O Diabo de Cada Dia | Crítica (Sem Spoilers) - Multiversos
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O Diabo de Cada Dia | Crítica (Sem Spoilers)

Confira a nossa crítica (sem spoilers) de ‘O Diabo de Cada Dia’, novo longa com Tom Holland e Robert Pattinson, para a Netflix.

Imagem: Divulgação Netflix
Jean Sinclair

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Novo longa da Netflix aposta em personagens com profundidade e roteiro que convida à reflexão.

O caminho que o individuo faz é pavimentado pelas escolhas que a vida lhe traz. Algumas delas são conscientes e feitas por escolha própria. Porém, aquelas que formam a base social e psicológica, e que são moldadas desde a infância, essas são feitas pelas pessoas e pelo meio que cercam esse indivíduo em O Diabo de Cada Dia (The devil all the time, 2020), dirigido por Antonio Campos. O longa adapta o livro “O mal nosso de cada dia” (da Darkside Editora no Brasil), do escritor Donald Ray Pollock, com roteiro de Antonio Campos e Paulo Campos.

No longa temos a história de Arvin Russell (Michael Banks Repeta), filho de um jovem casal no interior do Estados Unidos, no final dos anos 1950. Arvin segue em sua narrativa, chegando ao início da vida adulta (aqui interpretado por Tom Holland) como um jovem carregado de traumas e que acaba tendo que lidar com demônios o tempo todo, sejam os seus ou aqueles que surgem em seu caminho.

Campos começa o seu primeiro ato construindo o seu protagonista a partir das perspectivas das pessoas que o moldaram. Williard e Charlotte Russell (Bill Skargard e Halley Bannet) tratam Arvin de formas bastantes distintas. Essas diferenças, e o fato de que Williard é mostrado como um homem introspectivo, vingativo e cada vez mais fanático pela figura de Deus devido aos seus traumas de guerra, são bem utilizados na trama. Ao mesmo tempo, Campos usa também o primeiro ato para construir a vida de todos os personagens coadjuvantes que serão importantes para Arvin em um ponto ou outro da narrativa. Aqui ele se utiliza de saltos temporais e estabelece um elemento narrativo que se torna constante na obra toda (que eu prefiro não falar o que é, para não estragar a surpresa). Essa ferramenta acaba sendo importante na história, porque a sua presença em todo o longa traz diversas experiências que achei fascinantes. Após esse momento, a trama se fixa nos anos 1970 para contar a história no segundo ato, que consegue ter um ritmo excelente, e o terceiro ato, mesmo episódico, funciona como calvário final para Arvin.

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O roteiro do filme é muito bem construído, tendo como foco os seus personagens. Arvin, seus familiares e pessoas que o cercam e que passam em sua vida, sejam em maior ou menor grau, são muito bem construídas e tem suas motivações e personalidades bem explicitadas no filme.

Outro ponto importante é ver como a sociedade molda esses personagens. Isolamento, deturpação do sentimento de comunidade, a gigante influência de instituições como a igreja, somadas a falta de pudor e a vivência de uma situação “sem lei” que acaba fazendo o individuo ter que agir. Tudo isso cerca esses personagens e acabam tornando-se elementos importantes, tanto como ferramenta narrativa e até como objeto de crítica.

Tudo mostrado em tela é sempre doloroso, graças ao trabalho de design de arte, fotografia e figurino. O filme sempre investe em closes e planos médios, sempre criando uma sensação desconfortável em tela, graças ao foco subjetivo que ele usa nesses momentos, e até mesmo nas poucas vezes que temos um planos mais abertos, o foco subjetivo de espreita continua lá. Esse clima lúgubre infecta até mesmo a trilha sonora, que mesmo usando músicas country e românticas dos aos 1950 e 1960, soam como ecos de um tempo morto.

