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‘Liga da Justiça de Zack Snyder’ apresenta o caminho que o DCEU deveria seguir!

A versão de Zack Snyder para a Liga da Justiça tem tudo o que o DCEU precisaria para ter um futuro de sucesso nos cinemas nos próximos anos!

Divulgação: HBO Max

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O SnyderCut de Liga da Justiça foi, durante muito tempo, apenas um sonho dos fãs e do seu diretor. Agora, pouco mais de 3 anos depois do lançamento de Liga da Justiça nos cinemas, a verdadeira versão do longa poderá ser conferida: Liga da Justiça de Zack Snyder é a versão definitiva em longa metragem dos maiores heróis da DC Comics.

Sinopse
Em Liga da Justiça de Zack Snyder, determinado a garantir que o sacrifício final do Superman (Henry Cavill) não fosse em vão, Bruce Wayne (Ben Affleck) alinha forças com Diana Prince (Gal Gadot) com planos de recrutar uma equipe de metahumanos para proteger o mundo de um ameaça de proporções catastróficas. A tarefa se mostra mais difícil do que Bruce imaginava, pois cada um dos recrutas deve enfrentar seus próprios demônios do passado antes que possam finalmente formar uma liga de heróis sem precedentes. Porém, pode ser tarde demais para Batman (Affleck), Mulher Maravilha (Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller) salvarem o planeta dos vilões Steppenwolf, DeSaad e Darkseid e seus planos malignos.


Liga da Justiça de Joss Whedon (2017)

Como já foi dito ali no início, a Liga da Justiça já havia ganho uma versão cinematográfica em 2017. Isso aconteceu depois de Zack Snyder ser afastado do projeto (utilizando a trágica morte de sua filha, Autumn, como desculpa), pelos muitas vezes errôneos executivos da Warner Bros., e todo o seu material foi entregue nas mãos de Joss Whedon.

Whedon fez o que lhe foi pedido: emulou a fórmula Marvel, inserindo piadas a todo momento e saturando a colorização do longa, e deu um outro caminho ao material original de Zack Snyder, infelizmente.

E… Deu no que deu. Um filme simplório. Com roteiro que sofre com as mudanças e inserções de Whedon, que não casam com a proposta original do longa, e personagens que viraram motivo de chacota nas telonas. Nada mais, nada menos, que um filme regular. Sem coração.

Liga da Justiça de Zack Snyder

Depois da bem sucedida campanha dos fãs, a #ReleaseTheSnyderCut, Zack Snyder foi convidado a finalizar seu projeto para, finalmente, poder entregar aos fãs a sua visão do longa. E, possivelmente, ter a sua despedida do DCEU.

Para você que pretende assistir à Liga da Justiça de Zack Snyder, fica aqui um aviso: logo no início do filme, e durante alguns outros momentos, você vai pensar: “mas… eu já vi TUDO isso antes…”, e realmente viu. Como já disse aqui, todo o material filmado originalmente pelo diretor foi entregue ao seu substituto, e muito deste conteúdo foi usado em seu filme de 2017.

A base estrutural do filme é, logicamente, a mesma. Porém, como Whedon tinha o objetivo de “mudar” o enredo de Snyder, a forma como as coisas acontecem no longa podem até parecerem as mesmas, mas os gatilhos e consequências, quando vistos completamente, dão outro sentimento à trama.

Por exemplo, a chegada do Lobo da Estepe (Steppenwolf) está aqui, como esteve em 2017, mas o personagem agora tem motivos mais profundos para agir como age. A origem do Cyborg também está presente, da mesma forma, inclusive, mas o herói cresce tanto na versão de Snyder que faz jus ao que o diretor sempre disse sobre o personagem: “Cyborg é o coração do meu filme“.

Isso, goste você ou não, já era algo esperado. Era impossível pensar uma versão de Zack Snyder para o filme sem as cenas que o diretor já havia gravado anteriormente.

Dito isto, é preciso ressaltar: por mais que Liga da Justiça de Zack Snyder pareça o mesmo filme da Liga da Justiça de 2017, não se engane, este é um OUTRO filme!

Snyder se utiliza do longo tempo que tem disponível em tela para estruturar uma história coesa, mais densa e, por mais estranho e contraditório que pareça, com um pouco da leveza que lhe era cobrada anteriormente. Entenda, o clima sombrio dado filtro sépia, agregado às cenas slow motion, característicos do diretor em seus filmes anteriores no DCEU, estão lá. Entretanto, o que move os seus personagens aqui é, acima de tudo, a esperança, e isso faz muita diferença no contexto de mundo apresentado até agora.

Até a segunda hora do filme parece que o longa não tem nada de novo para lhe apresentar. Mesmo a inserção das cenas extras parecem não tirar do expectador a impressão de que estamos revendo tudo de novo, agora só inserindo uns pedacinhos a mais de cenas e “mudando as coisas de lugar”. Isso persiste até que temos o momento em que o clima do longa começa a dar uma guinada e você sente que o filme começa a ganhar uma cara própria.

