Polícia Federal: A lei é para todos | Crítica (Sem Spoilers) - Multiversos
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Polícia Federal: A lei é para todos | Crítica (Sem Spoilers)

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Policia Federal: A lei é para todos, o mais novo filme de Marcelo Antunez chegou aos cinemas no último dia 07 de setembro sob a luz da polêmica.

A partir dos trailers apresentados muitos estão falando que o filme tem a sua narrativa mais direcionada para o espectro politico de direita brasileira, e vou direito falar sobre o “elefante branco na sala”: Sim! O filme tem esse viés mais voltado para direita politica brasileira. Há diversos elementos no filme que deixam isso bem claro e que falarei mais a frente no texto.

Isso é um fator crucial para qualidade do filme? Não.

O roteiro de Thomas Stavros e Gustavo Lipsztein abrange do inicio da Operação Lava-Jato até meados de 2016, mostrando tudo através das ações da equipe da Polícia Federal responsável pela operação. Porém o formato didático que eles usam em prol de uma facilitação para o grande público deixou a narrativa enfraquecida. A narração em off, que funciona em obras como Narcos (vemos uma das muitas similaridades com o material do José Padilha que o longa tenta emular) aqui fica excessivamente presente. Mesmo o longa ousando em mostrar acontecimentos à frente da narrativa para assim começar uma narrativa que vai e volta na sua linha do tempo, ele logo abandona essa ideia e decide manter apenas um foco linear e, mesmo assim, o ritmo mais lento e com muito texto deixa o filme arrastado. Os escritores não mudaram os nomes de partidos e de pessoas envolvidas nos fatos acontecidos durante a investigação e, assim, figuras carimbadas na mídia dos últimos anos surgem na tela, como Alberto Youseff (Roberto Berindelli), Paulo Roberto Costa (Roney Facchinni), Marcelo Odebrecht (Leonardo Medeiros) e até um certo ex-presidente (Ary Fontoura) assim como o nome dos partidos como PSDB, PMDB e o mais citado, o PT.

Os personagens são extremantes simplistas, numa visão preta e branca de bem e mal. A Policia Federal no claro papel dos mocinhos, os heróis necessários e cheios de ideais de justiça, mesmo com alguns trazendo dúvidas e outros se sentindo traídos ou deslocados, esses pontos de contraste nos personagens da Polícia são mínimos e esses personagens tem pouquíssimo desenvolvimento, com exceção do Delegado Julio Cesar (Bruce Gomlevsky), que tem sua família apresentada, mas reduzida a uma função apenas. Do outro lado, os políticos e seus associados são mostrados em retratos caricaturescos de vilania. Youseff é o vilão canastrão e cheio de piadas. Doleiras bebem champagne se esbaldando em banheiras. Empresários fazem cara de chefão da máfia. O retrato mostrado desses personagens é de um vilão quase fugido do seriado do Batman dos anos 1960.

Com tudo isso pouco resta ao elenco, que também padece. Antonio Calloni faz de Ivan um personagem de liderança integra e simplista, mesmo as vezes se questionando e é a melhor coisa do filme.  Flávia Alessandra em nada lembra uma delegada veterana e sua atuação não ajuda. O Julio do Bruce Gomlevsky é o delegado esperto e estourado do grupo, que tem a sua família mostrada apenas em função de se mostrarem traídos em suas ideologias. Ary Fontura reduz o seu retrato do ex-presidente a um monte de gags malignas que fariam a Bruxa Má da Branca de Neve corar de vergonha e “O Juiz” do Marcelo Serrado é um Batman de paletó com cara sisuda o tempo inteiro. O restante do elenco cumpre a tabela e garantiu o contra-cheque.

A Fotografia do Marcelo Brasil tenta beber na fonte do Narcos e falha na maioria das vezes, muito mais lembrando uma novela global do que um filme e a trilha sonora é praticamente inexistente de tão sub-utilizada que é.

Somado a forma maniqueísta de bem contra o mal que a história foi contada, o filme é inteiramente permeado pela cor azul, sejam nas roupas da Policia Federal, nas telas dos monitores e até mesmo em cenários inteiros, o azul é constante e essa cor é predominante da direita, contrastando com os elementos vermelhos pontualmente representando o inimigo, e também é visível ver como empresários  moram em mansões douradas. Para fechar os signos claros da orientação politica do filme, botar um personagem pra cantar Ultraje a Rigor ilustra de forma plena isso.

