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The Umbrella Academy | A academia está de volta

Crítica da segunda temporada de The Umbrella Academy, da Netflix.

Rafa-el Lima

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Eles estão de volta para salvar o mundo… De algo que, provavelmente, eles mesmos causarão.

A segunda temporada de The Umbrella Academy, série baseada nos quadrinhos de Gerard Way com arte do brasileiro Gabriel Bá, chega a Netflix na próxima sexta-feira, 31 de julho, e nós já conferimos e trazemos aqui pra vocês a nossa opinião sobre o show.

Sinopse Oficial
Cinco cansou de alertar a família sobre os riscos de usar seus poderes para escapar do apocalipse de Vanya em 2019. E ele tinha razão: o salto no tempo dispersou os irmãos em três anos diferentes na década de 1960 em Dallas, Texas. Alguns deles ficaram presos no passado por anos e seguiram suas vidas, certos de serem os únicos sobreviventes. Cinco foi o último a chegar, bem no meio de uma guerra nuclear (alerta de spoiler!) causada por essa ruptura na linha do tempo (déjà vu?). Agora, a Umbrella Academy precisa descobrir uma forma de se encontrar novamente, entender o que causou essa guerra apocalíptica, acabar com ela e voltar ao presente para impedir outro apocalipse, tudo isso enquanto são caçados por um trio de assassinos suecos cruéis (mas sem pressão, é claro!).

Procurando fugir do fim do mundo nossos protagonistas resolvem, no final da primeira temporada, ir para o passado. O problema é que, ao desembarcarem na década de 1960 nossos heróis acabam causando novamente o apocalipse.

Por mais que a proposta central do show se mantenha a mesma – impedir um evento cataclísmico – a segunda temporada de The Umbrella Academy não funciona exatamente como a primeira, por mais que pareça à primeira vista.

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As semelhanças existem: a família está separada, cada um vivendo à sua maneira, e precisam se reunir para salvar o mundo mas, a partir daí, as similaridades vão diminuindo. Na nova temporada existe um arco de descoberta e reinício muito diferente e promissor para cada personagem.

O fato de os protagonistas terem saído do seu tempo natural e ido parar na década de 1960 permitiu um crescimento particular para cada um. O momento histórico utilizado permite que temas como racismo, liberdades individuais, direitos das mulheres e outros, sejam muito bem abordados no roteiro, tendo os protagonistas como vítimas das mazelas sociais da época.

Os melhores arcos da temporada ficam à cargo de Allison (Emmy Raver-Lampman) e Vanya (Ellen Page); é notória a entrega das atrizes e o amadurecimento de suas personagens. Klaus (Robert Sheehan) segue sendo o melhor e mais divertido personagem da série, e Cinco (Aidan Gallagher) o fio condutor da trama. Luther (Tom Hopper) muda seu status quo de líder-bobo-apaixonado para apenas bobo-apaixonado e Diego (David Castañeda) e seu “complexo de Batman” segue sendo o personagem mais chato do grupo. Ben, o fantasma, é responsável por boas risadas e alguns dos momentos mais tocantes do show. (Saudade de um abraço, né, minha filha?)

Klaus, Allison e Vanya entre um apocalipse e outro em The Umbrella Academy.

Apesar de haver um ótimo cuidado com o roteiro e desenvolvimento dos personagens, é notório que houve também uma preocupação em impor certos limites aos poderes de alguns dos personagens pois, como sabemos, se usados de forma correta, alguns destes poderiam fazer a série ter apenas 1 episódio de 10 minutos, no máximo.

O corpo de antagonistas segue com a mesma proposta já apresentada antes: ser, ao mesmo tempo, surpreendente e um alívio cômico. Pelo menos em parte dele.

A qualidade narrativa da série é constante durante toda a temporada. Nenhum episódio soa como um completo desperdício mas, em alguns momentos, é possível sentir que haveriam decisões melhores e que fariam o desenrolar da trama ser menos truncado, principalmente quando falamos de Cinco (Five). Mas, nada que comprometa o todo.

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O show conta com um ótimo trabalho de figurino nessa nova temporada, responsável por refletir muito bem a década de 1960 na tela. Todo o trabalho de direção, produção e pós-produção, com seus efeitos visuais e edição, são caprichosos e dão a certos momentos da série o dinamismo necessário.