Tom Holland mostra que é um excelente ator. Que muitos só o enxergam como o adolescente Peter Parker, e esquecem que ele já foi uma criança perdida no caos de um tsunami e até um jovem marinheiro contra uma baleia gigante. Holland incorpora a raiva contida, a insegurança juvenil e a desconfiança de quem já viu muita desgraça na vida. Tudo isso sem cair numa visão e atuação caricatas. Quase roubando a cena, Robert Pattinson coloca mais uma grande atuação em seu currículo. Bill Skargard apresenta bem um homem que, aos poucos, se esfacela por culpa das pancadas que a vida lhe dá, e cada vez mais é notório ver como Sebastian Stan vai incorporando bem o escroque abjeto no seu rol de personagens.

O Diabo de Cada Dia se mostra um filme que bate pesado no espectador. Antonio Campos não faz rodeios na escolha dos temas do filme e, como eles são mostrados de uma forma que direta e crua, torna o filme uma experiência crítica e necessária até mesmo nos dias de hoje. Acima desses temas, temos o individuo e aqueles que o cercam, como vitimas de uma sociedade que, ao mesmo tempo prega virtudes, é corrompida por dentro, tornando-se o maior inimigo dessa história.


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Jared Leto retorna como o Coringa em ‘Liga da Justiça de Zack Snyder’

Jared Leto dará vida mais uma vez ao Coringa, o palhaço do crime, na série que traz Zack Snyder novamente à cadeira de diretor na DC.

Rafa-el Lima

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O ator Jared Leto irá reprisar o papel de Coringa em Liga da Justiça de Zack Snyder, que agora é o título oficial do famigerado “Snyder Cut”.

De acordo com o site The Hollywood Reporter, as refilmagens já estão em andamento, com Ben Affleck, Ray Fisher e Amber Heard voltando como Batman, Cyborg e Mera, respectivamente.

A Liga da Justiça de Zack Snyder irá estrear no próximo ano como uma série de quatro episódios no serviço de streaming da Warner Bros., o HBO Max, e nem Geoff Johns nem Jon Berg receberão créditos de produção, de acordo com o THR.

O Coringa de Leto não apareceu no filme original da Liga da Justiça, de 2017. E, até onde se sabe, não havia pretensão que isso acontecesse na versão anterior. Nem mesmo quando Snyder estava à frente do projeto, antes de Joss Whedon assumir, havia qualquer rumor ou indício da participação de Leto no longa.

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O futuro da franquia

A notícia faz com que a série de Snyder soe menos como uma “refilmagem” e mais como uma oportunidade de apresentar um novo material. Ou ainda, o filme poderá servir como uma oportunidade de aplacar a fúria do ator, vencedor de um Oscar, que ficou, com toda razão, irritado porque muito do seu trabalho de atuação em Esquadrão Suicida foi excluído da versão final do filme.

Entretanto, vale ressaltar que o longa pode também vir a dar um desfecho final para a participação de alguns atores no universo estendido da DC, como o Batman de Ben Affleck e o próprio Coringa de Jared Leto.

De acordo com o DC Press o longa Liga da Justiça de Zack Snyder irá estrear no HBO Max em 5 de setembro de 2021.

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Raya e O Último Dragão | Confira o primeiro trailer dublado

Raya e O Último Dragão, novo longa de animação da Walt Disney Animation Studios, ganhou o seu primeiro trailer.

Rafa-el Lima

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Imagem de divulgação © Walt Disney Animation Studios

O estúdio responsável pelos longas de animação Moana e Frozen, Walt Disney Animation Studios, lançou o primeiro trailer do seu novo longa, Raya e o Último Dragão.

Confira o trailer ACIMA ou no YouTube da Walt Disney Studios BR (AQUI).

À frente do trabalho temos os diretores Don Hall e Carlos López Estrada, e os codiretores Paul Briggs e John Ripa. Como produtores temos Osnat Shurer e Peter Del Vecho, e apresentando as vozes de Kelly Marie Tran, como Raya, e Awkwafina, como o dragão, Sisu.

