O Irlandês | Monumental! Filme caminha para ser a maior obra de Scorsese - Multiversos
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Tão certo como afirmar que Martin Scorsese é um dos maiores cineastas de todos os tempos, é associá-lo quase que de imediato a filmes de máfia, graças principalmente ao brilhante Os bons companheiros (1990), obra prima do diretor em parceria como Robert de Niro e Joe Pesci. De modo que, desde seu anúncio, O Irlandês atraiu uma enxurrada de atenções e expectativas, principalmente por reunir Scorsese, De Niro e Pesci, temática de gangster/máfia, com direito a Al Pacino abrilhantando o projeto.

O Irlandês é baseado no livro do investigador Charles Brandt, “I Heard You Paint Houses”, contando a história do veterano de guerra Frank Sheeran e suas décadas de serviços prestados à máfia italiana, e suas implicações no misterioso desaparecimento do sindicalista, Jimmy Hoffa (Al Pacino).

O roteiro de Steven Zaillian adapta com maestria o material, cuja história se desenrola através do ponto de vista de seu protagonista. Mesmo a cronologia do filme não sendo linear ela em nada prejudica na imersão e na compreensão da história.

“ Eu ouvi dizer que você pinta casas.”

Como esperado, O Irlandês não é só um mero filme de gangsters. É um filme longo, mas está longe da fama de chato e entediante que algumas pessoas vem tentando conceder ao longa. Na verdade, creio que nem o próprio Scorsese tinha o entendimento que sua película de 3h e 29min, tem tudo para se consolidar como o maior filme da carreira do cineasta. Isto porque é um filme recheado de acertos, a começar pelo roteiro.

Scorsese sabe como poucos contar uma boa história, e isso vai muito além dos conceitos tradicionais que compõem um bom filme. O que Scorsese faz em O Irlandês é se aprofundar em diversos aspectos da narrativa, através dos arcos dos seus personagens ao longo de décadas. Ao explorar o crime organizado, o diretor vai além da violência e brutalidade (bem amenas neste filme), de forma bem cadenciada (mas não didática, o que mantém o filme interessante o tempo todo), o longa explica todas as implicações da Máfia, com teorias da conspiração do poder de manipulação, inclusive em grandes acontecimentos da história americana. Os códigos de conduta e a forma como o crime organizado lavava seu dinheiro numa operação complexa movimentam a trama e, indiretamente, a vida dos personagens, conduzindo os eventos que culminaram no tenso desfecho final. Paulatinamente, novos elementos são adicionados, deixando o enredo mais denso e sinalizando para a audiência, não só o rumo que as coisas irão tomar, mas também como a exploração dos personagens é a força principal que movimenta a trama.

Olhando os trabalhos anteriores de Scorsese era de se esperar, claro, uma atenção especial aos seus personagens. É nítido o desejo do diretor em mostrar a fragilidade e os dilemas de seus personagens, e isso em nada se refere ao desejo do diretor de humanizar os atos criminosos cometidos por eles mas, sim, explorar como aqueles homens que são tão temidos, poderosos e intimidadores em seus círculos, acabam atingidos por seus problemas pessoais, muitas vezes decorrentes de seu estilo de vida e suas consequências.

Um exemplo disso é Russell Bufalino do excepcional Joe Pesci. O ator foi convencido a sair da aposentadoria para editar novamente uma parceria de sucesso com Robert De Niro e Scorsese. Pesci da vida a um personagem que consegue ser efetivamente ameaçador e respeitado sem necessariamente o ser fisicamente, de modo que suas ações e seu comportamento são primordiais para consolidar o personagem que é vital para a construção do enredo e a quem, inclusive, o protagonista devota uma religiosa lealdade.

Joes Pesci ao lado de Harvey Keitel

Joes Pesci ao lado de Harvey Keitel

Ainda que poderoso, respeitado e admirado, Russell convive com frustrações de paternidade e a certeza de que é muito mais temido do que respeitado, e isso se reflete principalmente na negativa da filha de Frank, a jovem Peggy.

O trabalho de Pesci é o principal fator para a manutenção de um enredo sedimentado, e não será surpresa nenhuma (será até uma injustiça, caso não aconteça) vermos o ator de 76 anos entre os indicados ao Oscar de ator coadjuvante. Aliás, talvez o filme tenha dois postulantes a este prêmio, isso graças ao desempenho de Al Pacino, na pele do líder sindical, Jimmy Hoffa. O desaparecimento de Hoffa é um dos grandes mistérios da criminologia americana, que teria sido supostamente resolvido pelo depoimento penitente do protagonista.

