IZombie - Morri pro Mundo - Multiversos
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IZombie – Morri pro Mundo

Lorena

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Das coisas simples e legais que existem no mundo das HQ’s, IZombie – Morri pro Mundo com certeza é uma boa indicação!

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Criação de Chris Roberson e Michael Allred, essa comédia negra/terror gira em torno da adorável Gwen Dylan, uma zumbi nada convencional, que apesar de estar morta, pensa, sente e vive uma vida quase humana. Para que isso seja possível ela precisa se alimentar de cérebro humano uma vez ao mês.

Não parando por aí, Gwen possui dois amigos também bem diferentes. Sua amiga Ellie, um fantasma dos anos 60 (que pode escolher ser vista ou não por outras pessoas) e Spot que é um Terrieromem (Mistura inofensiva de Lobisomem com a raça de cão Terrier).

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Eu sei, eu sei… Tudo isso contado assim parece ser muito bizarro! Mas prometo que dentro do contexto e com todas as explicações expostas, a história é muito bacana de se ler. E o que deixa bem interessante é que quando Gwen come o cérebro de alguém, acaba possuindo todas as memórias de sua “vítima” (Gwen trabalha de coveira em um cemitério, o que facilita a extração de cérebros de pessoas já mortas), e isso faz com que ela se sinta responsável por resolver assuntos inacabados daquela pessoa.

Junte tudo isso com uma Múmia de conhecimentos misteriosos, Caçadores de Monstros e um grupo de Vampiras Safadas que buscam atrair suas vítimas (sempre homens) para seu campo de Paintball, e se deixe conduzir pelo conto e também pelos traços simples mas atrativos de Michael Alfred.

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Michael Alfred, como sempre apresenta uma arte extremamente competente, um misto de arte sequencial e art pop dos anos 50/60. Alfred despontou na Image Comics (Depois para Dark Horse Comics) com seu Madman, e depois em um suspiro de criatividade ele inovou a X-force da Marvel, transformando no grupo X-Statix.

IZombie não tem um enredo inovador, mas é algo bem desenvolvido e que até inspirou sua série homônima produzida pela CW e que começou a ser exibida este ano. A série aborda uma história completamente diferente de seu material original, o que não deixa de ser agradável, apresentando assim uma nova leitura desse universo.  Além de ter sido indicada ao Eisner Award por Melhor Nova Série em 2011.

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A série, publicada em 28 edições lá fora, chegou a sua conclusão em 2012. No Brasil, acaba de ser publicado o primeiro encadernado pela Panini, contendo as cinco primeiras histórias e mais uma história que saiu em The House of Mysteri Hallowen Annual 01.

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Enfim galerinha, se vocês estão à procura de algo leve e gostoso de ler, comprem IZombie. Vocês vão se divertir e ainda ficar na expectativa pela próxima edição, pois na primeira são deixadas muitas pontas em aberto, nos deixando ainda mais curiosos e ansiosos pelo próximo volume.

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Capitão América: Guerra Civil

Rildon

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E a Marvel trouxe a guerra até nós a Guerra Civil!

Acaba de estrear nos cinemas e, a convite dos nossos amigos do CosmoNerd (obrigado, Victor!), fomos assistir o filme na pré-estreia.

A empolgação acabou dominando. Mesmo tentando sempre baixar as expectativas para, assim, ter uma experiência livre de frustrações, foi inevitável. O pequeno Marvete em mim, que ia todos os dias à banca do ‘Seu Zé’ encher o saco dele perguntando se tinha chegado o amado formatinho de Superaventuras Marvel, pulou de alegria ao sentar na poltrona do cinema (bastante confortável, diga-se de passagem, o que me fez ter a minha própria Guerra Civil contra o sono, afinal, a pré começou mais de meia-noite) e começar a acompanhar tudo o que a Casa das Ideias estava preparando para um público fiel e completamente apaixonado por esses personagens.

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Mas o que devemos entender nesse filme, principalmente quem leu os quadrinhos é: não tem nada a ver com o plot principal da HQ. Inclusive esquecemos que esse é um filme do Capitão América, estamos recebendo ele como um Vingadores 2.1, a própria Marvel não nos trouxe um filme do Capitão. Ele esta lá, sim, é importante para todo o desenvolvimento do filme, mas Steve acabou sendo deixado de lado.

