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CCXP | JBC anuncia o lançamento do mangá Blame!

Pedro Sena

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Painel da JBC na CCXP anuncia o lançamento do mangá Blame! no Brasil.

Em julho deste ano a Netflix havia anunciado que, em parceria com o estúdios Polygon Pictures (de outros originais do serviço como Knights of Sidonia e mais recentemente AJIN: Demi-Human), faria a adaptação animada de Blame!, mangá publicado entre os anos de 1997 e 2003. O anime teve seu lançamento mundial programado para 2017, conforme o vídeo:




Aproveitando a onda da Netflix e a presença do autor, Tsutomu Nihei, na Comic Con Experience, a JBC em seu painel anunciou o lançamento do mangá Blame! pela primeira vez no Brasil que contará com 10 volumes, sobrecapa, papel Luxcream, média de 210 páginas por volume no valor de R$23,90.

Sinopse: Blame! é ambientada em um futuro distante, no qual o que sobrou da humanidade vive na Megaestrutura, um imenso e perigoso labirinto que enlouqueceu e está totalmente fora de controle. E no meio dessa loucura está Killy, um sujeito misterioso determinado a salvar a civilização humana do esquecimento.

Fiquem ligados aqui no Multiversos para mais novidades sobre Blame!

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Vinland Saga | Anime com temática Viking

Viagens marítimas, saques, guerra e vingança. Tudo que uma boa saga Viking necessita você encontra no anime ‘Vinland Saga’, do Wit Studio.

Pedro Sena

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Com o isolamento e a escassez de novos títulos nos últimos tempos, pois muitos animes entraram em hiato e todo o mais, resolvi revisitar alguns animes dos anos passados que acabei dropando, como costumamos dizer, dentre as opções resolvi fazer meu retorno ao Multiversos indicando Vinland Saga.

A adaptação do mangá, que ficou bem popular nos últimos 2-3 anos, tem um potencial muito grande de indicação para quem não é um consumidor assíduo de animes e também tem uma história muito bacana para quem já é fã da arte.

 

Na Temporada de Verão 2019, estreava a adaptação para anime de Vinland Saga, que adapta os oito primeiros volumes do mangá, com uma animação primorosa entregue pelo estúdio Wit Studio. A primeira temporada possui 24 episódios. Vamos a sinopse!

Sinopse

O jovem Thorfinn, no começo da história ainda com uns 10 anos, cresceu ouvindo as histórias de velhos marinheiros que haviam viajado pelo oceano e sobre a lenda de um lugar, Vinland. Diz-se que é quente e fértil, um lugar onde não haveria necessidade de lutar – realidade muito diferente da que vivia com sua família na Islândia, lugar onde nasceu.

Uma série de eventos acontecem e Thorfinn se vê preso em uma armadilha junto de seu pai Thors, a quem viria a descobrir ser mais do que um líder de vila na Islândia. Thors se sacrifica para salvar sua tripulação e seu filho do ataque dos piratas. A dor pela perda de seu pai, e por sua fraqueza diante de tudo o que aconteceu, recai sobre o jovem Thorfinn. Tomado por um assustador espírito de vingança, ele jura dar cabo daquele que tomou a vida de seu pai e está disposto a tudo por isso.

++Leia Mais
– Como Funcionam as Temporadas de Anime?
– Bem-vindo ao caos de Dorohedoro!

Thorfinn em Vinland Saga.

O Anime

Enquanto Thorfinn crescia, a guerra entre a Inglaterra e Dinamarca piora a cada ano que passa. Matar ou morrer se tornou algo comum, e os Vikings apreciam cada momento desta situação. Em meio ao caos, Thorfinn precisa vingar-se do homem que assassinou seu pai.

As viagens marítimas de Vinland Saga.

A animação entregue pela equipe do Wit Studio é de uma qualidade incrível, entregando momentos onde a “angulação de câmera” parece saída direto do cinema, como você pode ver nas imagens. Animação primorosa!

Combates espetaculares de Vinland Saga.

Um dos pontos interessantes desse anime é que essa história não te entrega apenas um protagonista, e passa longe também de uma história maniqueísta, do bem com mal. Em Vinland Saga cada personagem principal tem seu background desenvolvido de maneira que é difícil escolher lados quando a história de um ou outro personagem se cruza, e isso te garante uma história super envolvente e empolgante.