A visão de Snyder para sua Liga da Justiça é muito mais generosa com seus heróis que a versão anterior. Aqui temos um desenvolvimento claro para cada um dos seus personagens, obviamente privilegiando os personagens que estão sendo apresentados ao universo DC dos cinemas “agora”.

Isso tudo é notório com o crescimento do plot do Cyborg, que é absurdamente maior e melhor em relação à 2017, do Flash, e do Aquaman, que nos dá vislumbres de elementos que já vimos no seu filme que se passou depois de Liga da Justiça, cronologicamente falando (e, não, aquela imagem/estátua que você verá não é a mesma do filme do Momoa. É apenas isso, uma estátua  😉 ).

O Batman de Ben Affleck perde o perfil piadista da versão anterior e volta a ser a base estrutural da Liga. A Diana de Gal Gadot é o braço direito do Batman e se mostra a guerreira amazona que todos amamos e queremos em combate, que entra na luta para matar ou morrer. O Aquaman de Jason Momoa perde o ar galhofeiro e se apresenta como o brucutu que resolve o problema. Impossível não pensar em como se sairia Jason Momoa no papel de Lobo. O Superman de Henry Cavill é o que menos muda da versão de 2017 da Liga, ficando à cargo da famosa roupa preta a mudança mais gritante no personagem.

Flash e Cyborg são os que mais crescem na versão de Snyder de sua Liga. O velocista de Ezra Miller ganha mais profundidade na sua apresentação, mantém-se como alívio cômico, mas tem muito mais importância no desenvolvimento e resolução dos problemas do que antes. O Cyborg de Ray Fisher é uma das partes mais importantes do longa, e é notório como a direção privilegia a apresentação do personagem, por saber que os outros membros do grupo já tinham longas próprios previstos no DCEU.

Além disso, a batalha final do longa é nada menos que épica, realmente! Cada parte da Liga se mostra importante e necessária para o desfecho do filme. Ninguém ali está “sobrando”.

Tudo de Liga da Justiça é melhor na versão de Zack Snyder em relação à versão de 2017. Nem a trilha sonora de Danny Elfman, que é muito boa e emula temas já clássicos dos longas da DC em alguns momentos, consegue superar a trilha de Junkie XL, aplicada nesta versão.

Se há um ponto de destaque, na minha opinião, na versão Whedon em relação à versão de Snyder, é apenas aquela introdução. Eu, particularmente, gosto daquele início.

De filme para série… e de volta para filme

Algo a destacar aqui é, na minha opinião, mais um erro da Warner Bros., dessa vez em relação à forma escolhida para lançar o SnyderCut. O longa de 4h02 é estruturado em forma de capítulos por ter, anteriormente, sido preparado para um lançamento como uma série dentro da plataforma da HBO Max.

A escolha por lançar todo o material de uma vez é excelente para os fãs, que saciam a sua sede pelo conteúdo de uma vez por todas. Mas, para a HBO Max, enquanto um serviço de streaming, soa para mim como sendo uma péssima decisão. É impossível negar que, em um momento de pandemia, onde muitos estão trancados em casa por conta dos riscos do Covid-19, lançar a Liga da Justiça de Zack Snyder como uma série renderia um hype de, pelo menos, 2 meses ao serviço de streaming.

Obviamente que existia o risco de, ao ver o material pouco a pouco, o público começar com reclamações como: “estamos revendo, semanalmente, o que já vimos em 2017”, uma vez que o impacto do conteúdo geral é melhor absorvido ao ser consumido de uma só vez, e com isso teríamos um hype negativo. Este pode ser, sim, o risco que a HBO Max não quis correr. Mas, a impressão que tenho é que a Warner Bros. quer finalizar o quanto antes o seu ciclo com Zack Snyder, e a melhor forma para isso é aplacar a ânsia dos fãs rapidamente, esperando que, em pouco tempo, o seu trabalho deixe de movimentar as redes sociais para que o estúdio possa seguir com seus planos para o DCEU sem sofrer backlash por parte dos fãs do trabalho do visionário.

Conclusão

Liga da Justiça de Zack Snyder mostra que, contrariamente ao que era bradado pelos haters do trabalho do diretor, Snyder conhece do universo onde estava colocando suas mãos. O diretor consegue, em apenas um filme, inserir 3 novos heróis de forma bem agradável, apresentar um desafio relevante e emplacar toda uma estrutura que poderia reverberar nos filmes seguintes do DCEU, dando a base para o futuro próximo da franquia. Mas, diferente do que parte do público, e da Warner, queriam, o diretor pretendia montar todo esse universo com calma, sem pressa, e sem tentar replicar a fórmula da Marvel Studios nos cinemas.

O DCEU, nascido nas mãos de Zack Snyder em Man of Steel, ganha como a nova versão de Liga da Justiça um norte absurdamente grandioso e que, com certeza, mobilizará novamente os fãs para que o movimento #RestoreTheSnyderVerse consiga trazer o diretor para estar verdadeiramente a frente do universo DC nos cinemas.