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Os lados são bem definidos no filme, como nos quadrinhos, e você entende o posicionamento de cada lado e o que eles estão defendendo. Mas algo que me incomodou nos trailers o tempo todo, acabou se mostrando verdade. Que todo o levante do Capitão foi por conta de sua amizade com o Bucky e o governo dos EUA estar caçando o Soldado Invernal.

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A cena inicial, e que corrobora com o governo para se dar conta que os heróis estão precisando de um freio, é incrível. As cenas de combate, as equipes trabalhando junto, Steve mostrando como é o Capitão em combate é de tirar o fôlego. Mais uma vez os Irmãos Russo mostrando que entendem muito bem de dirigir cenas de lutas.

O Falcão finalmente mostrando do que é capaz em combate e a grata surpresa da introdução do seu parceiro Asa Vermelha, que nos quadrinhos é um pássaro de verdade e que Sam possui uma ligação psíquica, só que no filme… bom, vá ver e tenha gratas surpresas.

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Temos uma equipe em cena, trabalhando de forma ordenada e fluida, como na HQ, também temos uma explosão. Apesar de que muitos de nós acabamos esquecendo, esse é um filme da Marvel, que tende a suavizar na sua trama. Nos quadrinhos, a explosão em Stamford é bem mais dramática, afinal, crianças morrem.

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E o que falar do nosso “Underoos”?

O cabeça de teia, depois de uma verdadeira rinha de advogados, fez sua estreia no universo cinematográfico da Marvel, e como o nome título de seu filme solo, SpiderMan Homecoming, o amigo da vizinhança está de volta pra casa.

E que volta!

Não vou encher este texto de spoilers, não, ele é mais para instigar a você ir ao cinema, e a surpresa que tive com a forma que ele é introduzindo é espetacular.

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Eu não preciso ser mais uma vez introduzido a dor que o Jovem Peter Parker passa, já sabemos. E o conceito de “com grandes poderes vem grandes responsabilidades” é explanado e mostrado de forma bem verdadeira em um diálogo franco do personagem.

As lentes refratáveis (obrigado, Damásio), ou melhor, o fechar dos olhos, uma grande referência ao universo das HQs, é explicado de forma genial em uma linha de dialogo. São essas preocupações e carinhos que fazem você ter certeza que é muito bom estar de volta ao lar. E como a Marisa Tomei no papel de Tia May traz um novo vigor a um personagem já bastante conhecido por todos.

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E o filme teve mais que Homem-Aranha, tivemos o Homem-Formiga, que nos brindou com uma das melhores cenas do filme. O Pantera Negra deixando no ar a vontade de conhecer todo o reino do guerreiro Rei Tchala, e como ele roubou a cena por diversas vezes.

Feiticeira Escarlate crescendo como a personagem poderosa e relevante que ela é. O Visão e sua interação com esse mundo ainda novo para ele.

Viúva Negra faz um ponto de análise de tudo o que esta acontecendo e até sendo o contraponto nos dois lados do conflito.

Ainda dá tempo de termos um vilão intelectual em todo o desenrolar, alguém importante que culmina nessa guerra, bom, guerra não, digamos que um desentendimento grande entre amigos.

O grande ponto baixo do filme é o seu titulo final não é um filme do Banderoso, inclusive no final com a mensagem que o Homem-Aranha retornará, mas em nada tira o brilho do filme, me deixando bastante curioso em saber como os diretores que estão trabalhando nesse universo pretendem superar o trabalho primoroso dos irmãos Russo. O filme me deixou bastante empolgado para a Guerra Infinita e o que Anthony e Joseph Russo pretende fazer com nossos heróis.

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Finalizando, e realmente tentando não soltar spoilers aqui, o filme tem uma excelente trama, que abre possibilidades nesse universo Marvel que estamos acompanhando desde 2008. Universo este que têm a sua construção feita de forma coesa e tranquila (aprende Warner/DC!).

Capitão América: Guerra Civil abre também essa nova fase, completamente revigorada, me deixando inclusive curioso como será toda a introdução do Dr. Estranho junto a esses personagens já tão conhecidos por nós.

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E você apressadinho, não saia do cinema correndo, pois temos duas cenas extras que trazem ligações bem relevantes e são bem legais de serem vistas.

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Capitão América: Guerra Civil estreia dia 28 de Abril.

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Multiversos Indica # 27 – X-men – Deus Ama, O Homem Mata

Rildon

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Fala, galera!

Hoje o Multiversos trás pra vocês a indicação de uma das obras primas de Chris Claremont, “Deus Ama, O Homem Mata”.