Simplório, maniqueísta e tecnicamente fraco, Polícia Federal: A lei é para todos falha principalmente como filme e não importa se a visão do espectador vai para direita ou para esquerda, isso não fara o filme melhorar em aspecto nenhum.

Polícia Federal: A lei é para todos
  • Diretor
  • Elenco
  • Fotografia
  • Roteiro
2

Resumo

“- Polícia Federal: A Lei é para todos falha principalmente como filme…”

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O Predador: A Caçada | Filme é o melhor da franquia desde o original de 1987

35 anos após o filme original, novo filme da franquia surpreende e consegue trazer o personagem título de volta aos trilhos.

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Poucas franquias da Cultura Pop foram tão desperdiçadas nos últimos anos como Predador. Após o visceral filme de John McTiernan em 1987, que ajudou a revolucionar o cinema “brucutu de ação” ao acrescentar pitadas de slasher e sci-fi no gênero, Hollywood nunca mais conseguiu replicar tal feito. Predador 2: A Caçada Continua é uma sequência até divertida, mas bem longe da qualidade do primeiro filme.

O mesmo pode ser dito de Predador, que trazia um belo conceito, mas que infelizmente não conseguiu atingir todo o seu potencial idealizado. Os filmes de Alien vs Predador, então, não passam de duas bobagens de revirar o estomago de tão ruins, e mais recentemente Shane Black deu uma bela de uma escarrada no nome do alienígena caçador, entregando o seu péssimo reboot de 2018, chamado simplesmente de O Predador.

Agora, muito tempo depois, a 20th Century aposta mais uma vez na franquia, diminuindo sua escala em história e lançamento, com O Predador: A Caçada (Prey) servindo como um prelúdio, indo diretamente para a Hulu – e Star+ no Brasil. E felizmente, temos novamente um ótimo filme desde o original.

História

A trama se ambienta na América do Norte de 1717, mais precisamente na Nação Comanche, focando na jovem Naru (Amber Midthunder). Uma jovem índia que quer mostrar a todos que é tão guerreira e forte como seu irmão, onde sua grande ambição está nas caçadas por território, enquanto todos a dizem que ela deve ser apenas uma curandeira. Tentando provar o seu valor, Naru sai em busca de um urso que atacou um membro de sua tribo, mas logo descobre a presença de algo bem pior, se deparando com o Predador alienígena, fazendo a sua primeira visita ao nosso planeta.

De volta ao passado

Partindo da imaginação do diretor Dan Trachtenberg e do roteirista Patrick Aison, ambientar o Predador nesse período histórico é brilhante por dois motivos: primeiro, consegue aproximar o longa ainda mais do fator instintivo e brutal do longa original de 87, especialmente pela ambientação na selva. E segundo, a evidente limitação tecnológica dos personagens humanos (armados somente com machadinhas, lanças, arco e flecha) que precisam enfrentar uma criatura altamente armada com apetrechos extraterrestres – mas não totalmente, já que esta versão do Predador é apropriadamente mais rudimentar do que nos filmes anteriores. Tal decisão, naturalmente, acrescenta uma camada de suspense e tensão muito maior, já que os protagonistas estão severamente desfalcados.

O roteiro em sua essência, como diria Isabela Boscov, não chega a ser inovador e revolucionário, chegando até ser formulaico, o que de forma alguma prejudica o filme. O longa gasta um bom tempo – quase 30 minutos – ambientando o expectador na história e nos dilemas de Naru e sua relação com sua família e tribo, garantindo assim uma base bem sólida para o filme. Aqui temos mais um exemplo de personagem feminista, com a protagonista tendo que provar constantemente o seu valor em uma sociedade machista, precisando superar o “bully” dos homens de sua tribo, o que só a deixa mais interessante.

O Predador: A Caçada tem a sua melhor protagonista desde Arnold Schwarzenegger, vivida pela excelente Amber Midthunder, sua personagem domina a tela com sua performance silenciosa, mas cheia de nuances. Amber está praticamente em todas as cenas do longa – e quase sempre sozinha – e é muito bom ver que o roteiro consegue aproveitar bem o seu talento de formas diferentes. Distinto do filme original que usou muito de força bruta dos personagens para um derrotar o outro, aqui, a esperteza e astucia dos dois protagonistas são o carro-chefe, onde a estratégia é a principal arma de ambos.