Feliz ou infelizmente, o que move os planos da indústria cinematográfica é o dinheiro. Então, se você é fã do Universo Estendido da DC, e gostaria de vê-lo seguindo esse caminho, considere assistir ao longa nas plataformas oficiais de lançamento.

Onde assistir?

O filme estará disponível a partir das 5h da madrugada (horário de Brasília) do dia 18 de Março.

Plataformas digitais exclusivamente para aluguel:

Apple TV, Claro, Google Play, Microsoft, Playstation, Sky, Uol Play, Vivo e WatchBr.


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Thor: Amor e Trovão | Saiu o trailer valendo!

Lançado o novo trailer de ‘Thor: Amor e Trovão’, faltando menos de um mês para sua estreia nos cinemas. Novas cenas e mais surpresas.

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Agora sim, temos Thor: Amor e Trovão mais completo trazendo mais detalhes do novo filme do deus do trovão.

Um pouco antes das 23h de hoje (dia 23), a Marvel Studios liberou o novo trailer oficial de um dos filmes mais aguardados de 2022.


[ATUALIZAÇÃO 24/05 – Liberado também o trailer também dublado em português]

Sinopse: Thor (Chris Hemsworth) encontra-se em uma jornada, diferente de tudo que ele já enfrentou – uma busca pela paz interior. Para combater a ameaça, o Deus do Trovão pede a ajuda da Rainha Valquíria (Tessa Thompson), Korg (Taika Waititi) e de sua ex-namorada Jane Foster (Natalie Portman), que, para sua surpresa, inexplicavelmente empunha seu poderoso martelo, Mjolnir, como a nova Poderosa Thor. Juntos, eles embarcam em uma angustiante aventura cósmica para descobrir o mistério da vingança do Deus Carniceiro e detê-lo antes que seja tarde demais.

Thor: Amor e Trovão chega aos cinema brazucas com um dia de antecedência em relação aos Estados Unidos, em 7 de julho.

++ Leia também:
– Mulher-Hulk: Defensora de Heróis | Trailer finalmente apresenta o visual da heroína na série
– Doutor Estranho no Multiverso da Loucura | Longa se destaca por (enfim) inserir terror ao MCU


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Chamas da Vingança | Crítica (sem spoilers)

Nova adaptação do romance de Stephen King têm chamas, mas não consegue vingar.

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Sendo uma experiência que há tempos não tinha o prazer de fazer, assisti ao filme Chamas da Vingança (Firestarter, 2022) sem, de antemão, saber absolutamente nada da história.

Não li sinopse, não vi trailer, não sabia nada da trama, as únicas informações que eu tinha era que se tratava de um filme de “terror” e que o Zac Efron fazia parte do elenco.

Por ver nos créditos iniciais que o longa é baseado no livro A incendiária (1980), de Stephen King, fui pesquisar a história e descobri que, além disso, o novo filme do diretor Keith Thomas é um remake de outra adaptação cinematográfica do mesmo nome, estrelada pela atriz Drew Barrymore (que surpresa!), lá em 1984, com seus 9 anos de idade.

Sendo assim, não li o livro e nem assisti ao filme original. Então, meu primeiro contato com essa história foi nesta nova adaptação, protagonizada pelo ator Zac Efron (Vizinhos, 17 Outra Vez) e pela atriz Ryan Kiera Armstrong (Viúva Negra, Anne With an E).

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Pôster de Chamas de Vingança (2022), remake do filme homônimo de 1984.

Na trama, Andy (Efron) e Vicky (Sydney Lemmon de Fear the Walking Dead) são um casal que possui poderes especiais, frutos de experimentos científicos feitos em seus corpos, quando eram adolescentes. Já na vida adulta, eles têm uma filha, chamada Charlie (Ryan Kiera), que desde o seu nascimento demonstra também possuir poderes, assim como seus pais; Charlie consegue produzir fogo, que pode ficar mais intenso e poderoso à medida que sua raiva aumenta. Esse poder acaba ficando em evidência por conta de pequenos incidentes causados pelas inseguranças da garota, fazendo com que a família seja obrigada a fugir de pessoas que querem fazer experimentos em Charlie.

A premissa é bem simples, porém muito interessante. Experimentos genéticos feitos por uma grande corporação científica, pessoas descobrindo e aprimorando seus poderes, primordialmente estes são elementos da ficção científica, e a história vai seguindo esse rumo, porém, com os dois pés no chão, sempre de maneira contida, caminhando também pelos caminhos do suspense e com umas pitadas de terror (o que eu achava que inicialmente seria o gênero principal do filme). Todos esses elementos misturados em um longa parecem gerar algo promissor na imaginação de quem lê uma sinopse que possua os mesmos; porém, neste caso, acredito que a ideia fica melhor na imaginação do que na prática.