Confere aí!

MultiversosIndica

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Batman: Silêncio

Rafa-el Lima

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Se você perguntar a um fã de HQs quais os 3 personagens preferidos nesse meio, existe uma grande possibilidade de o orelhudo estar entre eles. Do alto dos seus 77 anos de existência, o Cavaleiro das Trevas é quase uma unanimidade entre os fãs de quadrinhos!

Nada mais justo que, nessa semana posterior ao Batman Day, data de comemoração ao herói de capa e bumerangue, o Multiversos trouxesse pra vocês um ‘Já Leu?’ que é quase um “queijo com goiabada”, uma “pipoca e guaraná”, um “baião de dois com ovo” como gostamos tanto aqui em Fortaleza (huuummmm…).

A Eaglemoss está lançando, agora em outubro, a sua tão esperada coleção de Graphic Novels da DC Comics, e as duas primeiras edições são de quem, de quem, de quem? Do Batmaaaan! Êêêêêê!

Batman: Silêncio (ou Hush, no original) abre as edições da Eaglemoss, estranhamente, em duas edições. Digo estranhamente porque, à luz do que tem sido praticado nessas edições em capa dura “estilo Salvat”, geralmente as histórias são lançadas em arcos fechados de uma edição apenas. Mas é perfeitamente compreensível o caso de Silêncio, por se tratar de uma série que foi lançada em 12 edições na revista mensal do morcegão.

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Escrita por Jeph Loeb (de O Longo Dia das Bruxas, publicação vencedora do Eisner em 1998 e 1999) e desenhada pelo mestre das poses heroicas, Jim Lee, Silêncio segurou (ou não) o leitor por 12 meses em sua publicação original. Esse é, na minha opinião, o maior problema da saga. Por vezes o leitor sente que poderia ter chegado ao mesmo ponto da trama sem ter demorado tanto.

Durante 12 edições, ou 2 encadernados como será no caso da Eaglemoss, você é guiado por, praticamente, uma viagem na história do Batman, acompanhando uma narrativa em que, a cada capítulo, o herói se vê em um embate contra um inimigo diferente. E, em um momento, até contra um amigo (quem seria, hein?).

Se existe uma série que poderia servir de início para qualquer leigo em quadrinhos se iniciar na aventura de ler Batman, essa série é Silêncio. Muitos de seus vilões icônicos estão lá; a sua tropa de auxiliares está lá; até o Batmóvel usado na série da década de 60 está na Batcaverna! Existe uma verdadeira homenagem à vida do herói feita de forma extremamente didática pra quem não conhece do universo do herói nos quadrinhos (o que, pra muitos fãs de longa data, pode ser uma chatice).

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No que tange ao roteiro, não quero dar spoilers pois é uma equação bem simples: personagem do passado do Batman + envolvimento na vida atual do herói = treta sinistra + final um tanto quanto previsível, mas nem por isso menos interessante (com um bônus para o diálogo do finalzinho da história que, pra mim, paga a revista).

A arte do Jim Lee é sempre desnecessária de se falar. Poses belíssimas, ângulos heroicamente pensados, mulheres gost… lindíssimas e homens que parecem todos da mesma família de tão parecidos que são. De uma forma geral, excelente. Sempre curti Jim Lee.

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Silêncio é, na minha humilde opinião, uma das melhores histórias do Batman, salvo seus probleminhas.

Mesmo tendo sido publicada pelo menos duas vezes em edições encadernadas pela Panini (uma em capa dura e outra em capa cartonada), Silêncio não é facilmente encontrada. Com essa “cortesia” que a Eaglemoss está nos presenteando, você poderá ter a saga completa por uma bagatela de R$ 29,80 (R$ 9,90 na edição 1 e R$ 19,90 na edição 2, preços de capa. Não tenho culpa se a loja ou jornaleiro da tua preferência vier a praticar um preço diferente…).

Uma boa história. Uma boa arte. Um bom preço.

A Eaglemoss acertou em cheio no início da sua publicação de Graphic Novels da DC Comics.

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Wolverine: Velho Logan

Rildon

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Confira nossa indicação de WOLVERINE: VELHO LOGAN do Multiversos e deixe sua opinião!

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Turma da Mônica: Lições

Rildon

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Nosso indica de hoje é sobre TURMA DA MÔNICA: LIÇÕES!

Você também se emocionou com essa história? Deixe seu comentário pra gente!