Singelo, mas não menos icônico

Por mais que eu já tenha dito que o roteiro desse novo filme de O Predador seja simples, isso não significa ser um problema. A excelente direção de Trachtenberg (do ótimo Rua Cloverfield, Nº10) realmente consegue ser marcante, em uma assinatura que consegue valorizar os planos abertos das paisagens rurais, da natureza com um olhar que em alguns pontos lembra os de Chloé Zhao. Um filme que, com certeza, merecia ser visto nos cinemas, justamente por ter essa escala tão bem aproveitada, e que só cresce quando os embates contra o Predador começam.

O alienígena caçador parrudão se destaca por sua máscara ossuda e um método de luta ainda imperfeito. De certa forma, o diretor nos faz criar um tipo de afeição a criatura, gastando um tempo considerável onde podemos vê-lo caçando suas primeiras presas na Terra, até seu caminho cruzar com os de Naru. O que só torna o embate final muito mais intenso e interessante de se acompanhar, onde a ótima direção de Trachtenberg consegue misturar muito bem a ação (onde planos abertos e longos aproveitam a impressionante coreografia de luta) e o suspense, com destaque para a forma icônica como o sangue dos oponentes vai marcando a camuflagem da armadura do Predador.

O Predador: A Caçada é uma excelente nova entrada na franquia. Após tantos fracassos e ideias ruins pelo caminho, finalmente a 20th Century/Disney pôde honrar uma de suas grandes joias, graças a uma ideia original, uma protagonista icônica e uma condução segura em sua história. Se o futuro de Alien e Predador realmente está no streaming, então que essa nova fase brilhante possa se iniciar a partir daqui.

++Veja também:
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O Predador: A Caçada | Confira o trailer do longa de retorno do Predador

Confira o trailer do longa que traz de volta um dos grandes ícones dos anos 90.

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O Predador: A Caçada, ou ‘Prey‘ no original, é o mais novo filme do já conhecido caçador espacial que chamamos de Predador. O longa ganhou seu primeiro trailer e será lançado no Brasil pelo streaming Star+. Confira:

O longa será lançado nos EUA no mesmo dia que no Brasil, mas pelo serviço de streaming Hulu.

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– Adão Negro | Lançado o primeiro trailer do novo projeto de The Rock
– Jurassic World: Dominion revela desgaste da franquia em um filme completamente esquecível

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Sinopse e Produção

“Situado na Nação Comanche há 300 anos, “Prey” é a história de uma jovem, Naru, uma guerreira feroz e altamente qualificada. Ela foi criada à sombra de alguns dos caçadores mais lendários que vagam pelas Grandes Planícies, então quando o perigo ameaça seu acampamento, ela decide proteger seu povo. A presa que ela persegue, e finalmente confronta, acaba sendo um predador alienígena altamente evoluído com um arsenal tecnicamente avançado, resultando em um confronto cruel e aterrorizante entre os dois adversários.”

A obra fica na direção de Dan Trachtenberg (“The Boys”, “10 Cloverfield Lane”), escrito por Patrick Aison (“Jack Ryan”, “Treadstone”), e produzido por John Davis (“Jungle Cruise”, “The Predator”) e Jhane Myers (“Monsters of God”), com Lawrence Gordon (“Watchmen”), Marty Ewing (“It: Chapter Two”), James E. Thomas, John C. Thomas e Marc Toberoff (“Fantasy Island”) como produtores executivos.

O Predador: A Caçada tem estreia prevista para o dia 05 de agosto no Star+.


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Adão Negro | Lançado o primeiro trailer do novo projeto de The Rock

Muito aguardado pelos fãs de quadrinhos, Adão Negro ganha seu primeiro trailer e apresenta uma gama de “novos” super-heróis aos cinemas.

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A Warner Bros. lançou que hoje, às 10h, o primeiro trailer oficial de Adão Negro que será vivido no cinema por Dwayne ‘The Rock’ Johnson.

O mote da divulgação do longa é: “O mundo precisava de um herói, agora ele tem…”. Será? Confira no trailer, lá em cima (ou aqui ao lado >>>, se estiver no seu computador).

Adão Negro é um longa baseado no personagem da DC Comics criado por Bill Parker e C.C. Beck para ser um dos vilões das histórias do, então, Capitão Marvel, nome original do personagem Shazam.

Além de rivalizar forças com Shazam, Adão Negro, por vezes, já peitou o próprio Superman, o que mostra o tamanho da força do personagem.