++Leia mais:
– Doutor Estranho no Multiverso da Loucura | Longa se destaca por (enfim) inserir terror ao MCU
– Os Segredos de Dumbledore | Melhor que o filme anterior, mas parece não saber para onde ir

Chamas de Vingança é um filme confuso, com um roteiro básico que beira o vazio. A história parte do ponto A, parece que vai pro B, mas estanca e no fim volta pro A. Mesmo com a direção querendo ir pelos caminhos já citados, parece que no fim, não acerta em nenhum, entrando em consenso com o roteiro e mostrando que a adaptação é uma bagunça apática.

O Zac Efron e a Sydney Lemmon se esforçam e conseguem entregar bem seus papéis.

John Rainbird, um dos antagonistas do filme, vivido pelo ator Indígena Canadense Michael Greyeyes (Nativo da tribo Cree), é um personagem que tem bastante potencial e uma presença que causa curiosidade, porém, é também mais um prejudicado pelo roteiro, apesar de ter, no terceiro ato, uma das poucas cenas realmente interessantes do longa, ao lado da Charlie.

A Ryan Kiera Armstrong, que dá vida a protagonista do filme, é uma atriz promissora, porém, sua personagem foi um pouco prejudicada pelo roteiro, que a reduziu em gritos e ‘carões’ para liberar seus poderes, um tipo de Eleven (de Stranger Things, que até faz sentido, já que a série bebe muito da fonte de Stephen King), porém, com bem menos desenvolvimento. Em poucas cenas rápidas a personagem tem um desenvolvimento forçado para poder justificar o terceiro ato do filme, sem grandes explicações. A gente simplesmente não tem tempo de criar afeição pela garota, por conta dos cortes bruscos de cenas e pela ineficácia do roteiro em criar uma sequência de acontecimentos harmônica.

Falando em poderes, esqueçam explicações mais aprofundadas sobre o quê e o porquê; tudo é abordado muito rapidamente e de maneira vaga, deixando a gente sem a menor ideia de onde aquilo surgiu e de qual o sentido por trás, tanto das tramas quanto das motivações dos personagens. As conclusões abruptas e fáceis dos problemas enfrentados pelos personagens são tão descartáveis – e até mesmo nonsense – que beira ao absurdo.

Para não dizer que a experiência foi de toda ruim, a trilha sonora é um ponto do filme que chamou minha atenção. Pelo menos aqui, acredito que construíram algo interessante.

Chamas da Vingança é mais uma das centenas de adaptações e remakes que Hollywood tenta emplacar há anos. Alguns funcionam muito bem e conseguem justificar sua existência, o que, infelizmente, não é o caso aqui.

O filme começa interessante, mas depois se mostra apático, nonsense e sem carisma algum. Se essa era a intenção original do livro de Stephen King, eu não sei dizer; mas, aqui, as chamas não conseguiram vingar.


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Doutor Estranho no Multiverso da Loucura | Longa se destaca por (enfim) inserir terror ao MCU

Novo filme do Doutor Estranho tem em seu diretor, Sam Raimi, a sua maior força para alavancar um roteiro que perde oportunidades.

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Quando o Marvel Studios anunciou a chegada de Doutor Estranho ao MCU em 2016, nos prometendo aventuras psicodélicas, magia e terror, não foi exatamente assim o que acabamos recebendo naquela época. Por mais que tais elementos estivessem presentes, tivemos apenas um leve vislumbre desses conceitos em seu primeiro filme. Seis anos após o primeiro longa e muitas participações em filmes subsequentes, eis que enfim temos a oportunidade de conferir Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, tão aguardada sequência, também muito esperada por causa da brilhante adição do diretor Sam Raimi (da trilogia original de Homem-Aranha) de volta ao universo dos quadrinhos Marvel.

++Leia Mais:
– Doutor Estranho no Multiverso da Loucura | Confira os spots lançados do filme
– Thor: Amor e Trovão | Confira o primeiro teaser-trailer ao som de Guns N’ Roses

Logo na primeira cena de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura já conseguimos ver a marcante assinatura de Raimi, com seus movimentos de câmeras incomuns, monstros, gritos e mortes impactando quem esperava ver um filme Marvel dentro de sua fórmula já tão conhecida e desgastada. Cena também que já estabelece como será o ritmo alucinante que irá permear todo o filme, algo que, a meu ver, foi um ponto negativo para a trama de DE2, mas falaremos disso um pouco mais a frente.

Contando com roteiro de Michael Waldron (Loki), DE2 não se prende em explicar conceitos já vistos em produções anteriores, utilizando de diálogos simples e diretos para não alienar o grande público que, por ventura, não esteja familiarizado com todo o MCU. Entretanto, seu começo relativamente bem escrito acaba perdendo-se nesses mesmos conceitos no desenrolar da trama, enfraquecendo um roteiro que, vez ou outra, não compactua com eventos de filmes anteriores. Por sorte, aqui temos a excelente direção de Raimi, que graças ao seu feeling pontual para o humor excêntrico e o terror slasher, conseguem fazer de Multiverso da Loucura o filme mais diferente e inovador de todo o MCU, trazendo um clima amedrontador que se segue até nas poucas cenas de respiro do longa.

