Os vilões do Universo Cinematográfico da Marvel - Multiversos
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Que tal relembrar aqueles personagens que fazem a vida dos heróis terem sentido?

Não tem jeito, com a proximidade de Vingadores: Guerra Infinita, nada gera tanto murmurinho no mundo do entretenimento quanto o terceiro filme dos Maiores Heróis da Terra, bem como seu esperado impacto.

Estamos falando de um filme que deve ultrapassar a casa dos U$ 2 bilhões em bilheteria com certa facilidade, e muito disso se deve a sua principal ameaça: o tão aguardado vilão, Thanos, que de tão falado, já se transformou no antagonista mais protagonista que os filmes da Marvel trouxeram até o momento.

Thanos, O Titã Louco

Uma ameaça construída ao longo de 6 anos, consolidada como um poder supremo que nem a união dos heróis da Marvel será capaz de deter, ver este vilão devidamente estabelecido e desenvolvido é uma das maiores expectativas que Vingadores: Guerra Infinita carrega. Mas, enquanto o Titã Louco não chega, vamos revisitar o Universo Cinematográfico da Marvel para destacarmos alguns dos importantes vilões apresentados até o momento.

Lembrando que nossa lista também engloba as series os núcleos de cinema e TV ainda não se cruzaram numa mesma obra, mas como bem as referencias e citações atestam que tudo se passa num único Universo, como bem sabemos.

Mandarim

O ator Ben Kingsley foi o Mandarim em Homem-de-Ferro 3

Nos quadrinhos o Mandarim está para o Homem-de-Ferro, como Lex Luthor está para o Superman.

Mas a versão do personagem criado em 1964, atualmente é vista como racista, extremista e preconceituosa, o que levou a Marvel a promover profundas mudanças no personagem que para inseri-lo em Homem-de-Ferro 3 (2013), afinal de contas, fica até fácil para imaginarmos o reboliço que o personagem causaria nos dias de hoje, onde tremula todos os mais forte, a bandeira do “politicamente correto”.

Mas o contexto das mudanças é o problema, já que o personagem foi apresentado como um ator de teatro, interpretando um Líder terrorista extremista denominado como o Mandarim, mas que na verdade nunca existiu, era apenas um bode expiatório, parte de um plano de vingança e destruição arquitetado pelo vilão principal do longa, o também nada memorável Aldrich Kilian (Guy Pearce).

O impacto da figura do Mandarim nas artes promocionais, trailers, etc., foi algo inominável, somente comparada à decepção de ver o personagem nas telas. Ainda assim, Sir Ben Kingsley entrega uma atuação e um personagem aceitável, dentro, claro, da proposta apresentada ao mesmo. Ficou no final um gosto amargo na boca de uma solução de roteiro razoável para um personagem com um potencial avassalador, que poderia ser trabalhado de outras formas e apresentar inúmeras nuances como o maior antagonista de Tony Stark.

Helmut Zemo

Daniel Bruhl interpretou o Barão Zemo em ‘Capitão América: Guerra Civil’

Todo mundo já sabia, Capitão América Guerra Civil (2016) nos cinemas estaria longe de ser o mega evento homônimo que testemunhamos nos quadrinhos, e que o foco estaria no embate entre os heróis por conta da famigerada Lei de registro. Porém, o anuncio da presença do Barão Zemo interpretado acendeu uma esperança de termos um vilão verdadeiramente impactante, principalmente considerando todo o background e as particularidades deste personagem nos quadrinhos.

A expectativa aumentou quando Daniel Bruhl foi anunciado para o papel, às boas atuações em Rush e Bastardos Inglórios ainda estavam frescas em minhas lembranças. Mas a decepção veio, e veio acompanhada de um personagem absolutamente insosso, cuja motivação é um senso de justiça/vingança deturpados por uma tragédia atribuída aos heróis, que atuaram na batalha de Sokovia (Vingadores – Era de Ultron).  Num filme onde todas as atenções estavam voltadas para o conflito dos heróis, era preciso um vilão que marcasse presença para chamar a atenção, o que infelizmente não foi o caso aqui. Mais ainda que de maneira superficial e sem graça, Helmut Zemo colocou os Vingadores e afins, uns contra os outros, catalisando eventos que podem inclusive influenciar até em Guerra Infinita, sendo assim, não podemos ignorar sua importância.

Obadiah Stane

O ator Jeff Bridges deu vida ao vilão Obadiah Stane em Homem-de-Ferro.

Sócio e mentor de Tony Stark o primeiro antagonista neste universo de filmes que está prestes há completar 10 anos!

Stane é o típico perfil de oportunista, usurpador que em face dos anos dedicado a Companhia, deduz ter muito mais direitos que qualquer outro sobre ela, e reclamará os pretensos “direitos”, não importa quem ele tenha que destruir no processo. Durante muito tempo eu defendi a tese que o simpático careca teria sido o responsável pela morte dos pais de Tony Stark.