Al Pacino entrega todo o carisma e eloquência  necessários para alguém que começou do nada e se tornou o manda-chuva de um dos maiores e mais influentes sindicatos americanos. Com o passar do tempo vemos que se manter no poder se tornou uma obsessão para o personagem e como essa obsessão o consome, destruindo seu discernimento. Algo muito perigoso para alguém que precisa equilibrar diversas demandas: interesses políticos, o assédio dos adversários e, principalmente, os desejos da máfia, que usavam o sindicato como fonte principal para lavagem de dinheiro do crime organizado.

Mas, Pacino não atende ao estereótipo de político demagogo ou cego pelo poder. Na verdade seu personagem é um articulador e manipulador nato e, ainda assim, uma figura querida e muito próxima da família e dos amigos. Ao acompanharmos sua jornada é notório como Pacino faz uso de suas expressões faciais e linguagem corporal para compor a transição do personagem, que mesmo numa situação condenada ainda se considera intocável.

Al Pacino, exuberante como o sindicalista Jimmy Hoffa

Al Pacino, exuberante como o sindicalista Jimmy Hoffa

Completando o trio e personagens principais, Robert De Niro, na pele do “Irlandês”, Frank Sheeran.

Esqueça que De Niro já fez inúmeras escolhas incorretas em sua carreira. É em filmes como este que compreendemos a grandeza do ator, exaltado até hoje por atuações em obras primas como “Taxi Driver” (1976), “Touro Indomável” (1980) e “Os bons companheiros” (1990).

De Niro narra a história. Em sua voz não identificamos louvor ou vergonha de seu passado, mas a necessidade de perdão. Alguém que não entende exatamente o que é redenção, mas que a busca de alguma forma agora que o fim da sua vida se aproxima. É curioso como o personagem teme a morte, à medida em que ela se aproxima, mas fala das suas atrocidades no passado sem o menor traço de remorso. Seu personagem exemplifica muito bem o rigor de Scorsese em construir personagens complexos, e garantir que seu elenco performe a exploração destas complexidades de modo a transparecer claramente a audiência sua personalidade, seus dilemas e seu comportamento.

É justamente desta forma que Scorsese compõe as suas sequências de tensão, ao movimentar os personagens para posições de conflito. É absolutamente angustiante para o público, já que sabemos exatamente quais forças estão envolvidas e quais ações elas tomarão, de modo que durante os muitos minutos que o longa possui, cabe a Scorcese garantir que seu elenco seja suficientemente sagaz em aproximar seu personagem da audiência, de modo que realmente passemos a nos importar com eles quando os momentos tensos chegarem.

Essa construção passa também pela trilha sonora, presente sem excessos com temas cirurgicamente escolhidos. Assim como nos diálogos que são, em sua esmagadora maioria, absolutamente imersivos, com passagens memoráveis (a maioria delas envolvendo os personagens de Pesci e De Niro) e que servem também para situar a audiência no que diz respeito à geografia, cronologia e historicidade do longa.

Mesmo que o trabalho seja quase que irrepreensível, ninguém consegue um resultado tão coerente e realista neste ponto como De Niro. A transformação do personagem ao longo de sua jornada impressiona, muito mais pela lealdade cega aos seus, digamos, “formadores” (A Família Bufalino), o que acarreta uma eficiência incrível mesmo em situações em que o sentimentos são conflitados perante o dever com os Bufalino. Seu background constrói sua personalidade, entregando suas experiências e comportamentos no passado, dando vazão ao seu perfil violento e deveras brutal.

Ao mesmo tempo, o Frank Sheeran de De Niro, perde aquele que é o bem mais precioso para um homem: sua família. Por exemplo, a relação de suas filhas com o pai está muito mais atrelada ao medo que estas têm, do que a amor e respeito, e é justamente esta relação que assombrará Frank Sheeran em seus dias finais. A medida que, com o passar dos anos, e graças ao seu estilo de vida, Frank praticamente perde o amor de sua filha Peggy (Anna Paquin). De Niro (em especial por uma sequência no final do longa), é perfeito ao expor a dor de seu personagem, que talvez busque na reconciliação com a filha Peggy um perdão para o detrimento de sua família durante décadas.

O elenco ainda com nomes como Harvey Keitel e Bobby Cannavale, além do promissor Jesse Plemons.

O Irlandês é uma obra ligada a um jeito de fazer cinema que conversa muito pouco com as gerações atuais. É nítido, por exemplo, a dificuldade de Scorsese em entender como o cinema toma lugar no gosto popular nos dias atuais, e não digo por conta da recente polêmica de Scorcese com a Marvel, mas pela maneira como o diretor concebeu o seu longa.