Tal mergulho neste terror é brilhantemente potencializado pela estonteante atuação de Elizabeth Olsen, que passeia belissimamente entre a doçura de Wanda até a crueldade sanguinária de Feiticeira Escarlate, entregando aqui o seu melhor trabalho no MCU, e talvez, quem sabe, de toda sua carreira. Contudo, posso afirmar que seu arco (sem querer dar spoiler) pode ser considerado um retrocesso, se levarmos em consideração sua história em WandaVision. Parece que a pobre Wanda, desde que foi apresentada em Vingadores: Era de Ultron, luta sempre por perdas em sua vida: primeiro seus pais, depois seu irmão, depois seu amor e agora seus filhos. Olsen, como sempre, nos entrega tudo em suas atuações, entretanto, tal feito de roteiro me deixa a impressão que a Marvel ainda não encontrou um novo conceito de história para entregar a personagem, que já vem sendo castigada desde sua inserção ao MCU.

— Parem de fazer minha Wanda sofrer, gente!

Assim como Olsen, Benedict Cumberbatch imprime novas camadas ao seu Stephen Strange. Em sua melhor aparição na franquia, o ator leva o mago por uma jornada emocional transcendente, embora não tão marcante, deixando claro que Estranho ainda tem muito a nos mostrar em histórias futuras.

Benedict Wong, Xochitl Gomes e Rachel McAdams, respectivamente Wong, América Chávez e Christine Palmer, apesar de não terem tanto tempo de tela para brilharem como seus colegas supracitados, conseguem entregar o que o roteiro os propõe, dando sentimento e coração a trama sombria de Raimi.

++ Leia Mais:
– Novo trailer de Ms. Marvel destaca novos poderes da heroína
– Morbius | Medíocre, raso e com efeitos especiais da deep web

Uma aventura alucinógena

Os efeitos visuais de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, apesar de não serem impecáveis, consegue ser bem utilizados por Raimi, montando um espetáculo visual de encher os olhos de quem assiste. Seja quando Estranho acaba atravessando as barreiras do multiverso junto de Chávez ou correndo atrás de um McGuffin, o filme preocupa-se em ser cuidadoso em cada novo cenário, para que assim possa ser incrível e arrebatador, como o próprio diretor conta nos extras do longa. Tal feito pode ser muito bem aproveitado e melhorado nas próximas produções Marvel.

As cenas de ação também são um prato cheio, revelando sequências de feitiços chocantes e até cenas de lutas corpo-a-corpo que podem ser comparadas a Soldado Invernal e Ultimato, estabelecendo Multiverso da Loucura como um dos filmes mais visualmente incríveis do MCU.

Nem tudo é perfeito

Entretanto, como já havia dito acima, o fraco roteiro de Michael Waldron falha em alguns pontos da trama em não desenvolver muitos dos seus personagens. Apesar de já conhecermos quase todos, tais arcos aqui apresentados não ganham tanta profundidade como deveriam, sendo apenas pincelados em certos momentos do filme.

O roteiro apressado, quase um filme no stop, se preocupa mais em avançar na história, atropelando conceitos e tramas que mereciam um pouco mais de relevância. O próprio multiverso em si, que se esperaria ter um destaque maior neste filme, não o tem e mais uma vez somos apresentados a uma história que nos prepara para algo que, aparentemente, nunca chega. O que nos leva a pensar que: caso DE2 estivesse nas mãos de um diretor mediano, seria apenas outro filme esquecível dentro do MCU. Por sorte, temos Raimi que, graças ao seu brilhantismo e forte assinatura, nos entrega um filme diferente e arrojado em vários aspectos.

Reproduzindo toda a grandiosidade da trilogia Homem-Aranha, trazendo de volta as peculiaridades que o tornaram tão conhecido, Sam Raimi, apoiado ao seu brilhante elenco, nos mostra que Doutor Estranho no Multiverso da Loucura já ficou marcado como um dos melhores e mais ousados filmes de todo o MCU.


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Doutor Estranho no Multiverso da Loucura | Spots lançados revelam muito do filme

Novo longa do Mago Supremo, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, ganha vários comerciais de TV que parecem entregar demais do filme.

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É isso mesmo, senhoras e senhores! Há pouco menos de uma semana da estreia do filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (Doctor Strange in the Multiverse of Madness), a Marvel vem lançando muitos spots com detalhes sobre um dos filmes mais aguardados para os cinemas de 2022.

Nestes spots de TV lançados temos algumas “confirmações” de algumas teorias e presenças há muito desejadas mas, de certa forma, inesperadas pelo grande público.

 ALERTA DE SPOILERS

Atenção, se você não gosta de spoilers não siga a partir daqui!