Protagonistas de Vinland Saga.

Conclusão

Vinland Saga une uma história envolvente e empolgante a uma arte primorosa em uma temporada de 24 episódios. Uma excelente pedida para quem ainda não conferiu e está sem opções de animes nesse período de hiato entre as produções.

A segunda temporada ainda não foi confirmada, apesar de ter sido dado um gostinho de qual seria o arco seguinte nos minutos finais da 1ª temporada. Aguardando ansiosamente!

Você pode conferir Vinland Saga no Amazon Prime Video.

Adquira os mangás de Vinland Saga pelos links abaixo:
Volume 1, Volume 2 e Volume 3


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Bem-vindo ao caos de Dorohedoro!

Conheça o caos de Dorohedoro da Netflix.

Jean Sinclair

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Dorohedoro-netflix

Conheça o estranho protagonista, para dizer o mínimo, e o mundo louco de Dorohedoro, da Netflix.

Dorohedoro.

– Mas o que djabu é isso?

Esse é o primeira questionamento que nos fazemos quando vemos alguma arte do anime ou do mangá.

Criado pela mangaká Q Hayashida, Dorohedoro teve 23 volumes (2000-2018) e em 2020 ganhou uma série de TV, com 12 episódios lançados pela Netflix.

Nikaido e Caiman de Dorohedoro

A obra conta a vida maluca de Caiman, um bobão gigante gente boa que encontra-se sem memória e com um cabeça de lagarto no lugar da sua cabeça humana. Caiman sempre bate ponto no Hungry Bug, lanchonete da sua amiga Nikaido, que cozinha maravilhosos pasteizinhos de carne (Gyozas). Ambos moram no Buraco (Hole), uma cidade cheia de mazelas e de baixa tecnologia, que sempre é assombrada pelas ações dos Magos, usuários de magia, oriundos de outra realidade onde fica o Mundo dos Magos, que vem para o Buraco usar suas habilidades em testes e até brincadeiras escrotas. Nossos protagonistas seguem vivendo como podem no Buraco e buscando descobrir quem brincou de magia com a cabeça de Caiman.

++Leia Mais:
– Como Funcionam as Temporadas de Anime?
– Confira o trailer do novo anime de ‘Fly, o Pequeno Guerreiro’

Hayashida fez um misturadão de primeira aqui. Pegou altas influências cyberpunks e distópicas e jogou altas doses de misticismo, deixando sua obra com um tom bem parecido à obras como Shadowrun, Akira e Domu. Seu estilo de narrativa é uma vitamina anabolizada feita com punk, gore e diversão, com um estilo que abraça a sujeira seinen/europeia de caras como Katsuhiro Otomo, Katsuya Terada e Simon Bisley e as kawaizices e bobagens diretas de um mangá shonen imbecil.

Caiman e Nikaido fisgam você na hora, por serem simples e carismáticos. E os antagonistas, como Shin, Noi e En, enriquecem bastante a trama por serem loucos e divertidos.

Os vilões de Dorohedoro

Algo importante de salientar é a segura e bem amarrada construção de cenário. O Buraco, e os seus arredores, e o Mundo dos Magos são cheios de lugares e personagens que se mostram lugares divertidos pra se explorar. Pra fechar, Welcome to Chaos, da banda (K)NOW_NAME, abraça o clima da obra com um estilo Punk/Rap rápido e raivoso com pitadas de música circense, trazendo um freestyle pirado e divertido. E, sim, dá para ouvi-la no Spotify.

++Leia Mais:
– Os Cavaleiros do Zodíaco (Parte 1) | O cosmos volta a ascender na Netflix
– Os Cavaleiros do Zodíaco (Parte 2) | O CDZ Kai para criançada!

Dorohedoro é anarquicamente bobo, escroto e divertido. A obra segue sempre num ritmo maluco e sensacional, sem poupar na zoeira e no gore e com ótimos protagonistas e cenário. Um deleite maluco como há muito eu precisava. Aproveite que a versão dublada já está disponível na Netflix e descubra que é no caos que você encontra… DOROHEDORO!


