! Além disso, as aventuras dos super-heróis estão apenas começando nas telinhas das séries Disney+. Novas séries contarão com personagens como Loki, Ms. Marvel e Kate Bishop. Mas isso ainda não é tudo!

Confira abaixo algumas das principais novidades do Marvel Studios (clique na matéria para ver a notícia completa):

Novos trailer e pôster trazem uma nova era da televisão para ‘WandaVision’

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura fará, oficialmente, link com Homem-Aranha 3

Primeiro trailer de O Falcão e o Soldado Invernal

Série ‘Loki’ tem suas primeiras e “gloriosas” imagens apresentadas

What If…? | Primeiras imagens da série animada

‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’ tem elenco de apoio revelado

Primeiras imagens oficiais de Iman Vellani como Kamala Khan em Ms. Marvel

‘Secret Invasion’ reúne Samuel L. Jackson e Ben Mendelsohn em nova série do Disney+

Riri Williams está indo para o Disney+ com a nova série da Marvel, ‘Ironheart’

Armor Wars | Máquina de Combate retorna para salvar a tecnologia de Tony Stark

Marvel Studios anuncia longa do Quarteto Fantástico


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Séries | TV

Armor Wars | Máquina de Combate retorna para salvar a tecnologia de Tony Stark

Baseada na Guerra das Armaduras dos quadrinhos Marvel, a série Armor Wars chegará em breve ao Disney+.

Rafa-el Lima

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O que aconteceria se a tecnologia de Tony Stark caísse nas mãos erradas? É o que descobriremos na série recém-anunciada, Armor Wars da Marvel Studios, que chega à Disney+.

Revelado durante a apresentação do Dia do Investidor da Walt Disney Company por Kevin Feige, presidente da Marvel Studios e diretor de criação da Marvel. Don Cheadle retorna ao papel de James Rhodes – também conhecido como War Machine – que deverá enfrentar essas consequências tecnológicas na clássica história da Marvel.

Fonte: Marvel

++Leia Mais:
– ‘Secret Invasion’ reúne Samuel L. Jackson e Ben Mendelsohn em nova série do Disney+
– Primeiras imagens oficiais de Iman Vellani como Kamala Khan em Ms. Marvel


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