Nos vídeos temos a Feiticeira Escarlate começando a demonstrar um pouco da sua magia do Caos, novas cenas do Doutor Estranho como Zumbi, ou pelo menos se transmutando em um, e os Illuminatti surgem com uma pequeno vislumbre da cadeira amarela do Professor X, com sua presença homenageando a fase anos 90 dos X-Men, e ainda temos um tostão da Capitã Carter, Miss América Chaves, Barão Mordo, e possivelmente Monica Rambeau toda poderosa! Se quiser conferir tudo isso, os vídeos vão aí abaixo, mas é por sua conta e risco:

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se passa após a derrota de Dormammu e o embate contra o Titã Louco, Thanos nos eventos de Vingadores: Ultimato. O Mago Supremo, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), e seu parceiro Wong (Benedict Wong), continuam suas pesquisas sobre a Joia do Tempo, mas um velho amigo, que virou inimigo, coloca um ponto final nos seus planos e faz com que Strange desencadeie um mal indescritível, o obrigando a enfrentar uma nova e poderosa ameaça.

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O longa se conecta com a série do Disney+, WandaVision, e tem relação também com a série Loki. O filme pertence a fase 4 do MCU, onde a realidade do universo pode entrar em colapso por causa do mesmo feitiço que trouxe os vilões do Homem-Aranha para o mundo dos Vingadores e o Mago Supremo precisará contar com a ajuda de Wanda (Elizabeth Olsen), que vive isolada desde os eventos de WandaVision.

O longa explora o multiverso com todo o seu esplendor, explorando grandes possibilidades e aparições de personagens da Marvel em suas versões mais horrendas. A direção de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura está na batuta do Sam Raimi, muito conhecido pela galera que curtiu os primeiros filmes do Homem-Aranha estrelados por Tobey Maguire, e que também é conhecido do grande publico por seus filmes de terror. Este filme, inclusive, está cotado para ser o filme mais assustador do MCU.

Com direção de Sam Raimi o elenco conta com Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho), Rachel McAdams (Christine Palmer), Benedict Wong (Wong), Chiwetel Ejiofor (Barão Mordo), Xochitl Gomez (Miss America Chavez) e Elizabeth Olsen (Feiticeira Escarlate), além de grandes participações que devem surgir, ou não, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura estreia dia 05 de maio próximo.


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Jurassic World: Dominion | Segundo trailer é revelador!

Novo longa da franquia jurássica mais amada dos cinemas ganha segundo trailer.

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Um novo trailer Jurassic World: Dominion foi lançado há pouco e mostra que não pouparam nos efeitos no longa que está por vir. Novamente a humanidade está às voltas contras uma fuga em massa de dinossauros.

O trailer mostra ainda muitas caras bem conhecidas pelo público da trilogia Jurassic World e Jurassic Park. Então, não tem só a figurinha do Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, mas também DeWanda Wise e os veteranos da franquia Sam NeillJeff Godlblum e Laura Dern como Drs. Alan Grant, Ian Malcolm e Ellie Sattle.

++Leia Mais:
– Thor: Amor e Trovão | Confira o primeiro teaser-trailer ao som de Guns N’ Roses
– Os Segredos de Dumbledore | Melhor que o filme anterior, mas parece não saber para onde ir

O longa conta com direção de Colin Trevorrow e produção de Patrick Crowley e Frank Marshall.

O elenco conta com:? Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Laura Dern, Jeff Goldblum, Sam Neill, DeWanda Wise, Mamoudou Athie, BD Wong, Omar Sy, Isabella Sermon, Campbell Scott, Justice Smith, Scott Haze, Dichen Lachman, Daniella Pineda.

Jurassic World: Dominion, é a sexta continuação da série Jurassic Park e o terceiro filme da nova franquia, tem sua estreia prevista para 10 de junho de 2022 no Brasil.


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Filmes

Thor: Amor e Trovão | Confira o primeiro teaser-trailer ao som de Guns N’ Roses

Confira o primeiro trailer do quarto longa de um dos mais poderosos personagens do Universo Cinematográfico da Marvel.

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Thor: Amor e Trovão, quarto longa do Deus do Trovão da Marvel ganhou o seu primeiro teaser-trailer.

No trailer vemos o Filho de Odin tentando se adaptar a uma vida pacata, longe das aventuras da vida de herói. Como sabemos, os eventos desencadeados em Vingadores: Guerra Infinita causaram muitos danos ao personagem de Chris Hermsworth, dentre eles: sentimento de culpa, depressão e outros mais.

++Leia Mais:
– Novo trailer de Ms. Marvel destaca novos poderes da heroína
– Morbius | Medíocre, raso e com efeitos especiais da deep web

Além do trailer, que você pode conferir acima, o longa ganhou também um novo pôster:

Thor: Amor e Trovão tem estreia prevista para 7 de julho nos cinemas brasileiros.


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Os Segredos de Dumbledore | Melhor que o filme anterior, mas parece não saber para onde ir

O melhor filme da franquia ‘Animais Fantásticos’ até aqui. Mas, ainda assim, muito aquém dos longas de Harry Potter.

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Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore, novo longa da franquia mágica da Warner Bros. chega aos cinemas no próximo dia 14/04 e nós trazemos aqui a nossa crítica para vocês.

