Projeto Gemini | Crítica (SEM Spoilers) - Multiversos
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Projeto Gemini, o mais novo filme da Paramount Pictures, dirigido por Ang Lee e estrelado por Will Smith chegará aos cinemas em busca de uma nova forma de se contar histórias.

Primeiramente quero agradecer as nossas amigas e parceiras da Espaço Z pelo convite de participar da cabine de Projeto Gemini. Falarei do filme sem spoilers.

Henry Brogan é um assassino do governo norte-americano que, após diversas missões através dos anos, decide que chegou sua hora de se aposentar. Ao saber que a sua última missão havia sido comprometida, ele acaba tornando-se alvo de seus superiores, que irão matá-lo usando a arma perfeita: ele mesmo.

O roteiro de David Benioff (Game of Thrones), Darren Lemke e Billy Ray investe num clichê já bastante conhecido ao colocar o protagonista do filme contra ele mesmo, nesse caso o seu clone mais jovem, apesar de que, em alguns momentos, há uma busca por algo mais dramático dentro da obra. O filme tem seus pontos fortes nas cenas de ação, e quando ele não se leva tão a sério. Infelizmente, os dramas, que até são bem pontuados durante o filme, acabam se tornando fracos devido ao texto insatisfatório. O roteiro flerta com situações e conflitos modernos, como a busca armamentista, mas esses tópicos ficam apenas como complementos da trama de espionagem que o filme traz.

Mesmo com um roteiro simples, é muito bom ver que Will Smith está muito bem em tela. Ele entende bem o seu personagem e também atua como base para sua versão mais jovem, graças so trabalho de captura de imagens e mapeamento facial, e consegue diferenciar ambos os personagens em pequenos detalhes, como alguns movimentos ou tom de voz, e até mesmo em alguns pequenos trejeitos. Esse filme é um show do Will Smith e ele como protagonista da obra sabe muito bem utilizar o espaço que possui. Vale frisar que Mary Elizabeth Winstead faz um personagem coadjuvante muito bom, que em momento algum depende do personagem de Will Smith e, ao contrário dos clichês, acaba salvando-o diversas vezes. Ela também não faz feio nas cenas de ação e a química entre ela e Smith é muito boa na tela. Benediction Wong que faz um bom parceiro e colega de trabalho de Henry Brogan e, fechando o elenco principal, temos o Clive Owen fazendo o vilão genérico militar do governo norte-americano, que tem planos escusos que poderá gerar muita grana para ele, mas que sempre tem algum soldado insubordinado contra aquilo que ele deseja fazer.

Ang Lee é um dos mais renomados diretores do cinema contemporâneo. Autor de obras com o Tigre e o Dragão, A Vida de Pi, Hulk e Brokeback Mountain, ele sempre foi um diretor que nunca para nas suas visões e buscas por projetos diferenciados.

Projeto Gemini vai ser o primeiro filme a utilizar a tecnologia 3D+.

O filme por completamente foi gravado com câmeras que alcançam 120 frames por segundo. Uma câmera de cinema normal capta 24 frames por segundo. Esse aumento na captação das imagens realmente fez a diferença no produto final de Projeto Gemini.

Nós assistimos o filme na nova tecnologia 3D+, que consiste em uma exibição em 60 frames por segundo e imagens em 4K. Essas novas tecnologias trazidas para projeção de filmes comerciais fizem toda a diferença mesmo. A sensação de profundidade nas imagens 3D melhoraram bastante em relação à tecnologia anterior. O movimento e fluidez devido o uso de 60 frames por segundo é muito bonito em tela e, somado com a imagem cristalina em 4K, trazem uma sensação diferenciada ao se assistir o filme.

O diretor de fotografia Dion Beebe, aliado ao grande trabalho técnico de Ang Lee montou um filme justamente para evidenciar todas as grandes qualidades que essa nova tecnologia possui. Há diversas cenas onde o design de produção de Guy Hendrix Dias é utilizado também em favor dessa tecnologia, e isso gerou sequências diferentes de ação. Há duas delas onde o filme mostra toda a potência e possibilidade que essa tecnologia tem aliadas ao trabalho de criação do personagem jovem de Will Smith. Esses dois elementos são bastante potencializados pelo trabalho de edição de Tim Squyres, que sabe muito bem quando utilizar as mais variadas técnicas em prol de uma narrativa rápida e ágil, ao mesmo tempo nem um pouco cansativa, e que não confunde o espectador. É uma pena que a trilha sonora de Lorne Balfe fique bastante aquém de todo esse apuro técnico, servindo apenas como complemento e até mesmo tornando-se praticamente imperceptível, não por sua qualidade, mas por sua ausência.

