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Stranger Things 4 | Clima de derrota permeia trailer eletrizante do volume 2

Novo trailer do traz cenas inéditas e um clima de desesperança para os nossos heróis.

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A Netflix liberou há pouco um trailer repleto de cenas inéditas e bastante tenso da parte 2 da quarta temporada de Stranger Things. O vídeo mostra nossos heróis se preparando para a guerra contra o mundo invertido, antes que este tome conta de Hawkins.

Entre os destaques da prévia, estão Max enfrentando Vecna novamente, Nancy no laboratório de Hawkins, Will e Jonathan se abraçando forte, e muito mais. Confira abaixo:

A parte 01 da 4ª temporada de Stranger Things, composto por sete episódios, está disponível na plataforma desde o seu lançamento em maio. Stranger Things Volume 2, com os dois últimos episódios da temporada 4, chegam a Netflix em 1º de Julho.

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The Last of Us | HBO renova oficialmente série para uma segunda temporada

Após sucesso da primeira temporada, segundo ano está oficialmente garantido, mas ainda sem data de estreia definida.

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A HBO acaba de anunciar em suas redes sociais que a segunda temporada de The Last of Us está oficialmente confirmada, veja:

 

A emissora, no entanto, não divulgou uma data para o retorno da série, mas presume-se que aconteça em 2024.

Apesar da primeira temporada ainda está no ar, sua precoce renovação se deve muito ao sucesso que a série vem ganhando desde sua estreia, a ponto de ser aclamada como uma das melhores séries da atualidade.

A renovação não chega a ser surpresa, por conta de todo o sucesso que a série tem feito — sendo que ela ainda não teve nem três episódios exibidos. Porém, com essa confirmação tão adiantada, os produtores já podem começar a pensar no próximo ano e os fãs podem ficar tranquilos sabendo que teremos mais de Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) em tela.

Ramsey, que interpreta Ellie, recentemente disse em entrevista à BBC que era bem “provável” que a adaptação do jogo de PlayStation ganharia um segundo ano. “Se as pessoas continuarem assistindo, acho que [uma segunda temporada] é bem provável. Depende dos caras da HBO. Não há nada confirmado ainda, então teremos que esperar para ver”.

Agora só nos resta acompanhar os demais episódios da série que ainda promete muitas emoções para a jornada de Joel e Ellie.

The Last of Us tem seus episódios transmitidos semanalmente, todo domingo, às 23h, pela HBO Max ou no HBO channel.

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Críticas

Crítica | Todo Dia a Mesma Noite emociona e clama por justiça

Minissérie em 05 episódios estreia em busca de justiça para as vítimas do incêndio da Boate Kiss.

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10 anos. Uma década já se passou desde que a fatídica noite da tragédia de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, aconteceu. O brutal caso do incêndio da Boate Kiss e suas 242 vítimas fatais ainda é muito vivo na memória do brasileiro até hoje.

Tragédia

Madrugada de 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria. Durante 2:30hs, um incêndio ceifou a vida de 242 jovens e feriu mais 636, durante um show do grupo Gurizada Fandangueira. Rapidamente, as investigações apuraram que não foi um acidente comum, e sim, uma violação dos códigos de segurança, causando a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio.

Este terrível caso se espalhou pela mídia nacional e internacional em questão de horas, e uma década depois a Netflix refresca nossa memória trazendo esta história de volta à tona na minissérie Todo Dia a Mesma Noite, onde esta se baseia no livro homônimo de Daniela Arbex, e segue mostrando os desafios e a incessante luta por justiça das famílias envolvidas.

História

Da apresentação de umas poucas famílias até o momento do ocorrido, o episódio inicial apresenta de maneira brutal como tudo aconteceu na noite da tragedia. Já nos outros episódios seguintes mergulhamos na dor e angustia dessas famílias, lutando por justiça durantes estes 10 anos de sofrimento.

Com uma qualidade impressionante, a produção usa de ótimas atuações para alcançar rapidamente o emocional do espectador, que desde os primeiros momentos sente a apreensão do que está por vir e termina acompanhando com a mesma dor que os personagens estão sentindo. A minissérie nos apresenta uma escolha narrativa interessante ao nos mostrar através de pais desolados pela morte dos filhos o absurdo de um ato tão trágico sair impune.