Quando fomos apresentados ao Mundo Bruxo lá no distante ano de 2001, com o primeiro filme do bruxinho que vivia debaixo da escada, mal imaginávamos que este universo encantaria inúmeras gerações, do mais jovem ao mais velho. O mundo de Harry Potter, criado pela aquela autora que-não-pode-ser-nomeada tornou-se um fenômeno mundial, e quando Relíquias da Morte – Parte 2 trouxe o final épico à franquia, muitos se entristeceram pelo aparente fim naquela época. Porém, alguns anos depois, lá estávamos nós outra vez diante de uma nova história deste universo com o anuncio de ‘Animais Fantásticos’.

Em 2016, quando o primeiro filme (dos cinco anunciados) chegou aos cinemas, ele conseguiu nos levar de volta ao brilho e a magia deste mundo, expandindo e o tornando mais fascinante, onde poderíamos enfim conhecer como a comunidade bruxa se comporta fora dos portões de Hogwarts. Entretanto, toda a mágica e encanto deste universo começou a ser abalada pelas turbulências em sua produção: o escândalo de Johnny Depp, as acusações de transfobia por parte da autora e roteirista dos novos filmes e as recentes polemicas de Ezra Miller se tornaram o calcanhar de Aquiles desta franquia. E, em meio a tudo isso, nasceu o terceiro filme, Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore. O novo longa vem como uma chama de esperança, por parte dos fãs, após o esquecível Crimes de Grindewald, que nos apresentou uma história repleta de subtramas jogadas e sem nenhum desenvolvimento, entretanto não é bem assim que acontece.

Trama

Em Os Segredos de Dumbledore somos levados para algum tempo após o final do segundo filme, onde vemos Alvo se preparando para deter o poderoso mago das trevas por quem uma vez se apaixonou. No entanto, por conta de um pacto de sangue feito em sua juventude – sendo assim, incapaz de enfrentar Grindewald sozinho -, Dumbledore conta com uma equipe formada e liderada por Newt Scamander (Eddie Redmayne), para embarcar em uma nova missão perigosa que envolve novas criaturas, confrontos e revelações.

++Leia Mais:
– Sonic 2 chega provando que sequencias podem ser tão boas quanto filmes de origem
– Morbius | Medíocre, raso e com efeitos especiais da deep web

Roteiro

Na nova produção conseguimos ver uma aparente melhora na coesão narrativa, muito por parte da adição de Steve Kloves, responsável pelos roteiros de sete dos oito filmes de Harry Potter. Contudo, por ser um filme intermediário, em teoria ele serviria para avançar a história, desenvolver um pouco mais os personagens já conhecidos e nos encaminhar para o tão aguardado confronto entre Dumbledore e Grindewald nos longas que estão por vir. Pois é, este seria o caminho.

O roteiro deixa de lado o brilhantismo outrora visto na franquia do bruxinho e joga no seguro, nos apresentando uma história previsível e um pouco entediante (em certos pontos), onde os personagens e a própria narrativa não avançam. Uma trama repleta por situações que estão sempre prometendo “algo maior”, porém esse momento nunca acontece.

Basicamente, este terceiro filme funciona muito mais como uma extensão do longa anterior do que uma evolução à franquia.

Efeitos

Em relação aos efeitos visuais de AF3 não tenho muito o que falar. As criaturas aqui mostradas são as mais belas e encantadoras já vistas, como a majestosa Serpe, que vemos carregando Newt no trailer e o bondoso Qilin que possui um importante papel para a trama deste filme, aliás, aqui os animais fantásticos (finalmente) possuem uma importância maior para a história do que antes. Assim também como as cenas de batalhas que estão muito melhores. Minha única ressalva, talvez, seria para um tipo de ‘Efeito Blur’, que muitas vezes deixam as cenas meio embaçadas.

Personagens

Por falar em personagens, além de revermos aqueles que já amamos, somos apresentados também a novos rostos. Como o atual Ministro da Magia Alemão, Anton Vogel (Oliver Masucci), o irmão de Alvo, Abelforth Dumbledore (Richard Coyle), a professora da escola bruxa americana, Eulalie Hicks (Jessica Williams) e a Ministra da Magia Brasileira, Vicência Santos (Maria Fernanda Cândido). Contudo, erros do passado voltam a se repetir, introduzindo mais personagens a uma produção já com um grande elenco, onde boa parte não ganha nem muito tempo de tela e muito menos desenvolvimento.

Um bom exemplo é própria personagem de Maria Fernanda, que apesar de ter um importante papel de antagonista politica de Grindewald, sofre por não ter um maior espaço na história, deixando-a quase como uma figurante. E nem vamos falar da querida Tina, papel de Katherine Waterston, que é totalmente ‘esquecida no churrasco’ aqui. Quem continua a brilhar é Jacob (Dan Fogler) que volta como o escape cômico, mas infundido em um arco dramático que envolve tanto suas experiências com os bruxos e com a guerra contra os trouxas, quanto seu relacionamento brutalmente interrompido com Queenie (Alison Sudol).