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Sinopse
Há muito tempo, no mundo de fantástico de Kumandra, humanos e dragões viviam juntos em harmonia. Mas quando uma força maligna ameaçou a terra, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Agora, 500 anos depois, o mesmo mal voltou e cabe a uma guerreira solitária, Raya, rastrear o lendário último dragão para restaurar a terra despedaçada e seu povo dividido. No entanto, ao longo de sua jornada, ela aprenderá que será necessário mais do que um dragão para salvar o mundo – também será necessário confiança e trabalho em equipe.

Raya e o Último Dragão estreia nos cinemas em 11 de março de 2021.


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Borat: Fita de Cinema Seguinte | A volta do humor alucinado e ácido às telas!

‘Borat: Fita de Cinema Seguinte’ traz de volta o louco estilo de documentário que só o segundo melhor repórter do Cazaquistão poderia fazer.

Jean Sinclair

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Imagem de divulgação © Amazon Prime Video

Em 2006, a grande república do Cazaquistão, enviou para os Estados Unidos, o seu segundo mais gabaritado repórter, o grande Borat Sadgiyev, ou simplesmente BORAT, para que ele aprendesse os costumes do vilarejos estadunidenses e propagasse a grandeza de seu país natal. Bem… a missão de Borat foi um sucesso, ou quase. O Cazaquistão tornou-se reconhecido, mas como uma grande piada frente as nações mundiais. Furiosos, os governantes sentenciaram nosso intrépido repórter à prisão perpétua em um gulag, com direito à humilhações agressivas na região pélvica, trabalhos forçados e um corte de cabelo horrendo.

Porém, estamos em 2020. O mundo mudou e hoje a grande nação norte-americana é governada pelo laranjesco guia McDonald Trump e, assim, Borat recebe a sua nova missão: de presentear o grande governante, ou alguém próximo dele, como o vice-agarrador-pélvico dos E,U e A, Mikhael Pence, com uma bela dádiva Cazaquistanesa e, assim, resgatar a glória e o respeito perdidos desta grande nação.

Sacha Baron Cohen (do excelente e recente ‘Os 7 de Chicago’), retorna ao seu personagem mais conhecido em Borat Subsequent Moviefilm: Delivery of Prodigious Bribe to American Regime for Make Benefit Once Glorious Nation of Kazakhstan (ou Borat, Filme Subsequente: Entrega de um Suborno Prodigioso ao Regime Americano para Beneficiar a uma Vez Gloriosa Nação do Cazaquistão, em tradução livre), filme que chega ao Amazon Prime Vídeo em 23 de outubro. Logicamente o serviço de streaming usará uma versão resumida do nome.

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Dirigido por Jason Woliner e escrito por Cohen e equipe, Borat: Fita de Cinema Seguinte foi um daqueles raríssimos casos onde o filme inteiro foi feito na surdina. Cohen e sua equipe gravaram e editaram todo o filme e, com o longa pronto, começaram o trabalho de venda para estúdios e canais de streaming online. Muitos ficaram com medo de lançar o longa, até que o projeto foi abraçado pela Amazon, que atendeu um pedido de Cohen: lançar o filme antes da eleição norte-americana.

É legal ver que o filme possuí uma linha narrativa clara. Há uma “história” a ser contada aqui, já que os personagens seguem uma trama fixa, indo do ponto A ao ponto B, e há um evolução desses personagens. Dividido em uma estrutura padrão de narrativa, o filme consegue manter um bom ritmo, com um excelente primeiro ato, um bom segundo ato e uma conclusão divertida, e tem até uns bem sacados plot twists no roteiro. Mesmo as partes mais “dramáticas”, que são mais fraquinhas, conseguem arrancar boas risadas e funcionam na trama.

Na parte técnica, a trilha sonora é eficiente em realçar todo o clima burlesco que a trama tem, mesmo com a fotografia sendo efetivo em manter o clima de obra documental. Há diversos momentos em que dá para se perguntar o porquê do figurino apostar pesado no escracho e no bizarro, mas esses questionamentos passam rápido ao constatarmos que os Estados Unidos possuem um histórico de indiferença e tolerância ao que é mambembe e, a partir disso, a equipe do filme consegue colocar em Borat um monte de visuais diferentes, que tornam-se hilários dentro das situações em que eles são apresentados.