Robert de Niro na pele de Frank Sheeren

Robert de Niro na pele de Frank Sheeren

Mais do que isso, é curioso como a Netflix, que representa uma fatia de consumidores oriundos do “padrão internet”, onde cada vez mais as mídias compelem um consumo rápido, ágil e dinâmico, abraçou  o projeto de Scorsese. A chegada do filme no streaming emula a divina experiência de assistir ao filme no cinema, mas em contrapartida oferece uma oportunidade diferente de se consumir a obra que, naturalmente, foge dos padrões comerciais dos filmes anteriores. Essa oportunidade (que o excelente Roma de Alfonso Cuarón, também criou ano passado) pode, ao seu devido tempo, manter vivo este tipo de filme que a cada dia, infelizmente, parece cada vez mais recluso a um determinado tipo de nicho.

Com uma fotografia muito particular, o filme possui enquadramentos que soam como assinaturas da direção de Scorsese, que segue uma estrutura muito familiar às suas outras aclamadas obras, principalmente em momentos construídos a sombra de momentos classudos de Cassino (1995) e Os Infiltrados (2006), este que rendeu um tardio Oscar a Martin Scorsese.

O filme se passa ao longo de quatro décadas, com uma montagem espetacular que garante o ritmo adequado e uniforme a trama. Em momento algum (apesar da duração) o filme se torna cansativo e arrastado, há um cuidado incrível na composição de figurinos e cenários que garantem, junto com específicas linhas de diálogos, a veracidade em situar o longa em seu referido momento na linha do tempo.

Mais do que isso, o filme usa de CGI para rejuvenescer seus personagens, por isso o filme custou mais de US$ 160 milhões. O processo de fato atinge o seu objetivo sem maiores problemas, salvo a movimentação e o tom da voz dos personagens, que por vezes, não condizem com a idade insinuada, mas de maneira alguma esse fator prejudica a experiência e acaba por se resumir a um detalhe estético.

Como a computação gráfica rejuvenesceu De Niro

Como a computação gráfica rejuvenesceu De Niro

Não é nenhum exagero dizer que O Irlandês é um filme praticamente irretocável. O longa equilibra perfeitamente seus elementos, de modo a proporcionar uma obra que tende não só a se tornar o maior filme de Martin Scorsese, mas também uma obra histórica, destinada a ser imortalizada como uma das maiores de seu gênero.

É uma história de penitência, de velhice, de lealdade, uma reflexão sobre a vida, sobre a natureza humana e sobre morte na forma intimista de se analisar o conceito. Mais do que isso, é uma produção destinada aos amantes do cinema, sem purismos exagerados ou preconceitos contemporâneos, para mostrar que, em tempos de pregação a diversidade, o gosto cinematográfico não pode ser de maneira nenhuma polarizado.

Filmes

Superman | Ótimas notícias na família Super e um REBOOT na telona a caminho!

Warner anuncia novo reboot para Superman e projeto já está está na ponta da agulha e nas mãos de JJ Abrams.

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Semana cheia de novidades para os fãs do Superman & CIA.

Essa semana foi apresentada a nova Supergirl do DCEU, que vai aparecer no filme solo The Flash. Sasha Calle foi a escolha feita após uma busca cansativa para escolha da prima do filho de Krypton. Confira no vídeo:

Além disso, tivemos a boa estreia da nova série Superman & Lois com Tyler Hoechlin e Bitsie Tulloch dando picos de audiência.

++Leia Mais:
– Homem-Aranha 3 tem subtítulo oficial finalmente divulgado: ‘No Way Home’
– Batman mergulha no mundo de ‘FORTNITE’

Novo Superman nos Cinemas?

Não bastassem essas ótimas notícias para a família Super da DC, hoje, dia 26, a Warner lança mais uma bomba para o nosso final de semana… É oficial! JJ Abrams está trabalhando em um novo filme do Superman!

Jeffrey Jacob Abrams é um escritor, diretor e produtor de cinema e televisão dos Estados Unidos.

Após muitos rumores a Warner Media tornou isso oficial. Abrams está com a batuta nas mãos e produzirá um novo filme do Azulão. O roteiro está nas mão do escritor Ta-Nehisi Coates. O filme está ainda sem enredo e nada mais de definições.

Coates comentou que “ser convidado para o DC Extended Universe pela Warner Bros., DC Films e Bad Robot é uma honra” e que “estou ansioso para adicionar de forma significativa ao legado do herói mítico mais icônico da América”.