O roteiro da trama busca uma abordagem mais rápida após o ocorrido de 27 de janeiro, passando por alto por vários detalhes, mas ainda assim não é menos avassaladora. O elenco é bem aproveitado, dando destaque aos atores e atrizes Thelmo Fernandes, Débora Lamm, Paulo Gorgulho, Bianca Byington, Leonardo Medeiros e Bel Kowarick que dão um show de interpretação sempre que aparecem em tela. Exceção apenas do núcleo investigativo, do qual some de tela repentinamente e, principalmente por um deles ser um parente em luto, deixa a sensação que havia mais a ser explorado.

Todo Dia a Mesma Noite abre uma ferida na esperança de que dessa maneira tudo isso possa enfim ser encerrado. As vítimas nunca voltarão à vida e seus familiares nunca irão superar a dor, mas talvez, ao expor as falhas na justiça desse caso, os envolvidos possam finalmente descansar, e assim, outra tragédia ser evitada. “Por Justiça. Por memória. Para que nunca se repita”.

Todo Dia a Mesma Noite está disponível no catálogo da Netflix.

 

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Séries | TV

Wandinha | Série expande o universo de A Família Addams, trazendo uma nova e empolgante perspectiva a estes personagens.

Divertida e macabra, esse novo olhar sobre os Addams tornou-se uma grata surpresa neste final de ano.

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Criada inicialmente como tiras de quadrinhos na década de 1930 pelo cartunista Charles Addams, ao longo dos anos A Família Addams foi conquistando um grande destaque na mídia ao ponto de ganhar adaptações para TV, cinema e teatro. Os maiores sucessos, como é de conhecimento, são os filmes da década de 1990 que tinham Raul Juliá e Anjelica Huston como os intérprete de Goméz e Mortícia. E agora, anos depois, esses personagens estão voltando a se destacar na mídia através do lançamento da série da Netflix: Wandinha.

A trama

A série, que envolve mistério com toques sobrenaturais, acompanha a trajetória de Wandinha Addams (Jenna Ortega) sendo obrigada por seus pais, Gomez (Luis Guzmán) e Mortícia (Catherine Zeta-Jones), a frequentar a Escola Nunca Mais após um novo incidente em seu antigo colégio.

Enquanto se muda para este novo local, que segundo sua família terá pessoas mais parecidas com ela, Wandinha tenta dominar suas habilidades psíquicas, acabar com uma monstruosa onda de assassinatos que aterroriza a cidade e resolver o mistério sobrenatural que envolveu seus pais 25 anos atrás. E claro, além de tudo isso, ela ainda tem que lidar com relacionamentos complicados com seus novos colegas.

Uma nova perspectiva

Contando uma história nova, e tendo obviamente como foco a personagem Wandinha Addams, a série nos entrega diversos elementos interessantes através de detalhes da sua produção. E claro, tudo isso começa justamente pelo fato de que esta abordagem escolhida expande todo o universo conhecido por aqueles que são fãs de A Família Addams.

Ao longo dos 8 episódios da 1ª temporada, a trama nos leva para um reencontro com todos os membros de A Família Addams com muito cuidado e carinho. Suas características são mantidas, o seu humor está presente através de cada uma das cenas, e a protagonista está incrível como sempre, apesar de que nesta versão suas características não são tão psicóticas quanto na personificação de Christina Ricci, na década de 90, nos apresentando uma Wandinha mais inexpressiva do que “louca”.

O roteiro da série é muito bem trabalhado em cima dessas abordagens clássicas envolvendo todos os personagens já conhecidos pelo público, e consegue ainda assim se aprofundar mais em torno dos acontecimentos relacionados a Wandinha Addams.

Sua presença na Escola Nunca Mais é extremamente interessante, com o roteiro sabendo exatamente o que desenvolver na personagem através da sua convivência com novos nomes no local e o grandioso mistério que gira em torno dos seus 8 episódios. E claro, alguns pontos acabam se destacando, sendo os principais deles suas relações com alguns colegas e com outro personagem clássicos, como o Mãozinha.