++ Leia também:
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– Chamas da Vingança | Crítica (sem spoilers)

Sinopse e produção

“O poderoso Adão Negro é libertado de sua tumba para lançar sua justiça cruel sob a Terra.”

Dwayne Johnson assume o manto do protagonista, Adão Negro, e, além dele, o filme contará com a apresentação de vários personagens conhecidos dos fãs da DC que ainda não haviam aparecido na telona, como: Senhor Destino/Kent Nelson, que será interpretado pelo veterano Pierce Brosnan (das franquias Mamma Mia! e James Bond); Gavião Negro/Carter Hall, Aldis Hodge (City on a Hill e Uma Noite em Miami); Esmaga-Átomo/Al Rothstein por Noah Centineo (Para Todos os Garotos que Já Amei); e Ciclone/Maxine Hunkell, Quintessa Swindell (Viajantes – Instinto e Desejo e Gatunas). Além dos heróis teremos Sarah Shahi (Sex/Life e A Hora do Rush 3) como Adrianna Tomaz/IsisBodhi Sabongui (Um Milhão de Coisas) como Amon, e Marwan Kenzari (Assassinato no Expresso do Oriente e A Múmia) fará o papel de Ishmael.

A direção fica por conta de Jaume Collet-Serra a partir do roteiro escrito por Adam SztykielRory Haines e Sohrab Noshirvani. O longa é produzido por Beau Flynn, Hiram Garcia e Dany Garcia, além do protagonista do filme, Dwayne Johnson.

Adão Negro estreia dia 20 de outubro no Brasil, somente nos cinemas.


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Jurassic World: Dominion revela desgaste da franquia em um filme completamente esquecível

Confuso e sem personalidade, o último filme da franquia jurássica fincou sua possível extinção.

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Parece que a extinção jurássica chegou novamente aos dinossauros. É triste ter que dizer tais palavras, mas ao ver Jurassic World: Dominion só posso constatar que o desgaste dessa franquia chegou a um caminho (aparentemente) sem volta. É indiscutível que o clássico de 93, de Steven Spielberg é uma das obras mais icônicas do cinema, porém todos os outros longas que se seguiram após ele, tentando emular o seu sucesso, falharam.

Se na trilogia clássica, suas duas sequencias não conquistaram o mesmo prestigio do primeiro filme, na atual vemos que a história se repetiu. Após o gigantesco sucesso de Jurassic World, em 2015, logo vieram suas continuações e, assim como na trilogia original, notamos que a franquia havia mais uma vez se perdido. E Dominon chega apenas para ressaltar que o retorno da franquia aos cinemas se agarra apenas na nostalgia ao invés de contar boas histórias.

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A TRAMA

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Jurassic World: Dominion se passa quatro anos após os eventos de seu filme antecessor, onde vemos um mundo tentando se adaptar ao (como eles dizem) maior erro biológico global da humanidade. E, com o mundo de ponta cabeça, logo uma empresa farmacêutica surge com seus avanços tecnológicos para tentar manter a ordem em meio a um mundo em caos. Entretanto, uma conspiração biológica nasce no meio de tudo isso e a partir daí a história se desenrola, ou sendo sincero, se enrola mais ainda.

O ELENCO

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Bryce Dallas Howard retorna como sua personagem Claire, que se torna cada vez mais interessante, se mostrando disposta sempre a ajudar a quem precisa, seja sua filha Maisie (Isabella Sermon) ou qualquer dinossauro em risco. Chris Pratt, com o seu personagem “Indiana Jones paraguaio” continua sem personalidade neste último filme e, por mais que o filme lhe dê muito tempo de tela, seu “protagonismo” fica pequeno ao lado dos gigantes Alan Grant (Sam Neill), Ellie Sattler (Laura Dern) e Malcolm (Jeff Goldblum), que, com seus carismas e peso, abrilhantam o longa, mas ainda assim não seguram o fraco roteiro.

O QUE DEU ERRADO?

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Tentando achar uma narrativa maior e mais “épica”, o filme vai muito além do que ele se propõe – um filme de dinossauros – e se apega a uma trama sem propósito e com o mínimo senso de urgência para reunir o elenco novo com o antigo. E nesse ponto o filme até acerta, unindo essas duas gerações de uma forma orgânica e original, porém, esse é, talvez, o único momento do filme que funciona.