Abrams falou com confiança que há mais histórias a serem contadas sobre Superman:

“Existe uma história nova, poderosa e comovente do Superman que ainda pode ser contada. Não poderíamos estar mais entusiasmados em trabalhar com o brilhante Sr. Coates para ajudar a levar essa história para a tela grande e estamos muito gratos à equipe da Warner Bros. pela oportunidade.”

Considerando que Henry Cavill já está ocupado com The Witcher, da Netflix, é difícil saber se ele terá como retornar ao papel.

Há algum tempo é cogitação de levar para os cinemas um Superman Negro. Acredita-se que este projeto possa estar em andamento já há alguns anos, e que Michael B. Jordan, teria conversado com a Warner sobre o projeto anos antes, possa ter comprado a ideia e movido seus pauzinhos para que ele mesmo possa fazer o papel. Será que vai rolar?

Até o momento não existem mais detalhes sobre o projeto, mas fique ligado para mais novidades!


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Filmes

Monster Hunter | Milla Jovovich de volta ao mundo dos videogames!

Em mais uma adaptação de um jogo da Capcom, Milla Jovovich e Tony Jaa enfrentam monstros gigantes e mortais.

Jean Sinclair

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Divulgação: Sony

Monster Hunter, marca o retorno do diretor e também roteirista, Paul W.S. Anderson, ao mundo dos videogames nos cinemas e mais uma vez o diretor escolhe adaptar uma franquia da Capcom.

A Tenente Artemis (Milla Jovovic) e seu time partem em busca de resgatar uma equipe desaparecida, quando acabam sendo transportados para um mundo misterioso, que possui monstros gigantes. Artemis precisa encontrar como retornar ao seu mundo com a ajuda do Caçador (Tony Jaa).

Anderson é um criador que fez uma longeva carreira trabalhando com adaptações de jogos de videogames, do hoje cultuado Mortal Kombat (1995) à cine-série Resident Evil, onde teve como atriz principal Mila Jovovich. Anderson é um autor amado e odiado. Enquanto alguns odeiam as suas obras por nunca seguirem com fidelidade o material base, outros adoram o seu cinema explosivo e alucinado, cheio de pirotecnias e efeitos especiais. Ele também faz filmes baratos em sua produção gerarem rios de dinheiro, o que acaba sempre abrindo novas portas para o seu trabalho.

Aqui em Monster Hunter ele não foge em nada de seus trabalhos prévios. Os personagens são jogados na trama e, com exceção de Artemis e do Caçador, o restante do elenco tem somente funções narrativas e incorporam estereótipos padrões desse tipo de enredo. Dá pra fazer um bingo de quem é cada um em tela (a latina, o negro, o asiático, o canastrão, o sisudo e etc. e etc. …) e como eles vão morrer e fechar a cartela rapidinho.

A história é básica e simples. Protagonista surge, tem um desafio, surgem os conflitos e temos uma resolução. Com uma estrutura de atos que acaba apressada em seu inicio e segue em constante velocidade o tempo todo, com pequenos respiros para alguma cena expositiva, até o seu final. Os diálogos são fraquíssimos, e dá até para adivinhar alguns segundos antes deles surgirem em tela. O clima do longa muda o tempo todo, nunca se decidindo se é um suspense, um filme de guerra, um horror splatter ou um filme de ação alucinada.

Monster Hunter praticamente não possuí trilha sonora, focando-se mais na edição de som ultra barulhenta e exagerada, que oscila entre silêncios e explosões ensurdecedoras numa fração de segundos. Segundos esses que estão na edição nervosa e picotada que é utilizada nas cenas de ação. Nenhum take dura mais do que 3-5 segundos. Deu até para brincar de contar nos dedos… 1, 2, 3, corta… 1, 2, 3, 4, corta. Esse recurso acaba deixando as cenas tão frenéticas quanto ilegíveis durante a projeção. Essa edição acaba fazendo com que o filme seja sempre acelerado e esteja sempre em movimento.

monster-hunter

O design de produção oscila em aproveitar bem as locações físicas, gerando até um alívio nos olhos, o que já difere quando o CGI é usado em tela. Os figurinos são bregas, mas que funcionam devido o clima do filme também ser assim. A fotografia do filme é o seu melhor elemento técnico, mesmo quando usa indiscriminadamente takes panorâmicos, sem que eles possuam função narrativa coerente, ou quando tenta explorar emoções inexistentes num close dos monstros de CGI. Os efeitos visuais são práticos e bem utilizados nas criaturas, mas há momentos que as coisas derrapam feio, como personagens flutuando ou descolados demais da cena.

