Vingadore: Ultimato | Crítica (Com Spoilers) - Multiversos
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Épico, emocionante, inesquecível… mesmo com problemas!

Onze anos, vinte e dois filmes e alguns bilhões de dólares depois, ‘Vingadores: Ultimato‘ chega para fechar a primeira etapa do maior fenômeno da cultura pop nos últimos anos (quiçá de todos os tempos), atendendo todas as expectativas dos fãs, quase que em sua totalidade.

Não é novidade pra ninguém a perspicácia da Marvel em identificar e atender o desejo dos fãs, e isso se refletiu em Ultimato como em nenhum outro filme, entregando uma história preocupada acima de tudo em entregar o máximo da diversão aos fãs.

Ultimato começa pouco depois dos eventos trágicos de Guerra Infinita, e transporta deste filme todo o clima de pesar e consternação, aliás, esse tom sombrio permeia o filme o tempo todo.

E o começo de Ultimato é tão ou mais intenso que seu antecessor, há um fio de esperança nascendo em meio a um reencontro com um diálogo dramático entre o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e o Capitão América (Chris Evans), aliás, cabe aqui meu primeiro descontentamento, não que não faça sentido, mas eu esperava uma solução mais inteligente para o resgate de Tony Stark no espaço do que a óbvia intervenção da Capitã Marvel (Brie Larsson).

Falando na Capitã Marvel, pensando num filme que se propôs a valorizar o arco de seus personagens, Ultimato me fez enxergar a Capitã com outros olhos, seu carisma é absolutamente questionável ainda mais se pensarmos que a Marvel pretende fazer dela a “cara” da sua nova fase de filmes, porém cabe ressaltar que seu caráter foi moldado conforme a dificuldade de aceitação que a personagem teve em seu passado, isso tenha feito dela a pessoa que ela atualmente é, até mesmo com seus traços de arrogância e prepotência, que por vezes transparece, não acho que o filme solo da Capitã tenha funcionado e a personagem também não ajudou, mas Ultimato acenou com novas possibilidades para a heroína, e ainda soube dosar muito bem o tempo de tela e a importância da Capitã dentro do enredo.

O primeiro ato se concentra no desenvolvimento da nova investida dos heróis remanescentes contra Thanos, vemos nascer um fio de esperança de que os efeitos do estalo possam ser revertidos, apenas para vê-lo morrer sufocada na inebriante sensação de fracasso e desespero quando tudo dá errado. A atitude inesperada e brutal de Thor arrancando a cabeça de Thanos é um exemplifica bem a situação emocional dos heróis perante o insucesso do seu plano.

A partir dai o filme tem a feliz ideia de dar um salto de cinco anos, um hiato absolutamente necessário para validar as consequências do estalo pelo mundo, não só nos heróis, mas nas pessoas comuns também, o tom sombrio do filme fica ainda mais forte a partir daqui.

Como dissemos Ultimato é totalmente comprometido em fechar entregar uma historia com o máximo da diversão possível. Para isso o roteiro se faz valer da vantagem que é ter seus personagens apresentados e estabelecidos, e faz uso da simplicidade para entregar determinadas soluções, sem a necessidade de problematizar ou deixar determinadas campanhas complexas demais. Isso pode ser visto no resgate excessivamente obvio de Tony, como na maneira como o Homem-Formiga (Paul Rudd) retorna do Reino Quântico. Enquanto os fãs perderam horas e horas criando teorias e mais teorias envolvendo o resgate do herói, o filme resolve a questão com um rato acidentalmente ligando o túnel quântico e trazendo o herói de volta. O rato pode dividir com Tony Stark as glorias de terem salvado o universo.

A simplicidade se estende também para o recurso da viagem do tempo. Não era novidade nenhuma que o filme usaria a viagem no tempo através do Reino Quântico, o que foi novidade é que o filme criou, digamos regras próprias, simplificando alguns conceitos e deixando de lado, critérios e padrões há muito estabelecidos na cultura pop, aliás, o filme faz até piada com isso.

A linha de raciocínio simples tem seus motivos, afinal de contas à viagem no tempo seria somente uma ferramenta, é muito claro que a intenção dos diretores em não permitir que as pessoas se preocupassem em achar coerência em cadeias complexas de acontecimentos e linhas temporais, já que o foco era o que a viagem no tempo poderia proporcionar, e isso vai além da solução para os efeitos do estalo, este é um filme também dedicado a fechar a historia de seus personagens.

O “assalto no tempo” é acima de tudo uma celebração aos onze anos do Universo Marvel nos Cinemas, revisita alguns momentos importantes do UCM, trazendo de volta alguns personagens, e leva a audiência a vivenciar novamente estes momentos, mas através de outra ótica e com elementos que não haviam sido apresentados em sua versão original, e claro que a icônica Batalha e Nova York teria que reaparecer.