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Coffin Hill

Lorena

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Mistérios, maldição, investigações, criaturas sombrias, bruxaria e sangue, muito sangue. É isso que você irá encontrar na obra tema do nosso JáLeu? De hoje! Curte esse lado dark? Então continue lendo nossa resenha, pois com certeza Coffin Hill vai te agradar.

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Coffin Hill é uma criação da novelista Caitlin Kittredge, autora da trilogia O Código de Ferro, e de outras obras no gênero dark fantasy; Caitlin vem sendo considerada no mercado internacional, a grande novidade para esse gênero (existem até comentários de que ela foi cotada para trabalhar em uma HQ da Mulher Maravilha). E ainda sobre a criação, contamos com a arte do talentoso Inaki Miranda, conhecido por seu trabalho em Fábulas – As Mais Belas.

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A história se passa em volta de nossa protagonista Eve Coffin; herdeira não somente da fortuna pertencente à poderosa família Coffin, mas também de uma grande maldição de suas ascendentes, bruxas vindas desde Salem. Vivendo na cidade Coffin Hill, Massachusetts, Eve cresce como uma adolescente problemática, que após o falecimento de sua avó, torna-se ainda mais ousada, buscando sempre chamar a atenção de sua família e desafiando o perigo que o seu sangue carrega.

Alguns dias antes do Halloween, Eve e seus amigos se reuniram na floresta sombria da cidade e lá decidiram “brincar” de bruxaria, invocando uma força das trevas que acreditavam ali existir; com um livro da família em mãos e com o sangue de bruxa em suas veias, a audaz adolescente se pôs a pronunciar os dizeres da invocação, e o resultado da brincadeira gerou consequências irreparáveis. Dani, uma de suas amigas, foi levada pelo ser da escuridão; e Mel, bom, falaremos mais a seguir sobre o que aconteceu a Mel.

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Avançamos alguns anos e agora Eve é uma policial em Boston que acaba de fazer a apreensão de um assassino em série no qual todos estavam atrás, o que acaba lhe trazendo uma fama indesejada. Não bastasse isso, a jovem é baleada e precisa passar por cirurgia e uma pequena estadia no hospital. Para fugir de toda conturbação do momento, voltar para Coffin Hill torna-se uma solução assustadora, mas inevitável.

Chegando em sua terra natal, a notícia de que jovens estão desaparecendo na obscura floresta da cidade, traz de volta lembranças da fatídica noite que tanto procurou esquecer; mas agora isso não é mais uma opção, pois as vidas desses jovens dependem de Eve e é preciso encarar isso de frente.

O retorno ao lar é de cara marcado por seu reencontro com Nate, atual delegado da cidade, mas que há alguns anos fazia parte da turma de Eve, pois era namorado de Mel, sua melhor amiga. Assim como Eve, Nate também se culpa pelo o que aconteceu na noite do sumiço de Dani. Ele estava com a turma naquela noite, mas assim que as meninas começaram o ritual ele decidiu ir embora, as abandonando na floresta.

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Após o reencontro, Eve, mesmo que a contragosto de Nate, começa o ajudar nas investigações. Ela consegue sentir que, desde o tal ritual algo foi libertado e somente ela poderá resolver esse mistério. Nesse momento muitos flashbacks irão surgir na história, e sinceramente isso me incomodou um pouco pois não houve uma boa divisão para esses acontecimentos.

Fora toda a rebeldia de Eve já citada no início do nosso texto, com esses flashbacks ficamos sabendo de algumas histórias da turma, e dentre elas, da paixão que a bruxa Coffin sempre sentiu pelo atual delegado. Além disso, também nos é revelado o destino de Mel, que foi parar em um hospital psiquiátrico, vivendo de maneira quase que vegetativa.

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Pois bem meus amigos, depois de tudo isso nos ser apresentado, as partes de suspense irão começar. E é bem nessa parte que me senti um pouco decepcionada, pois o roteiro não te faz pensar muito, algumas coisas são um pouco óbvias, mas mesmo assim conseguiu de alguma forma prender a minha atenção.

O ápice da história é quando Mel de repente desperta de seu estado de inércia, como se nada houvesse acontecido. A mesma recebe alta do hospital psiquiátrico em que estava internada e passa a morar com Nate. O fato não desperta apenas o ciúme em Eve, mas também um desejo de resolver logo todo o mistério que a vem cercando.