Indo ao que interessa: As piadas. Cohen, como todo bom comediante deve ser, está antenado à situação dos Estados Unidos e do mundo em geral. Sem entregar detalhes, eu só posso dizer que nada e nem ninguém foi poupado. As piadas de Borat seguem a linha do pseudodocumentário (mockumentary no inglês), apostando na reação dos entrevistados e participantes, buscando a autenticidade plena.

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Cohen não hesita em enfiar os dois dedos nas feridas que a atual sociedade americana possuí, e que também reverberam no nosso mundo globalizado, graças ao texto ultra ácido. O roteiro sabe as horas certas de aumentar a zoeira e quando deixa-la sutil. As galhofas do longa incomodarão uma parcela dos espectadores e, sim, isso é intencional.

Cohen já interpreta o Borat com as mãos nas costas, agindo praticamente como uma persona incorporada e alucinada no ator e, mesmo assim, ele consegue aqui adicionar mais camadas ao personagem. Consegue também utilizar de um humor físico invejável e muitas vezes arriscado, pondo a própria vida em risco — e eu sempre fico impressionado como ele sustenta o personagem até as últimas consequências. Aqui também há a adição da talentosa Maria Bakalova, fazendo Tutar Sagdiyev, a filha de Borat, que acaba acompanhando o pai na sua missão nos E,U e A e embarcando pesado na sua personagem.

Borat: Fita de Cinema Seguinte acerta em cheio no humor ácido, corrosivo e sem pudores. Sacha Baron Cohen ataca todos os seus alvos, trazendo para o olhar do grande público os discursos desses grupos, sob a ótica da comédia. Eu ri horrores e adorei cada segundo do longa, e fiz o que grandes comédias sociais também propõem: refleti sobre o nosso tempo.

Borat: Fita de Cinema Seguinte chega à Amazon Prime Video em 23 de outubro.


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Super Choque | Michael B. Jordan irá produzir longa do herói da DC

Jordan se juntará a Reginald Hudlin no projeto do longa-metragem do Super Choque, que foi revelado durante o evento DC FanDome em agosto.

Rafa-el Lima

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Michael B. Jordan está chegando junto da Warner Bros. e irá assumir o papel de produtor no filme do Super Choque.

De acordo com uma notícia exclusiva do site The Hollywood Reporter, Jordan se juntará a Reginald Hudlin no projeto do longa-metragem que foi revelado durante o evento DC FanDome, em agosto. Ele produzirá o filme através da sua produtora, a Outlier Society.

“Tenho orgulho de fazer parte da construção de um novo universo centrado em super-heróis negros; nossa comunidade merece isso”, disse Jordan em uma declaração ao site The Hollywood Reporter. “A Outlier Society está comprometida em dar vida a diversos conteúdos de quadrinhos em todas as plataformas e estamos entusiasmados com a parceria com Reggie e Warner Bros. nesta etapa inicial.”

Origem

O herói apareceu pela primeira vez em 1993 na revista Static #1 da Milestone Comics, uma empresa hoje extinta fundada por escritores e artistas negros para ajudar a tornar os quadrinhos um espaço mais inclusivo, e teve distribuição através da DC.

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Uma década depois, o herói foi revivido para a série animada Super Choque, centrada em Virgil Hawkins, um adolescente que se transforma em um super-herói com poderes eletromagnéticos após ser exposto a um gás estranho. O herói entrou no universo padrão da DC Comics em 2008.

A DC Comics está relançando o selo Milestone com Hudlin, agora um parceiro da editora, a frente do projeto. Hudlin está escrevendo uma nova série de quadrinhos digital do Super Choque, que deve ser lançada em fevereiro de 2021, bem como uma história em quadrinhos adicional, também do herói, com arte de Kyle Baker. Uma série revivendo Ícone (Icon) e Foguete (Rocket), de Hudlin e do fundador do Milestone, Denys Cowan, também está em andamento.