 

Se há algo a criticar na série é a criação de uma expectativa e o seu não cumprimento na medida certa. A série tem um início de temporada com uma apresentação fantástica, digna de cinema blockbuster; um CGI bem trabalhado, uma cena de equipe de heróis em ação que lembra os X-men em seus primeiros filmes. Infelizmente não há algo tão bem trabalhado no restante da temporada. Por mais que tenhamos excelentes momentos de interação em equipe, nenhum soou tão bom e coordenado quanto a cena inicial.

A segunda temporada de The Umbrella Academy mantém os acertos da primeira temporada do show, aposta no diálogo com pautas sociais e fecha alguns arcos para dar mais liberdade ao futuro da série. Infelizmente perde a chance de ter um desfecho mais grandioso, mas mantém a qualidade e nos deixa com o desejo de uma nova temporada pra ontem.


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Assassin’s Creed ganhará série na Netflix

A Netflix anunciou, via Twitter, o início de projeto de uma série live-action de Assassin’s Creed, franquia de jogos da Ubisoft.

Rafa-el Lima

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Imagem de divulgação © Netflix

A Netflix anunciou hoje em seu Twitter que a franquia Assassin’s Creed ganhará uma série live-action na sua plataforma de streaming. Confira o anúncio abaixo:

Não há ainda mais detalhes sobre o projeto, além do fato de que Jason Altman e Danielle Kreinik, da Ubisoft, serão os produtores executivos do show.

Aqui no Multiversos nós estamos lançando uma série de artigos sobre todos os jogos da franquia Assassin’s Creed na nossa série Animus.

++Acompanhe todos os artigos da série Animus:
– Animus: Parte  I  | A Jornada de Altaïr
– Animus: Parte  II | O início da caminhada de Ezio, o mais querido dos assassinos
– Animus: Parte III | Assassin’s Creed: Brotherhood, a sequência da aventura de Ezio
– Animus: Parte IV | Assassin’s Creed: Revelations, o fim da história de Ezio e Altaïr
– Animus: Parte  V  | Assassin’s Creed III, o sacrifício de Desmond

Assassin’s Creed ganhará, em 10 de novembro, o seu 12º game da franquia: ‘Assassin’s Creed: Valhalla’. Acompanhe Assassin’s Creed III e os demais jogos da franquia em games ou livros. Adquira os seus AQUI.


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Moon Knight | Oscar Isaac está em negociações para estrelar a série do Disney+

Série do Cavaleiro da Lua, Moon Knight, ganha nome de peso com possível contratação de Oscar Isaac para o papel principal.

Rafa-el Lima

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O ator Oscar Issac, da mais recente trilogia Star Wars, está em negociações para viver o herói Cavaleiro da Lua na série Moon Knight, da Marvel, para o streaming da Disney+.

Se acordo com notícias dos sites Deadline e Variety, o ator Oscar Isaac estaria em fase de negociações para protagonizar a série Moon Knight.

Jeremy Slater, responsável pelo desenvolvimento e roteiro da adaptação dos quadrinhos de The Umbrella Academy para a Netflix, foi escalado para desenvolver e estar à frente da equipe de redação da série do Cavaleiro da Lua para o DisneyPlus.

O Cavaleiro da Lua, também conhecido como Marc Spector, é um mercenário que tem vários alter egos – o taxista Jake Lockley e o playboy milionário Steven Grant – para lutar melhor contra o submundo do crime. Mais tarde, porém, o herói foi estabelecido como um canal do deus egípcio da lua, Khonshu. Mais recentemente, o personagem era um consultor, que se veste todo de branco, que atende pelo nome de Sr. Knight.

++Leia Mais:
– She-Hulk | Tatiana Maslany será a protagonista da série do Disney+
– WandaVision | Rumor sugere introdução dos X-men ao MCU

A Marvel e a Disney+ buscarão agora um diretor para a série. Nenhuma data de início de produção foi definida e a Marvel não fez comentários quanto à notícia.

Acompanhe o Cavaleiro da Lua nos quadrinhos. Adquira suas HQs AQUI.


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WandaVision | Rumor sugere introdução dos X-men ao MCU

Além da introdução dos X-men, um link com um dos próximos longas do MCU, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, seria feito em WandaVision.

Júnior Costa

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A série WandaVision ainda não teve sua data de lançamento oficial anunciada pelo Disney+, mas um usuário do fórum 4chan afirma ter assistido a temporada completa da primeira produção do Marvel Studios para a TV e revelou diversos detalhes do suposto enredo e o impacto dos acontecimentos na futura Fase 4 do MCU.