Vale ainda citar que o roteiro da série soube trabalhar também a introdução destes novos nomes que fazem parte do cotidiano de Wandinha neste novo ambiente, e que foi acompanhado brilhantemente por toda uma estética de figurino, criação de cenário, direção e fotografia para criar uma ambientação mais próxima o possível do que estamos acostumados a ver com A Família Addams.

Bons personagens para um bom elenco

Além de conseguir entregar uma ambientação certeira para este universo, a série Wandinha também conseguiu nos entregar personagens que são extremamente interessantes através das atuações do seu elenco. E tudo isso começa justamente com Jenna Ortega, que parece ter simplesmente nascido para interpretar a filha de Gómez e Mortícia Addams.

Por falar nos seus país, o ator Luis Guzmán e a atriz Catherine Zeta-Jones entregam ao público suas próprias versões destes personagens clássicos de forma muito interessante. No caso de Guzmán, ele é muito mais parecido com o Gómez dos quadrinhos do que com o galanteador de Raúl Julia, enquanto Zeta-Jones bebe claramente nas diversas fontes das suas personagens embora tenha um ar mais dramático. Entretanto, assim como as atuações de Fred Armisen como Tio Chico e Isaac Ordonez como Feioso, eles fazem apenas participações especiais, sem muito tempo para brilharem.

Além de Ortega, o grande destaque de Wandinha gira em torno do elenco jovem. Todos eles, embora interpretando novos personagens, estão realmente muito bons como Lobisomens, Sereias, Vampiros, Metamorfos, e até mesmo Medusas. É realmente uma escolha no melhor estilo Addams, embora a protagonista ainda consiga ser mais estranha que todos ao seu redor.

Os destaques, neste ponto, ficam principalmente com Gwendoline Christie (Game of Thrones, Sandman) como a diretora Larissa Weems, Christina Ricci como Marilyn Thornhill, Joy Sunday como Bianca, e a carismática Emma Myers como Enid.

Vale a pena assistir Wandinha?

Se você é um fã de A Família Addams, e acima de tudo da própria Wandinha, então certamente gostará de acompanhar a nova série da Netflix que conta com o envolvimento direto de Tim Burton. Embora nem tudo seja perfeito, a série ainda assim consegue entregar MUITO mais acertos que erros na trajetória da sua trama.

Acima de qualquer mistério que é desenvolvido através de sua história, os elementos envolvendo os personagens e suas características são realmente o ponto alto deste projeto. E o mais importante: tudo isso é claramente um primeiro passo para o que ainda pode ser aproveitado deste universo, com a complexidade dos seus personagens tendo sido apenas arranhadas em momentos certos ao longo dos episódios.

Afinal, como ela mesmo diz em seu ato final… “Há pontas soltas e perguntas sem respostas. Segredos seguem à espreita pelos cantos sombrios de Jericho… Sei que o suspense está te matando”. – E como Wandinha.

Uma aventura foi apenas iniciada envolvendo todos esses novos personagens, e agora fica entre nós uma vontade ainda maior de acompanhar os seus passos como o stalker que a persegue ao final da temporada, pois muitos mistérios, perigos, amizades, e até possíveis amores estão claramente no caminho de Wandinha Addams pela frente.

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Isto não é um sonho! The Sandman é oficialmente renovada para seu segundo ano pela Netflix

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A Netflix em parceria com a Warner Bros. acaba de confirmar a renovação da segunda temporada de The Sandman na plataforma.

Milhões de espectadores assistiram e amaram ‘Sandman’ na Netflix, desde os fãs dos quadrinhos até aqueles que apenas ficaram curiosos. E todos ficaram obcecados com o Senhor dos Sonhos, sua família e seu universo”, declarou o criador Neil Gaiman. “É um prazer confirmar que eu, a Netflix e a Warner Bros. estão trabalhando para trazer novas histórias à vida. Há aventuras incríveis esperando por Morpheus e os outros personagens… E Lucifer está esperando o retorno de Morpheus ao inferno…

Confira ao anuncio:

Sandman é a criação mais popular de Neil Gaiman e é centrada no ser mítico Sonho, parte de um grupo conhecido como Os Perpétuos ou Os Sem Fim. Como seu nome indica, o protagonista dos quadrinhos reina sobre o mundo dos sonhos. A trama tem início quando ele escapa de seu cativeiro, que durou 70 anos, e encontra seu reino dilapidado nos dias atuais.