Revisitar estes momentos é trivial para que alguns personagens tenham a oportunidade de tratar de assuntos mal resolvidos no passado, como o próprio Tony Stark que mais maduro e agora pai, se reconcilia com Howard Stark depois de anos de um relacionamento conturbado com seu pai.

Existe muita coerência no arco dos nossos heróis, se considerarmos toda a sua jornada no UCM, Hulk e Thor são ótimos exemplos disto:

Bruce Banner (Mark Ruffalo) sempre esteve atrelado ao dilema de conseguir controlar ou mesmo eliminar seu alter ego, nos cinco anos de hiato desde os eventos de Guerra Infinita, Banner aprendeu a conviver em harmonia com a persona do Hulk, um amálgama da inteligência de Banner e do poder do Hulk, muito plausível considerando a jornada do personagem e totalmente funcional para o desenvolvimento do enredo. Apesar disso, não é exatamente a versão do Golias Esmeralda que mais me agrada.

Quanto a Thor (Chris Hemsworth), enfim o peso das suas perdas recaiu sobre ele. É claro que o novo porte físico do deus do trovão, serviria de alivio cômico, mas seu contexto vai muito, além disso, é o resultado deprimente de uma condição que Thor impôs a ele próprio, por tudo o que aconteceu, mas, sobretudo pelo fracasso do Filho de Odin em deter Thanos. É a imagem de um homem entregue alienado a tudo o que acontece, preso a dor do passado.

Cada um dos heróis lidou com a dor e com o luto à sua maneira, o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), por exemplo, se tornou um vigilante, que mata membros do crime organizado ao redor do mundo, eliminando a escoria que aleatoriamente sobreviveu ao estalo de Thanos, tentando aplacar sua dor após perder sua família no expurgo de Thanos praticamente diante de seus olhos.

Natasha Romanoff, a Viúva Negra (Scarlett Johansson), é quem resgata Clint da escuridão, valorizando um laço de amizade há muito estabelecido no UCM. Aliás, a construção dos laços da amizade há muito vem sendo costurado nos filmes da Marvel, mesmo nos momentos de rompimento como em Guerra Civil,  a amizade nunca deixou de existir, e isso é ressaltado em Ultimato.

Na busca pelo Tesseract no passado, por exemplo, leva Tony Stark e o Capitão América,  uma incursão que reservou a ambos emoções diferentes sobre seu passado, mas acima de tudo ambos juntos em missão, restaura aos olhos do publico a confiança e amizade entre ambos.

Mais nada foi tão comovente neste segundo ato quanto ao sacrifício de Natasha em Vormir na busca pela Jóia da Alma, Natasha faria o que fosse necessário para ter sua família de volta, com certeza a Viúva morreu em paz, ela não suportaria viver com o peso de um provável sacrifício do Gavião em seu lugar, e claro a cena da morte de Natasha fugiu interessantemente do comum ao colocar uma luta entre ambos levada até quase o extremo, um tentando impedir o outro de se sacrificar para obter a Jóia. No final, tanto Clint quanto Natasha fizeram muito mais do humanizar os Vingadores, ambos cada qual a sua maneira foram vitais para a conclusão do enredo.

Por fim a terceira incursão foi em Morag, atrás da Joia do Poder, poucos momentos antes do Senhor das Estrelas (Chris Pratt), roubar a Joia. A busca pela joia do poder em Morag serviu para nos lembrar do quão trágica e dramática é a historia da Nebulosa (Karen Gillian) ao longo da Saga do Infinito, fica muito claro que a personagem nunca foi essencialmente má, sua personalidade foi moldada sob as consequências de um relacionamento abusivo e psicótico com seu “Pai”, Thanos. Tudo o que Nebulosa queria era amor e reconhecimento, no começo do filme podemos ver claramente que mesmo depois de tudo o que Thanos fez com ela e com o universo, ela ainda sente a morte do pai. Isso sem falar na relação com Gamora (Zoe Saldana) trabalhada nos filmes anteriores.

O segundo ato é longo, não tem pressa em apresentar seus eventos, trabalhar o arco dos personagens e unir os elementos para entregar o final apoteótico reservado para o terceiro ato.

Ainda sim a narrativa não se arrasta, pelo contrário dinamiza os elementos da trama, nas suas três horas o filme não é cansativo, não tem momento de marasmo e se mantem o tempo todo interessante, valorizando a aventura, mas mantendo a atmosfera sombria, principalmente quando Thanos (Josh Brolin) toma conhecimento através da contraparte do passado de Nebulosa, não só do plano dos heróis, mas de tudo o que aconteceria no futuro.

Este é um filme dos heróis, ao contrário do que foi Guerra Infinita que foi um filme dos vilões, mas isso não reduziu a importância do Titã Louco no enredo, muito pelo contrário, esta versão de Thanos é muito mais implacável impiedosa e menos nobre do que sua contraparte que no futuro dizimaria metade da vida no universo. Mas isso não quer dizer que esta versão seria menos determinada ou poderosa, muito pelo contrario.