OBS.: Como não são informações oficiais, trate tudo como um rumor! Entretanto, esteja ciente, você pode estar tomando SPOILERS, caso as informações a seguir se mostrem verdadeiras. Continue por sua conta e risco. 😉

Segundo o site BGR, que publicou o rumor, o usuário do 4 chan afirma que o tema principal da série será a saúde mental de Wanda (Elizabeth Olsen), que sofreu diversas perdas desde a sua participação em Vingadores: Era de Ultron, como a morte dos pais, do irmão Pietro Maximoff (Aaron Taylor-Johnson) e de Visão (Paul Bettany) pelas mãos de Thanos (Josh Brolin).

++Leia Mais:
– Confira o primeiro trailer de WandaVision
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Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (de Wanda?)

Para conseguir lidar com a dor, Wanda criará realidades baseadas em sitcoms clássicas das décadas passadas como A Feiticeira, Roseanne e Três é Demais. Cada vez que a realidade anterior falha, ela cria uma nova trazendo mais caos e agravando o seu estado mental instável, que culminará em um colapso que a transformará em uma vilã no filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, previsto para estrear nos cinemas em 2022. Ainda segundo usuário, Benedict Cumberbatch participará do último episódio, interligando os acontecimentos da série com o longa.

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Outras participações também foram mencionadas durante a série, como a de Mônica Rambeau (Teyonah Parris), filha de Maria Rambeau apresentada no longa Capitã Marvel, de 2019. Mônica terá o poder de absorver energia e, ao tentar utilizar em Wanda, acabará sendo expulsa da realidade criada pela Feiticeira Escarlate. Seu irmão, Pietro, também participará do último episódio, onde Wanda finalmente deverá perceber tudo o que criou, já que tem consciência que seu irmão está morto.

Thanos, o “pai” dos Mutantes do MCU?

WandaVision também deverá apresentar a divisão espacial da SHIELD, conhecida como SWORD, em uma grande batalha que deverá acontecer no último episódio. Fotos dos sets de gravação, vazadas há alguns meses, fortalecem esses rumores. A SWORD será responsável por revelar o maior acontecimento para o futuro do MCU, a inclusão dos mutantes!

Ainda no último episódio, Wanda será presa pela agência espacial e eles explicarão que uma pequena porcentagem das pessoas que voltaram do estalo de Thanos em Guerra Infinita sofreram mutações em seu DNA que resultaram em poderes. O usuário do fórum é categórico em dizer que o personagem que faz essa explicação na série utilizou a palavra “mutante”. Vale ressaltar que, até antes da Disney adquirir parte da Fox, a Marvel Studios era proibida legalmente de utilizar o termo. A introdução dos mutantes no MCU é esperada desde que a Disney comprou a FOX em 2019.

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Sai WandaVision, entra WandaVilã

Na cena pós-créditos (não seria MCU sem cena pós-créditos, certo?), Barão Mordo, interpretado por Chiwetel Ejiofor em Doutor Estranho, guiará Wanda para uma sala com figuras sombreadas e a apresentará a alguém sentado em uma espécie de trono. “Ele está esperando há muito tempo para conhecê-la” ele dirá. Os acontecimentos finais de Doutor Estranho, e a cena pós-créditos da série, indicam que Barão Mordo pode retornar como vilão na sequência do filme do mago.

WandaVision deve se inspirar no arco dos quadrinhos conhecido como Dinastia M, onde a Feiticeira Escarlate perde o controle de seus poderes e cria realidades alternativas. A série será lançada ainda esse ano no Disney+, cujo lançamento ocorre no Brasil no dia 17 de novembro.

Dinastia M é uma das mais importantes e aclamadas sagas da Feiticeira Escarlate e dos X-men. Adquira a sua AQUI.


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Seth Grahame-Smith será o showrunner da série dos Lanternas Verdes na HBO Max

Série dos Lanternas Verdes na HBO Max trará Guy Gardner, Jessica Cruz, Simon Baz e Alan Scott como personagens principais!

Rafa-el Lima

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Seth Grahame-Smith está oficialmente definido como showrunner e roteirista da série live-action dos Lanternas Verdes. É o que diz a própria HBO Max.