O elenco ainda conta com Vivienne Acheapong (Lucienne), Boyd Holbrook (Coríntio), Charles Dance (Roderick Burgess), Asim Chaudhry (Abel), Sanjeev Bhaskar (Cain), Kirby Howell-Baptiste (Morte), Mason Alexander Park (Desejo), Donna Preston (Desespero), Jenna Coleman (Johanna Constantine), Niamh Walsh (Ethel Cripps) e Joely Richardson (Ethel).

Ainda não se sabe quando a segunda temporada deve chegar na plataforma.

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The Last of Us | Série ganha data de estreia na HBO MAX

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The Last of Us, série que irá adpatar o jogo de PlayStation de mesmo nome, ganhou sua data de estreia na HBO Max: 15 de janeiro.

A data foi confirmada nas redes sociais do serviço de streaming, após vazamento na última terça (01). Confira:

Baseado no jogo homônimo, a história se passa 20 anos após a quase extinção da raça humana. É quando Joel (Pedro Pascal) é contratado para levar Ellie (Bela Ramsey) para fora de uma zona de quarentena. Contudo, o que era para ser uma simples missão, acaba se tornando uma jornada brutal de sobrevivência pelos EUA, onde um irá depender do outro para continuarem vivos.

Além de Pedro e Bela, The Last of Us tem no elenco Anna Torv (Fringe), Gabriel Luna (O Exterminador do Futuro), Nico Parker (Dumbo), Nick Offerman (Parks and Recreation), Murray Bartlett (Punho de Ferro) e Storm Reid (Euphoria).

O roteiro tem assinatura de Craig Mazin, de Chernobyl, e Neil Druckmann, roteirista do jogo. Carolyn Strauss e Rose Lam serão produtoras executivas, ao lado de Evan Wells, presidente de desenvolvimento da Naughty Dog. A direção será de Kantemir Balagov, que trabalhará com Jasmila Žbani? e Ali Abbasi.

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O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder | Primeira temporada chega ao fim com saldo positivo

Apesar de arrastada, série chega ao fim com surpresas e escalada épica de encher os olhos.

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Pode ser uma ironia do destino que O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder House of the Dragon tenham estreado na mesma época. A franquia Game of Thrones, de George R.R. Martin, sempre foi comparada à criação de J.R.R. Tolkien e agora temos a oportunidade de comparar os dois produtos lado a lado. A conclusão, enfim, é esperada e lógica: os dois universos são totalmente diferentes e suas abordagens completamente distintas.

As divergências são várias, passando por aspectos técnicos como fotografia e figurino e chegando a questões narrativas. Enquanto House of the Dragon busca a catarse e o retorno imediato, Os Anéis de Poder vai cimentando suas paredes aos poucos, até que apresente uma casa completa no final.

Não é à toa, portanto, que a série da HBO tenha entregado dois ou três clímaxes em nove capítulos, ao passo que a série da Amazon pavimentou sua saga para uma convergência de impacto no final.

Barrigas contemplativas

Desta forma, a ironia é ainda maior quando percebemos que elas dividem o mesmo problema, mas em lados opostos da moeda. House of the Dragon peca pela pressa, pelos saltos temporais que sacrificam momentos e personagens. Já Os Anéis de Poder, por outro lado, falha ao se debruçar por muito tempo em linhas que não desenrolam. Enquanto uma corre e tropeça, a outra caminha e descansa.

Ainda assim, apesar de algumas barrigas, a primeira temporada é um excelente exemplar televisivo. Apesar da inexperiência de seus roteiristas, a série de O Senhor dos Anéis chega a um final coerente, onde cada desdobramento é alicerçado por um sólido desenvolvimento.