++Leia Mais:
– Relembre a nossa crítica de Angry Birds 2
– Leia também a nossa análise de Sonic – O Filme

Sobre a adaptação em si, eu confesso não ser um jogador inveterado da franquia, mas sei que um dos grandes charmes do jogo é enorme gama de fauna e flora que os mundos de Monster Hunter possuem. Isso praticamente foi limado do filme por escolhas narrativas claras e até mesmo pelo curto orçamento, que fica evidente em alguns momentos, e somente alguns poucos e famosos monstros aparecem em tela.

Milla Jovovich já faz esse tipo de papel no automático e seu diretor, e também marido, não a força em momento algum à sair de sua zona de conforto. Tony Jaa acaba sendo carismático devido à sua simplicidade. Ron Pearlman conseguiu o prêmio de pior peruca/penteado que eu já vi em um filme e o restante do elenco é praticamente um easter egg em tela e, ah… procurem a brasileira Nanda Costa no filme. Se piscarem, perdem a participação dela.

Monster Hunter é um filme com o DNA de Paul W. S. Anderson. Barulhento, exagerado, pouco reverente ao seu material fonte e com um fiapo de enredo. Eu já sabia exatamente o que o novo filme traria, e até consegui encontrar um valor de entretinimento no longa, que tem potencial de agradar espectadores casuais e fãs de longa data do diretor, mas que fará pessoas mais exigentes e fãs do jogos saírem insatisfeitas da sessão.

Ah… há um cena extra dentro dos créditos finais.


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Filmes

Homem-Aranha 3 tem subtítulo oficial finalmente divulgado: ‘No Way Home’

Terceiro longa de Tom Holland como o Homem-Aranha do MCU ganhou o seu subtítulo no Twitter oficial da franquia.

Rafa-el Lima

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Após uma série de brincadeiras quanto ao subtítulo do próximo filme do aracnídeo, Homem-Aranha 3 ganha a tão esperada “segunda linha” de seu nome: No Way Home.

A divulgação se deu no twitter oficial do longa. Confira:

O longa traz mais uma vez Tom Holland como o Peter Parker/Homem-Aranha e retorna com os atores dos filmes anteriores Zendaya, Marisa Tomei e Jacob Batalon. A produção fica a cargo de Kevin Feige e Amy Pascal, e a direção segue com Jon Watt no comando.

O maior destaque do longa, pelo menos até aqui, é o retorno de Jamie Foxx, de O Espetacular Homem-Aranha 2, revivendo o vilão Electro; e de Alfred Molina, de Homem-Aranha 2, como o Doutor Octopus.

SpiderMan: No Way Home (algo como “Homem-Aranha: Sem Caminho Para Casa”), promete ter link direto com as consequências do atual sucesso do Disney+, WandaVision, e com o vindouro Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, por isso Benedict Cumberbatch também estará no longa.

++Leia Mais:
– RUMOR | Tobey Maguire e Andrew Garfield em negociações para ‘Homem-Aranha 3’
– Doutor Estranho terá papel importante em Homem-Aranha 3

Ontem, 23/02, os atores do longa haviam lançado em suas redes sociais diferentes versões do nome do filme. Como compartilhamos em nosso Twitter:

SpiderMan: No Way Home tem previsão de estreia para 17 de dezembro.


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Filmes

RUMOR | Jennifer Lawrence poderá viver Sue Storm no reboot de Quarteto Fantástico

Novo rumor aponta que Jennifer Lawrence se juntou ao elenco de Quarteto Fantástico do Marvel Studios, provavelmente como Sue Storm

Rafa-el Lima

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Será que teremos em Jennifer Lawrence a nossa Sue Storm para o longa do Quarteto Fantástico?

De acordo com o Daily Telegraph da Austrália, em matéria replicada no The Daily Mail, a atriz ganhadora do Oscar, Jennifer Lawrence, irá se juntar ao elenco do reboot de Quarteto Fantástico da Marvel Studios.

De acordo com outros sites o site Murphys Multiverse, responsável pela informação de ambas as fontes, teria tentado entrar em contato com a Disney mas não obteve respostas.

Se os rumores vierem a se confirmar, e a entrada de Lawrence no MCU for real, podemos estar diante do casting de Sue Storm, a Mulher Invisível, esposa de Reed Richards. A personagem já foi interpretada nos cinemas por Jessica Alba.

Quarteto Fantástico será dirigido por Jon Watts, que está trabalhando em Homem-Aranha 3, e ainda não há qualquer previsão de estreia.