Super Choque ganhou uma HQ pela primeira vez no Brasil em 2012, durante a fase Novos 52, da DC Comics. Adquira AQUI essa edição especialíssima de 172 páginas e comece a sua preparação para o longa.

O filme do Super Choque ainda não tem previsão de lançamento.


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Os 7 de Chicago | Crítica (Sem Spoilers)

O roterista, e também diretor, Aaron Sorkin assina a história de um dos mais conhecidos julgamentos da história dos Estados Unidos!

Jean Sinclair

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Imagem de divulgação © Netflix/Paramount

1968 foi um ano bastante conturbado nos Estados Unidos. O assassinato de Marthin Luther King, a Guerra do Vietnam, a campanha e vitória do candidato do Partido Republicano, Richard Nixon. As crescentes e gigantes manifestações e reuniões estudantis que surgiam dentro das faculdades estadunidenses, protestando: contra a participação dos Estados Unidos na guerra, e o uso disto como moeda eleitoral; contra as consequentes mortes dos jovens enviados para o conflito; e a favor de mais liberdades individuais, mais direitos para as minorias e melhores condições para o população em geral.

Nesse cenário, em Chicago, uma das mais importantes convenções do Partido Democrata estava para acontecer, e esse evento trouxe junto uma enorme massa de ativistas de diversos campos, do estudantil aos “Yippies” da contracultura. Essa reunião terminou com diversos protestos, que levaram a vários confrontos com a polícia local.

Nesses embates, os supostos líderes dos ativistas foram presos. Como forma de exemplo, os sete presos, Tom Hayden (Eddie Redmayne), Abbie Hoffman (Sacha Baron Cohen), Rennie Davies (Alex Sharp), Jerrie Rubin (Jeremy Strong), David Dellinger (John Caroll Lynch), Lee Wiener (Noah Robbins) e John Froines (Danny Flaherty), mais um dos líderes do movimento Panteras Negras, Bobby Seale (Yahya Abdul-Mateen II), que nem participou dos protestos, foram a julgamento pelo crime de conspiração contra o país. Tendo o jovem proeminente, e também relutante, promotor Richard Schultz (Joseph Gordon-Levitt) a frente da acusação. Esse julgamento, que durou meses, ficou conhecido como “O julgamento dos 7 de Chicago”.

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O Longa

Escrito e dirigido por Aaron Sorkin, Os 7 de Chicago (The Trial of the Chicago 7, 2020), é um dos grandes projetos da Netflix/Paramount para o ano de 2020. Escritor de grandes obras como A Rede Social (The Social Network, David Ficher, 2010) e Steve Jobs (mesmo nome, Danny Boyle, 2015), Sorkin assina mais um longa metragem como diretor e roteirista.

É perceptível ver que aqui o roteiro de Sorkin consegue ser o maior elemento do longa. Ele consegue a excelente façanha de manter você fisgado na tela desde o começo do filme, graças ao seu texto sempre rápido, apresentando o cenário e seus personagens de forma enxuta e precisa, num dos melhores prólogos que eu vi esse ano.

Daí em diante, Sorkin sabe bem quando subir e baixar o tom da obra. Usando muito bem a sua assinatura de diálogos rápidos e orgânicos, além de centrar a trama no presente da narrativa, o julgamento, e usar bem flashbacks, o diretor sai da narrativa convencional de atos, transformando o filme num tour de force para o espectador, sem nunca cair no marasmo ou até mesmo didatismo que filmes desse tipo costumam se enclausurar.

Sorkin deliberadamente não buscou uma fidelidade histórica mais precisa no longa, dando maior destaque aos personagens dentro da narrativa e ao grande clima de conflito e tensão da época.

Equipe Técnica

O trabalho de recriação de época é muito bem conduzido pelo design de produção de Shane Valentino e pelo figurino de Susan Lyall. A edição de Alan Baumgarten sabe bem quando acelerar e estacionar a narrativa, usando muito bem o material de arquivo nas horas certas da obra, junto com o competente trabalho de fotografia de Phedon Papamichael, que entende a estabilidade e simetria dos planos dentro de um ambiente fechado como um tribunal e, mesmo assim, consegue garantir a agilidade de sua câmera.