Projeto Gemini é um bom entretenimento que se apoia bastante no carisma de Will Smith e que busca, a partir da sua produção e uso da tecnologia 3D+, alçar novas formas de se contar uma história. O cinema nasceu de testes com novas tecnologias e da busca de se expressar em novos caminhos, e com essas revoluções tivemos a película, o VHS, o DVD e o Blu-Ray e estamos vendo novos caminhos surgindo, e isso é bastante animador e necessário, pois o cinema sempre será uma porta para o futuro.

Filmes

Convenção das Bruxas | Crítica SEM Spoilers

O diretor Robert Zemeckis traz, em seu Convenção das Bruxas, a sua versão do livro clássico de Roald Dahl!

Jean Sinclair

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Convenção das Bruxas
Divulgação © Warner Bros.

Em 1967, um menino passa pela tragédia de perder os seus pais em um acidente de carro. Amparado pela sua avó materna ele acaba indo morar no Alabama, interior dos Estados Unidos e, aos poucos, ambos começam a fortalecer os seus laços, até que a ameaça de uma bruxa faz com que eles precisem fugir para um grande hotel da região. O que a criança e a avó não esperavam é que, talvez, eles tenham ido parar dentro de um perigo maior do que o que eles estavam fugindo.

Robert Zemeckis, um dos maiores e mais clássicos diretores de Hollywood, nos traz a nova versão de Convenção das Bruxas (The Witches, 2020). Inspirado no livro de Roald Dahl, Zemeckis tinha a missão de honrar o material fonte, como também de criar uma obra do mesmo nível, ou até superar, a primeira adaptação para o cinema, de 1990, que tornou-se um clássico cult e popular.

O texto do longa feito à seis mãos pelo próprio Zemeckis, junto com Kenya Barris e Guillermo del Toro, é conduzido sem grandes surpresas ou plot twists. De forma linear, ele começa até bem ao mudar a etnia da criança e da avó, e com isso, traz um positivo vislumbre dos cidadãos negros e de sua cultura, porém esse começo é lento e arrastado. Os dois atos seguintes são até mais ágeis e a trama se intensifica e cresce bem nos seus conflitos, mas a apatia e falta de momentos grandiosos afeta demais o clímax da obra que, mesmo com enxutos 106 minutos, ou 100 minutos ao retirar os créditos finais, é sempre devagar e sem energia. Tudo isso recheado de diálogos artificiais e monólogos vergonhosos.

As escolhas visuais do filme são intencionalmente exageradas. Isso é perceptível por todos os cenários do longa utilizarem cores super saturadas com muitos elementos em cena, sempre sobrecarregando o espectador de informação visual. A fotografia de Don Burgess apela constantemente para o hiperclose, tentando acentuar o sentimentos e ações. O figurino criado por Joanna Johnston também reflete isso, com roupas cheias de informações e detalhes, também usando cores para dar identidade visual, como todas as bruxas do filme usaram cores secundarias e a criança e a avó usaram azul e amarelo, respectivamente. Com isso, o longa perde em sutileza, saindo do campo sombrio e gótico e caindo quase para o kistch e camp. Até a trilha sonora do Alan Silvestri, que é até singela em algumas faixas, também abraça esse exagero na maioria das vezes. Os efeitos especiais são funcionais mas, por diversas vezes, me fizeram sair do filme ao perceber que aquelas figuras eram plásticas demais.

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Octavia Spencer é disparada a melhor parte do filme. Ela sabe ser amorosa e decidida nas horas certas, mesmo quando o roteiro não a ajuda. Chris Rock é divertido nas suas inserções como narrador. As crianças do filme são apenas operantes, com Jahzir Bruno se saindo melhor quando está fazendo apenas a voz do que quando precisa usar de expressões corporais. Stanley Tucci veio para garantir o cheque do mês e a performance de Anne Hathaway é exagerada ao extremo, numa escolha de sotaque que mira no cômico e no overacting a fim de criar uma vilã marcante, mas que fica só no cômico mesmo.