A série Green Lantern da HBO Max encontrou seu showrunner e roteirista em Seth Grahame-Smith. O romancista ficou mais conhecido graças ao seu trabalho em Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros e LEGO Batman: O Filme. Grahame-Smith também está co-escrevendo o piloto de Green Lantern junto com o veterano do Arrowverso, Marc Guggenheim, com Greg Berlanti e Geoff Johns como produtores.

A série Green Lantern conseguiu autorização direta para uma série de 10 episódios na HBO Max. O objetivo é apresentar alguns dos grandes Lanternas Verdes, como: Guy Gardner, Jessica Cruz, Simon Baz e Alan Scott, bem como Sinestro.

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Um filme da Tropa dos Lanternas Verdes também está em desenvolvimento, com Geoff Johns à frente como roteirista e produtor. Os detalhes sobre o projeto estão sendo mantidos em segredo, embora o projeto se inspire no trabalho que Johns fez nos quadrinhos, com Hal Jordan e John Stewart prontos para aparecer.

Além dos projetos envolvendo os Lanternas Verdes e a Liga da Justiça Sombria, a HBO Max está desenvolvendo a série de antologia, Strange Adventures DC, e a série DC Super Hero High, de Elizabeth Banks. As notícias da série dos Lanternas Verdes chegaram logo após relatos de que a HBO Max planejava produzir projetos com o selo da DC Comics com orçamentos equivalentes aos de filmes de longa-metragem.


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A Maldição da Mansão Bly | Crítica da nova série de terror da Netflix (Sem Spoilers)

A nova “Maldição” que está chegando a Netflix vem com a missão de manter o alto nível de ‘A Maldição da Residência Hill’. Será que consegue?

Rafa-el Lima

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Imagem de Divulgação © Netflix

Do mesmo criador de A Maldição da Residência Hill, Mike Flanagan, e do produtor Trevor Macy, chega essa semana na Netflix a série A Maldição da Mansão Bly. O mais novo capítulo da série antológica ambientada na década de 1980, na Inglaterra.

Sinopse
Após a trágica morte de uma babá, Henry Wingrave (Henry Thomas) contrata uma jovem americana (Victoria Pedretti) para cuidar de seus sobrinhos órfãos (Amelie Bea Smith e Benjamin Evan Ainsworth) que moram na Mansão Bly com o motorista Owen (Rahul Kohli), a jardineira Jamie (Amelia Eve) e a governanta Sra. Grose (T’Nia Miller). No entanto, séculos de segredos sombrios envolvendo amores e perdas estão prestes a serem descobertos nesta história macabra.


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A Maldição da Mansão Bly chega na próxima sexta-feira, dia 9, à Netflix com uma complicada missão: fazer jus ao excelente trabalho da sua “série-irmã”, A Maldição da Residência Hill.

De antemão preciso confessar uma coisa para que você saiba de onde está vindo essa crítica: eu detesto filmes/séries de terror, com todas as minhas forças. Isto dito, sigamos.

A Maldição da Residência Hill foi, até onde me lembro, o segundo produto de terror que assisti e pude, categoricamente, dizer: gostei! Antes disso apenas o filme A Bruxa havia conseguido o meu respeito. Minha dificuldade com filmes e séries de terror são as histórias que, na minha opinião, tendem a ser rasas e querem, simplesmente, te empurrar para momentos onde um corte, juntamente com um efeito especial tosco e um edição de som, tentarão te levar a um susto bobo. Não dá pra mim.

Esse problema, de um roteiro e direção extremamente limitado e previsível não acontece em A Maldição da Mansão Bly, assim como não aconteceu em A Maldição da Residência Hill, na minha opinião. A trama bem amarrada faz com que em diversos momentos o expectador acredite que está desvendando seus mistérios, apenas para, em seguida, ser surpreendido com os detalhes e o desfecho do mistério.

Os “sustos bobos”, que citei acima, existem. Porém, não tiram o mérito da obra que consegue, durante os seus 9 episódios, manter um bom ritmo entre apresentação e estabelecimento de personagens, aprofundamento da trama e desfecho, sempre recheados com boas doses de suspense e terror, fazendo com que os sustos sejam perfeitamente justificados no roteiro.