Bridges dá vida um personagem carismático, que se revela no segundo ato e assume de vez a vilania no terceiro, é parte de uma obra que ficará para sempre guardada no coração dos fãs, um filme bem feito, com tudo no lugar e uma condução quase que irretocável, tem seu lugar garantido no meu Top 5 – Melhores Filmes de Herói, e sem duvida abriu o caminho para o sucesso das produções seguintes.

Soldado Invernal

Sebastian Stan apareceu pela primeira vez como Soldado invernal em Capitão América: Soldado Invernal.

Quando comecei a elaborar a lista, havia decidido que personagens, que começaram suas campanhas como vilões e hoje são heróis (exemplo: Feiticeira Escarlate e Mercúrio) não entrariam nela, mas como Bucky Barnes, mesmo tendo sido libertado do controle mental da Hydra, ainda não traçou seu caminho ao “Santuário” dos heróis, não posso me eximir do dever de inseri-lo nesta lista.

O personagem dado como morto retorna no segundo, e melhor filme, do Capitão América até o momento.

Fruto de experimentos científicos da Hydra, o Soldado Invernal é uma das principais peças no articulado esquema da mesma para governar o mundo. O visual do personagem é bacana, a concepção também e ainda por cima, Bucky protagoniza cenas de ação de tirar o folego, alternando momentos carregados pela carga dramática dos acontecimentos que o conduziram até aquele ponto, e aqui cabe ressaltar que Stan (um colírio para os olhos da Mulherada de plantão) cai muito bem para o papel.

A jornada de Bucky prossegue em Guerra Civil e deve ganhar um novo capítulo em Pantera Negra, que estreia no final da primeira quinzena de Fevereiro, mas há quem garanta que Bucky ganhará terá ainda mais relevância no Universo Marvel, sendo o próximo a vestir o manto de Capitão América, como já aconteceu nos quadrinhos.

É esperar para ver!

Ego

O ator Kurt Russell vive o “avatar” do planeta Ego em Guardiões da Galáxia vol. 2.

Guardiões da Galaxia é um dos filmes mais aclamados da Marvel, mas tem muito fã por aí aborrecido até hoje pela maneira como Peter Quill e seus amigos derrotaram Rhonan, o Acusador (aquela dancinha ridícula do Quill, lembra?). Pois bem, agora o buraco era muito mais embaixo, já que o vilão da vez era Ego, um ser de extremo poder, um planeta vivo com capacidades quase que inimagináveis.

Kurt Russell é um ícone do cinema e entrega todo seu carisma ao personagem, é impossível não gostar dele, quem foi fã dos filmes de ação dos anos 80, esperou ansiosamente por um encontro entre Russell e Stallone (e possíveis piadinhas remetendo a Tango & Cash, filme de ação B dos anos 80/90 adorado por muitos fãs da época, inclusive este humilde que vos escreve) o que infelizmente não aconteceu.

Ah! E se teve gente reclamando do jeito que Rhonan foi derrotado, o que dizer de Quill e seu Pac-man neste filme?  Eu… Adorei!

Caveira Vermelha

Hugo Weaving como Caveira Vermelha em Capitão América: O Primeiro Vingador.

Ele já deu vida ao inesquecível Agente Smith, de Matrix, ao sábio Mestre Elrond, em O Senhor dos Anéis, e a muitos outros personagens memoráveis no mundo do cinema. Pois bem, era certo que a união de um ator deste calibre com um personagem do porte do Caveira Vermelha só poderia dar coisa boa não é mesmo?

Hum…! Há controvérsias!

A participação do Caveira é legal. Ficam claros os indícios de que o personagem poderia, em suas próximas aparições, evoluir para o déspota, sádico e genocida que nos acostumamos a ver nos quadrinhos, e que foi antagonista de grandes sagas na editora Marvel. Mas, como bem sabemos, tudo leva a crer que o Caveira morreu, e as declarações de Hugo Weaving em 2012 sinalizavam que o ator não tinha mais interesse em viver o vilão.

Mas, recentemente, ainda que de maneira cautelosa, o discurso do ator mudou e uma esperança de que possamos um dia rever o Caveira nos cinemas, desta vez num tom mais sombrio, renasceu novamente.

Resta esperar pra ver.

Ultron

James Spader deu vida, e voz, ao vilão de Os Vingadores: A Era de Ultron.

O primeiro elemento a destacar neste vilão é o excelente trabalho de dublagem de James Spader. Ultron é um ótimo personagem, muito importante tanto nos quadrinhos quanto no cinema, mas que poderia ter sido melhor explorado. Ultron poderia ser muito mais do que um uma inteligência artificial poderosa e revoltada, com crises de inveja e desprezo por seu criador e por toda a humanidade, ao melhor estilo “a humanidade é o caos, e eu sou a ordem”.

Vingadores – A Era de Ultron (2015) não é ruim, Ultron não foi um antagonista ruim, mas ficou, sim, um gostinho amargo lá no fundo, pela oportunidade desperdiçada em não aproveitar toda a profundidade que o personagem poderia atingir.

Rei do Crime

Vicent D’Onofrio fez toda a diferença com o seu Rei do Crime na primeira temporada de Demolidor.