Robert Zemeckis fez muita coisa boa na sua carreira. Esse não é o caso na sua versão de Convenção das Bruxas. Essa é uma obra que tem medo. Medo de abraçar o fantástico, medo de causar medo, medo de criar antagonistas assustadores. Todo o exagero tornaram o filme insipido, incolor e inodoro como um filme fraco e sem personalidade. Talvez agrade um público menos exigente, mas é uma obra fraca e um desperdício generalizado.


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Filmes

Zack Snyder revela o visual do Caçador de Marte em sua ‘Liga da Justiça’

Confira como será o visual do Caçador de Marte, J’onn J’onzz, na nova versão da Liga da Justiça do diretor Zack Snyder.

Rafa-el Lima

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O diretor de Liga da Justiça, Zack Snyder, revelou como será o visual do Martian Manhunter — conhecido no Brasil como Ajax, o Marciano, ou apenas Caçador de Marte — em sua versão do filme para a HBO Max.

Zack Snyder já é bastante conhecido por revelar os conceitos dos personagens ou imagens de seu trabalho no Universo Estendido da DC em redes sociais. Em sua mais recente revelação o diretor deu aos fãs um vislumbre do conceito do Caçador de Marte em seu corte de Liga da Justiça. A revelação veio durante a stream League of Mayhem, do The Nerd Queens.

O diretor exibiu, em seu telefone, uma imagem do Caçador de Marte no corte da Liga da Justiça. A imagem mostra uma versão forte e intimidante do herói de DC.

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Em outubro de 2019, Zack Snyder mostrou os storyboards da revelação do Caçador de Marte como alter ego do General Swanwick. A nova imagem nos dá uma ideia melhor de como o Marciano ficará no filme.

Confira a imagem abaixo:

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Confira o vídeo com o exato momento da revelação da imagem:

De acordo com o DC Press o longa Liga da Justiça de Zack Snyder irá estrear no HBO Max em 5 de setembro de 2021.

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Filmes

Johnny Depp está fora da franquia ‘Animais Fantásticos’

Johnny Depp é convidado pela Warner Bros. a deixar a franquia Animais Fantásticos, série de filmes derivada de Harry Potter.

Rafa-el Lima

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Imagem de divulgação de Animais Fantásticos e os Crimes de Grindelwald.

O ator Johnny Depp teve o contrato rescindido e está fora da franquia Animais Fantásticos, da Warner Bros.

A franquia de Animais Fantásticos ganha, a cada dia, mais dificuldades para seguir adiante. Depois de uma grande repercussão negativa a comentários da sua escritora, JK Rowling, chegou a vez de, novamente, Johnny Depp estar à frente do problema.

Como revelado em seu Instagram, o ator foi “convidado a se retirar” da franquia e abandonar o seu papel como Gellert Grindelwald:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Johnny Depp (@johnnydepp) em

Abaixo a tradução da carta do ator:

“À luz dos eventos recentes, eu gostaria de fazer um breve pronunciamento.

Primeiramente, gostaria de agradecer a todos que tem me presenteado com seu apoio e lealdade.

Eu fico honrado e comovido por todas as suas mensagens de amor e preocupação, especialmente nos últimos dias.

Em segundo lugar, gostaria que vocês soubessem que recebi um pedido da Warner Bros. para que eu deixasse o papel de Grindelwald em Animais Fantásticos, e eu respeitei a decisão e o aceitei.

Por fim, preciso dizer isso.

O julgamento surreal no Reino Unido não mudará minha luta para contar a verdade, e confirmo que eu planejo entrar com recurso.

Continuo determinado e pretendo provar que as alegações contra mim são falsas. Minha vida e carreira não serão definidas por este momento.

Obrigado por lerem.”


Johnny Depp já esteve à frente do primeiro grande problema da franquia Animais Fantásticos pelo mesmo motivo: as acusações de ter violentado a sua ex-mulher, Amber Heard (a Mera, de Aquaman).