Outro grande mérito da série está na manutenção acertadíssima de parte do corpo de atores vistos em Residência Hill. Victoria Pedretti é uma atriz extremamente expressiva ao apresentar as angústias e medos das suas personagens nas duas temporadas não-sequenciais do show. O mesmo pode ser dito de T’Nia Miller, exceto pelo fato de ser sua primeira incursão na antologia de terror da Netflix. Ainda falando sobre o corpo de atores, é impossível não mencionar o ótimo trabalho das crianças: Amelie Bea Smith e Benjamin Evan Ainsworth.

Além de seu decente trabalho de construção de trama, o roteiro ainda propõe uma mudança de arquétipos com proposta inclusiva bastante interessante. Aqui não temos a dupla padrão de cozinheirA e jardineirO, mas o contrário. O papel de conduzir a cozinha sendo simpático e conquistando a todos pelo estômago cabe a Owen (Rahul Kohli), que também é o motorista da mansão, enquanto o papel de ranzinza que prefere a companhia de plantas às pessoas cabe a Jamie (Amelia Eve). Por menor que pareça a mudança é notório quando, no decorrer do tempo, você entende o quão importante foi essa mudança.

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– Caverna do Dragão: Requiem | Roteiro original ganha excelente animação fanmade
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A nova série segue a mesma fórmula de série-irmã. A trama propositalmente se passa em um local fechado e grande, permitindo diferentes situações e abordagens, mas sempre dentro do limite proposto e tendo a dificuldade de acesso como ferramenta para o famoso “se virem entre vocês”.  Algo já bastante conhecido em obras de terror. Nem tudo pode ser perfeito, não é mesmo?

Mas, nem só de terror vive a Mansão. Durante toda a temporada somos arrastados para dentro dos dramas pessoais dos personagens, e isso só acrescenta ao enredo proposto. Nenhuma informação apresentada na série é em vão, tudo corrobora para o grand finale da temporada.

A série aposta em uma trabalho de roteiro cheio de pequenos detalhes que vão, pouco a pouco, sendo desvendados e trazendo o vislumbre do quadro todo presente no show. Vale ressaltar que os produtores Flanagan e Macy se inspiraram no livro ‘A Volta do Parafuso’ de Henry James para esta temporada do show.

A Maldição da Mansão Bly consegue muito bem manter o nível de qualidade de sua antecessora, A Maldição da Residência Hill. O trabalho de roteiro é muito bem desenvolvido, bem como sua edição, efeitos práticos e som. Talvez o maior problema da obra sejam as próprias limitações que o gênero naturalmente impõe: é complicadíssimo fazer terror durante o dia, portanto, naturalmente, grande parte da obra ocorre a noite.

Mas, apesar dos poucos pesares, A Maldição da Mansão Bly entra para o restrito hall de obras de terror que me agradaram por ser, como diriam: Perfeitamente esplêndido! (Essa você vai entender quando assistir a série  😉 )

No elenco do show também estão Oliver Jackson-Cohen, Kate Siegel e Tahirah Sharif. Na produção executiva, estão Flanagan e Macy pela Intrepid Pictures, junto com Darryl Frank e Justin Falvey pela Amblin Television.

Você pode assistir A Maldição da Mansão Bly a partir de sexta-feira, dia 9, na Netflix (AQUI).


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Caverna do Dragão: Requiem | Roteiro original ganha excelente animação fanmade

Finalmente! O último episódio de Caverna do Dragão, desenho animado sucesso da década de 80, ganhou uma animação de qualidade feita por fãs.

Cleyton Souza

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Caverna do Dragão, o desenho animado sucesso dos anos 80 baseado no clássico jogo de RPG Dungeons & Dragons, teve seu cancelamento oficial em 1985. O problema é que nunca tivemos a possibilidade de ver o último episódio da série, o que acabou gerando várias teorias malucas de como os seis garotos (Hank, Eric, Diana, Sheila, Presto e Bobby) retornariam para casa.

Requiem, como foi intitulado o episódio final, chegou a ser escrito pelo roteirista Michael Reaves, um dos criadores da animação, mas nunca saiu do papel. Então agora, mais de 30 anos depois, os fãs conseguiram criar o final dessa jornada utilizando os mesmos traços da animação original e as vozes de um áudio drama lançado em DVD em 2006.

A trama mostra o Mestre dos Magos e o Vingador fazendo uma aposta que decidirá o destino dos jovens heróis, o que acaba levando os garotos para mais uma de suas aventuras.