Depois da morte do Thanos do presente, a aparição de sua versão do passado ressuscitou uma sensação de ameaça desmedida potencializada não só pelo que vimos do vilão em Guerra Infinita, mas também por cada atitude sua neste filme, que parece encaminhar tudo para uma solução que ninguém queria, fica muito claro que seu nível de poder é gigantesco, e como os heróis fariam para  derrotar um inimigo tão poderoso, impiedoso e determinado, era uma pergunta muito recorrente aquela altura.

Então veio o terceiro ato, a ameaça de Thanos era novamente real, mas desta vez o Titã estava na Terra com todo o seu poderio militar, seus exércitos e sua nave gigantesca com um poder de fogo devastador que em poucos segundos destruiu o Quartel General dos Vingadores.

A partir daqui o filme desperta uma variedade de sentimentos na audiência, ficamos tensos, felizes, eufóricos, angustiados, comovidos e tristes, com o bombardeios de cenas épicas que o filme entrega.

A batalha que segue começa com Homem-de-Ferro, Thor e o Capitão América enfrentando Thanos, numa cena linda, atendendo a expectativa dos fãs (me incluo nesse grupo) que queria ver os três maiores entre os Vingadores Originais literalmente enchendo a  cara do Genocida de porrada. Foi muito importante ver a valorização  dos três personagens, mas principalmente a do Capitão América,  com pouco destaque em Guerra Infinita, em Ultimato Steve Rogers se tornou o símbolo de honra, coragem e liderança consagrado nos quadrinhos, aliás, olhando com um pouco mais de atenção a estrutura de Guerra Infinita / Ultimato a semelhança com uma mega saga dos quadrinhos é nítida.

O Capitão América seguiu entregando cenas épicas, erguendo o Mjolnir e tudo mais, mas claro que o retorno dos transformados em pó em Guerra Infinita. A cena além de visualmente linda, é construída com um grau de dramaticidade e comoção impressionantes, difícil pensar se existiu alguma sala de cinema no mundo em que não bateram palma neste momento.

Por fim veio a grande batalha, todos os Vingadores reunidos contra as hordas de Thanos, com uma fotografia e a paleta de cores favorece a construção da identidade visual belíssima que esta sequência possui, com cenas de batalhas fáceis de acompanhar, mesmo com uma quantidade enorme de personagens em combate tudo o que acontece em cena é muito claro.

Há um tempo bom de tela para todos os personagens, considerando evidentemente que aqueles que ganharam destaque em Guerra Infinita ficaram em segundo plano, algo absolutamente aceitável, contudo praticamente todos tiveram seu momento de brilhar.

O desfecho da batalha me agradou, a morte de Thanos é mostrada de maneira muito adequada, e a esperada morte do Homem de Ferro, sim desde que apareceu sua filha no começo do filme eu já esperava pela morte de Tony, aconteceu da forma mais heroica possível, um sacrifico inesperado de um personagem que nunca foi um exemplo de moral e retidão, mas que no final se mostrou nobre e heroico em sua essência, entregando o fechamento perfeito não só para a trajetória do Homem  de Ferro, mas para toda a Saga do Infinito.

Ultimato também marcou a despedida de outro ícone UCM, o Capitão América. E nem é preciso dizer que o final destinado a Steve Rogers, foi o melhor possível. Ao escolher ficar no passado depois de devolver as joias as locais de origem, Steve teve a oportunidade de viver uma vida feliz ao lado de sua amada Peggy Carter, uma recompensa à altura para o maior soldado que já existiu.

O problema é como esta situação foi concebida, a aparição de um Steve Rogers velho de posse de um escudo declarou aberta a temporada de duvidas e questionamentos ao confuso padrão de viagem no tempo estipulado por Vingadores Ultimato que por mais de uma vez contradiz no filme as regras de viagem no tempo que ele mesmo estipulou.

Além disso, o filme encerra, sim, alguns arcos, mas por outro lado deixa diversas pontas soltas que talvez comecem a ser respondidas nos próximos filmes do UCM ou nas séries que vem por ai no serviço de streaming da Disney.

Quanto a dúvidas a respeito da coerência da viagem no tempo elas de fato existem e, ao que parece, as respostas dadas tanto pelos diretores, quanto pelos roteiristas, não são exatamente satisfatórias ou esclarecedoras.

Resolver paradoxos, dúvidas ou achar justificativas onde não existem (até agora me pergunto como Thanos conseguiu realizar seu salto no tempo) talvez não seja o caso. Valorizar a diversão elevada ao máximo e curtir este momento único e épico da cultura pop talvez seja o principal. Há falhas, mas também há coerência, sobretudo há muita emoção e um serviço prestado ao fã respeitado e valorizado no encerramento da inesquecível Saga do Infinito.