Tentar inserir Jurassic Park em uma história de conspiração biológica global, by Missão Impossível, é ignorar a premissa de onde tudo isso começou e seguir em outra direção. E, sim, tudo bem fazer isso. Contudo ter o mínimo de consistência narrativa é fundamental para uma obra desse tamanho. Tanto o roteiro quanto a direção falham miseravelmente nesse conceito, incapazes de sustentar essa virada brusca na história.

Colin Trevorrow consegue trazer uma fotografia linda, atrelada a um CGI de encher os olhos e até boas cenas de ação, contudo sua falta de experiência com dinossauros – risos – não consegue emular aquele clima de tensão e terror do clássico de 93, onde Spielberg sabia muito bem valorizar o suspense e o drama na dose certa para deixar o expectador grudado na cadeira. Trevorrow, por sua vez, parece não se importar muito com cenas que não pareçam “grandiosas” o suficiente para inflar o seu ego.

CONCLUSÃO

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Jurassic World: Dominon tinha uma missão, talvez até um pouco difícil, de tentar dar um final grandioso, recompensador e memorável para essa era jurássica que acompanhamos a quase 30 anos, ou pelo menos ser apenas um bom blockbuster, e, infelizmente, o filme falha em ambas as escolhas, se perdendo em plots desnecessários. E, assim como todos os filmes que sucederam Jurassic Park, seu principal erro é não entender o que de fato consagrou o primeiro filme, entregando uma “história” onde os dinossauros parecem meros coadjuvantes de sua própria trama.

Na certa, toda a nostalgia que eles estão vendendo nos trailers levarão muitos aos cinemas, pelo apego emocional que temos com a obra original, mas é lamentável ver que uma franquia que começou tão marcante jamais conseguiu alcançar o brilho e o entusiasmo que um dia tivemos ao ver dinossauros na telona.


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Thor: Amor e Trovão | Saiu o trailer valendo!

Lançado o novo trailer de ‘Thor: Amor e Trovão’, faltando menos de um mês para sua estreia nos cinemas. Novas cenas e mais surpresas.

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Agora sim, temos Thor: Amor e Trovão mais completo trazendo mais detalhes do novo filme do deus do trovão.

Um pouco antes das 23h de hoje (dia 23), a Marvel Studios liberou o novo trailer oficial de um dos filmes mais aguardados de 2022.


[ATUALIZAÇÃO 24/05 – Liberado também o trailer também dublado em português]

Sinopse: Thor (Chris Hemsworth) encontra-se em uma jornada, diferente de tudo que ele já enfrentou – uma busca pela paz interior. Para combater a ameaça, o Deus do Trovão pede a ajuda da Rainha Valquíria (Tessa Thompson), Korg (Taika Waititi) e de sua ex-namorada Jane Foster (Natalie Portman), que, para sua surpresa, inexplicavelmente empunha seu poderoso martelo, Mjolnir, como a nova Poderosa Thor. Juntos, eles embarcam em uma angustiante aventura cósmica para descobrir o mistério da vingança do Deus Carniceiro e detê-lo antes que seja tarde demais.

Thor: Amor e Trovão chega aos cinema brazucas com um dia de antecedência em relação aos Estados Unidos, em 7 de julho.

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Chamas da Vingança | Crítica (sem spoilers)

Nova adaptação do romance de Stephen King têm chamas, mas não consegue vingar.

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Sendo uma experiência que há tempos não tinha o prazer de fazer, assisti ao filme Chamas da Vingança (Firestarter, 2022) sem, de antemão, saber absolutamente nada da história.

Não li sinopse, não vi trailer, não sabia nada da trama, as únicas informações que eu tinha era que se tratava de um filme de “terror” e que o Zac Efron fazia parte do elenco.

Por ver nos créditos iniciais que o longa é baseado no livro A incendiária (1980), de Stephen King, fui pesquisar a história e descobri que, além disso, o novo filme do diretor Keith Thomas é um remake de outra adaptação cinematográfica do mesmo nome, estrelada pela atriz Drew Barrymore (que surpresa!), lá em 1984, com seus 9 anos de idade.

Sendo assim, não li o livro e nem assisti ao filme original. Então, meu primeiro contato com essa história foi nesta nova adaptação, protagonizada pelo ator Zac Efron (Vizinhos, 17 Outra Vez) e pela atriz Ryan Kiera Armstrong (Viúva Negra, Anne With an E).