Confira Caverna do Dragão: Requiem no YouTube onde foi disponibilizado (AQUI). O episódio já conta com a possibilidade da legenda em português do Brasil, basta você habilitar a opção no YouTube.

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Cobra Kai | Data de lançamento da 3ª e renovação para a 4ª temporada

A série da Netflix, Cobra Kai, ganhou data de estreia para a sua 3ª temporada, além da garantia de renovação para a 4ª

Rafa-el Lima

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A Netflix acabou de anunciar a data de lançamento da 3ª temporada da sua série Cobra Kai.

A eterna rivalidade entre Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Laurence (William Zabka) segue viva mais de três décadas após o duelo no Torneio de All Valley, de 1984.

Para a alegria dos fãs, a 3ª temporada do show estreia dia 8 de janeiro de 2021 no serviço de streaming.

Além disso, a empresa não perdeu tempo e já garantiu a renovação da série para uma 4ª temporada! Confira o trailer ACIMA.

Cobra Kai é uma série que dá continuidade à icônica franquia de filmes Karatê Kid, da Sony Pictures Television, e tem roteiro e produção executiva de Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg através da produtora do trio, a Counterbalance Entertainment. Ainda na equipe de produção executiva estão Will Smith, James Lassiter e Caleeb Pinkett, da Overbrook Entertainment, juntamente com Susan Ekins em associação com a Sony Pictures Television. Ralph Macchio e William Zabka são co-produtores executivos.

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As duas primeiras temporadas de Cobra Kai, da Sony Pictures Television, chegaram à Netflix no começo do ano.

A terceira temporada começa após a violenta briga que deixou Miguel em uma situação de risco. Enquanto Daniel procura respostas em seu passado e Johnny busca redenção, Kreese manipula ainda mais seus alunos vulneráveis com a sua própria visão de dominação. A alma do Valley e o destino de cada estudante e sensei estão em jogo.

Acompanhe Cobra Kai em: http://netflix.com/cobrakai


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Conan, o Bárbaro, pode ganhar série na Netflix

Estaria o bárbaro cimério mais famoso do mundo pronto para estrelar sua própria série na Netflix? Por Crom, SIM!

Rafa-el Lima

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Conan-o-bárbaro-série-Netflix

O mais famoso bárbaro da fantasia medieval pode ganhar uma série na Netflix. De acordo com o site Variety, Conan, o mais famoso personagem de Robert E. Howard, está caminhando para ganhar uma série no serviço de streaming.

Nenhum detalhe sobre o enredo ou cronograma para início dos trabalho da série foi revelado ainda. No entanto, o que foi confirmado é que a iniciativa partiu de Fredrik Malmberg e Mark Wheeler da Pathfinder Media, e é parte de um acordo maior pelos direitos exclusivos da biblioteca de Conan que está atualmente em negociação entre a Netflix e a Conan Properties International, que pertence a Cabinet Entertainment. Como parte do possível negócio, a Netflix teria o direito de adaptar as propriedades de Conan, o bárbaro, para filmes e TV tanto para live-action quanto nas animações. Malmberg e Wheeler serão os produtores executivos desta série por meio da Pathfinder, caso tudo dê certo.

A potencial série da Netflix é o segundo esforço de um serviço de streaming em fazer algo com o personagem nos últimos anos. A Amazon, em 2018, iniciou o desenvolvimento de um programa baseado nos trabalhos de Howard, com a Pathfinder Media também envolvida, mas não avançou.

++Leia Mais:
– Escolhida a atriz para viver a Ms. Marvel na série do Disney+
– Relançamento de HeroQuest foi financiado com sucesso!

As histórias de Howard sobre Conan, principalmente as publicadas na revista Weird Tales, definiram o gênero espada e magia. Os contos originais também foram adaptados para dezenas de romances e histórias em quadrinhos, uma série de TV animada e filmes.

Conan já foi interpretado nas telas por Arnold Schwarzenegger, em dois filmes no início dos anos 1980, e por Jason Momoa, que assumiu o papel em um único filme em 2011, que ofereceu uma nova visão ao personagem.

Se essa proposta de uma série do Conan sair do papel, o bárbaro se juntará, na Netflix, a uma lista de títulos de fantasia que inclui The Witcher, Warrior Nun e Cursed, A Lenda do Lago.

Acompanhe as histórias de Conan, o Bárbaro, através dos seus quadrinhos. Adquira-os AQUI.


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