A Marvel entrou forte em sua parceria com a Netflix para a produção de series. Luke Cage, Punho de Ferro, Defensores, Justiceiro, Jessica Jones e Demolidor (duas temporadas) são os produtos disponíveis no momento, em geral com bons roteiros, focados numa temática mais urbana, e com uma narrativa mais presa ao realismo, digamos assim. É de comum acordo, que nas séries há mais tempo para desenvolvimento dos personagens, o que, claro, os torna mais profundos em relação aos apresentados no cinema.

Mas nada se compara ao Rei do Crime de Vincent D’Onofrio. A qualidade da serie do Demolidor (2015) no quesito enredo, em muito se deve pelo desenvolvimento do Rei, retratado como o poderoso gângster, o assassino frio, um mafioso intimidador que controla com mão-de-ferro o crime em Hell’s Kitchen. Em contrapartida, o personagem é constantemente humanizado, tanto pela devoção à esposa, quanto pela traumática infância e o abusivo relacionamento com o pai, que fez muito fã da série dizer que o Rei era só mais uma vitima do sistema. D’Onofrio tem em toda série uma atuação honesta, sensível e profundamente regular, seu personagem encanta por apresentar várias facetas sem perder sua identidade, provocar discussões e despertar sentimentos contraditórios em níveis iguais, nos fãs.

Que venha a terceira temporada, vida longa ao Rei!

Killgrave

David Tennant como Killgrave em Jessica Jones.

Outro excelente fruto da parceria Marvel/Netflix, apresentado na série Jessica Jones (2015).  O olhar ameaçador é só o cartão de visitas de um personagem absurdamente perturbado que, com seu poder de domínio mental, proporciona às suas vítimas os piores cenários possíveis, em relações totalmente abusivas e situações que podem variar de constrangimentos a assassinatos, sem que Killgrave esboce a menor reação ou remorso. De tudo o que já vimos produzido pela Marvel, este é, em minha opinião, o vilão mais sombrio apresentado até o momento, cuja ameaça casa perfeitamente com a temática urbana apresentada em Jessica Jones.

Já a atuação de David Tennant (que, dentre outros trabalhos, foi protagonista de umas das muitas temporadas de Doctor Who) é quase irretocável! Sua presença em cena exala insanidade especialmente quando contracena com Jessica Jones (Krysten Ritter) onde todos os traumas e medos da personagem vêm à tona.

Alexander Pierce

Robert Redford como Alexander Pierce em Capitão América: O soldado Invernal.

Não é por acaso que considero o segundo longa do Capitão um dos melhores filmes da Marvel até o momento. Além do nosso querido Soldado Invernal, o filme ainda reserva um plot twist bacana no final, quando o verdadeiro vilão e suas reais intenções são reveladas.

Robert Redford dispensa comentários, não consigo pensar numa escolha melhor para viver Alexander Pierce, o homem que destruiu a S.H.I.E.L.D.

Abutre

Michael Keaton, e seu fantástico Abutre em Homem-Aranha de Volta ao Lar.

Muita gente duvidou do poder de impacto do Abutre como vilão. Na verdade, Homem-Aranha de volta ao lar (2017) abre espaço para apresentar outros vilões como o Gatuno, Escorpião, o Consertador, Shocker. Mas tudo isso fica renegado ao segundo plano quando acompanhamos a atuação de Michael Keaton na pele do Abutre.

Um dos mais antigos membros da excepcional galeria de vilões do Homem-Aranha (criado em 1963 por Stan Lee e Steve Ditko) Adrian Toomes, ou o Abutre, teve sua origem contada de outra forma em Homem-Aranha de Volta ao Lar (2017) na qual esta foi amarrada a Invasão Chitauri vista em Vingadores.

A vilania, por assim dizer, do personagem é quase que justificada pelos acontecimentos do filme e fica muito fácil criarmos uma empatia tão grande com o personagem ao ponto de concordamos que agiríamos da mesma forma em seu lugar.

Mais uma vez somos presenteados com o talento de Michael Keaton, e sua dinâmica com Peter Parker (Tom Holland) e todos os seus diálogos a partir do terceiro ato do filme, estão entre os melhores momentos da Marvel nos cinemas.

Hella

Cate Blanchett e sua magnífica personificação de Hella em Thor: Ragnarok.

Cate Blanchett está simplesmente espetacular na pele da poderosa Hella.  Nem mesmo o ar de superioridade que a personagem impõe a todo o momento, causa antipatia no publico, alias muito pelo contrário, todo mundo que assistiu Thor: Ragnarok (2017) ficou encantado com a atuação da atriz, que deixava claro a cada cena estar se divertindo muito na pele da deusa Asgardiana.

Linda, sensual, ameaçadora ao extremo, mortal. Enquanto torcemos por seu retorno em futuro próximo, fica a certeza de que Cate compôs uma personagem, inesquecível capaz de rivalizar com o primeiro colocado  da lista.

Loki

Tom Hiddleston É Loki. Sem mais.