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Pôster de Chamas de Vingança (2022), remake do filme homônimo de 1984.

Na trama, Andy (Efron) e Vicky (Sydney Lemmon de Fear the Walking Dead) são um casal que possui poderes especiais, frutos de experimentos científicos feitos em seus corpos, quando eram adolescentes. Já na vida adulta, eles têm uma filha, chamada Charlie (Ryan Kiera), que desde o seu nascimento demonstra também possuir poderes, assim como seus pais; Charlie consegue produzir fogo, que pode ficar mais intenso e poderoso à medida que sua raiva aumenta. Esse poder acaba ficando em evidência por conta de pequenos incidentes causados pelas inseguranças da garota, fazendo com que a família seja obrigada a fugir de pessoas que querem fazer experimentos em Charlie.

A premissa é bem simples, porém muito interessante. Experimentos genéticos feitos por uma grande corporação científica, pessoas descobrindo e aprimorando seus poderes, primordialmente estes são elementos da ficção científica, e a história vai seguindo esse rumo, porém, com os dois pés no chão, sempre de maneira contida, caminhando também pelos caminhos do suspense e com umas pitadas de terror (o que eu achava que inicialmente seria o gênero principal do filme). Todos esses elementos misturados em um longa parecem gerar algo promissor na imaginação de quem lê uma sinopse que possua os mesmos; porém, neste caso, acredito que a ideia fica melhor na imaginação do que na prática.

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– Os Segredos de Dumbledore | Melhor que o filme anterior, mas parece não saber para onde ir

Chamas de Vingança é um filme confuso, com um roteiro básico que beira o vazio. A história parte do ponto A, parece que vai pro B, mas estanca e no fim volta pro A. Mesmo com a direção querendo ir pelos caminhos já citados, parece que no fim, não acerta em nenhum, entrando em consenso com o roteiro e mostrando que a adaptação é uma bagunça apática.

O Zac Efron e a Sydney Lemmon se esforçam e conseguem entregar bem seus papéis.

John Rainbird, um dos antagonistas do filme, vivido pelo ator Indígena Canadense Michael Greyeyes (Nativo da tribo Cree), é um personagem que tem bastante potencial e uma presença que causa curiosidade, porém, é também mais um prejudicado pelo roteiro, apesar de ter, no terceiro ato, uma das poucas cenas realmente interessantes do longa, ao lado da Charlie.

A Ryan Kiera Armstrong, que dá vida a protagonista do filme, é uma atriz promissora, porém, sua personagem foi um pouco prejudicada pelo roteiro, que a reduziu em gritos e ‘carões’ para liberar seus poderes, um tipo de Eleven (de Stranger Things, que até faz sentido, já que a série bebe muito da fonte de Stephen King), porém, com bem menos desenvolvimento. Em poucas cenas rápidas a personagem tem um desenvolvimento forçado para poder justificar o terceiro ato do filme, sem grandes explicações. A gente simplesmente não tem tempo de criar afeição pela garota, por conta dos cortes bruscos de cenas e pela ineficácia do roteiro em criar uma sequência de acontecimentos harmônica.

Falando em poderes, esqueçam explicações mais aprofundadas sobre o quê e o porquê; tudo é abordado muito rapidamente e de maneira vaga, deixando a gente sem a menor ideia de onde aquilo surgiu e de qual o sentido por trás, tanto das tramas quanto das motivações dos personagens. As conclusões abruptas e fáceis dos problemas enfrentados pelos personagens são tão descartáveis – e até mesmo nonsense – que beira ao absurdo.

Para não dizer que a experiência foi de toda ruim, a trilha sonora é um ponto do filme que chamou minha atenção. Pelo menos aqui, acredito que construíram algo interessante.

Chamas da Vingança é mais uma das centenas de adaptações e remakes que Hollywood tenta emplacar há anos. Alguns funcionam muito bem e conseguem justificar sua existência, o que, infelizmente, não é o caso aqui.

O filme começa interessante, mas depois se mostra apático, nonsense e sem carisma algum. Se essa era a intenção original do livro de Stephen King, eu não sei dizer; mas, aqui, as chamas não conseguiram vingar.


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Doutor Estranho no Multiverso da Loucura | Longa se destaca por (enfim) inserir terror ao MCU

Novo filme do Doutor Estranho tem em seu diretor, Sam Raimi, a sua maior força para alavancar um roteiro que perde oportunidades.