De acordo com a atriz o ator a agrediu enquanto eram casados. Depp, por sua vez, nega todas as acusações.

O ator cita na carta a causa que perdeu recentemente contra o tabloide inglês The Sun que, segundo Depp, “o retratou como um agressor de esposas”, assumindo que o ator realmente agrediu sua ex-esposa, algo que ele nega.

A produção de Animais Fantásticos 3 foi retomada em setembro, uma vez que estava parada devido à pandemia de COVID-19.

A dúvida fica no ar: diante de tantas dificuldades (e olha que nem falamos do caso de Ezra Miller, que foi filmado agredindo uma fã…), a franquia Animais Fantásticos seguirá com sua produção?

Só o tempo, e a Warner Bros., poderão nos responder.


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Filmes

TENET | A nova ousadia de Christopher Nolan — Crítica SEM spoilers

Christopher Nolan volta aos cinemas e traz TENET, projeto que fará os espectadores se desafiarem a montar um grande quebra-cabeças temporal.

Jean Sinclair

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Imagem de divulgação: Warner Bros.

Christopher Nolan, um dos mais celebrados e odiados diretores do cinema atual, nos traz a sua nova obra, TENET, onde ele assina direção e roteiro, e promete, mais uma vez, trazer uma obra que mexerá com as cabeças dos espectadores. Nós do Multiversos pudemos conferir o filme e traremos nossas impressões aqui, sem spoilers. Queremos agradecer a Espaço Z e à Warner Bros. pelo convite e parceria de sempre.

John David Washington, um agente secreto, recebe a missão de descobrir as razões de alguns objetos estarem se comportando de forma estranha, movendo-se em sentido inverso. Com a ajuda de Robert Pattinson, o agente Neil, especialista de campo, ele tem pouquíssimos recursos à mão e somente uma palavra como guia, que pode abrir e fechar caminhos na sua missão: TENET. Essa missão acaba levando os nossos agentes em direção à Kenneth Branagh, o traficante de armas, Sartor, e à Elizabeth Dibicki, a jovem, Kat, esposa de Sartor, que vive subjugada pelo traficante para que possa proteger e cuidar de Laurie Shepherd, seu filho, Max.

Nolan usa em seu roteiro uma estrutura simples: prólogo – três atos – epílogo. Isso é bem perceptível, mesmo que aqui ele estique esses atos um pouco além, devido à uma de suas mais famosas características: os diálogos expositórios. Neste caso específico, sua característica até tem uma função narrativa funcional, afinal de contas, num universo de agentes, planejamento é parte primordial da missão.

Entretanto, é preciso pontuar que a maioria dos diálogos são bastante artificiais, sendo mais funcionais do que naturais. Com isso, o roteiro vai sempre enxertando conceitos enquanto a trama principal segue, o que vai exigir atenção constante do expectador, mesmo quando, de forma deliberada, um dos diálogos lhe disser para não fazer isso (risos).

A trama também faz um excelente trabalho de escala, evoluindo muito bem do micro para o macro. Isto torna cada momento do filme maior que seu antecessor, até chegarmos numa escala épica do conflito em seu terceiro ato. O diretor até brinca com conceitos mais fundamentados em ciência, mas também há muita teoria fantástica e alguns roteirismos espertos para deixar tudo mais “descolado” na tela.

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Nolan, mesmo marretando pesado na ficção científica, entende muito bem que cinema é um espetáculo visual. E, aqui, o diretor consegue evoluir e crescer dentro do jogo cinematográfico. Gravar o filme todo em câmeras IMAX faz a diferença e torna assistir TENET numa sala deste tipo algo único, tanto em imagem quanto em som.

A fotografia de Hoyte-Van Hoytema e a edição de Jennifer Lame trabalham muito bem em conjunto, juntamente com a direção de arte e figurino. Mas, dá para sentir a mão pesada do Nolan nas soluções visuais. Isso faz com que todo o filme tenha padrão visual mais lavado e uniforme, deixando TENET parecido com A Origem e a Trilogia Batman. Ludwig Göransson criou uma trilha sonora que dá personalidade para o projeto e que mantém os já conhecidos “DOOOONNNN!” que o Nolan tanto adora. Em alguns momentos, os sons do ambiente ficam muito altos e também alterados, mas isso é proposital, não um erro.