Vingadores: Ultimato
  • Roteiro
  • Elenco
  • Direção
  • Efeitos Especiais
4

Resumo

‘Vingadores: Ultimato’ é o encerramento grandioso que todos nós esperávamos, diverte, empolga, emociona. Tem defeitos toleráveis considerando tudo o que o filme entregou. Foi uma das maiores experiências já proporcionadas aos fãs pelo cinema.

Filmes

Superman | Ótimas notícias na família Super e um REBOOT na telona a caminho!

Warner anuncia novo reboot para Superman e projeto já está está na ponta da agulha e nas mãos de JJ Abrams.

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Semana cheia de novidades para os fãs do Superman & CIA.

Essa semana foi apresentada a nova Supergirl do DCEU, que vai aparecer no filme solo The Flash. Sasha Calle foi a escolha feita após uma busca cansativa para escolha da prima do filho de Krypton. Confira no vídeo:

Além disso, tivemos a boa estreia da nova série Superman & Lois com Tyler Hoechlin e Bitsie Tulloch dando picos de audiência.

++Leia Mais:
– Homem-Aranha 3 tem subtítulo oficial finalmente divulgado: ‘No Way Home’
– Batman mergulha no mundo de ‘FORTNITE’

Novo Superman nos Cinemas?

Não bastassem essas ótimas notícias para a família Super da DC, hoje, dia 26, a Warner lança mais uma bomba para o nosso final de semana… É oficial! JJ Abrams está trabalhando em um novo filme do Superman!

Jeffrey Jacob Abrams é um escritor, diretor e produtor de cinema e televisão dos Estados Unidos.

Após muitos rumores a Warner Media tornou isso oficial. Abrams está com a batuta nas mãos e produzirá um novo filme do Azulão. O roteiro está nas mão do escritor Ta-Nehisi Coates. O filme está ainda sem enredo e nada mais de definições.

Coates comentou que “ser convidado para o DC Extended Universe pela Warner Bros., DC Films e Bad Robot é uma honra” e que “estou ansioso para adicionar de forma significativa ao legado do herói mítico mais icônico da América”.

Abrams falou com confiança que há mais histórias a serem contadas sobre Superman:

“Existe uma história nova, poderosa e comovente do Superman que ainda pode ser contada. Não poderíamos estar mais entusiasmados em trabalhar com o brilhante Sr. Coates para ajudar a levar essa história para a tela grande e estamos muito gratos à equipe da Warner Bros. pela oportunidade.”

Considerando que Henry Cavill já está ocupado com The Witcher, da Netflix, é difícil saber se ele terá como retornar ao papel.

Há algum tempo é cogitação de levar para os cinemas um Superman Negro. Acredita-se que este projeto possa estar em andamento já há alguns anos, e que Michael B. Jordan, teria conversado com a Warner sobre o projeto anos antes, possa ter comprado a ideia e movido seus pauzinhos para que ele mesmo possa fazer o papel. Será que vai rolar?

Até o momento não existem mais detalhes sobre o projeto, mas fique ligado para mais novidades!


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Filmes

Monster Hunter | Milla Jovovich de volta ao mundo dos videogames!

Em mais uma adaptação de um jogo da Capcom, Milla Jovovich e Tony Jaa enfrentam monstros gigantes e mortais.

Jean Sinclair

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Divulgação: Sony

Monster Hunter, marca o retorno do diretor e também roteirista, Paul W.S. Anderson, ao mundo dos videogames nos cinemas e mais uma vez o diretor escolhe adaptar uma franquia da Capcom.

A Tenente Artemis (Milla Jovovic) e seu time partem em busca de resgatar uma equipe desaparecida, quando acabam sendo transportados para um mundo misterioso, que possui monstros gigantes. Artemis precisa encontrar como retornar ao seu mundo com a ajuda do Caçador (Tony Jaa).

Anderson é um criador que fez uma longeva carreira trabalhando com adaptações de jogos de videogames, do hoje cultuado Mortal Kombat (1995) à cine-série Resident Evil, onde teve como atriz principal Mila Jovovich. Anderson é um autor amado e odiado. Enquanto alguns odeiam as suas obras por nunca seguirem com fidelidade o material base, outros adoram o seu cinema explosivo e alucinado, cheio de pirotecnias e efeitos especiais. Ele também faz filmes baratos em sua produção gerarem rios de dinheiro, o que acaba sempre abrindo novas portas para o seu trabalho.

Aqui em Monster Hunter ele não foge em nada de seus trabalhos prévios. Os personagens são jogados na trama e, com exceção de Artemis e do Caçador, o restante do elenco tem somente funções narrativas e incorporam estereótipos padrões desse tipo de enredo. Dá pra fazer um bingo de quem é cada um em tela (a latina, o negro, o asiático, o canastrão, o sisudo e etc. e etc. …) e como eles vão morrer e fechar a cartela rapidinho.