De todas as características técnicas, a trilha sonora de Daniel Pemberton se mostra espetacular porque, fugindo de uma trilha sonora épica e orquestrada, ele aposta em batidas ferozes de rock e black music, que casam muito bem com a trama.

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Elenco

O longa conseguiu angariar um elenco gigantesco aqui. É notório que o trio encabeçado por Eddie Redmayne, com o seu Tom Hayden conflitante entre ser um líder mais certinho ou agressivo dentro do movimento — que gera no espectador sentimentos mistos, mas que torna inegável o grande trabalho de Redmayne quando bem conduzido — e o maior astro do longa, o britânico Sacha Baron Cohen, que mesmo temeroso de interpretar uma figura tão ímpar como Abbie Hoffman, devido ao peculiar sotaque de Abbie, consegue ser o melhor elemento do longa, o contraponto à visão de Hayden dentro do grupo, o norte ideológico do grupo e também o sagaz alívio cômico ácido do filme.

Por último, Josepeh Gordon-Levitt apresenta um promotor Schultz, que é um exemplo de firmeza na sua meta, mesmo não concordando muito com os métodos utilizados. Yahya Abdul-Mateen II, mesmo com um tempo de tela menor, é dono de um dos momentos mais pesados do filme na pele de Bobby Seale, Frank Langella atua muito bem ao mostrar um juiz Hoffman (que não tem parentesco com Abbie Hoffman) retrógrado e a performance de Mark Rylance com o trabalho apaixonado e esperto do advogado de defesa, William Klunster.

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Os 7 de Chicago é uma grande história que representa muito bem o espírito de uma época. Época essa de lutas por direitos e contra decisões equivocadas dos governantes estadunidenses desse período. O trabalho de Aaron Sorkin vem como um retrato até um tanto romantizado, mas que, graças à um roteiro afiado e atuações excelentes, transmite muito bem o sentimento de busca por uma sociedade melhor e que essa luta ainda reverbera nos dias de hoje.

Confira Os 7 de Chicago na Netflix.


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Sarah Shahi junta-se ao elenco de Adão Negro de Dwayne Johnson

A atriz é mais conhecida por seu trabalho nas séries ‘Person of Interest’ e ‘Reverie’, e deverá antagonizar politicamente o anti-herói da DC.

Rafa-el Lima

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De acordo com o site Deadline a estrela da série Person of Interest, Sarah Shahi, juntou-se ao elenco de Adão Negro, de Dwayne ‘The Rock’ Johnson, como uma lutadora pela liberdade do país Kahndaq.

O longa Adão Negro, estrelado por Dwayne Johnson, acrescentou mais uma estrela à sua lista de elenco com Sarah Shahi a bordo do filme da DC como uma lutadora pela liberdade em Kahndaq. No longa Sarah Shahi deverá liderar uma revolução em busca da liberdade de Kahndaq. Resta saber se o roteiro colocará Shahi ao lado ou contra o anti-herói protagonista.

Nos quadrinhos Kahndaq é um país árabe no continente da africano e foi (ou é ou será, depende do período escolhido no roteiro) regido pelo anti-herói Adão Negro. Sua capital é Shiruta e pelo menos uma de suas línguas oficiais é o árabe. Há mais de 3600 anos, Kahndaq foi o local de nascimento do Adão Negro. Após a morte do príncipe local, Khufu, Adão Negro passou a tomar medidas extremas para proteger Kahndaq, o que fez com que o Mago Shazam prendesse-o em uma dimensão alternativa durante séculos.

Nos tempos modernos Kahndaq caiu sob o domínio de Rasul al-Kafik. Este ditador, auto-nomeado Almirante-Marechal, liderava o país com mão-de-ferro até que foi deposto por Adão Negro. Após o “Golpe Negro”, Adão Negro autoproclamou-se rei de Kahndaq. O anti-herói passou a ser visto como um deus pelos cidadãos, o que permitiu total domínio e a possibilidade de emitir leis draconianas, como, por exemplo: execuções públicas toda quarta-feira.