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Logo Eve percebe que na verdade Mel se foi junto com Dani naquele dia de horror, e o ser que habita aquele corpo é quem está causando todo o mal na cidade. Diante disso, Eve irá perceber que para conseguir vencer esse “monstro” que ela mesma libertou não será preciso apenar coragem, mas também buscar a escuridão que vive dentro de si.

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Durante essa luta das trevas muita coisa é revelada e você passa a entender melhor o porquê de tudo o que aconteceu. Mas pelo que parece não chegamos ao fim. O roteiro deixa um suspense pairando, e um novo acontecimento é imposto bem na última página.

O volume 1 de Coffin Hill reuni as edições de 1 a7. A obra nos EUA já está na 22ª edição, então acredito que já já teremos o lançamento do volume 2 aqui no Brasil. Gostaria de destacar o quanto é linda a arte do Inaki Miranda, principalmente nas cenas sangrentas. Sem dúvidas a arte me deixou bem mais à vontade com a leitura, além de me prender de forma encantadora.

Ahhh… não posso deixar de dizer pra vocês que no final temos uma rápida e reveladora história sobre um fato da infância da mãe de Eve Coffin, além de uns extras da produção das artes desenvolvidas. É isso, se você ainda não leu, leia! E se você já leu compartilhe conosco suas impressões!

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Wolverine Origens

Rildon

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Logan, o mutante canadense, o melhor naquilo que faz. Wolverine passou anos em um passado envolto em mistérios e sua origem foi, por muito tempo, um dos elementos mais discutidos e trabalhados no universo Marvel. Seu passado gerou diversas estórias bem interessantes e surreais. Uma das melhores sobre o passado de Logan foi realizada por Barry Windsor-Smith, na incrível Arma X (Já falamos aqui em Multiversos Indica – Arma X).

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No início dos anos 2000, uma nova luz aos segredos de Wolverine nos foi apresentada, Wolverine Origem, com Paul Jankins nos roteiros e Andy Kubert na arte.

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Em uma atmosfera que lembra muito o filme O Jardim Secreto, a família Howlett nos é apresentada. Com uma narrativa bem agradável, somos transportados ao final do século XIX, onde encontramos em uma fazenda, em Alberta no Canadá, o pequeno James Howlett, um garoto doente e frágil, seu pai John e sua mãe, tomada por enfermidades que lhe consomem a mente e o espírito. Acompanhamos toda a história através dos  olhos da jovem e bela Rose, a menina órfã é acolhida pela família Howlett para fazer companhia ao pequeno e doente James.

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Outro personagem importante para a trágica narrativa que segue, é o garoto de nome Cão. Filho do capataz da fazenda, Thomas Logan; um homem cheio de ódio e rancor em seu coração, que trata o menino com violência e nutre desejos e segredos a muito escondidos em sua alma. Segredos esses que culminam em tragédia. O pois invejoso capataz Thomas Logan teve no passado um caso com a mãe do pequeno James, gerando um filho. Filho este que é o motivo de toda insanidade da mulher, pois a mesma carrega em seu corpo as marcas que possivelmente foram feitas por garras!

O tempo passa em relativa paz, o doente James, Rose e Cão meio que se tornam amigos, mas Cão também tem seus desejos pela jovem Rose.

Todavia nada é calmaria na fazenda dos Howlett, Thomas Logan resolve que é hora de tomar as rédeas da situação, e cobrar a amor que lhe foi negado. Armado e cheio de ódio, ele invade a mansão, e o mistério de quem seria futuramente o nosso Wolverine nos é revelada, pois apesar de acharmos que Cão tem tudo para ser o Wolverine, de uma maneira trágica a verdade nos é revelada. É neste momento em que o doente James Howlett em torpor de ódio, mostra as famosas garras pela primeira vez. O jovem James e a perdida Rose acabam tendo que fugir e recomeçar do zero.

Cheia de reviravoltas e algumas surpresas para o leitor, conseguimos visualizar o passado de Wolverine, e trazer uma luz a tantas dúvidas. Mas a história termina trazendo em seu final mais questionamentos.

Recentemente, a Panini lançou um lindo encadernado de capa dura e sequência direta dessa história. Wolverine Origem II.

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Nessa nova obra, vemos um Logan mais fera do que homem, vivendo em meio a uma matilha de lobos, se tornando parte vital dessa sociedade.
Dessa vez os roteiros são de Kiero Gillen, e quem assume a arte é o irmão mais velho de Andy, Adam Kubert. A inspiração vem de outro universo, o universo de Greystoke – A lenda de Tarzan o rei da selva. A matilha é uma alusão aos macacos e o meio homem, meio fera, uma clara referência ao Tarzan. Em meio à sua nova família, Logan vive em relativa paz, encontrando assim o seu lugar no mundo. Mas nada na vida de nosso protagonista é fácil e por conta de um personagem muito conhecido do universo dos Mutantes, Wolverine perde tudo novamente, inclusive a própria liberdade.