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Dragon Quest: Dai no Daibouken | Confira o trailer do novo anime de ‘Fly, o Pequeno Guerreiro’

Rafa-el Lima

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O ‘Pequeno Guerreiro’ ganha nova animação e deve voltar às telas já em outubro!

O anime ‘Dragon Quest: Dai no Daibouken’, mais conhecido no Brasil como ‘Fly: O Pequeno Guerreiro’, está ganhando um novo anime que deve chegar as telas ainda em outubro deste ano.

Em live especial comemorativa dos 34 anos da franquia Dragon Quest feita na manhã de ontem (27 de maio), foram anunciadas novas informações sobre o futuro da franquia. Dentre as coisas anunciadas e apresentadas estavam as novidades quanto ao novo anime.

De acordo com os participantes da live, ‘Dragon Quest: Dai no Daibouken’ retorna as telas em outubro deste ano na TV Tokyo, no Japão. Durante a LIVE foi exibido o novo trailer da animação. O trecho foi removido da gravação após o fim da transmissão mas, como a internet é cheia de pessoas de bom coração, alguém CLARO gravou e compartilhou, e vocês poderão ver abaixo o trailer divulgado pelo Twitter @WSJ_manga (não oficial):


++Leia Mais:
Dragon Quest: The Adventure of Dai | ‘Fly, O Pequeno Guerreiro’ ganha nova animação


Além da animação, o Pequeno Guerreiro terá seus mangás republicados em uma luxuosa “Perfect Edition“. Serão 25 edições que compilarão os 37 volumes originais com novas artes de capa e trarão algumas páginas internas em cores.

Calendário de lançamento do mangá.

Calendário de lançamento do mangá.

Dragon Quest: The Adventure of Dai é originalmente um mangá seriado na Shonen Jump de 1989 a 1996, com 37 volumes compilados, inspirado nos jogos, com roteiro de Riku Sanjo e ilustrações de Koji Inada. A obra foi, então, adaptada pela Toei Animation em uma animação de 46 episódios, exibida no Japão entre 1991 e 1992 (essa adaptação não cobre toda a história do mangá). A série também recebeu três filmes, com estreia em julho de 1991, março de 1992 e julho de 1992.

O animê chegou ao Brasil com o nome de Fly, o Pequeno Guerreiro e foi exibido no SBT a partir de 1996. Na história um garoto-órfão chamado Fly (Dai, no original), é encontrado e adotado pelo monstrinho Blass na ilha Dermlin. O garoto é criado por Blass como seu neto, junto de Gome, uma criatura dourada em forma de gota com asas. A trama tem início quando Gome é raptado e Fly parte para resgatar seu amigo.

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Os Cavaleiros do Zodíaco (2ª Parte) | O CDZ Kai para criançada!

Jean Sinclair

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Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya, a obra produzida pela Toei Animation Kurumada Production, em parceria com a Netflix, vem em sua segunda parte para continuar a história de Seiya, o cavaleiro de pégaso, e dos outros cavaleiros de bronze, na missão de defender Saori Kido, a reencarnação da Deusa Atena.

Após os eventos da primeira parte, aqui temos nesses seis episódios, que fecham a primeira parte, os momentos onde Seiya e os Cavaleiros de Bronze lutam contra os Cavaleiros de Prata.

Alguns dos Cavaleiros de Prata são utilizados nos episódios: Misty, Asterion, Moses, Jamian, Dante e Algol, aqueles que tiveram mais relevância na trama do mangá foram trazidos pra trama da animação e também o inicio das participações dos Cavaleiros de Ouro. Essas lutas são encaixadas nos episódios 07-10. Já nos dois episódios restante, temos a conclusão da história contra Vander Guraad e sua organização.

A equipe de roteiristas (Thomas Pugsley, Saundra Hall, Shaene SidersPatrick Rieger) cuidaram dos episódios 07-10. Como dá pra perceber, resumiram muito nesses quatro episódios, mesmo mantendo o essencial. Isso trouxe certa agilidade para algumas coisas, como as lutas terem ficado com “zero enrolação”, mas trouxe problemas de geografia e de tempo, como viagens longas durarem o tempo de um corte de cenas e o roteiro ser forçado a usar de conveniências e coincidências. Assim como acontece no original, essa é a fase que a relação Saori & Seiya se estreita e aqui acontece o mesmo, mas isso acaba gerando um tempo de tela minúsculo pros outros personagens, os tornando coadjuvantes de luxo na trama. Já os episódios finais, escritos pelo produtor principal, Eugene Son, são simplesmente horrorosos. É aquele clássico bagulho de “americanização” de conceitos orientais, e com isso tome base secreta, cópia de tecnologia, personagens megalomaníacos e umas pitadas copiadas de Final Fantasy VII e até da Marvel. Só quando vem o gancho para a fase seguinte, a trama retorna a usar o material original.