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Quando o Marvel Studios anunciou a chegada de Doutor Estranho ao MCU em 2016, nos prometendo aventuras psicodélicas, magia e terror, não foi exatamente assim o que acabamos recebendo naquela época. Por mais que tais elementos estivessem presentes, tivemos apenas um leve vislumbre desses conceitos em seu primeiro filme. Seis anos após o primeiro longa e muitas participações em filmes subsequentes, eis que enfim temos a oportunidade de conferir Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, tão aguardada sequência, também muito esperada por causa da brilhante adição do diretor Sam Raimi (da trilogia original de Homem-Aranha) de volta ao universo dos quadrinhos Marvel.

++Leia Mais:
– Doutor Estranho no Multiverso da Loucura | Confira os spots lançados do filme
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Logo na primeira cena de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura já conseguimos ver a marcante assinatura de Raimi, com seus movimentos de câmeras incomuns, monstros, gritos e mortes impactando quem esperava ver um filme Marvel dentro de sua fórmula já tão conhecida e desgastada. Cena também que já estabelece como será o ritmo alucinante que irá permear todo o filme, algo que, a meu ver, foi um ponto negativo para a trama de DE2, mas falaremos disso um pouco mais a frente.

Contando com roteiro de Michael Waldron (Loki), DE2 não se prende em explicar conceitos já vistos em produções anteriores, utilizando de diálogos simples e diretos para não alienar o grande público que, por ventura, não esteja familiarizado com todo o MCU. Entretanto, seu começo relativamente bem escrito acaba perdendo-se nesses mesmos conceitos no desenrolar da trama, enfraquecendo um roteiro que, vez ou outra, não compactua com eventos de filmes anteriores. Por sorte, aqui temos a excelente direção de Raimi, que graças ao seu feeling pontual para o humor excêntrico e o terror slasher, conseguem fazer de Multiverso da Loucura o filme mais diferente e inovador de todo o MCU, trazendo um clima amedrontador que se segue até nas poucas cenas de respiro do longa.

Tal mergulho neste terror é brilhantemente potencializado pela estonteante atuação de Elizabeth Olsen, que passeia belissimamente entre a doçura de Wanda até a crueldade sanguinária de Feiticeira Escarlate, entregando aqui o seu melhor trabalho no MCU, e talvez, quem sabe, de toda sua carreira. Contudo, posso afirmar que seu arco (sem querer dar spoiler) pode ser considerado um retrocesso, se levarmos em consideração sua história em WandaVision. Parece que a pobre Wanda, desde que foi apresentada em Vingadores: Era de Ultron, luta sempre por perdas em sua vida: primeiro seus pais, depois seu irmão, depois seu amor e agora seus filhos. Olsen, como sempre, nos entrega tudo em suas atuações, entretanto, tal feito de roteiro me deixa a impressão que a Marvel ainda não encontrou um novo conceito de história para entregar a personagem, que já vem sendo castigada desde sua inserção ao MCU.

— Parem de fazer minha Wanda sofrer, gente!

Assim como Olsen, Benedict Cumberbatch imprime novas camadas ao seu Stephen Strange. Em sua melhor aparição na franquia, o ator leva o mago por uma jornada emocional transcendente, embora não tão marcante, deixando claro que Estranho ainda tem muito a nos mostrar em histórias futuras.

Benedict Wong, Xochitl Gomes e Rachel McAdams, respectivamente Wong, América Chávez e Christine Palmer, apesar de não terem tanto tempo de tela para brilharem como seus colegas supracitados, conseguem entregar o que o roteiro os propõe, dando sentimento e coração a trama sombria de Raimi.

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Uma aventura alucinógena

Os efeitos visuais de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, apesar de não serem impecáveis, consegue ser bem utilizados por Raimi, montando um espetáculo visual de encher os olhos de quem assiste. Seja quando Estranho acaba atravessando as barreiras do multiverso junto de Chávez ou correndo atrás de um McGuffin, o filme preocupa-se em ser cuidadoso em cada novo cenário, para que assim possa ser incrível e arrebatador, como o próprio diretor conta nos extras do longa. Tal feito pode ser muito bem aproveitado e melhorado nas próximas produções Marvel.

As cenas de ação também são um prato cheio, revelando sequências de feitiços chocantes e até cenas de lutas corpo-a-corpo que podem ser comparadas a Soldado Invernal e Ultimato, estabelecendo Multiverso da Loucura como um dos filmes mais visualmente incríveis do MCU.