Um filme em formato de série

A impressão é a de que o primeiro ano não foi pensado de forma episódica, mas única, como um longo filme.

Uma das provas é a ausência completa de alguns personagens por episódios inteiros. Há alguns rostos importantes, por exemplo, que jamais aparecem no capítulo final. Não se trata, portanto, de um descuido, mas de um planejamento que vai na contramão de muito do que se tem feito na televisão atual.

Assim, Os Anéis de Poder até funciona enquanto maratona, mas é na digestão lenta de seus episódios que o resultado se torna recompensador. É possível abandonar a série na metade e ter uma boa experiência, mas só assistindo a tudo, até o fim, que o projeto realmente decola e se justifica.

Enquanto o texto tenta achar o equilíbrio rítmico, os aspectos técnicos são irretocáveis. Não há série na televisão atualmente que entregue visual tão bem cuidado e exuberante quanto Os Anéis de PoderOs efeitos especiais não só enchem os olhos como são decisivos no enriquecimento da história.

Um visual de milhões!

Quando a série do universo de Tolkien foi anunciada pela Amazon, foi dito que esta seria a série mais cara da história da TV, e não mentiram nisso. É nítido perceber que os US$ 500 milhões gastos nessa primeira temporada foram muito bem gastos.

É nos efeitos, por exemplo, que temos detalhes acerca da influência élfica em Númenor, assim também como no figurino, que por sua vez, temos sugestões acerca da identidade do Estranho.

Assim, a plasticidade de quadros e sequências fica ainda mais evidente e válida graças ao peso e relevância que cada um carrega. Além disso, várias decisões técnicas nos ajudam a relacionar momentos e personagens da série com os dos filmes de Peter Jackson.

Neste sentido, Os Anéis de Poder é notavelmente reverente aos longas vencedores do Oscar. A série sabe que se aproximar dos filmes pode ser benéfico e investe nisso com sensatez e inteligência.

Elenco da Terra-Média

Essa proximidade, entretanto, escancara um pequeno problema da série. Afinal, os personagens que mais funcionam são aqueles que já conhecemos. Se Sauron, Galadriel, o Estranho e os Pés Peludos funcionam tão bem, é porque suas contrapartes cinematográficas já nos encheram olhos e mentes.

Já investimos tantas vezes nestes personagens, que acompanhá-los nesta jornada se torna mais fácil. Neste sentido, gostarmos destes nomes é mais um mérito dos filmes do que da série em si.

É sintomático, então, que personagens novos falhem em se conectar ao público. Grande parte dos membros de Númenor, por exemplo, não funcionam. Isildur, vale apontar, carrega o duro fardo de traidor, de líder incompetente, algo que trazemos vívido na memória graças à trilogia original. Este afastamento e/ou frieza, entretanto, nada tem a ver com elenco, que é competente em sua grande maioria.

Competentes, também, são os diretores, que sabem evocar o espírito da Terra-Média sem jamais soar derivativa. Não há nada de Westeros aqui como podemos ver. Do início ao fim, este é o universo de Tolkien amparado pelos visuais de Peter Jackson. E, mesmo em meio aos erros comuns de estreia, estes são meros detalhes que devem ser trabalhados e melhorados em uma segunda temporada, mas que podem ser relevados agora graças ao ótimo trabalho de construir a Terra-Média que a gente tanto sentia falta. Um resultado que aqueceu o coração de qualquer fã de O Senhor dos Anéis.

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Agatha: Coven do Caos | Joe Locke de “Heartstopper” entra para o elenco do spin-off

O jovem ator é a mais nova adição de elenco ao spin-off de “WandaVision” no Disney+.

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Conhecido pelo seu papel de Charlie Spring em Heartstopper, Joe Locke entrou para o elenco de Agatha: Coven do Caos, série spin-off de WandaVision. As informações são da Variety.

Como o título da série já indica, a história do programa será focado na personagem Agatha Harkness (Kathryn Hahn), possivelmente após os eventos de WandaVision, onde também iremos descobrir mais sobrre seu passado.

Ainda não sabemos qual papel Locke terá em Agatha: Coven do Caos. O programa também trará de volta Emma Caulfield Ford como Dottie.