A animação melhorou bastante em relação aos seis episódios anteriores. Dá para perceber como texturas, luzes e sombras evoluíram. Entretanto algumas lutas ficaram com movimentação rígida demais, e o fato dos socos dispararem bolinhas de luz ainda incomoda demais.

Dessa vez, a Netflix disponibilizou o áudio japonês junto do pacote de áudios dos episódios, e deu pra perceber que todo o trabalho de tradução e adaptação foi feito a partir do texto em Inglês, que aqui é o texto original. Esse detalhe fez diferença quando assisti, porque em alguns momentos, as legendas não encaixavam nas vozes japonesas.  Vi algumas cenas com a dublagem nacional e está dentro do padrão positivo alcançado nos episódios anteriores.

A segunda fase de Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya consegue divertir quando se assume como um bom shounen de lutinhas, mas quando tenta ser original e criar algo seu, falha miseravelmente.

A SEGUIR: Os Cavaleiros de Ouro.

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Dragon Quest: The Adventure of Dai | ‘Fly, O Pequeno Guerreiro’ ganha nova animação

Rafa-el Lima

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Em uma apresentação no evento Jump Festa’20 foi anunciado no sábado que Dragon Quest: Dai no Daiböken (Dragon Quest: The Adventure of Dai) mangá de Riku Sanjo e Kôji Inada está recebendo uma nova adaptação do anime que vai estrear na temporada de outono japonesa de 2020. O mangá também está inspirando uma adaptação de videogame.

A Toei Animation divulgou um vídeo promocional do anime que está produzindo, que será animação híbrida em CG e 2D. Confira ACIMA.

O manga original de Dragon Quest: Dai no Daiböken teve 37 volumes dentro da revista Weekly Shonen Jump entre 1989-1996.

Na história, após a derrota do lorde demônio Hadlar, todos os monstros foram libertados de sua vontade maligna e se mudaram para a ilha de Delmurin para viver em paz. Dai é o único ser humano que vive na ilha. Tendo sido criado pelo bondoso monstro Brass, o sonho de Dai é crescer e se tornar um herói. Ele se torna um quando Hadlar ressuscita o herói anterior, Avan, e este vem a treinar Dai para ajudá-lo na batalha. Mas Hadlar, anunciando que agora trabalha para um lorde demoníaco ainda mais poderoso, surge para tentar matar Avan. Para salvar seus alunos, Avan usa um feitiço de auto-sacrifício para atacar, mas é incapaz de derrotar Hadlar. Quando parece que o outro aluno de Dai e Avan, Pop, está condenado, uma marca aparece na testa de Dai e ele de repente ganha super poderes e é capaz de afastar Hadlar.

O mangá inspirou anteriormente uma série de anime de 46 episódios e três curtas-metragens de anime que foram lançados em julho de 1991, março de 1992 e julho de 1992.

O anime mais recente trabalho da franquia Dragon Quest é o filme de anime Dragon Quest Your Story CG, que estreou no Japão em 2 de agosto.

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Os Cavaleiros do Zodíaco | O cosmos volta a ascender na Netflix

Jean Sinclair

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Brasil, 2019, e se você chegou aqui é por um certo desenho que passava na finada Rede Manchete em 1994, acertou em cheio os fãs da época e perdura até hoje como uma das obras mais amadas do Brasil. Os Cavaleiros do Zodíaco mudaram tudo quando chegaram ao Brasil e hoje temos a sua mais nova versão diretamente para o serviço de streaming Netflix.

Agora chamada de Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya, a obra produzida pela Toei Animation Kurumada Production, em parceria com a Netflix , vem para recontar a história de Seiya, o cavaleiro de pégaso, e dos outros cavaleiros de bronze, na missão de defender Saori Kido, a reencarnação da Deusa Atena.