Nem tudo é perfeito

Entretanto, como já havia dito acima, o fraco roteiro de Michael Waldron falha em alguns pontos da trama em não desenvolver muitos dos seus personagens. Apesar de já conhecermos quase todos, tais arcos aqui apresentados não ganham tanta profundidade como deveriam, sendo apenas pincelados em certos momentos do filme.

O roteiro apressado, quase um filme no stop, se preocupa mais em avançar na história, atropelando conceitos e tramas que mereciam um pouco mais de relevância. O próprio multiverso em si, que se esperaria ter um destaque maior neste filme, não o tem e mais uma vez somos apresentados a uma história que nos prepara para algo que, aparentemente, nunca chega. O que nos leva a pensar que: caso DE2 estivesse nas mãos de um diretor mediano, seria apenas outro filme esquecível dentro do MCU. Por sorte, temos Raimi que, graças ao seu brilhantismo e forte assinatura, nos entrega um filme diferente e arrojado em vários aspectos.

Reproduzindo toda a grandiosidade da trilogia Homem-Aranha, trazendo de volta as peculiaridades que o tornaram tão conhecido, Sam Raimi, apoiado ao seu brilhante elenco, nos mostra que Doutor Estranho no Multiverso da Loucura já ficou marcado como um dos melhores e mais ousados filmes de todo o MCU.


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Doutor Estranho no Multiverso da Loucura | Spots lançados revelam muito do filme

Novo longa do Mago Supremo, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, ganha vários comerciais de TV que parecem entregar demais do filme.

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É isso mesmo, senhoras e senhores! Há pouco menos de uma semana da estreia do filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (Doctor Strange in the Multiverse of Madness), a Marvel vem lançando muitos spots com detalhes sobre um dos filmes mais aguardados para os cinemas de 2022.

Nestes spots de TV lançados temos algumas “confirmações” de algumas teorias e presenças há muito desejadas mas, de certa forma, inesperadas pelo grande público.

 ALERTA DE SPOILERS

Atenção, se você não gosta de spoilers não siga a partir daqui!

Nos vídeos temos a Feiticeira Escarlate começando a demonstrar um pouco da sua magia do Caos, novas cenas do Doutor Estranho como Zumbi, ou pelo menos se transmutando em um, e os Illuminatti surgem com uma pequeno vislumbre da cadeira amarela do Professor X, com sua presença homenageando a fase anos 90 dos X-Men, e ainda temos um tostão da Capitã Carter, Miss América Chaves, Barão Mordo, e possivelmente Monica Rambeau toda poderosa! Se quiser conferir tudo isso, os vídeos vão aí abaixo, mas é por sua conta e risco:

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se passa após a derrota de Dormammu e o embate contra o Titã Louco, Thanos nos eventos de Vingadores: Ultimato. O Mago Supremo, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), e seu parceiro Wong (Benedict Wong), continuam suas pesquisas sobre a Joia do Tempo, mas um velho amigo, que virou inimigo, coloca um ponto final nos seus planos e faz com que Strange desencadeie um mal indescritível, o obrigando a enfrentar uma nova e poderosa ameaça.

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O longa se conecta com a série do Disney+, WandaVision, e tem relação também com a série Loki. O filme pertence a fase 4 do MCU, onde a realidade do universo pode entrar em colapso por causa do mesmo feitiço que trouxe os vilões do Homem-Aranha para o mundo dos Vingadores e o Mago Supremo precisará contar com a ajuda de Wanda (Elizabeth Olsen), que vive isolada desde os eventos de WandaVision.

O longa explora o multiverso com todo o seu esplendor, explorando grandes possibilidades e aparições de personagens da Marvel em suas versões mais horrendas. A direção de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura está na batuta do Sam Raimi, muito conhecido pela galera que curtiu os primeiros filmes do Homem-Aranha estrelados por Tobey Maguire, e que também é conhecido do grande publico por seus filmes de terror. Este filme, inclusive, está cotado para ser o filme mais assustador do MCU.

Com direção de Sam Raimi o elenco conta com Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho), Rachel McAdams (Christine Palmer), Benedict Wong (Wong), Chiwetel Ejiofor (Barão Mordo), Xochitl Gomez (Miss America Chavez) e Elizabeth Olsen (Feiticeira Escarlate), além de grandes participações que devem surgir, ou não, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura estreia dia 05 de maio próximo.


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