++Leia Mais:
– Marvel Studios anuncia longa do Quarteto Fantástico
– Principais notícias do Marvel Studios no Dia do Investidor da Disney


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Filmes

Mortal Kombat | Confira o primeiro trailer legendado

O mais mortal torneio pelo destino da Terra está de volta com o remake de Mortal Kombat para os cinemas, que estreia em abril de 2021.

Multiversos

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A New Line Cinema apresenta Mortal Kombat, uma aventura inédita inspirada na bem-sucedida franquia de videogames que, mais recentemente, teve um dos lançamentos de jogos de maior êxito da história, Mortal Kombat 11. O filme é dirigido pelo premiado diretor comercial australiano Simon McQuoid, que faz sua estreia como diretor de cinema, e produzido por James Wan (filmes do universo “Invocação do Mal”, “Aquaman”), Todd Garner (“No Olho do Tornado”, “Te Peguei!”), McQuoid e E. Bennett Walsh (“MIB: Homens de Preto – Internacional”, “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro”).

Em Mortal Kombat, o lutador de MMA Cole Young, acostumado a apanhar por dinheiro, não faz ideia da herança que carrega – ou por que o Imperador da Exoterra, Shang Tsung, enviou seu melhor guerreiro, Sub-Zero, um criomancer de outro mundo, para exterminar Cole. Temendo pela segurança de sua família, Cole sai em busca de Sonya Blade por recomendação de Jax, um major das Forças Especiais que tem a mesma estranha marca de nascença na forma de dragão que Cole. Logo, ele se encontra no templo do Lorde Raiden, um Deus Ancião e protetor do reino da Terra, que acolhe aqueles que ostentam a marca. Lá, Cole treina com os experientes guerreiros Liu Kang, Kung Lao e o mercenário vigarista Kano, à medida que se prepara para enfrentar, ao lado dos maiores campeões da Terra, inimigos oriundos da Exoterra em uma arriscada batalha pelo universo. Contudo, será que ele treinará o bastante para desbloquear sua arcana — o imenso poder que existe dentro de sua alma – a tempo não só de salvar sua família, mas também de vencer a Exoterra de uma vez por todas?

O elenco internacional diverso reflete a natureza mundial da marca, com talentos do mundo do cinema, televisão e artes marciais, incluindo Lewis Tan (“Deadpool 2”, da série da Netflix “Wu Assassins”), como Cole Young; Jessica McNamee (“Megatubarão”), como Sonya Blade; Josh Lawson (“O Escândalo”), como Kano; Tadanobu Asano (“Midway – Batalha em Alto Mar”), como Lorde Raiden; Mehcad Brooks (da série de TV “Supergirl”), como Jackson “Jax” Bridges; Ludi Lin (“Aquaman”), como Liu Kang; com Chin Han (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), como Shang Tsung; Joe Taslim (“Star Trek: Sem Fronteiras”), como Bi-Han e Sub-Zero; e Hiroyuki Sanada (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), como Hanzo Hasashi e Scorpion. Também participam Max Huang, como Kung Lao; Sisi Stringer, como Mileena; Matilda Kimber, como Emily Young; e Laura Brent, como Allison Young.

++Leia Mais:
– Reboot de Mortal Kombat para os cinemas apresenta suas primeiras imagens
– Warner Bros. anuncia seus filmes para 2021

McQuoid dirige o filme a partir de um roteiro escrito por Greg Russo e Dave Callaham (“Mulher-Maravilha 1984”), a partir de uma história criada por Oren Uziel (“Mortal Kombat: Rebirth”) e Russo com base no videogame criado por Ed Boon e John Tobias. Richard Brener, Dave Neustadter, Victoria Palmeri, Michael Clear, Jeremy Stein e Larry Kasanoff foram os produtores executivos. Para trazer essa propriedade incrivelmente popular às telas, McQuoid contou com uma equipe de cineastas australianos e americanos, incluindo o diretor de fotografia Germain McMicking (“True Detective”, “Top of the Lake: China Girl”), o desenhista de produção Naaman Marshall (“Ameaça Profunda”, “O Criado”), os editores Dan Lebental (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) e Scott Gray (“Top of the Lake”, “Daffodils”), o supervisor de efeitos visuais Chris Godfrey (“Até o Último Homem”) e a figurinista Cappi Ireland (“Lion – Uma Jornada Para Casa”, “The Rover – A Caçada”). A música foi criada por Benjamin Wallfisch (“Blade Runner 2049”, filmes “It – A Coisa”).