Ao focar em uma releitura da obra, a nova versão da Netflix causou o medo e furor na já conhecida fanática base de fãs dos Cavaleiros porque, com certeza, mudanças seriam feitas na obra a fim de adaptá-la para um novo público e formato.

Falando sem spoiler, esses seis episódios que a Netflix disponibilizou, mantém toda a base criada por Massami Kurumada, respeitando o principal de cada personagem e trazendo toda a história para uma linguagem mais ocidental e mantendo elementos narrativos orientais, assim mesclando bem essas características e criando uma obra bastante atualizada.

Esses episódios abrangem muito bem o inicio da série. Com isso, resumindo bem esses eventos. Todo a história principal está lá e as mudanças trazidas pelo time de roteiristas (Shannon Eric Denton, Thomas F. ZhalerBenjamin Townsend, Joelle Sellner e Travis Donnelly, sob a batuta do produtor e supervisor Eugene Son) funcionam em sua maioria, exceto em algumas piadas e em alguns momentos do uso de forças bélicas no roteiro, o plot e narrativa funcionam, mesmo com alguns diálogos muito fracos.

Os cavaleiros de bronze estão bem traduzidos mesmo tendo suas personalidades bastante simplificadas, cada um deles é bem diferenciado na série. Seiya é o moleque revoltado e briguento, Shiryu é bastante controlado e zen, Hiyoga vem bastante dividido entre o dever e a dúvida e a personagem que gerou mais polêmica, A Shun, está ótima, em um misto de ternura, pacifismo e presença cativante. Justamente contrapondo a fúria e o ódio do seu irmão, Ikki.

Todos os dubladores clássicos foram mantidos na medida do possível, e assim temos Hermes Baroli (Seiya), Marcelo Campos (Jabu), Francisco Bretas (Hiyoga), Élcio Sodré (Shiryu), Leonardo Camilo (Ikki) e Letícia Quinto (Saori), reprisando os seus papéis, agora com a adição de Úrsula Bezerra fazendo a voz da Shun. A direção de dublagem ficou a cargo de Francisco Bretas e as traduções por Marcelo del Greco.

Infelizmente a Netflix brasileira não disponibilizou o áudio em japonês e curiosamente, o áudio original da obra é em inglês, mostrando o claro desejo da Netflix em expandir a obra para vários mercados. Com essa mudança, é divertido assistir a obra com legendas e perceber que essas foram feitas a partir do áudio em inglês e notar como os nomes dos personagens foram alterados. Por exemplo, Hiyoga se tornou Magnus, Shiryu se tornou Long e Ikki se tornou o Nero e outras bizarrices divertidas, mostrando que a visão de adaptação e mudanças ao mercado americano ainda continua forte. 

A animação, aqui usada no estilo 3D, é prática e funcional. Os designs das armaduras respeitaram a obra clássica e foram bem adaptados. A trilha sonora é apenas competente sem maiores emoções e sem chamar a atenção pra si.

Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya é uma nova obra para um novo público. Traz características modernas e mais abrangentes para contar uma história que hoje é parte do imaginário pop brasileiro, sem deixar de respeitar o material original. Porém, não se engane, mesmo sendo trazida de forma competente, o caráter comercial dessa obra ainda é o elemento mais forte que ela apresenta. É um divertido passatempo e pessoalmente falando, deve ser enxergado e assistido como tal.

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Ansatsu Kyoushitsu | As lições de vida de um professor “diferente”

João Vítor

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Quando uma criatura misteriosa destrói 70% da lua, os alunos da classe 3-E da Escola Secundária Kunugigaoka se vêem confrontados por uma tarefa enorme: assassinar a criatura responsável pelo desastre antes que a Terra sofra o mesmo destino. No entanto, o monstro, apelidado de Koro-sensei, é capaz de se mover em Mach 20 (o que equivale a 24.500 km/h), tornando inútil qualquer tentativa de derrotá-lo. Além disso, os alunos logo descobrem que a curiosa criatura tentacular é mais do que indomável, ele é o melhor professor que eles já tiveram!