A história é básica e simples. Protagonista surge, tem um desafio, surgem os conflitos e temos uma resolução. Com uma estrutura de atos que acaba apressada em seu inicio e segue em constante velocidade o tempo todo, com pequenos respiros para alguma cena expositiva, até o seu final. Os diálogos são fraquíssimos, e dá até para adivinhar alguns segundos antes deles surgirem em tela. O clima do longa muda o tempo todo, nunca se decidindo se é um suspense, um filme de guerra, um horror splatter ou um filme de ação alucinada.

Monster Hunter praticamente não possuí trilha sonora, focando-se mais na edição de som ultra barulhenta e exagerada, que oscila entre silêncios e explosões ensurdecedoras numa fração de segundos. Segundos esses que estão na edição nervosa e picotada que é utilizada nas cenas de ação. Nenhum take dura mais do que 3-5 segundos. Deu até para brincar de contar nos dedos… 1, 2, 3, corta… 1, 2, 3, 4, corta. Esse recurso acaba deixando as cenas tão frenéticas quanto ilegíveis durante a projeção. Essa edição acaba fazendo com que o filme seja sempre acelerado e esteja sempre em movimento.

monster-hunter

O design de produção oscila em aproveitar bem as locações físicas, gerando até um alívio nos olhos, o que já difere quando o CGI é usado em tela. Os figurinos são bregas, mas que funcionam devido o clima do filme também ser assim. A fotografia do filme é o seu melhor elemento técnico, mesmo quando usa indiscriminadamente takes panorâmicos, sem que eles possuam função narrativa coerente, ou quando tenta explorar emoções inexistentes num close dos monstros de CGI. Os efeitos visuais são práticos e bem utilizados nas criaturas, mas há momentos que as coisas derrapam feio, como personagens flutuando ou descolados demais da cena.

++Leia Mais:
– Relembre a nossa crítica de Angry Birds 2
– Leia também a nossa análise de Sonic – O Filme

Sobre a adaptação em si, eu confesso não ser um jogador inveterado da franquia, mas sei que um dos grandes charmes do jogo é enorme gama de fauna e flora que os mundos de Monster Hunter possuem. Isso praticamente foi limado do filme por escolhas narrativas claras e até mesmo pelo curto orçamento, que fica evidente em alguns momentos, e somente alguns poucos e famosos monstros aparecem em tela.

Milla Jovovich já faz esse tipo de papel no automático e seu diretor, e também marido, não a força em momento algum à sair de sua zona de conforto. Tony Jaa acaba sendo carismático devido à sua simplicidade. Ron Pearlman conseguiu o prêmio de pior peruca/penteado que eu já vi em um filme e o restante do elenco é praticamente um easter egg em tela e, ah… procurem a brasileira Nanda Costa no filme. Se piscarem, perdem a participação dela.

Monster Hunter é um filme com o DNA de Paul W. S. Anderson. Barulhento, exagerado, pouco reverente ao seu material fonte e com um fiapo de enredo. Eu já sabia exatamente o que o novo filme traria, e até consegui encontrar um valor de entretinimento no longa, que tem potencial de agradar espectadores casuais e fãs de longa data do diretor, mas que fará pessoas mais exigentes e fãs do jogos saírem insatisfeitas da sessão.

Ah… há um cena extra dentro dos créditos finais.


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Filmes

Homem-Aranha 3 tem subtítulo oficial finalmente divulgado: ‘No Way Home’

Terceiro longa de Tom Holland como o Homem-Aranha do MCU ganhou o seu subtítulo no Twitter oficial da franquia.

Rafa-el Lima

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Após uma série de brincadeiras quanto ao subtítulo do próximo filme do aracnídeo, Homem-Aranha 3 ganha a tão esperada “segunda linha” de seu nome: No Way Home.

A divulgação se deu no twitter oficial do longa. Confira:

O longa traz mais uma vez Tom Holland como o Peter Parker/Homem-Aranha e retorna com os atores dos filmes anteriores Zendaya, Marisa Tomei e Jacob Batalon. A produção fica a cargo de Kevin Feige e Amy Pascal, e a direção segue com Jon Watt no comando.

O maior destaque do longa, pelo menos até aqui, é o retorno de Jamie Foxx, de O Espetacular Homem-Aranha 2, revivendo o vilão Electro; e de Alfred Molina, de Homem-Aranha 2, como o Doutor Octopus.

SpiderMan: No Way Home (algo como “Homem-Aranha: Sem Caminho Para Casa”), promete ter link direto com as consequências do atual sucesso do Disney+, WandaVision, e com o vindouro Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, por isso Benedict Cumberbatch também estará no longa.

++Leia Mais:
– RUMOR | Tobey Maguire e Andrew Garfield em negociações para ‘Homem-Aranha 3’
– Doutor Estranho terá papel importante em Homem-Aranha 3

Ontem, 23/02, os atores do longa haviam lançado em suas redes sociais diferentes versões do nome do filme. Como compartilhamos em nosso Twitter:

SpiderMan: No Way Home tem previsão de estreia para 17 de dezembro.