A New Line Cinema apresenta “Mortal Kombat”, uma produção da Atomic Monster/Broken Road Production.

O filme tem previsão de lançamento nos cinemas brasileiros em de 15 abril de 2021 e será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures.


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Filmes

Primeiro trailer oficial de ‘Liga da Justiça de Zack Snyder’ é lançado

O diretor Zack Snyder, apresentou hoje ao mundo o primeiro trailer oficial de sua Liga da Justiça. E o resultado é FENOMENAL!

Rafa-el Lima

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E, finalmente, os fãs da visão de Zack Snyder para o DCEU da Warner Bros. podem ver um pouco mais da sua verdadeira Liga da Justiça!

Depois do seu afastamento do projeto do filme da Liga da Justiça em decorrência de problemas familiares, e da idiotice de alguns dos grandes acionistas da Warner, Zack Snyder retornou à direção do longa para mostrar a sua verdadeira história e, possivelmente, dar um desfecho ao seu projeto dentro do DCEU. O primeiro trailer oficial você pode conferir abaixo:

Liga da Justiça de Zack Snyder será lançado em 18 de março na plataforma da HBO Max.

++Leia Mais:
– HBO Max | Serviço de streaming chega ao Brasil em junho, confira o vídeo de anúncio
– Zack Snyder revela o visual do Caçador de Marte em sua ‘Liga da Justiça’


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Filmes

Tom & Jerry: O Filme | Muita confusão e diversão em Nova York!

A dupla de Gato e Rato mais famosa dos desenhos animados chega aos cinemas junto com Chloë Grace Moretz para aprontar muito em Nova Iorque.

Jean Sinclair

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Divulgação: Warner Bros.

Tom & Jerry: O Filme (2021), dirigido por Tim Story (Quarteto Fantástico) e escrito por Kevin Costelo é o mais novo filme da Warner Bros. que chegará aos cinemas.

Em seu mais novo longa metragem, a dupla estabanada acaba levando as suas disputas para a cidade de Nova Iorque, onde Tom (ele mesmo) acaba se encontrando com Keyla (Chloë Grace Moretz) que acaba de entrar em seu novo emprego em um hotel junto de Terrance (Michael Peña), e que tem como uma de suas incumbências durante um grande casamento acabar com uma peste de rato chamada Jerry (ele mesmo também).

O filme parte da premissa de que esses “animais animados” e os seres humanos convivem nesse mesmo universo e que todos os animais são animações e conversam entre si, daí alguns deles terem vozes, exceto Tom e Jerry. Isto posto, as interações entre humanos e animais sempre são bastante exageradas e cômicas, e esses momentos funcionam bem na tela graças ao bom trabalho de animação, que criou sim modelos 3D para os personagens, mas os manteve como uma animação 2D, causando o reconhecimento imediato com o público e fugindo de um possível estranhamento que qualquer mudança pudesse gerar.

Há diversos momentos no longa onde vemos os embates entre gato e rato exatamente como acontecem nas suas séries clássicas e usá-los em Nova Iorque acaba gerando boas piadas. Essas lutas acabam por ter reação nesse mundo, porque elas quebram as coisas como vidraças, mesas e até paredes, mas nunca machucam os personagens pra valer, mas isso é bem utilizado pelas trama.

Os efeitos sonoros do filme são eficientes, com todos os WHACKS! e WHAMS! que os desenhos animados usam, mas que surgem apenas nos personagens animados, e a trilha sonora é um elemento neutro no longa. A edição se beneficia bastante quando está a serviço da ação e diversão dos desenhos, conseguindo ser até ágil, mas peca pela monotonia nos momentos com o elenco humano. A fotografia tem belíssimos momentos quando mostra a cidade de Nova Iorque e, junto no design de produção, criam um cenário interno no hotel que está bastante cartunesco criando uma paleta de cores quentes indo na trinca monocromática amarelo-dourado-marrom.

++Leia Mais:
– Confira a nossa resenha de Scoob!
– Sonic – O Filme. Nós também falamos sobre o porco-espinho azul.

Na parte dos personagens humanos temos uma trama bem simples e direta, com mensagens de moral da história e superação básicas, que miram direto no público infantil, mas que possuem diálogos simplórios, e o roteiro do filme acaba dando mais atenção para os dramas e relacionamentos humanos, colocando Tom e Jerry como coadjuvantes de luxo da história da Keyla.