O carisma e grande atuação de John David Washington o fizeram ser um protagonista perfeito no filme. Ele tem charme, consegue criar uma ótima empatia com o espectador e, desde já, merece todos os créditos por fazer TENET dar certo. Robert Pattinson segue na sua missão de dominação mundial trabalhando no máximo de projetos possíveis, atuando muito bem e conseguindo a façanha camaleônica de sumir completamente ao interpretar o misterioso e simpático Neil. Elizabeth Dibicki é o coração do filme, com o desafio que Kat tem pela frente e que faz a personagem evoluir. Infelizmente, ver Kenneth Branagh fazendo um vilão genérico e com as piores frases do filmes é até um desperdício, mesmo que sua presença de tela seja forte. Para fechar, brinque de achar o Michael Caine e o Aaron Taylor-Johnson durante a projeção.

TENET é uma experiência cinematográfica impressionante. Christopher Nolan conseguiu, mais uma vez, misturar bem ação com conteúdo. Fazendo, assim, com que o espectador vá montando, junto com a trama, o grande quebra-cabeças temporal que o longa traz. Além disso, também homenageia sem pudores um certo espião inglês que tem por aí.


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Filmes

Jared Leto retorna como o Coringa em ‘Liga da Justiça de Zack Snyder’

Jared Leto dará vida mais uma vez ao Coringa, o palhaço do crime, na série que traz Zack Snyder novamente à cadeira de diretor na DC.

Rafa-el Lima

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O ator Jared Leto irá reprisar o papel de Coringa em Liga da Justiça de Zack Snyder, que agora é o título oficial do famigerado “Snyder Cut”.

De acordo com o site The Hollywood Reporter, as refilmagens já estão em andamento, com Ben Affleck, Ray Fisher e Amber Heard voltando como Batman, Cyborg e Mera, respectivamente.

A Liga da Justiça de Zack Snyder irá estrear no próximo ano como uma série de quatro episódios no serviço de streaming da Warner Bros., o HBO Max, e nem Geoff Johns nem Jon Berg receberão créditos de produção, de acordo com o THR.

O Coringa de Leto não apareceu no filme original da Liga da Justiça, de 2017. E, até onde se sabe, não havia pretensão que isso acontecesse na versão anterior. Nem mesmo quando Snyder estava à frente do projeto, antes de Joss Whedon assumir, havia qualquer rumor ou indício da participação de Leto no longa.

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O futuro da franquia

A notícia faz com que a série de Snyder soe menos como uma “refilmagem” e mais como uma oportunidade de apresentar um novo material. Ou ainda, o filme poderá servir como uma oportunidade de aplacar a fúria do ator, vencedor de um Oscar, que ficou, com toda razão, irritado porque muito do seu trabalho de atuação em Esquadrão Suicida foi excluído da versão final do filme.

Entretanto, vale ressaltar que o longa pode também vir a dar um desfecho final para a participação de alguns atores no universo estendido da DC, como o Batman de Ben Affleck e o próprio Coringa de Jared Leto.

De acordo com o DC Press o longa Liga da Justiça de Zack Snyder irá estrear no HBO Max em 5 de setembro de 2021.

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Filmes

Raya e O Último Dragão | Confira o primeiro trailer dublado

Raya e O Último Dragão, novo longa de animação da Walt Disney Animation Studios, ganhou o seu primeiro trailer.

Rafa-el Lima

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Imagem de divulgação © Walt Disney Animation Studios

O estúdio responsável pelos longas de animação Moana e Frozen, Walt Disney Animation Studios, lançou o primeiro trailer do seu novo longa, Raya e o Último Dragão.

Confira o trailer ACIMA ou no YouTube da Walt Disney Studios BR (AQUI).

À frente do trabalho temos os diretores Don Hall e Carlos López Estrada, e os codiretores Paul Briggs e John Ripa. Como produtores temos Osnat Shurer e Peter Del Vecho, e apresentando as vozes de Kelly Marie Tran, como Raya, e Awkwafina, como o dragão, Sisu.