Como não atribuir o lugar mais alto do pódio ao mais carismático dos vilões?

Loki roubou a cena em Thor (2011) e subiu consideravelmente de patamar ao liderar a invasão Chitauri à Terra. Seus planos nunca deram lá muito certo, mas Loki conquistou o coração dos fãs, sempre roubando a cena a cada nova aparição.

Por isso, hoje a Marvel não o trata mais exatamente como um vilão, nem como herói, nem como anti-herói. Loki é um sobrevivente, uma mente astuta e maquiavélica, sempre disposta a mentir e trair quem quer que seja em beneficio próprio, exuberantemente interpretado por um ator feito quase sob medida para o papel, que tem uma boa parcela na construção e sucesso do personagem.

A galeria de vilões se estende ainda por mais de trinta personagens distribuídos ao longo de 17 Filmes, e que ficará ainda maior este ano com novos vilões chegando nos três filmes da Marvel planejados para 2018.

 

E pra você, qual o vilão mais marcante do Universo Cinematográfico da Marvel?

Filmes

Superman | Ótimas notícias na família Super e um REBOOT na telona a caminho!

Warner anuncia novo reboot para Superman e projeto já está está na ponta da agulha e nas mãos de JJ Abrams.

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Semana cheia de novidades para os fãs do Superman & CIA.

Essa semana foi apresentada a nova Supergirl do DCEU, que vai aparecer no filme solo The Flash. Sasha Calle foi a escolha feita após uma busca cansativa para escolha da prima do filho de Krypton. Confira no vídeo:

Além disso, tivemos a boa estreia da nova série Superman & Lois com Tyler Hoechlin e Bitsie Tulloch dando picos de audiência.

++Leia Mais:
– Homem-Aranha 3 tem subtítulo oficial finalmente divulgado: ‘No Way Home’
– Batman mergulha no mundo de ‘FORTNITE’

Novo Superman nos Cinemas?

Não bastassem essas ótimas notícias para a família Super da DC, hoje, dia 26, a Warner lança mais uma bomba para o nosso final de semana… É oficial! JJ Abrams está trabalhando em um novo filme do Superman!

Jeffrey Jacob Abrams é um escritor, diretor e produtor de cinema e televisão dos Estados Unidos.

Após muitos rumores a Warner Media tornou isso oficial. Abrams está com a batuta nas mãos e produzirá um novo filme do Azulão. O roteiro está nas mão do escritor Ta-Nehisi Coates. O filme está ainda sem enredo e nada mais de definições.

Coates comentou que “ser convidado para o DC Extended Universe pela Warner Bros., DC Films e Bad Robot é uma honra” e que “estou ansioso para adicionar de forma significativa ao legado do herói mítico mais icônico da América”.

Abrams falou com confiança que há mais histórias a serem contadas sobre Superman:

“Existe uma história nova, poderosa e comovente do Superman que ainda pode ser contada. Não poderíamos estar mais entusiasmados em trabalhar com o brilhante Sr. Coates para ajudar a levar essa história para a tela grande e estamos muito gratos à equipe da Warner Bros. pela oportunidade.”

Considerando que Henry Cavill já está ocupado com The Witcher, da Netflix, é difícil saber se ele terá como retornar ao papel.

Há algum tempo é cogitação de levar para os cinemas um Superman Negro. Acredita-se que este projeto possa estar em andamento já há alguns anos, e que Michael B. Jordan, teria conversado com a Warner sobre o projeto anos antes, possa ter comprado a ideia e movido seus pauzinhos para que ele mesmo possa fazer o papel. Será que vai rolar?

Até o momento não existem mais detalhes sobre o projeto, mas fique ligado para mais novidades!


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Filmes

Monster Hunter | Milla Jovovich de volta ao mundo dos videogames!

Em mais uma adaptação de um jogo da Capcom, Milla Jovovich e Tony Jaa enfrentam monstros gigantes e mortais.

Jean Sinclair

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Divulgação: Sony

Monster Hunter, marca o retorno do diretor e também roteirista, Paul W.S. Anderson, ao mundo dos videogames nos cinemas e mais uma vez o diretor escolhe adaptar uma franquia da Capcom.

A Tenente Artemis (Milla Jovovic) e seu time partem em busca de resgatar uma equipe desaparecida, quando acabam sendo transportados para um mundo misterioso, que possui monstros gigantes. Artemis precisa encontrar como retornar ao seu mundo com a ajuda do Caçador (Tony Jaa).

Anderson é um criador que fez uma longeva carreira trabalhando com adaptações de jogos de videogames, do hoje cultuado Mortal Kombat (1995) à cine-série Resident Evil, onde teve como atriz principal Mila Jovovich. Anderson é um autor amado e odiado. Enquanto alguns odeiam as suas obras por nunca seguirem com fidelidade o material base, outros adoram o seu cinema explosivo e alucinado, cheio de pirotecnias e efeitos especiais. Ele também faz filmes baratos em sua produção gerarem rios de dinheiro, o que acaba sempre abrindo novas portas para o seu trabalho.