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Chloë Grace Moretz tem uma presença magnética na tela e você se apega à ela facilmente, mesmo a sua personagem sendo uma malandrinha esperta, mas com atitudes erradas. Michael Peña faz um tipinho irritante e consegue ser tão bom aqui quanto em seus papeis de cara legal. O elenco de coadjuvantes cumprem papeis básicos para a trama avançar e não comprometem. Já Tom e Jerry, continuam sendo eles mesmo e isso é muito legal de ver.

Tom & Jerry: O Filme é um passatempo para toda a família. Consegue ter boas piadas, é reconhecível para os fãs de longa data e acessível para novos públicos, mesmo pecando em colocar os seus personagens mais famosos como coadjuvantes em seu próprio filme.

Tom & Jerry: O Filme chega dia 18 de fevereiro aos cinemas.


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Filmes

More Than Miyagi: The Pat Morita Story | O homem além do Karatê Kid

Pat Morita foi imortalizado pelo papel de Sr. Miyagi em Karatê Kid, mas sua vida foi muito mais que esse papel. Descubra nesse documentário.

Jean Sinclair

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More Than Miyagi – The Pat Morita Story, dirigido por Kevin Derek, traz um lado que poucas pessoas hoje conhecem de um dos grandes nomes da TV e do cinema.

O documentário tem data de lançamento marcado para o dia 05 de fevereiro no Amazon Prime americano e ainda sem data no Brasil e nós do Multiversos traremos aqui nossas impressões sobre o projeto.

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Noriyuki “Pat” Morita é um nipo-americano nascido em 28 de junho de 1932, na Califórnia. Derek, junto com Oscar Alvarez, constroem o roteiro do documentário de forma simples e linear. Tendo como personagem guia a última esposa de Morita, Evelyn Guerrero, o longa mostra a vida do ator de forma cronológica. Partindo de sua infância difícil, onde, desde pequeno, teve de lutar contra uma doença que o deixou paralisado e preso numa cama de hospital.

Morita sofreu durante o período da Segunda Guerra Mundial, onde diversos japoneses e descendentes residentes dos EUA foram levados aos “Interment Camps“, os campos de concentração na Califórnia, criados pelo governo estadunidense durante a guerra. No começo de sua vida adulta, Pat começa a se destacar como comediante e logo chegou na TV, sendo o primeiro ator nipo-americano a se destacar na mídia, trabalhando como “o asiático” em diversos programas até se consagrar como “Arnold”, no sitcom Happy Days (Dias Felizes). Até que um o roteiro de um filme caiu em seu colo. Um filme chamado Karatê Kid.

O filme-documentário concentra seu segundo ato nessa fase da carreira de Pat Morita e os caminhos que o seu papel como o “Sr. Miyagi” abriram, indo de uma sobrevida longa na TV a uma inesperada indicação ao Oscar como Melhor Ator Coadjuvante em 1985. O ato final foca mais nos seus últimos dias e nos demônios que o assolavam, tendo em destaque o alcoolismo.

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Vale ressaltar que o filme utiliza muito bem imagens e gravações de arquivo. É muito bom ver que todas elas foram restauradas e sua utilização é excelente e o projeto sabe os momentos certos de ser dramático sem cair no melodrama e de arrancar boas risadas do espectador, tudo isso graças ao apurado trabalho de edição. A boa mescla de entrevistas, junto com as imagens de arquivo e a condução dos relatos de Evelyn Guerreiro nunca deixam o documentário ficar monótono ou lento. A trilha sonora e fotografia são bem utilizadas.

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As entrevistas mais esperadas estão no longa. Ralph Macchio (Daniel Larusso), William Zabka (Johnny Lawrence) e Martin Kove (John Kreese) cumprem sua parte ao reverenciar Karatê Kid e seu legado, a série Cobra Kai. Os atores de Dias Felizes também surgem e é importante ver que Morita é uma figura próxima nos círculos de atores latinos e asiáticos na California, como o mostra as entrevistas com Esai Morales (o Slade Wilson de Titans) e do veterano James Hong.

More Than Miyagi – The Pat Morita Story é uma carinhosa homenagem a um dos precursores nipônicos no mercado de TV e cinema nos Estados Unidos. Morita foi uma figura carinhosa, engraçada, amada e um dos atores mais prolíficos de sua geração e esse documentário trazido com carinho e dedicação por Kevin Derek apresentará, ou lembrará, como Morita com seus 1,60m era um gigante em tudo o que fez na sua vida.

O documentário More Than Miyagi – The Pat Morita Story estará disponível a partir do dia 5 de fevereiro no iTunes, Amazon, Vudu, Google Play, DVD e Blu-ray, no mercado americano.


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