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Sinopse
Há muito tempo, no mundo de fantástico de Kumandra, humanos e dragões viviam juntos em harmonia. Mas quando uma força maligna ameaçou a terra, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Agora, 500 anos depois, o mesmo mal voltou e cabe a uma guerreira solitária, Raya, rastrear o lendário último dragão para restaurar a terra despedaçada e seu povo dividido. No entanto, ao longo de sua jornada, ela aprenderá que será necessário mais do que um dragão para salvar o mundo – também será necessário confiança e trabalho em equipe.

Raya e o Último Dragão estreia nos cinemas em 11 de março de 2021.


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Filmes

Borat: Fita de Cinema Seguinte | A volta do humor alucinado e ácido às telas!

‘Borat: Fita de Cinema Seguinte’ traz de volta o louco estilo de documentário que só o segundo melhor repórter do Cazaquistão poderia fazer.

Jean Sinclair

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Imagem de divulgação © Amazon Prime Video

Em 2006, a grande república do Cazaquistão, enviou para os Estados Unidos, o seu segundo mais gabaritado repórter, o grande Borat Sadgiyev, ou simplesmente BORAT, para que ele aprendesse os costumes do vilarejos estadunidenses e propagasse a grandeza de seu país natal. Bem… a missão de Borat foi um sucesso, ou quase. O Cazaquistão tornou-se reconhecido, mas como uma grande piada frente as nações mundiais. Furiosos, os governantes sentenciaram nosso intrépido repórter à prisão perpétua em um gulag, com direito à humilhações agressivas na região pélvica, trabalhos forçados e um corte de cabelo horrendo.

Porém, estamos em 2020. O mundo mudou e hoje a grande nação norte-americana é governada pelo laranjesco guia McDonald Trump e, assim, Borat recebe a sua nova missão: de presentear o grande governante, ou alguém próximo dele, como o vice-agarrador-pélvico dos E,U e A, Mikhael Pence, com uma bela dádiva Cazaquistanesa e, assim, resgatar a glória e o respeito perdidos desta grande nação.

Sacha Baron Cohen (do excelente e recente ‘Os 7 de Chicago’), retorna ao seu personagem mais conhecido em Borat Subsequent Moviefilm: Delivery of Prodigious Bribe to American Regime for Make Benefit Once Glorious Nation of Kazakhstan (ou Borat, Filme Subsequente: Entrega de um Suborno Prodigioso ao Regime Americano para Beneficiar a uma Vez Gloriosa Nação do Cazaquistão, em tradução livre), filme que chega ao Amazon Prime Vídeo em 23 de outubro. Logicamente o serviço de streaming usará uma versão resumida do nome.

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Dirigido por Jason Woliner e escrito por Cohen e equipe, Borat: Fita de Cinema Seguinte foi um daqueles raríssimos casos onde o filme inteiro foi feito na surdina. Cohen e sua equipe gravaram e editaram todo o filme e, com o longa pronto, começaram o trabalho de venda para estúdios e canais de streaming online. Muitos ficaram com medo de lançar o longa, até que o projeto foi abraçado pela Amazon, que atendeu um pedido de Cohen: lançar o filme antes da eleição norte-americana.

É legal ver que o filme possuí uma linha narrativa clara. Há uma “história” a ser contada aqui, já que os personagens seguem uma trama fixa, indo do ponto A ao ponto B, e há um evolução desses personagens. Dividido em uma estrutura padrão de narrativa, o filme consegue manter um bom ritmo, com um excelente primeiro ato, um bom segundo ato e uma conclusão divertida, e tem até uns bem sacados plot twists no roteiro. Mesmo as partes mais “dramáticas”, que são mais fraquinhas, conseguem arrancar boas risadas e funcionam na trama.

Na parte técnica, a trilha sonora é eficiente em realçar todo o clima burlesco que a trama tem, mesmo com a fotografia sendo efetivo em manter o clima de obra documental. Há diversos momentos em que dá para se perguntar o porquê do figurino apostar pesado no escracho e no bizarro, mas esses questionamentos passam rápido ao constatarmos que os Estados Unidos possuem um histórico de indiferença e tolerância ao que é mambembe e, a partir disso, a equipe do filme consegue colocar em Borat um monte de visuais diferentes, que tornam-se hilários dentro das situações em que eles são apresentados.