Adaptado do mangá de Yuusei Matsui, Ansatsu Kyoushitsu conta a história desses alunos do ensino médio, enquanto eles aperfeiçoam suas habilidades de assassinato e crescem para se manterem fortes contra um sistema escolar opressor, seus próprios problemas de vida e, um dia, assassinar seu professor.

Quem costuma ver muito anime já deve ter notado que as escolas são levadas muito a sério no Japão, com casos de suicídio por conta de notas baixas, e esse anime chama a atenção por ser uma clara crítica ao modelo de educação Japonês.

As escolas são totalmente envolvidas nas vidas dos alunos, onde ele são punidos na escola por atos cometidos fora do horário escolar por exemplo. É legal ver como o anime expõe esse problema, muito por conta do Koro-sensei (O professor impossível de matar, em tradução livre), um ótimo professor que procura despertar o melhor de cada aluno, mostrando que, embora esses jovens passem por todas essas dificuldades em seu cotidiano, eles não são maus alunos. Cada um tem sua especialidade, com pontos fortes e fracos, mas no sistema que estão inseridos isso não importa, porque o que vale são os resultados. Isso sem contar o fato de que eles fazem parte de uma turma de excluídos em sua escola, um nível abaixo dos demais, para que o resto dos alunos tenham um exemplo do que acontece com aqueles que fracassam, para que tenham bons resultados pelo medo de serem isolados.

Muito sério? Bom, as aparências enganam.

Embora tenha esse lado mais sério e crítico, a obra nos surpreende com uma grande comédia. O autor tira sarro de tudo, inclusive de outros animes e mangás, e até pelo fato do “antagonista” ser uma criatura com vários tentáculos (afinal, anime e tentáculos… temos um estereótipo aqui), mostrando o professor como um certo personagem pervertido as vezes, embora tenha vergonha disso. Mas, com certeza, é ele quem faz a história rodar, seja com suas tiradas cômicas por conseguir ir a qualquer lugar e voltar a sala de aula em segundos, ou as diversas expressões em seu rosto, e mudanças de cor dependendo do que está sentindo, até as lições que transmite aos seus alunos, ajudando com que formem seu caráter.

Entre os alunos temos os mais variados arquétipos que você possa imaginar, o que de certa forma ajuda o público a se sentir mais próximo dos personagens. Temos Nagisa, nosso personagem principal de gênero ambíguo; Karma, o autêntico bad boy; Terasaka, um aspirante a Bully; Kaede, calma e racional. Normalmente são os personagens que tem mais tempo de tela, mas o anime conseguiu lidar bem com o restante da turma que, embora não esteja sempre em evidência de forma individual, tiveram momentos pontuais para a história.

Ora ora, temos um fanboy aqui!

Na época que o anime saiu, vi algumas reclamações a respeito da equipe de animação mas, quando assisti, não tinha nada que deixasse a desejar. Apresentaram um trabalho que até combinou com a obra, foi caricato quando deveria ser, e soube brincar bem com suas cores, deixando a animação bem colorida e vibrante. Fora que fez o mais importante, foi consistente do início ao fim. Talvez a trilha sonora deixe um pouco a desejar, afinal ela acaba não sendo tão marcante, mas cumpre seu papel de ajudar na imersão da obra.

No fim das contas, Ansatsu Kyoushitsu acaba sendo uma ótima experiência. Sabendo dosar muito bem a comédia com os momentos de tensão, e com os dramas que são apresentados durante o enredo, o anime consegue criar uma relação de afeto com seus espectadores, tornando-o marcante e único. Uma grata surpresa, vale muito a pena ser assistido!

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Dragon Ball Super: Broly | Crítica (Com Spoilers)

João Vítor

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Nada melhor para começar o ano do que um novo filme de Dragon Ball nos cinemas, com uma nova estreia, dessa vez oficial, de Broly no cânone do anime, além de deixar várias portas abertas para novas temporadas e novos vilões. O criador da franquia, Akira Toriyama, está envolvido diretamente na produção do filme, assim como nos dois últimos, e o sucesso deles mostra que era isso que os filmes da franquia estavam precisando.

Bom, primeiramente, é interessante notar que nunca tinha sido tão explícito a inspiração no Superman presente em Dragon Ball quanto agora. O alienígena, salvo de um planeta distante que foi destruído, e que se torna o grande salvador da Terra. Todas as características de uma história épica, sem dúvidas. E isso é tudo que Dragon Ball não precisa.