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Sandman | O que achamos dos 3 primeiros episódios da série Netflix

Sandman, uma das maiores obras dos quadrinhos, finalmente ganha sua adaptação para as telas em uma série da Netflix.

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Sandman, uma das mais famosas obras de Neil Gaiman nas HQs, está chegando à Netflix com a primeira temporada da sua série hoje no serviço de streaming. Nós conferimos antecipadamente os 3 primeiros episódios do show e vamos trazer aqui as nossas primeiras impressões para vocês.

Sinopse
Há um outro mundo que espera por todos nós quando fechamos os olhos e dormimos – um lugar chamado O Sonhar, onde Sandman, Rei dos Sonhos (Tom Sturridge), dá forma a todos os nossos medos e fantasias mais profundos. Mas quando Sonho, seu senhor, é inesperadamente capturado e mantido prisioneiro por um século, sua ausência desencadeia uma série de eventos que mudarão o mundo dos sonhos e o mundo desperto para sempre. Para restaurar a ordem, Sonho partirá em uma jornada através de diferentes mundos e linhas do tempo para consertar os erros que ele cometeu durante sua vasta existência, revisitando velhos amigos e inimigos e conhecendo novas entidades – cósmicas e humanas – ao longo do caminho.

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Tom Sturridge como Sonho em Sandman. Netflix © 2022

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Sandman da Netflix é mais uma aposta da gigante dos streamings em uma adaptação de HQ para as telas. Dado o sucesso dos super-heróis nas telonas nessas últimas décadas, é de se esperar que adaptações assim continuem acontecendo. Porém, quando se trata de Sandman, existe uma preocupação diferenciada por parte dos fãs.

A HQ

Apesar de ser um quadrinho da DC Comics, e até apresentar em seu roteiro original personagens de super-heróis da editora, Sandman nunca foi, per se, uma história de heroísmo. Longe disso! Sandman é um drama galgado nas responsabilidades e questionamentos existenciais de seres além da nossa simples existência mortal. Moral? Família? Religião? Esperança? Tudo isso é, de alguma forma, abordado em um momento ou outro na história, seja através de conversas cordiais com a própria Morte ou em um “duelo de criatividade” contra um demônio no inferno.

A HQ de Sandman vai, ao longo de suas edições, levando o leitor por um diálogo com questionamentos corriqueiros, ou não, sobre a vida e existência sem, necessariamente, apresentar respostas a esses questionamentos.

A Série

A adaptação da Netflix, por se tratar de uma obra audiovisual, precisou retrabalhar alguns pontos da narrativa da HQ, para haver a fluidez narrativa para tornar a obra “vendável”.

Aqui temos uma ambientação menos suja e, necessariamente, bem mais atual. A produção, ao invés de deixar a história correr em seu período original, por volta dos anos 80-90, optou por trazer a história para a década de 2020. Algo muito bem-vindo quando visto o resultado.

Além disso, o casting de atores tomou liberdades que podem causar estranheza em primeiro momento, mas que se mostram como acertos quando pensamos a obra. Como é o caso da mudança de John Constantine para Johanna Constantine (Jenna Coleman). Os fãs de longa data de Sandman e Hellblazer vão torcer o nariz para a falta do personagem como conhecemos, mas basta se atentar para a abordagem apresentada para Johanna ao lado do Sandman de Tom Sturridge que é perceptível a excelente escolha de mudança.

Primeiras Impressões

Sandman se mostra em seus primeiros 3 episódios como uma excelente adaptação. As mudanças propostas e atualizações do roteiro trazem a história para um tempo mais atual, o que não altera em nada o centro narrativo.

Todos os elementos mágicos e cósmicos brilhantemente pensados e desenhados na HQ são transportados e ganham belíssimos efeitos especiais. De fato, os 3 primeiros minutos do primeiro episódio mostram a quê a série veio, nesse quesito. É tudo muito lindo de se ver!

Em breve trazemos uma crítica completa da primeira temporada de Sandman da Netflix.

Confira a série Netflix AQUI.

Adquira AQUI as edições de Sandman em HQ.


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