Aqui em Monster Hunter ele não foge em nada de seus trabalhos prévios. Os personagens são jogados na trama e, com exceção de Artemis e do Caçador, o restante do elenco tem somente funções narrativas e incorporam estereótipos padrões desse tipo de enredo. Dá pra fazer um bingo de quem é cada um em tela (a latina, o negro, o asiático, o canastrão, o sisudo e etc. e etc. …) e como eles vão morrer e fechar a cartela rapidinho.

A história é básica e simples. Protagonista surge, tem um desafio, surgem os conflitos e temos uma resolução. Com uma estrutura de atos que acaba apressada em seu inicio e segue em constante velocidade o tempo todo, com pequenos respiros para alguma cena expositiva, até o seu final. Os diálogos são fraquíssimos, e dá até para adivinhar alguns segundos antes deles surgirem em tela. O clima do longa muda o tempo todo, nunca se decidindo se é um suspense, um filme de guerra, um horror splatter ou um filme de ação alucinada.

Monster Hunter praticamente não possuí trilha sonora, focando-se mais na edição de som ultra barulhenta e exagerada, que oscila entre silêncios e explosões ensurdecedoras numa fração de segundos. Segundos esses que estão na edição nervosa e picotada que é utilizada nas cenas de ação. Nenhum take dura mais do que 3-5 segundos. Deu até para brincar de contar nos dedos… 1, 2, 3, corta… 1, 2, 3, 4, corta. Esse recurso acaba deixando as cenas tão frenéticas quanto ilegíveis durante a projeção. Essa edição acaba fazendo com que o filme seja sempre acelerado e esteja sempre em movimento.

monster-hunter

O design de produção oscila em aproveitar bem as locações físicas, gerando até um alívio nos olhos, o que já difere quando o CGI é usado em tela. Os figurinos são bregas, mas que funcionam devido o clima do filme também ser assim. A fotografia do filme é o seu melhor elemento técnico, mesmo quando usa indiscriminadamente takes panorâmicos, sem que eles possuam função narrativa coerente, ou quando tenta explorar emoções inexistentes num close dos monstros de CGI. Os efeitos visuais são práticos e bem utilizados nas criaturas, mas há momentos que as coisas derrapam feio, como personagens flutuando ou descolados demais da cena.

++Leia Mais:
– Relembre a nossa crítica de Angry Birds 2
– Leia também a nossa análise de Sonic – O Filme

Sobre a adaptação em si, eu confesso não ser um jogador inveterado da franquia, mas sei que um dos grandes charmes do jogo é enorme gama de fauna e flora que os mundos de Monster Hunter possuem. Isso praticamente foi limado do filme por escolhas narrativas claras e até mesmo pelo curto orçamento, que fica evidente em alguns momentos, e somente alguns poucos e famosos monstros aparecem em tela.

Milla Jovovich já faz esse tipo de papel no automático e seu diretor, e também marido, não a força em momento algum à sair de sua zona de conforto. Tony Jaa acaba sendo carismático devido à sua simplicidade. Ron Pearlman conseguiu o prêmio de pior peruca/penteado que eu já vi em um filme e o restante do elenco é praticamente um easter egg em tela e, ah… procurem a brasileira Nanda Costa no filme. Se piscarem, perdem a participação dela.

Monster Hunter é um filme com o DNA de Paul W. S. Anderson. Barulhento, exagerado, pouco reverente ao seu material fonte e com um fiapo de enredo. Eu já sabia exatamente o que o novo filme traria, e até consegui encontrar um valor de entretinimento no longa, que tem potencial de agradar espectadores casuais e fãs de longa data do diretor, mas que fará pessoas mais exigentes e fãs do jogos saírem insatisfeitas da sessão.

Ah… há um cena extra dentro dos créditos finais.


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Filmes

Homem-Aranha 3 tem subtítulo oficial finalmente divulgado: ‘No Way Home’

Terceiro longa de Tom Holland como o Homem-Aranha do MCU ganhou o seu subtítulo no Twitter oficial da franquia.

Rafa-el Lima

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Após uma série de brincadeiras quanto ao subtítulo do próximo filme do aracnídeo, Homem-Aranha 3 ganha a tão esperada “segunda linha” de seu nome: No Way Home.

A divulgação se deu no twitter oficial do longa. Confira:

O longa traz mais uma vez Tom Holland como o Peter Parker/Homem-Aranha e retorna com os atores dos filmes anteriores Zendaya, Marisa Tomei e Jacob Batalon. A produção fica a cargo de Kevin Feige e Amy Pascal, e a direção segue com Jon Watt no comando.

O maior destaque do longa, pelo menos até aqui, é o retorno de Jamie Foxx, de O Espetacular Homem-Aranha 2, revivendo o vilão Electro; e de Alfred Molina, de Homem-Aranha 2, como o Doutor Octopus.

SpiderMan: No Way Home (algo como “Homem-Aranha: Sem Caminho Para Casa”), promete ter link direto com as consequências do atual sucesso do Disney+, WandaVision, e com o vindouro Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, por isso Benedict Cumberbatch também estará no longa.