Antes de explicar, vamos destacar alguns pontos positivos aqui. Dragon Ball nunca teve lutas tão bem feitas quanto nesse filme. Elas que sempre foram o ponto forte da obra, são entregues de forma impecável no filme e com toda certeza não decepcionam os fãs, desde os mais antigos que poderão ter uma sensação maior ainda de nostalgia, por conta da semelhança visual com os traços do mangá, quanto para os novos fãs, que poderão conhecer um pouco mais da história do planeta Vegeta, assim como verão alguns velhos personagens sendo introduzidos oficialmente a obra, como o Broly e Bardock, por exemplo.

Até mesmo a computação gráfica foi bem feita, ficou sensacional!

Tudo parece ter sido bem explorado nas sequências de luta. A interação das cores com o cenário, pelo fato de ser no Ártico, um cenário todo branco, e os personagens utilizando cores vivas ressaltando sua caracterização; As expressões dos personagens durante a luta, o contraste usado no desenho dos personagens; o fato de (finalmente) ser claramente perceptível que os personagens tem diferentes estilos de luta: enquanto Goku e Vegeta tem um estilo mais refinado, devido ao treino em artes marciais, os golpes e os movimentos do Broly são visivelmente mais pesados, rústicos, afinal ele “treinou” sobrevivendo no planeta em que ele estava preso, e o filme consegue destacar muito bem todos esses pontos.

O filme peca quando tenta se levar a sério. Até o ponto em que é revelado o motivo de Freeza querer as Esferas do Dragão, o “roteiro” estava ótimo. Cria um paralelo com a vontade da Bulma querer as esferas e você simplesmente dá risada, porque é um motivo bobo e isso não importa, porque é válido para ver o melhor de Dragon Ball, que são as lutas. Mas aí nós temos esse começo completamente desnecessário, vendo a destruição do planeta Vegeta pela milésima vez, e o Bardock salvando Goku da explosão do planeta, numa tentativa extremamente forçada de criar um momento “filho de Krypton”.

Cara, sério… Por quê?

O legal de ver Dragon Ball é ver que o Goku era um cara qualquer, que encontrava um inimigo absurdamente mais forte, mas que no final ele o derrotava. Sempre foi bobo. Agora quer criar toda uma história épica pra ele. Pra que mexer na origem de um personagem que não precisa se levar a sério?

Até foi legal, mas muito forçado e desnecessário, assim como todo o começo do filme.

E não para por aí. Broly estava recebendo uma ótima construção de personagem. Ele é apresentado como um personagem que não tem nenhum motivo para lutar, pelo contrário, ele é um Sayajin que não gosta de lutar, embora seja absurdamente forte, mesmo sendo da raça que carrega o título de “Raça Guerreira” durante toda a obra, e isso é o que o torna mais interessante. Mas tudo isso é desperdiçado quando o filme chega nas lutas contra os personagens principais, onde ele deixa de ser um personagem e se torna um recurso de roteiro. Broly vê Vegeta e simplesmente se descontrola e parte para cima. Sem nenhum motivo. Sem nenhum tipo de controle mental ou lavagem cerebral, nada. Somente para o filme poder continuar, e isso é péssimo.

Esses buracos no roteiro parecem ter sido o preço que nós, espectadores, temos que pagar pelas boas sequências de luta. O fato do Vegeta sair de cena no meio da luta, e não haver nenhuma explicação para o que ele estaria fazendo, não deve ter incomodado ninguém, somente eu que sou um pouco chato quando fico tentando seguir o roteiro. Ou também o fato do Freeza só ter assistido a luta, mesmo deixando claro minutos antes que queria usar o Broly para ele mesmo ir lá e vencer Goku. Enfim, furos e furos que não tiram o mérito daquilo que é o principal de Dragon Ball e que nesse filme está melhor que nunca: porrada!

No fim das contas, o filme é uma experiência incrível, e que com certeza eu faria questão de ver no cinema novamente. Embora tropece nas próprias pernas por tentar ser uma história mais séria do que precisa, pode ter certeza que nada disso estragará sua experiência com o filme. Só nos resta saber agora o que será feito de Broly, ou quem será um possível novo vilão, então que venham mais filmes!

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