Jude Law também se destaca brilhantemente como o jovem Dumbledore, e neste filme temos a certeza de que ele nasceu para este papel. Law consegue mesclas lindamente a sagacidade de Michael Gambon com as palavras sábias e tranquilas de Richard Harris perfeitamente. Já Mads Mikkelsen, que assumiu o posto de vilão, após a demissão de Depp, traz um ar de superioridade ao personagem antes não visto, o que combinou perfeitamente com o clima político aqui apresentado.

O grande problema

Contudo, o principal problema do longa-metragem é se render ao frenesi imagético. Isso é, arquitetar uma sucessão de investidas que não dialogam entre si e que se firmam como pequenos fragmentos dispensáveis – e pior: sem explicações sólidas o suficiente para convencer os espectadores. David Yates, que novamente encabeça o projeto, imprime seus velhos maneirismos cansativos dos títulos anteriores, e, auxiliando na montagem, corta a atmosfera com centelhas de ressignificações que não fazem muito sentido.

Conclusão

Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore é um filme ok, que ainda apresenta muitos erros cometidos anteriormente, e que, por mais que possamos notar uma leve melhora narrativa, o longa usa e abusa de easter eggs tentando nos puxar pela nostalgia, mas a verdade é que Animais Fantásticos ainda precisa de muita magia e senso de roteiro para chegar aos pés de Harry Potter.


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Filmes

Sonic 2 chega provando que sequencias podem ser tão boas quanto filmes de origem

Novo longa do ouriço mais veloz dos games desenvolve o universo do personagem acrescentando velhos conhecidos dos jogos.

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Divulgação: Paramount Pictures

O ouriço azul mais famoso do mundo está de volta para mais uma aventura empolgante e gostosinha de assistir. Sonic 2 chegou aos cinemas e, com ele, a nossa crítica para vocês!

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Se em 2020 (um pouco antes da pandemia começar), o primeiro longa de Sonic foi uma grata surpresa para o grande público, em nos apresentar a primeira adaptação de um jogo de videogame realmente descente para os cinemas, hoje, dois anos depois, a Paramount Pictures tinha o desafio de nos trazer uma sequência tão boa ou melhor do que o primeiro filme e muito mais fiel aos jogos. Felizmente ela conseguiu.

Sem medo de ser feliz e abraçando de vez a galhofa, Sonic 2 nos traz o conceito “quanto maior, melhor”. Não apenas para justificar esta sequência, como também para aprofundar um pouco mais este universo criado pela SEGA. O filme, mesmo contando com atores reais, os transformam em meros coadjuvantes e dá foco total para os personagens digitais e para a nova trama, à la Indiana Jones, onde vemos Sonic e seu mais novo amigo, Tails, unindo forças para impedir que um antigo e um novo inimigo venham a pôr as mãos em uma poderosa esmeralda que dá, a quem a possui, um poder colossal.

A trama deste novo Sonic começa basicamente no ponto onde o filme anterior terminou, onde vemos o vilão Doutor Eggman/Robotnik (Jim Carrey) preso no Planeta Cogumelo, buscando uma forma de sair de lá, voltar à Terra e, assim, conseguir vingar-se do ouriço azul. Entretanto, ao usar um espinho do nosso herói, ele acaba atraindo visitantes inesperados, além do explosivo Knuckles, dublado por Idris Elba.

O roteiro de Patrick Casey e Josh Miller trazem uma série de artifícios que facilitam a jornada do protagonista, não trazem grandes reviravoltas, mas se divertem com um orçamento maior, apresentando novos cenários e efeitos mais elaborados (a propósito, os personagens estão muito mais fieis aos jogos do que antes), como acrescentar a luta final uma grande tempestade e até um confronto com um robô gigante.

++Leia Mais:
Morbius | Medíocre, raso e com efeitos especiais da deep web
Ghostbusters: Mais Além | Uma ótima revitalização de franquia que respeita as origens

Quanto ao elenco humano, James Marsden (nosso eterno Ciclope) e Tika Sumpter estão okays em seus papeis de tutores de Sonic, mas não temos muito o que falar deles, pois aqui a história não traz muito enfoque nos personagens dos dois, já Jim Carrey está mais pirado do que nunca com suas caretas e expressões caricatas como o vilão Robotnik. Sentindo-se mais confortável no papel, ele vira, deita e rola encima do personagem.

Jeff Fowler retorna na direção e com ele o trabalho de trazer uma sequencia maior, mais divertida e pirada do que o seu antecessor, cumpre bem esse papel, mas não faz uma grande evolução significativa, além das já citadas acima. Se posso destacar um ponto negativo seria a constante quebra de ritmo do filme e, por ter cerca de 20 minutos a mais que o primeiro que poderiam ser muito bem cortados, trazendo assim um melhor dinamismo ao longa.

Sonic 2 é um filme quentinho sobre personagens que amamos. Onde podemos ver uma sequencia mais madura, que adapta muito bem as peculiaridades dos jogos do ouriço azul, engrandecendo a ação e aventura, e deixando conosco a certeza de que essa franquia ainda tem muito o que nos presentear pelos próximos anos.


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