++Leia Mais:
– RUMOR | Tobey Maguire e Andrew Garfield em negociações para ‘Homem-Aranha 3’
– Doutor Estranho terá papel importante em Homem-Aranha 3

Ontem, 23/02, os atores do longa haviam lançado em suas redes sociais diferentes versões do nome do filme. Como compartilhamos em nosso Twitter:

SpiderMan: No Way Home tem previsão de estreia para 17 de dezembro.


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Filmes

RUMOR | Jennifer Lawrence poderá viver Sue Storm no reboot de Quarteto Fantástico

Novo rumor aponta que Jennifer Lawrence se juntou ao elenco de Quarteto Fantástico do Marvel Studios, provavelmente como Sue Storm

Rafa-el Lima

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Será que teremos em Jennifer Lawrence a nossa Sue Storm para o longa do Quarteto Fantástico?

De acordo com o Daily Telegraph da Austrália, em matéria replicada no The Daily Mail, a atriz ganhadora do Oscar, Jennifer Lawrence, irá se juntar ao elenco do reboot de Quarteto Fantástico da Marvel Studios.

De acordo com outros sites o site Murphys Multiverse, responsável pela informação de ambas as fontes, teria tentado entrar em contato com a Disney mas não obteve respostas.

Se os rumores vierem a se confirmar, e a entrada de Lawrence no MCU for real, podemos estar diante do casting de Sue Storm, a Mulher Invisível, esposa de Reed Richards. A personagem já foi interpretada nos cinemas por Jessica Alba.

Quarteto Fantástico será dirigido por Jon Watts, que está trabalhando em Homem-Aranha 3, e ainda não há qualquer previsão de estreia.

++Leia Mais:
– Marvel Studios anuncia longa do Quarteto Fantástico
– Principais notícias do Marvel Studios no Dia do Investidor da Disney


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Filmes

Mortal Kombat | Confira o primeiro trailer legendado

O mais mortal torneio pelo destino da Terra está de volta com o remake de Mortal Kombat para os cinemas, que estreia em abril de 2021.

Multiversos

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A New Line Cinema apresenta Mortal Kombat, uma aventura inédita inspirada na bem-sucedida franquia de videogames que, mais recentemente, teve um dos lançamentos de jogos de maior êxito da história, Mortal Kombat 11. O filme é dirigido pelo premiado diretor comercial australiano Simon McQuoid, que faz sua estreia como diretor de cinema, e produzido por James Wan (filmes do universo “Invocação do Mal”, “Aquaman”), Todd Garner (“No Olho do Tornado”, “Te Peguei!”), McQuoid e E. Bennett Walsh (“MIB: Homens de Preto – Internacional”, “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro”).

Em Mortal Kombat, o lutador de MMA Cole Young, acostumado a apanhar por dinheiro, não faz ideia da herança que carrega – ou por que o Imperador da Exoterra, Shang Tsung, enviou seu melhor guerreiro, Sub-Zero, um criomancer de outro mundo, para exterminar Cole. Temendo pela segurança de sua família, Cole sai em busca de Sonya Blade por recomendação de Jax, um major das Forças Especiais que tem a mesma estranha marca de nascença na forma de dragão que Cole. Logo, ele se encontra no templo do Lorde Raiden, um Deus Ancião e protetor do reino da Terra, que acolhe aqueles que ostentam a marca. Lá, Cole treina com os experientes guerreiros Liu Kang, Kung Lao e o mercenário vigarista Kano, à medida que se prepara para enfrentar, ao lado dos maiores campeões da Terra, inimigos oriundos da Exoterra em uma arriscada batalha pelo universo. Contudo, será que ele treinará o bastante para desbloquear sua arcana — o imenso poder que existe dentro de sua alma – a tempo não só de salvar sua família, mas também de vencer a Exoterra de uma vez por todas?

O elenco internacional diverso reflete a natureza mundial da marca, com talentos do mundo do cinema, televisão e artes marciais, incluindo Lewis Tan (“Deadpool 2”, da série da Netflix “Wu Assassins”), como Cole Young; Jessica McNamee (“Megatubarão”), como Sonya Blade; Josh Lawson (“O Escândalo”), como Kano; Tadanobu Asano (“Midway – Batalha em Alto Mar”), como Lorde Raiden; Mehcad Brooks (da série de TV “Supergirl”), como Jackson “Jax” Bridges; Ludi Lin (“Aquaman”), como Liu Kang; com Chin Han (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), como Shang Tsung; Joe Taslim (“Star Trek: Sem Fronteiras”), como Bi-Han e Sub-Zero; e Hiroyuki Sanada (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), como Hanzo Hasashi e Scorpion. Também participam Max Huang, como Kung Lao; Sisi Stringer, como Mileena; Matilda Kimber, como Emily Young; e Laura Brent, como Allison Young.