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O site Deadline deu a notícia de que Sarah Shahi se juntou ao filme de Dwayne Johnson, revelando que ela interpretará uma professora universitária que também é uma revolucionária. Não foi revelado, entretanto, o nome da personagem de Shahi e é possível que ela possa ter um papel maior como uma heroína (ou vilã) dos quadrinhos, o que o estúdio parece não querer revelar ainda. A notícia chega logo após o anúncio de que Aldis Hodge está em negociações para interpretar Gavião-Negro no mesmo filme.

Embora não esteja claro o quão grande será seu papel de Sarah Shahi no longa, as especulações dos fãs apontam para o papel de Adrianna Tomaz, a Isis, esposa de Adão Negro.

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Jaume Collet-Serra está dirigindo Adão Negro a partir de um roteiro escrito por Adam Sztykiel. O filme de Dwayne Johnson deve apresentar o Gavião-Negro, Doutor Destino e a Sociedade da Justiça da América ao Universo Estendido da DC.


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Confira o trailer de Monster Hunter

A Sony Pictures divulgou o novo trailer de Monster Hunter, adaptação cinematográfica da franquia de games de fantasia da Capcom.

Rafa-el Lima

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Monster Hunter, franquia de games de fantasia da Capcom que está ganhando uma versão cinematográfica pelas mãos da Sony Pictures, ganhou o seu primeiro trailer completo.

No papel principal temos Milla Jovovich trabalhando junto ao mesmo estúdio responsável pela sua franquia de trabalho anterior, Resident Evil. Ou seja, temos garantia de ótimos efeitos especiais e explosões no longa, como podemos ver no trailer.

Confira o trailer completo ACIMA.

Monster Hunter tem estreia prevista para 3 de dezembro.

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Anya Taylor-Joy viverá a jovem Furiosa em longa derivado de Mad Max

Longa que contará a juventude da intrépida Imperatriz Furiosa ganha peso com a contratação de Anya Taylor-Joy para o papel principal.

Rafa-el Lima

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De acordo com o site Variety o diretor George Miller já fechou acordo com Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth e Yahya Abdul-Mateen II para estrelarem Furiosa, filme derivado da franquia Mad Max que contará a história de origem da personagem Imperatriz Furiosa de Charlize Theron de Mad Max: Estrada da Fúria.

Ainda de acordo com o site, Taylor-Joy dará vida ao papel principal, uma versão mais jovem de Furiosa. A notícia corrobora com a afirmação anterior do diretor que já havia dito em uma entrevista ao The New York Times em maio que estava procurando por uma atriz na casa dos 20 anos para assumir o papel. Na época, Miller ainda disse que já havia considerado usar a tecnologia de redução do envelhecimento para permitir que Theron – que tem 44 anos – desempenhasse o papel novamente, mas decidiu não fazê-lo. A atriz Anya Taylor-Joy tem hoje 24 anos.

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Miller irá dirigir, co-escrever e produzir Furiosa, junto com seu parceiro de produção de longa data Doug Mitchell. O filme será produzido em parceria com a Warner Bros. Pictures.

Ao preparar o roteiro de Estrada da Fúria, Miller e o co-escritor Nick Lathouris desenvolveram histórias de origem para cada personagem, mas não muito foi revelado sobre o passado de Furiosa. No filme, ela é uma capitã de guerra do cruel líder Immortan Joe, mas se volta contra este para libertar as concubinas que ele aprisiona. Ela então forma uma aliança com Max Rockatansky, interpretado por Tom Hardy. Miller dirigiu todos os quatro filmes Mad Max e foi nomeado como melhor filme e melhor diretor por Estrada da Fúria no Oscar 2016.

Furiosa, com Anya Taylor-Joy no papel principal, ainda não tem datas de estreia previstas.


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