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Filmes

RUMOR | Jennifer Lawrence poderá viver Sue Storm no reboot de Quarteto Fantástico

Novo rumor aponta que Jennifer Lawrence se juntou ao elenco de Quarteto Fantástico do Marvel Studios, provavelmente como Sue Storm

Rafa-el Lima

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Será que teremos em Jennifer Lawrence a nossa Sue Storm para o longa do Quarteto Fantástico?

De acordo com o Daily Telegraph da Austrália, em matéria replicada no The Daily Mail, a atriz ganhadora do Oscar, Jennifer Lawrence, irá se juntar ao elenco do reboot de Quarteto Fantástico da Marvel Studios.

De acordo com outros sites o site Murphys Multiverse, responsável pela informação de ambas as fontes, teria tentado entrar em contato com a Disney mas não obteve respostas.

Se os rumores vierem a se confirmar, e a entrada de Lawrence no MCU for real, podemos estar diante do casting de Sue Storm, a Mulher Invisível, esposa de Reed Richards. A personagem já foi interpretada nos cinemas por Jessica Alba.

Quarteto Fantástico será dirigido por Jon Watts, que está trabalhando em Homem-Aranha 3, e ainda não há qualquer previsão de estreia.

++Leia Mais:
– Marvel Studios anuncia longa do Quarteto Fantástico
– Principais notícias do Marvel Studios no Dia do Investidor da Disney


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Filmes

Mortal Kombat | Confira o primeiro trailer legendado

O mais mortal torneio pelo destino da Terra está de volta com o remake de Mortal Kombat para os cinemas, que estreia em abril de 2021.

Multiversos

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A New Line Cinema apresenta Mortal Kombat, uma aventura inédita inspirada na bem-sucedida franquia de videogames que, mais recentemente, teve um dos lançamentos de jogos de maior êxito da história, Mortal Kombat 11. O filme é dirigido pelo premiado diretor comercial australiano Simon McQuoid, que faz sua estreia como diretor de cinema, e produzido por James Wan (filmes do universo “Invocação do Mal”, “Aquaman”), Todd Garner (“No Olho do Tornado”, “Te Peguei!”), McQuoid e E. Bennett Walsh (“MIB: Homens de Preto – Internacional”, “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro”).

Em Mortal Kombat, o lutador de MMA Cole Young, acostumado a apanhar por dinheiro, não faz ideia da herança que carrega – ou por que o Imperador da Exoterra, Shang Tsung, enviou seu melhor guerreiro, Sub-Zero, um criomancer de outro mundo, para exterminar Cole. Temendo pela segurança de sua família, Cole sai em busca de Sonya Blade por recomendação de Jax, um major das Forças Especiais que tem a mesma estranha marca de nascença na forma de dragão que Cole. Logo, ele se encontra no templo do Lorde Raiden, um Deus Ancião e protetor do reino da Terra, que acolhe aqueles que ostentam a marca. Lá, Cole treina com os experientes guerreiros Liu Kang, Kung Lao e o mercenário vigarista Kano, à medida que se prepara para enfrentar, ao lado dos maiores campeões da Terra, inimigos oriundos da Exoterra em uma arriscada batalha pelo universo. Contudo, será que ele treinará o bastante para desbloquear sua arcana — o imenso poder que existe dentro de sua alma – a tempo não só de salvar sua família, mas também de vencer a Exoterra de uma vez por todas?

O elenco internacional diverso reflete a natureza mundial da marca, com talentos do mundo do cinema, televisão e artes marciais, incluindo Lewis Tan (“Deadpool 2”, da série da Netflix “Wu Assassins”), como Cole Young; Jessica McNamee (“Megatubarão”), como Sonya Blade; Josh Lawson (“O Escândalo”), como Kano; Tadanobu Asano (“Midway – Batalha em Alto Mar”), como Lorde Raiden; Mehcad Brooks (da série de TV “Supergirl”), como Jackson “Jax” Bridges; Ludi Lin (“Aquaman”), como Liu Kang; com Chin Han (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), como Shang Tsung; Joe Taslim (“Star Trek: Sem Fronteiras”), como Bi-Han e Sub-Zero; e Hiroyuki Sanada (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), como Hanzo Hasashi e Scorpion. Também participam Max Huang, como Kung Lao; Sisi Stringer, como Mileena; Matilda Kimber, como Emily Young; e Laura Brent, como Allison Young.