++Leia Mais:
– Reboot de Mortal Kombat para os cinemas apresenta suas primeiras imagens
– Warner Bros. anuncia seus filmes para 2021

McQuoid dirige o filme a partir de um roteiro escrito por Greg Russo e Dave Callaham (“Mulher-Maravilha 1984”), a partir de uma história criada por Oren Uziel (“Mortal Kombat: Rebirth”) e Russo com base no videogame criado por Ed Boon e John Tobias. Richard Brener, Dave Neustadter, Victoria Palmeri, Michael Clear, Jeremy Stein e Larry Kasanoff foram os produtores executivos. Para trazer essa propriedade incrivelmente popular às telas, McQuoid contou com uma equipe de cineastas australianos e americanos, incluindo o diretor de fotografia Germain McMicking (“True Detective”, “Top of the Lake: China Girl”), o desenhista de produção Naaman Marshall (“Ameaça Profunda”, “O Criado”), os editores Dan Lebental (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) e Scott Gray (“Top of the Lake”, “Daffodils”), o supervisor de efeitos visuais Chris Godfrey (“Até o Último Homem”) e a figurinista Cappi Ireland (“Lion – Uma Jornada Para Casa”, “The Rover – A Caçada”). A música foi criada por Benjamin Wallfisch (“Blade Runner 2049”, filmes “It – A Coisa”).

A New Line Cinema apresenta “Mortal Kombat”, uma produção da Atomic Monster/Broken Road Production.

O filme tem previsão de lançamento nos cinemas brasileiros em de 15 abril de 2021 e será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures.


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Filmes

Primeiro trailer oficial de ‘Liga da Justiça de Zack Snyder’ é lançado

O diretor Zack Snyder, apresentou hoje ao mundo o primeiro trailer oficial de sua Liga da Justiça. E o resultado é FENOMENAL!

Rafa-el Lima

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E, finalmente, os fãs da visão de Zack Snyder para o DCEU da Warner Bros. podem ver um pouco mais da sua verdadeira Liga da Justiça!

Depois do seu afastamento do projeto do filme da Liga da Justiça em decorrência de problemas familiares, e da idiotice de alguns dos grandes acionistas da Warner, Zack Snyder retornou à direção do longa para mostrar a sua verdadeira história e, possivelmente, dar um desfecho ao seu projeto dentro do DCEU. O primeiro trailer oficial você pode conferir abaixo:

Liga da Justiça de Zack Snyder será lançado em 18 de março na plataforma da HBO Max.

++Leia Mais:
– HBO Max | Serviço de streaming chega ao Brasil em junho, confira o vídeo de anúncio
– Zack Snyder revela o visual do Caçador de Marte em sua ‘Liga da Justiça’


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Filmes

Tom & Jerry: O Filme | Muita confusão e diversão em Nova York!

A dupla de Gato e Rato mais famosa dos desenhos animados chega aos cinemas junto com Chloë Grace Moretz para aprontar muito em Nova Iorque.

Jean Sinclair

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Divulgação: Warner Bros.

Tom & Jerry: O Filme (2021), dirigido por Tim Story (Quarteto Fantástico) e escrito por Kevin Costelo é o mais novo filme da Warner Bros. que chegará aos cinemas.

Em seu mais novo longa metragem, a dupla estabanada acaba levando as suas disputas para a cidade de Nova Iorque, onde Tom (ele mesmo) acaba se encontrando com Keyla (Chloë Grace Moretz) que acaba de entrar em seu novo emprego em um hotel junto de Terrance (Michael Peña), e que tem como uma de suas incumbências durante um grande casamento acabar com uma peste de rato chamada Jerry (ele mesmo também).

O filme parte da premissa de que esses “animais animados” e os seres humanos convivem nesse mesmo universo e que todos os animais são animações e conversam entre si, daí alguns deles terem vozes, exceto Tom e Jerry. Isto posto, as interações entre humanos e animais sempre são bastante exageradas e cômicas, e esses momentos funcionam bem na tela graças ao bom trabalho de animação, que criou sim modelos 3D para os personagens, mas os manteve como uma animação 2D, causando o reconhecimento imediato com o público e fugindo de um possível estranhamento que qualquer mudança pudesse gerar.

Há diversos momentos no longa onde vemos os embates entre gato e rato exatamente como acontecem nas suas séries clássicas e usá-los em Nova Iorque acaba gerando boas piadas. Essas lutas acabam por ter reação nesse mundo, porque elas quebram as coisas como vidraças, mesas e até paredes, mas nunca machucam os personagens pra valer, mas isso é bem utilizado pelas trama.

Os efeitos sonoros do filme são eficientes, com todos os WHACKS! e WHAMS! que os desenhos animados usam, mas que surgem apenas nos personagens animados, e a trilha sonora é um elemento neutro no longa. A edição se beneficia bastante quando está a serviço da ação e diversão dos desenhos, conseguindo ser até ágil, mas peca pela monotonia nos momentos com o elenco humano. A fotografia tem belíssimos momentos quando mostra a cidade de Nova Iorque e, junto no design de produção, criam um cenário interno no hotel que está bastante cartunesco criando uma paleta de cores quentes indo na trinca monocromática amarelo-dourado-marrom.