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No decorrer da trama, acompanhamos nosso herói totalmente humilhado e seus sofrimentos físicos e psicológicos só tendem a aumentar. Todo esse sofrimento é orquestrado por Nathaniel Essex (Sr. Sinistro) tentando descobrir os mistérios da evolução e em seu eterno jogo de brincar de Deus.

O atormentando Wolverine é salvo pela enigmática Clara e seu companheiro Creed.

A promessa de liberdade e amor acabam trazendo uma nova vida e esperanças ao atormentado Logan

Apresentando personagens novos e alguns velhos conhecidos do universo Marvel, Wolverine Origem II deixa um pouco a desejar no roteiro, não apresentando nada ao cânone do personagem e em minha opinião a história chega a ser monótona.

A arte de Adam em alguns momentos mostra-se preguiçosa e sem inspiração, deixando a narrativa visual cansativa. Mas sei que ainda existe muito a contar desse passado misterioso do Carcaju e o final deixa isso bem claro. Só espero que o próximo ato seja mais esclarecedor e a equipe criativa consiga dar continuidade a um trabalho tão interessante de um de meus personagens favoritos.

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Pecado Original

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Você é um leitor curioso, daqueles que adoram novelas como “A Próxima Vítima” e sempre quis saber quem matou Odete Roitman?! Pois bem amigos, essa minissérie foi feita especialmente pra você!

Beatriz Segall na novela "Vale Tudo", da Rede Globo.

Publicada há exatamente um ano, Original Sin (julho de 2014) é uma minissérie de 9 edições, contando a partir de Original Sin #0. Agora, em julho de 2015, nós brasileiros podemos ter contato com essa história através da Panini. Considero um pequeno desafio editorial para a Panini, pois além de todas as edições possuírem capas alternativas, temos alguns desdobramentos desta história dentro de outras edições mensais do Quarteto Fantástico, Espetacular Homem-Aranha, Deadpool, dentre outras. E aí Panini, vamos fazer um trabalho bem feito? Fica a pergunta.

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Depois da alfinetada na Panini, vamos ao que realmente interessa, do que se trata Pecado Original #0? Com o subtítulo “Quem é o Vigia?”, a proposta é exatamente esta, apresentar Uatu, mais conhecido como O Vigia. Toda a história deste prequel é contada em forma de narrativa, através da perspectiva de Sam Alexander, o Nova.

Sam é um garoto de 15 anos, que apesar da idade, herdou a difícil missão de ser um Nova. Aparentemente aposentado das funções da Tropa Nova, alcoólotra e faxineiro da escola onde Sam estuda, seu pai misteriosamente desaparece sem deixar vestígios. Como todo adolescente, Sam não consegue deixar de lado os grandes questionamentos que envolvem o desaparecimento de seu pai e vê em Uatu, a oportunidade de saber sobre o passado dele. mont

Mas por quê Uatu teria essa resposta?! Bom, é aí que descobrimos que O Vigia pertence à uma raça mais antiga que o próprio Universo, sendo capaz de enxergar o passado, o presente, o futuro e todas as realidades alternativas dos Universos Paralelos, logo ele teria todas as respostas para a perguntas de Sam, se não fosse por um pequeno problema, O Vigia não fala!

Agora vocês devem estar se perguntando “Qual a relação entre O Vigia e a Odete Roitman!?”. Em Pecado Original #1, Os Vingadores são chamados para investigar um caso na Lua e, ao chegar lá, eles se deparam com o corpo do Vigia morto de forma cruel, com seus olhos arrancados da face! E toda a trama se desenvolve a partir da pergunta “Quem matou o Vigia?”. É nesse momento que a história deixa de ser uma simples narrativa e passa a ser uma trama investigativa, onde Os Vingadores e até mesmo vários outros heróis se unem para tentar descobrir quem cometeu o crime e o que motivou tal ato, assim como aconteceu com Odete Roitman na novela Vale Tudo. Rsrs

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Espero que tenham gostado deste início de minissérie e que tenham ficado mais ávidos para descobrir o verdadeiro mistério por trás desse crime!

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