++Leia Mais:
– Reboot de Mortal Kombat para os cinemas apresenta suas primeiras imagens
– Warner Bros. anuncia seus filmes para 2021

McQuoid dirige o filme a partir de um roteiro escrito por Greg Russo e Dave Callaham (“Mulher-Maravilha 1984”), a partir de uma história criada por Oren Uziel (“Mortal Kombat: Rebirth”) e Russo com base no videogame criado por Ed Boon e John Tobias. Richard Brener, Dave Neustadter, Victoria Palmeri, Michael Clear, Jeremy Stein e Larry Kasanoff foram os produtores executivos. Para trazer essa propriedade incrivelmente popular às telas, McQuoid contou com uma equipe de cineastas australianos e americanos, incluindo o diretor de fotografia Germain McMicking (“True Detective”, “Top of the Lake: China Girl”), o desenhista de produção Naaman Marshall (“Ameaça Profunda”, “O Criado”), os editores Dan Lebental (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) e Scott Gray (“Top of the Lake”, “Daffodils”), o supervisor de efeitos visuais Chris Godfrey (“Até o Último Homem”) e a figurinista Cappi Ireland (“Lion – Uma Jornada Para Casa”, “The Rover – A Caçada”). A música foi criada por Benjamin Wallfisch (“Blade Runner 2049”, filmes “It – A Coisa”).

A New Line Cinema apresenta “Mortal Kombat”, uma produção da Atomic Monster/Broken Road Production.

O filme tem previsão de lançamento nos cinemas brasileiros em de 15 abril de 2021 e será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures.


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Filmes

Primeiro trailer oficial de ‘Liga da Justiça de Zack Snyder’ é lançado

O diretor Zack Snyder, apresentou hoje ao mundo o primeiro trailer oficial de sua Liga da Justiça. E o resultado é FENOMENAL!

Rafa-el Lima

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E, finalmente, os fãs da visão de Zack Snyder para o DCEU da Warner Bros. podem ver um pouco mais da sua verdadeira Liga da Justiça!

Depois do seu afastamento do projeto do filme da Liga da Justiça em decorrência de problemas familiares, e da idiotice de alguns dos grandes acionistas da Warner, Zack Snyder retornou à direção do longa para mostrar a sua verdadeira história e, possivelmente, dar um desfecho ao seu projeto dentro do DCEU. O primeiro trailer oficial você pode conferir abaixo:

Liga da Justiça de Zack Snyder será lançado em 18 de março na plataforma da HBO Max.

++Leia Mais:
– HBO Max | Serviço de streaming chega ao Brasil em junho, confira o vídeo de anúncio
– Zack Snyder revela o visual do Caçador de Marte em sua ‘Liga da Justiça’


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Filmes

Tom & Jerry: O Filme | Muita confusão e diversão em Nova York!

A dupla de Gato e Rato mais famosa dos desenhos animados chega aos cinemas junto com Chloë Grace Moretz para aprontar muito em Nova Iorque.

Jean Sinclair

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Divulgação: Warner Bros.

Tom & Jerry: O Filme (2021), dirigido por Tim Story (Quarteto Fantástico) e escrito por Kevin Costelo é o mais novo filme da Warner Bros. que chegará aos cinemas.

Em seu mais novo longa metragem, a dupla estabanada acaba levando as suas disputas para a cidade de Nova Iorque, onde Tom (ele mesmo) acaba se encontrando com Keyla (Chloë Grace Moretz) que acaba de entrar em seu novo emprego em um hotel junto de Terrance (Michael Peña), e que tem como uma de suas incumbências durante um grande casamento acabar com uma peste de rato chamada Jerry (ele mesmo também).

O filme parte da premissa de que esses “animais animados” e os seres humanos convivem nesse mesmo universo e que todos os animais são animações e conversam entre si, daí alguns deles terem vozes, exceto Tom e Jerry. Isto posto, as interações entre humanos e animais sempre são bastante exageradas e cômicas, e esses momentos funcionam bem na tela graças ao bom trabalho de animação, que criou sim modelos 3D para os personagens, mas os manteve como uma animação 2D, causando o reconhecimento imediato com o público e fugindo de um possível estranhamento que qualquer mudança pudesse gerar.

Há diversos momentos no longa onde vemos os embates entre gato e rato exatamente como acontecem nas suas séries clássicas e usá-los em Nova Iorque acaba gerando boas piadas. Essas lutas acabam por ter reação nesse mundo, porque elas quebram as coisas como vidraças, mesas e até paredes, mas nunca machucam os personagens pra valer, mas isso é bem utilizado pelas trama.

Os efeitos sonoros do filme são eficientes, com todos os WHACKS! e WHAMS! que os desenhos animados usam, mas que surgem apenas nos personagens animados, e a trilha sonora é um elemento neutro no longa. A edição se beneficia bastante quando está a serviço da ação e diversão dos desenhos, conseguindo ser até ágil, mas peca pela monotonia nos momentos com o elenco humano. A fotografia tem belíssimos momentos quando mostra a cidade de Nova Iorque e, junto no design de produção, criam um cenário interno no hotel que está bastante cartunesco criando uma paleta de cores quentes indo na trinca monocromática amarelo-dourado-marrom.

++Leia Mais:
– Confira a nossa resenha de Scoob!
– Sonic – O Filme. Nós também falamos sobre o porco-espinho azul.

Na parte dos personagens humanos temos uma trama bem simples e direta, com mensagens de moral da história e superação básicas, que miram direto no público infantil, mas que possuem diálogos simplórios, e o roteiro do filme acaba dando mais atenção para os dramas e relacionamentos humanos, colocando Tom e Jerry como coadjuvantes de luxo da história da Keyla.