Indo ao que interessa: As piadas. Cohen, como todo bom comediante deve ser, está antenado à situação dos Estados Unidos e do mundo em geral. Sem entregar detalhes, eu só posso dizer que nada e nem ninguém foi poupado. As piadas de Borat seguem a linha do pseudodocumentário (mockumentary no inglês), apostando na reação dos entrevistados e participantes, buscando a autenticidade plena.

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Cohen não hesita em enfiar os dois dedos nas feridas que a atual sociedade americana possuí, e que também reverberam no nosso mundo globalizado, graças ao texto ultra ácido. O roteiro sabe as horas certas de aumentar a zoeira e quando deixa-la sutil. As galhofas do longa incomodarão uma parcela dos espectadores e, sim, isso é intencional.

Cohen já interpreta o Borat com as mãos nas costas, agindo praticamente como uma persona incorporada e alucinada no ator e, mesmo assim, ele consegue aqui adicionar mais camadas ao personagem. Consegue também utilizar de um humor físico invejável e muitas vezes arriscado, pondo a própria vida em risco — e eu sempre fico impressionado como ele sustenta o personagem até as últimas consequências. Aqui também há a adição da talentosa Maria Bakalova, fazendo Tutar Sagdiyev, a filha de Borat, que acaba acompanhando o pai na sua missão nos E,U e A e embarcando pesado na sua personagem.

Borat: Fita de Cinema Seguinte acerta em cheio no humor ácido, corrosivo e sem pudores. Sacha Baron Cohen ataca todos os seus alvos, trazendo para o olhar do grande público os discursos desses grupos, sob a ótica da comédia. Eu ri horrores e adorei cada segundo do longa, e fiz o que grandes comédias sociais também propõem: refleti sobre o nosso tempo.

Borat: Fita de Cinema Seguinte chega à Amazon Prime Video em 23 de outubro.


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Filmes

Super Choque | Michael B. Jordan irá produzir longa do herói da DC

Jordan se juntará a Reginald Hudlin no projeto do longa-metragem do Super Choque, que foi revelado durante o evento DC FanDome em agosto.

Rafa-el Lima

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Michael B. Jordan está chegando junto da Warner Bros. e irá assumir o papel de produtor no filme do Super Choque.

De acordo com uma notícia exclusiva do site The Hollywood Reporter, Jordan se juntará a Reginald Hudlin no projeto do longa-metragem que foi revelado durante o evento DC FanDome, em agosto. Ele produzirá o filme através da sua produtora, a Outlier Society.

“Tenho orgulho de fazer parte da construção de um novo universo centrado em super-heróis negros; nossa comunidade merece isso”, disse Jordan em uma declaração ao site The Hollywood Reporter. “A Outlier Society está comprometida em dar vida a diversos conteúdos de quadrinhos em todas as plataformas e estamos entusiasmados com a parceria com Reggie e Warner Bros. nesta etapa inicial.”

Origem

O herói apareceu pela primeira vez em 1993 na revista Static #1 da Milestone Comics, uma empresa hoje extinta fundada por escritores e artistas negros para ajudar a tornar os quadrinhos um espaço mais inclusivo, e teve distribuição através da DC.

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Uma década depois, o herói foi revivido para a série animada Super Choque, centrada em Virgil Hawkins, um adolescente que se transforma em um super-herói com poderes eletromagnéticos após ser exposto a um gás estranho. O herói entrou no universo padrão da DC Comics em 2008.

A DC Comics está relançando o selo Milestone com Hudlin, agora um parceiro da editora, a frente do projeto. Hudlin está escrevendo uma nova série de quadrinhos digital do Super Choque, que deve ser lançada em fevereiro de 2021, bem como uma história em quadrinhos adicional, também do herói, com arte de Kyle Baker. Uma série revivendo Ícone (Icon) e Foguete (Rocket), de Hudlin e do fundador do Milestone, Denys Cowan, também está em andamento.

Super Choque ganhou uma HQ pela primeira vez no Brasil em 2012, durante a fase Novos 52, da DC Comics. Adquira AQUI essa edição especialíssima de 172 páginas e comece a sua preparação para o longa.

O filme do Super Choque ainda não tem previsão de lançamento.


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