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Na parte dos personagens humanos temos uma trama bem simples e direta, com mensagens de moral da história e superação básicas, que miram direto no público infantil, mas que possuem diálogos simplórios, e o roteiro do filme acaba dando mais atenção para os dramas e relacionamentos humanos, colocando Tom e Jerry como coadjuvantes de luxo da história da Keyla.

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Chloë Grace Moretz tem uma presença magnética na tela e você se apega à ela facilmente, mesmo a sua personagem sendo uma malandrinha esperta, mas com atitudes erradas. Michael Peña faz um tipinho irritante e consegue ser tão bom aqui quanto em seus papeis de cara legal. O elenco de coadjuvantes cumprem papeis básicos para a trama avançar e não comprometem. Já Tom e Jerry, continuam sendo eles mesmo e isso é muito legal de ver.

Tom & Jerry: O Filme é um passatempo para toda a família. Consegue ter boas piadas, é reconhecível para os fãs de longa data e acessível para novos públicos, mesmo pecando em colocar os seus personagens mais famosos como coadjuvantes em seu próprio filme.

Tom & Jerry: O Filme chega dia 18 de fevereiro aos cinemas.


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Filmes

More Than Miyagi: The Pat Morita Story | O homem além do Karatê Kid

Pat Morita foi imortalizado pelo papel de Sr. Miyagi em Karatê Kid, mas sua vida foi muito mais que esse papel. Descubra nesse documentário.

Jean Sinclair

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More Than Miyagi – The Pat Morita Story, dirigido por Kevin Derek, traz um lado que poucas pessoas hoje conhecem de um dos grandes nomes da TV e do cinema.

O documentário tem data de lançamento marcado para o dia 05 de fevereiro no Amazon Prime americano e ainda sem data no Brasil e nós do Multiversos traremos aqui nossas impressões sobre o projeto.

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Noriyuki “Pat” Morita é um nipo-americano nascido em 28 de junho de 1932, na Califórnia. Derek, junto com Oscar Alvarez, constroem o roteiro do documentário de forma simples e linear. Tendo como personagem guia a última esposa de Morita, Evelyn Guerrero, o longa mostra a vida do ator de forma cronológica. Partindo de sua infância difícil, onde, desde pequeno, teve de lutar contra uma doença que o deixou paralisado e preso numa cama de hospital.

Morita sofreu durante o período da Segunda Guerra Mundial, onde diversos japoneses e descendentes residentes dos EUA foram levados aos “Interment Camps“, os campos de concentração na Califórnia, criados pelo governo estadunidense durante a guerra. No começo de sua vida adulta, Pat começa a se destacar como comediante e logo chegou na TV, sendo o primeiro ator nipo-americano a se destacar na mídia, trabalhando como “o asiático” em diversos programas até se consagrar como “Arnold”, no sitcom Happy Days (Dias Felizes). Até que um o roteiro de um filme caiu em seu colo. Um filme chamado Karatê Kid.

O filme-documentário concentra seu segundo ato nessa fase da carreira de Pat Morita e os caminhos que o seu papel como o “Sr. Miyagi” abriram, indo de uma sobrevida longa na TV a uma inesperada indicação ao Oscar como Melhor Ator Coadjuvante em 1985. O ato final foca mais nos seus últimos dias e nos demônios que o assolavam, tendo em destaque o alcoolismo.

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Vale ressaltar que o filme utiliza muito bem imagens e gravações de arquivo. É muito bom ver que todas elas foram restauradas e sua utilização é excelente e o projeto sabe os momentos certos de ser dramático sem cair no melodrama e de arrancar boas risadas do espectador, tudo isso graças ao apurado trabalho de edição. A boa mescla de entrevistas, junto com as imagens de arquivo e a condução dos relatos de Evelyn Guerreiro nunca deixam o documentário ficar monótono ou lento. A trilha sonora e fotografia são bem utilizadas.

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As entrevistas mais esperadas estão no longa. Ralph Macchio (Daniel Larusso), William Zabka (Johnny Lawrence) e Martin Kove (John Kreese) cumprem sua parte ao reverenciar Karatê Kid e seu legado, a série Cobra Kai. Os atores de Dias Felizes também surgem e é importante ver que Morita é uma figura próxima nos círculos de atores latinos e asiáticos na California, como o mostra as entrevistas com Esai Morales (o Slade Wilson de Titans) e do veterano James Hong.

More Than Miyagi – The Pat Morita Story é uma carinhosa homenagem a um dos precursores nipônicos no mercado de TV e cinema nos Estados Unidos. Morita foi uma figura carinhosa, engraçada, amada e um dos atores mais prolíficos de sua geração e esse documentário trazido com carinho e dedicação por Kevin Derek apresentará, ou lembrará, como Morita com seus 1,60m era um gigante em tudo o que fez na sua vida.

O documentário More Than Miyagi – The Pat Morita Story estará disponível a partir do dia 5 de fevereiro no iTunes, Amazon, Vudu, Google Play, DVD e Blu-ray, no mercado americano.


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