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Chloë Grace Moretz tem uma presença magnética na tela e você se apega à ela facilmente, mesmo a sua personagem sendo uma malandrinha esperta, mas com atitudes erradas. Michael Peña faz um tipinho irritante e consegue ser tão bom aqui quanto em seus papeis de cara legal. O elenco de coadjuvantes cumprem papeis básicos para a trama avançar e não comprometem. Já Tom e Jerry, continuam sendo eles mesmo e isso é muito legal de ver.

Tom & Jerry: O Filme é um passatempo para toda a família. Consegue ter boas piadas, é reconhecível para os fãs de longa data e acessível para novos públicos, mesmo pecando em colocar os seus personagens mais famosos como coadjuvantes em seu próprio filme.

Tom & Jerry: O Filme chega dia 18 de fevereiro aos cinemas.


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Filmes

More Than Miyagi: The Pat Morita Story | O homem além do Karatê Kid

Pat Morita foi imortalizado pelo papel de Sr. Miyagi em Karatê Kid, mas sua vida foi muito mais que esse papel. Descubra nesse documentário.

Jean Sinclair

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More Than Miyagi – The Pat Morita Story, dirigido por Kevin Derek, traz um lado que poucas pessoas hoje conhecem de um dos grandes nomes da TV e do cinema.

O documentário tem data de lançamento marcado para o dia 05 de fevereiro no Amazon Prime americano e ainda sem data no Brasil e nós do Multiversos traremos aqui nossas impressões sobre o projeto.

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Noriyuki “Pat” Morita é um nipo-americano nascido em 28 de junho de 1932, na Califórnia. Derek, junto com Oscar Alvarez, constroem o roteiro do documentário de forma simples e linear. Tendo como personagem guia a última esposa de Morita, Evelyn Guerrero, o longa mostra a vida do ator de forma cronológica. Partindo de sua infância difícil, onde, desde pequeno, teve de lutar contra uma doença que o deixou paralisado e preso numa cama de hospital.

Morita sofreu durante o período da Segunda Guerra Mundial, onde diversos japoneses e descendentes residentes dos EUA foram levados aos “Interment Camps“, os campos de concentração na Califórnia, criados pelo governo estadunidense durante a guerra. No começo de sua vida adulta, Pat começa a se destacar como comediante e logo chegou na TV, sendo o primeiro ator nipo-americano a se destacar na mídia, trabalhando como “o asiático” em diversos programas até se consagrar como “Arnold”, no sitcom Happy Days (Dias Felizes). Até que um o roteiro de um filme caiu em seu colo. Um filme chamado Karatê Kid.

O filme-documentário concentra seu segundo ato nessa fase da carreira de Pat Morita e os caminhos que o seu papel como o “Sr. Miyagi” abriram, indo de uma sobrevida longa na TV a uma inesperada indicação ao Oscar como Melhor Ator Coadjuvante em 1985. O ato final foca mais nos seus últimos dias e nos demônios que o assolavam, tendo em destaque o alcoolismo.

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Vale ressaltar que o filme utiliza muito bem imagens e gravações de arquivo. É muito bom ver que todas elas foram restauradas e sua utilização é excelente e o projeto sabe os momentos certos de ser dramático sem cair no melodrama e de arrancar boas risadas do espectador, tudo isso graças ao apurado trabalho de edição. A boa mescla de entrevistas, junto com as imagens de arquivo e a condução dos relatos de Evelyn Guerreiro nunca deixam o documentário ficar monótono ou lento. A trilha sonora e fotografia são bem utilizadas.

More-Than-Miyagi-The-Pat-Morita-Story-Pat-and-Macchio

As entrevistas mais esperadas estão no longa. Ralph Macchio (Daniel Larusso), William Zabka (Johnny Lawrence) e Martin Kove (John Kreese) cumprem sua parte ao reverenciar Karatê Kid e seu legado, a série Cobra Kai. Os atores de Dias Felizes também surgem e é importante ver que Morita é uma figura próxima nos círculos de atores latinos e asiáticos na California, como o mostra as entrevistas com Esai Morales (o Slade Wilson de Titans) e do veterano James Hong.

More Than Miyagi – The Pat Morita Story é uma carinhosa homenagem a um dos precursores nipônicos no mercado de TV e cinema nos Estados Unidos. Morita foi uma figura carinhosa, engraçada, amada e um dos atores mais prolíficos de sua geração e esse documentário trazido com carinho e dedicação por Kevin Derek apresentará, ou lembrará, como Morita com seus 1,60m era um gigante em tudo o que fez na sua vida.

O documentário More Than Miyagi – The Pat Morita Story estará disponível a partir do dia 5 de fevereiro no iTunes, Amazon, Vudu, Google Play, DVD e Blu-ray, no mercado americano.


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